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Categoria: Alto Trás-os-Montes

Vinhais

mjfsantos 22/01/2008 @ 11:05

Vinhais - Brasão

Vinhais é uma vila portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 2 400 habitantes.

É sede de um município com 694,68 km² de área e 10 646 habitantes (2001), subdividido em 35 freguesias. O município é limitado a norte e oeste pela Espanha, a leste pelo município de Bragança, a sul por Macedo de Cavaleiros e Mirandela e a oeste por Valpaços e Chaves .

História

A ocupação humana deste território data de tempos ancestrais, tal como se pode verificar pelos inúmeros vestígios arqueológicos que se podem encontrar nesta região: inscrições rupestres, edificações de tipo dolménico e fortificações castrejas. Esta antiguidade é reiterada pelo Abade de Miragaia:

O chão desta vila e desta paróquia foi ocupado desde tempos remotíssimos, como se infere da lenda ou história da igreja de S. Facundo, que a tradição diz ter sido fundada no tempo dos Godos. (...) Também por aqui se demoraram os Romanos, pois ao norte da vila, no monte da Vidueira, se encontraram em 1872 muitas moedas romanas bem conservadas (...).

Perto de Vinhais foi encontrada uma lápide com a seguinte inscrição: JOVI / O.M. / LOVIIS / IAIIX / VOTO / LAP (Lovesia dedicou por voto e com generoso ânimo ao grande Júpiter).

Em meados do século XIII surgiu, pela primeira vez, a referência a Vinhais, num documento de doação ao mosteiro leonês de São Martinho da Castanheira: in villa que vocitant Villar de Ossus in territorio Vinales. Nesta época, Vinhais não era um topónimo, mas sim um coronómio, visto que designava uma região, um território e não um lugar determinado.

Pensa-se que a primeira povoação de Vinhais foi construída num outeiro, próximo da margem direita do rio Tuela, mais a norte do sítio actual, ou no monte da Vidueira, ou, ainda, no monte Ciradela ou Ciradelha, na Serra da Coroa. Estas suposições justificam-se pelo aparecimento de moedas romanas, vestígios de edificações da antiga cidade romana de Veniatia e da estrada militar romana que ligava Braga a Astorga (Asturica Augusti).

Vinhais foi, primitivamente, um castro de povoamento lusitano, transformado pelos romanos em castro luso-romano, com a sua fortaleza (oppidum). Certamente, os suevos ou os visigodos cercaram a localidade de muralhas e, com a expulsão dos muçulmanos, Vinhais ficou arrasada, tendo sido repovoada na época da dominação dos reis de Castela e Leão (D. Sancho II e D. Afonso VI). Este repovoamento foi continuado pelos primeiros reis portugueses, nomeadamente com D. Afonso Henriques, D. Sancho I (O Povoador), D. Afonso II e D. Sancho II.

Vinhais recebeu foral de D. Afonso III, no dia 20 de Maio de 1253, o qual foi outorgado pelo monarca D. Manuel I, em 4 de Maio de 1512.

Quando D. João I de Castela invadiu Portugal, em 1384, devido à crise de sucessão suscitada pela morte de D. Fernando, o castelo de Vinhais foi um dos muitos que hastearam a bandeira castelhana, recusando, assim, obediência ao Mestre de Avis, futuro D. João I de Portugal.

No século XVII, Vinhais sofreu bastante com a Guerra da Restauração, devido à sua localização geográfica, tal como conta Pinho Leal, na célebre obra Portugal Antigo e Moderno:

Em 1666, achando-se em Lisboa o III conde de S. João da Pesqueira (futuro 1º Marquês de Távora, criado por D. Pedro II Regente, de 7 de Janeiro de 1670), governador de Entre Douro e Távora (...). entretanto, o general galego D. BALTAZAR PANTOJA, pôs a ferro e fogo a província de Trás-os-Montes. Em 1 de Julho 1666 entrou por Montalegre, no dia 13 de Julho caíu sobre Chaves, no dia 14 de Julho os lugares de Faiões e Santo Estêvão, defendidos pelo sargento-mór ANTÓNIO DE AZEVEDO DA ROCHA, cometendo barbaridades. Recolhendo-se D. BALTAZAR PANTOJA a Monterey, praça galega ao Norte de Verim, e passados poucos dias volveu sobre Portugal, entrando por Monforte, veio pôr cerco a Vinhais, cercando com o seu exército o castelo, que era defendido pelo governador ESTÊVÃO DE MARIS, com os habitantes da vila e mais 50 auxiliares.

Este acontecimento ficou eternizado numa inscrição que, ainda hoje, se pode ver na parede de uma casa que o defensor de Vinhais (Estêvão de Maris) fez:

ESTÊVÃO DE MARIS, GOVERNADOR DES / TA VILA DE VINHAIS, Fº DE Rº DE MORAIS DE TIO / ZELO, MANDOV FAZER ESTAS CASAS / NA E. DE MDCCVI (?) QUANDO PANTOXA / G L DO EXÉRCITO DE GALIZA COM O / MAIOR Q. SE VIO NESTA PROVÍNCIA / E LHE DEFENDEO A MURALHA CÕ / A GENTE NOBRE DA VILA E POV / QVA MAIS DE GRÃ E CÕ PERDER MVTÃ / LEVANTOU O SITIO E QUEIMOU AS / CASAS QUE FICAVÃO FORA DA MVRALHA

Actualmente, Vinhais distingue-se pelas suas paisagens verdejantes, o que originou a designação Sintra Transmontana.



Vinhais
Vinhais - Convento de Frades


Vimioso

mjfsantos 18/01/2008 @ 13:32
Vimioso - Brasão
Vimioso - Igreja Matriz
Vimioso - Igreja Matriz
Vimioso - Largo
Vimioso - Praça
Vimioso - Edificio
(Fotos: Wikimédia.com)


Vimioso (em mirandês Bumioso) é uma vila portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 1 200 habitantes.

É sede de um município com 481,47 km² de área e 5 315 habitantes (2001), subdividido em catorze freguesias. O município é limitado a norte pela Espanha (Alcanizes), a leste pelo município de Miranda do Douro, a sul por Mogadouro, a oeste por Macedo de Cavaleiros e a noroeste por Bragança.

Em duas aldeias deste concelho, Angueira e Vilar Seco, fala-se o mirandês. Há ainda registo de falantes em Caçarelhos, mas se pensa que ali terá deixado de se usar generalizadamente nos últimos anos.

(Wikipedia)



Mogadouro

mjfsantos 31/12/2007 @ 13:14

Mogadouro - Brasão

Mogadouro é uma vila portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 3 600 habitantes.

É sede de um município com 757,98 km² de área e 11 235 habitantes (2001), subdividido em 28 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Macedo de Cavaleiros e de Vimioso, a nordeste por Miranda do Douro, a sueste pela Espanha, a sul por Freixo de Espada à Cinta e por Torre de Moncorvo e a oeste por Alfândega da Fé.

O concelho recebeu foral de D. Afonso III em 27 de Dezembro de 1272.

  • Nesta região, além do português, fala-se sua própria língua: a língua mirandesa.

(Wikipedia)



Mogadouro - Câmara MunicipalMogadouro - Convento

(Fotos: Paulo Moreira)



Mogadouro - CasteloMogadouro - IgrejaMogadouro - Vista

(Fotos: Antero)



HISTÓRIA DO CONCELHO

O concelho de Mogadouro, a uma altitude média de setecentos metros, estende-se por uma área de 756 km2, numa zona essencialmente planáltica. As excepções são os conhecidos “cumes do Mogadouro”, que se elevam a cerca de novecentos metros. É um amplo território, no extremo oriental de Portugal, que está repartido pelas bacias dos rios Douro e Sabor.
Divide-se, o concelho de Mogadouro, em 56 aglomerados populacionais, integrados em vinte e oito freguesias: Azinhoso, Bemposta, Bruçó, Brunhoso, Brunhozinho, Castanheira, Castelo Branco, Castro Vicente, Meirinhos, Mogadouro, Paradela, Penas Roias, Peredo Bemposta, Remondes, Saldanha, Sanhoane, S. Martinho do Peso, Soutelo, Tó, Travanca, Urrós, Vale da Madre, Vale de Porco, Valverde, Ventozelo, Vila de Ala, Vilar de Rei e Vilarinho dos Galegos. Uma população que ultrapassou já os vinte mil habitantes.
Toda a vida destas terras passa de forma decisiva pelo clima. Um clima com duas faces distintas: um Inverno rude, frio e com muita chuva e neve; um Verão, por seu lado, muito quente, típico dos climas continentais, por vezes sufocante. A paisagem, fruto de uma localização muito influenciada pelo clima atlântico, continental e mediterrânico, é muito diversificada e abundante. Proporciona assim recursos agrícolas suficientes para a população do concelho. As espécies vegetais mais comuns, aqui, são o carvalho negral e, nos montes e encostas próximas do rio Douro e do rio Sabor, o azinheiro, o sobreiro e o zimbro.
Em termos de fauna, destaca-se o lobo de tantas “estórias” e mitos, a raposa, o javali, a lebre e o coelho. Muitas espécies de aves sobrevoam o território do concelho e dão-lhe um toque de invulgar beleza, como as aves de rapina – águias reais, gaviões, mochos ou corujas – e as aves em bandos, como as gralhas, as andorinhas, os melros azuis (muito raros em todo o País e que ostentam uma luxuriante e espectacular tonalidade), os estorninhos, as tordeiras, os pombos bravos ou as cotovias. Alguns estudiosos destas matérias dizem mesmo que em nenhum ponto do País se pode encontrar uma tal diversidade de espécies animais.
Por Mogadouro passaram os mais diversos povos. Muitos vestígios dos celtas, dos muçulmanos, dos Templários e dos Távoras, arqueológicos ou arquitectónicos, povoam ainda grande parte das freguesias do concelho. Muita coisa, no entanto, foi destruída pela febre assanhada da vingança pombalina contra a nobre família.
O seu povoamento iniciou-se, em termos documentais, a partir do IV milénio a.C.. Para trás, muito deve ter acontecido, mas até hoje não foi encontrado qualquer vestígio que o prove. O mais remoto elemento de vida humana em Mogadouro foi encontrado na Pena Mosqueira, uma anta, monumento funerário escavado em 1986 por uma equipa de arqueólogos da FLUP - Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Outros vestígios arqueológicos importantes, do período calcolítico, foram encontrados nas freguesias de Peredo da Bemposta e de Urrós. Diversos povoados pré-históricos que teriam o seu centro administrativo, se assim se pode chamar, em Castro de Avelãs.
Durante a época romana, as actuais terras de Mogadouro estiveram integradas na Asturica Augusta, capital de um dos três distritos em que estava dividido o Noroeste Peninsular. Alguns elementos desse período foram encontrados nas terras do concelho, como vários altares votivos e estelas funerárias em Saldanha, Sanhoane, Peredo da Bemposta e noutras freguesias.
Durante a Idade Média, as terras de Mogadouro desempenharam um importante papel na defesa do território português, recentemente conquistado aos mouros. Os ataques de Leão e Castela tinham também aqui uma primeira e decisiva barreira. No território do concelho, foram então edificados os castelos de Penas Roias (1166) e de Mogadouro (também no século XII). Estavam ligados às fortificações de Algoso, Miranda do Douro, Outeiro e Vimioso e constituíam a tal linha de defesa do nordeste português. Controlada a estrada mourisca, principal via de penetração dos povos inimigos, grande parte dos ataques estaria salvaguardada. Ambos os castelos chegaram até nós, ao contrário do que aconteceu em muitas outras regiões do País, mas deles vão restando cada vez menos vestígios, sendo necessário uma recuperação urgente para que a degradação não atinja o seu ponto limite.
Constituído actualmente por vinte e oito freguesias, o concelho de Mogadouro nem sempre teve a sua configuração actual. Muito pelo contrário. Algumas das povoações que hoje se integram no seu âmbito foram em tempos circunscrições independentes, com autonomia política e administrativa, que rivalizavam mesmo em importância social e económica com aquela que é hoje a sua sede. É o caso de Azinhoso, Bemposta, Castro Vicente e Penas Roias, todas elas antigas vilas, com foral, e concelhos, com pelourinhos ainda subsistentes (à excepção do de Penas Roias) e as respectivas justiças próprias e funcionários.
Parte fundamental da história de Mogadouro na Idade Moderna está associada à importante família nobre dos Távoras. Apesar do extermínio que tal família sofreu, em meados do século XVIII (acusada de atentado contra o rei D. José), pela mão de um Marquês de Pombal febrilmente anti-nobiliárquico, alguns dos seus bens podem ainda hoje ser vistos com admiração em Mogadouro. É o caso do seu palácio, apesar de se encontrar praticamente em ruínas, e a Quinta de Nogueira, perto da vila, que também pertenceu à família. A sua pedra de armas em granito, setecentistas, ainda é bem visível para quem demanda estas terras. Muitos outros solares podem no entanto ser admirados por todo o concelho, como em Castelo Branco, S. Martinho do Peso ou Tó.
Curiosos dias passaram-se nos finais do século XIX, aquando da candidatura de Trindade Coelho como deputado por Mogadouro. O eminente político haveria mesmo de publicar um livro sobre o assunto, exactamente com esse título: “A Minha “Candidatura” por Mogadouro”. No excerto apresentado, pode ler-se uma das cartas que lhe foi enviada por um grupo de apoiantes: “Assignada por pessoas de muita representação e respeitabilidade d’este concelho, acaba de ser dirigida ao nosso bom e dedicado conterrâneo, sr. dr. Trindade Coelho, um manifesto ou representação rogando-lhe que aceite o ser chefe político dos signatarios e participando-lhe que já nas próximas eleições geraes para deputados votarão no seu nome.” O partido acabaria por não ir às urnas, mas de qualquer modo ficava uma obra excelente sobre o Mogadouro de finais do século e as confusas tricas políticas da agonia monárquica.
A importância de Trindade Coelho não se resumiu, no entanto, a este incidente político. Dedicado à sua terra, como poucos, deixou obra feita. Conforme referiu João de Araújo Correia: “Era transmontano. Quem o é de raiz não pode ser discípulo de ninguém. Tem dentro de si uma Universidade. Com os olhos postos em Mogadouro, escreveu “Os Meus Amores” – livro que não é livro. É a própria terra do escritor, reproduzida pelo talento de quem lhe quer bem”.
O património deste concelho é algo que não deve ser desprezado. As belezas naturais de Mogadouro aliam-se aqui às riquezas patrimoniais das diversas povoações que o constituem. Desde o castelo, símbolo perene de um pujante passado (embora diminuído pela acção do tempo), passando pela igreja românica de Azinhoso e de Algozinho, o Santuário de S. Gonçalo ou a Igreja da Misericórdia. Tudo merece uma visita a quem vier a estas terras. Em especial destaque está a rota do românico, embora tardio, que pode ser encontrado em parte importante das freguesias do concelho.
Não incluímos na lista, propositadamente, a igreja paroquial da vila e o Convento de S. Francisco, já que ambas merecem um tratamento individualizado e mais em pormenor. A matriz inicial de Mogadouro, antecessora da actual, era de estilo românico ou até visigodo. Não se sabe quando foi substituída por aquela que podemos ver hoje no centro da freguesia e que já é referida em documentos dos inícios do século XVI. Remodelada em finais da centúria seguinte – passou a ter três naves – voltou a sê-lo no século XVII, data em que lhe foi acrescentada uma torre quadrangular, que ainda hoje existe e que na altura simbolizava um luxo a que só as grandes paróquias podiam aspirar.
As naves do templo são separadas por arcos de meio ponto bem abertos e assentes em capitéis de ordem toscana. A capela-mor, manuelina, é pequena mas tem alguns motivos de interesse, dos quais a abóbada (com os seus arcos cruzeiros) não será por certo o menor. Entre as naves e a capela-mor, um arco triunfal e um degrau para subir para a capela-mor. Três janelas renascentistas populares iluminam de forma eficaz as três naves.
Quanto ao exterior da igreja, temos como elemento de especial interesse na frontaria a torre sineira, constituída por três pisos. Toda a fachada está enquadrada por esquineiras em cantaria de granito.
O Convento de S. Francisco, referido em documentos de 1609 (nessa data os frades terceiros da Ordem de S. Francisco já ali estavam), foi ampliado ao longo desse século. Segundo o cabido de Miranda do Douro, a instituição monástica contava em meados do século com nove frades, três irmãos leigos, dois donatos e dois moços. Uma data incerta na frontaria, 1689, deve por certo indicar o ano em que as obras do actual edifício ficaram totalmente concluídas, embora muito antes estivessem já aptas a receber os frades franciscanos. Terá sido mandado edificar, reza a tradição, por D. Luis Álvares de Távora, sétimo comendador de Mogadouro. Foi extinto em 1834 – o liberalismo fora implantado definitivamente – através de um decreto de Joaquim António de Aguiar, celebrizado como “mata-frades” pela devastadora acção que levou a cabo no clero português.
Com uma planta em forma de cruz latina, inspirada às igrejas jesuítas do século XVI, o Convento de S. Francisco situa-se no centro da vila. Nem sempre foi assim. O facto de, à data da sua construção, se encontrar a trezentos metros da povoação, rodeado de campos agrícolas, demonstra bem o crescimento que a sede deste concelho registou desde então. O agradável prospecto exterior tem como principal ponto de destaque a torre sineira, quadrangular rectilínea, que termina em forma piramidal. Quanto ao interior, é criptolateral, um estilo que só mais tarde se espalhou pelo resto do País e até pela Europa. O coro conserva ainda as cadeiras onde os frades se sentavam para celebrar a sua devoção a Deus. A parte do convento, cujos claustros eram fechados e de planta quadrada, apesar das delapidações dos tempos, revela- -se ainda – em parte devido à exemplar reconstrução e aproveitamento que sofreu – como um dos mais importantes edifícios maneiristas do nordeste de Trás-os-Montes.
A Sala-Museu de Arqueologia de Mogadouro reúne em plena Vilaça uma memória colectiva difícil de desprezar. Ao mesmo tempo que salva um conjunto de peças que dessa forma estaria em perigo de desaparecer ou de partir para outras paragens, dá a conhecer a todos os habitantes da região, e até aos que são de fora, o que foi Mogadouro no passado, quais foram os seus primeiros habitantes e que vestígios da sua presença eles nos deixaram.
Em visita por terras de Mogadouro, José Saramago percebeu bem o espírito da região. Em “Viagem a Portugal”, deixou as suas impressões, as suas memórias: “O viajante é natural de terras baixas, muito lá para o sul, e, sabendo pouco destes montes, esperava-os maiores. Já o disse, e torna a dizer. Não faltam os acidentes, mas são tudo colinas de boa vizinhança, altas em relação ao nível do mar, mas cada qual ombro com ombro da qual está próxima e todas perfiladas. Em todo o caso, se alguma se atreve um pouco mais ou espigou de repente, então sim, tem o viajante uma diferente noção destas grandezas, não tanto pelo que está perto, mas por aquela vultosa serra ao longe. Chegando-se-lhe, percebe-se que a diferença não era assim tão grande, mas bastou para promessa de um momento.
Esta linha férrea que vai ao lado da estrada parece de brincadeira, ou restos de solene antiguidade. O viajante, cujo sonho de infância foi ser maquinista de caminhos-de-ferro, desconfia que a locomotiva e as carruagens são desse tempo, objectos de museu a que o vento que vem dos montes não consegue sacudir as teias de aranha. Esta linha é a do Sabor, do nome do rio que se torce e retorce para alcançar o Douro, mas onde esteja o gosto da traquitana, isso não descobre o viajante.
Sem dar por que passou a serra, o viajante chega a Mogadouro. A tarde vai descaindo, ainda luminosa, e do alto do castelo se podem deitar contas ao trabalho dos homens e das mulheres deste lugar. Todas as encostas em redor estão cultivadas, é um jogo de canteiros e talhões, uns enormes, outros mais pequenos, como se servissem apenas para preencher as sobras dos grandes. Os olhos repousam, o viajante estaria totalmente regalado se não fosse o remorso de ter feito fugir do recato das muralhas um casal de namorados que estava tratando dos seus amores. Aqui em Mogadouro ficou ilustrado, uma vez mais, o antigo conflito entre acção e intenção.
É em Azinhoso, aldeiazinha perto, que começa a nascer a paixão do viajante por este românico rural do norte. O risco das minúsculas igrejas não tem ousadias, é receita trazida de longe e ligeiramente variada para ressalvar o prestígio do construtor, mas muito se engana quem cuide que, tendo visto uma, viu todas. Há que dar-lhes a volta com todo o vagar, esperar calado que as pedras respondam, e, se houver paciência, de cada vez sairá dali repeso o viajante, este ou qualquer outro. Repeso de não ficar mais tempo, pois não está bem demorar um quarto de hora ao pé duma construção que tem setecentos anos, como neste caso de Azinhoso. Sobretudo quando começam a aproximar-se pessoas que querem conversar com o viajante, pessoas que justamente conviria ouvir porque são as herdeiras desses sete séculos. O pequeno adro está coberto de erva, o viajante assenta nela as suas pesadas botas e sente-se, não sabe porquê, reabilitado. Por mais que pense, é esta a palavra, não há outra, e não a sabe explicar.
Daqui a pouco será noite, que no Outono vem cedo, e o céu cobre-se de nuvens escuras, talvez amanhã chova. Em Castelo Branco, quinze quilómetros ao sul, o ar parece ter passado por uma peneira de cinza, só na cor, que de pureza até os pulmões estranham. À beira da estrada há uma comprida fachada de solar, com grandes pináculos nos extremos”.
São afinal terras rurais, com tudo o que isso tem de bom, mas muito progressivas, que mantêm incólumes os seus hábitos mais tradicionais e os seus mais remotos costumes. Muito já se perdeu, é certo, como grande parte do artesanato que povoava todas as freguesias e que hoje se resume a uns quantos artífices do barro e da tecelagem: linho, seda, rendas, bordados e colchas de renda.
Pedaço saboroso da etnografia do concelho são também as inúmeras festas, procissões e romarias que acontecem todos os anos, em especial nos meses do Verão, em homenagem às santidades da predilecção do seu povo. E pode-se dizer que, aqui, há para todos: S. Brás, S. Pedro, S. Bento, S. João, Santa Catarina, etc. O paganismo, no entanto, também tem o seu lugar, até porque a vida quer-se feita do amor a Cristo, sim, mas também do amor aos santos prazeres que nos fazem viver com mais alegria o dia-a-dia. Assim, em festas como o “Velho Chocalheiro”, em Bemposta, o “Farandulo” de um “indivíduo” de cara alegre e risonha que se chama Tó, ou das Festas da Bexiga em Bruçó. Festas que, apesar de nada terem de religioso, são o “Ai Jesus!” das respectivas populações.
Famosa é também a feira dos Gorazes, na sede do concelho. Registada na documentação oficial desde há vários séculos, foi o primeiro evento deste tipo na região. Com lugar nos dias 15 e 16 de Outubro de cada ano, deve o seu nome, segundo alguns autores, ao facto de ali se vender com grande abundância, certamente no início da feira, aquele animal tão saboroso. Refere o Pe. António Rodrigues Mourinho (Júnior) em relação a este assunto: “Quem trazia o goraz para Mogadouro? Só os almocreves. Em que condições de conservação viria o peixe para Mogadouro? Salgado? Seco? Que em Portugal o povo sempre se alimentou de peixe seco ou salgado, mas principalmente seco, é um facto. (...) O peixe a uma distância de trezentos quilómetros, mesmo salgado e, neste caso, o goraz não parecia fácil aguentar-se sem perigo de corrupção”. Outros autores, no entanto, como Viterbo, encontram a origem da palavra no nome pessoal Gorazil ou Gouarazel.
Da (saborosa) gastronomia de Mogadouro, destaca-se aqui a célebre posta mirandesa, que é afinal o mesmo que dizer vitela assada na brasa, o folar da Páscoa e, no fundo, de todo o ano, os suculentos enchidos, com o presunto em posição de inquestionável liderança, o queijo e o mel. Iguarias dos deuses, que só eles nos poderiam ter ensinado coisas tão saborosas. Só por isso vir a Mogadouro já mereceria a pena!
(Texto: minhaterra.com)

Cidade de Mirandela

mjfsantos 30/12/2007 @ 11:36

Mirandela - CâmaraMirandela - Rua D. ManuelMirandela - Praça 5 de Outubro

(Fotos: Olegario)




Mirandela - Chafariz

(Foto: Óscar F. G. Moutinho)




Mirandela - Ponte Velha

(Foto: Sulemane Augusto)




História do Concelho

Na cidade de Mirandela estão dos melhores valores arquitectónicos do concelho, como o Palácio dos Távoras, imponente construção nobre reedificada no século XVII, o Palácio dos Condes de Vinhais, a cerca amuralhada da qual resta apenas a Porta de Sto. António, a ponte velha, que continua a constituir uma incógnita quanto à data de construção e que constituem valores patrimoniais e a cultura de um povo.

Em Mirandela nasceu também, com exemplo dado, o conceito de cidade jardim. O culto da flor invadiu todos os espaços. Milhares de belas flores estendem-se por uma cidade inteira que vale a pena visitar.

Por todo o concelho há vestígios de povoamento pré-histórico, bem documentado por monumentos megalíticos e diversos castros. Os povos da idade do bronze desenvolveram uma intensa actividade mineira explorando o estanho, o cobre, o arsénio e ouro como é o caso do “buraco da pala”, situado na freguesia de Passos, que foi identificado um caso de metalurgia primitiva de ouro entre 2800-2500 A.C. Os romanos, não podendo ficar insensíveis ao minério, também aqui se estabeleceram deixando as marcas da sua civilização.

Logo no século VI, o paroquial Suevo dá-nos conta da existência de “Laetera”, enigmática e vasta circunscrição administrativa que corresponde à mesma área onde nasceu o concelho de Mirandela. A importante e medieval “terra de Ledra”estender-se-ia pela quase totalidade do actual concelho e por parte do de Vinhais, compreendendo ainda um reduzida porção do concelho de Mirandela. No dealbar do século XIII, já esta terra se encontrava dividida em três julgados: Lamas de Orelhão, Mirandela e Torre de D. Chama. Todas estas povoações receberam foral e se constituíram em concelhos. Mirandela recebeu assim de D. Afonso III carta foral a 25 de Maio de 1250.

De 1835 a 1871, as reformas liberais extinguiram-nos, restando-lhes a memória desses tempos de autonomia.

Em 1884, o concelho de Mirandela passa a ter delimitações geográficas conforme as actuais.


 

Cronologia

 


1250
CRIAÇÃO DO CONCELHO DE MIRANDELA.
         
Foral dado a Mirandela por El-Rei D. Afonso III-
 25 de Maio de 1250.

1282 A vila de Mirandela é transferida do lugar denominado por "Castelo Velho" para o 
          Cabeço de S. Miguel, (local onde hoje está situada).
         
Carta de transferências passada por El-Rei D. Dinis em 2 de Setembro de 1282.1287

Criação do concelho de Torre D. Chama.
          Foral dado a Torre D. Chama por El-Rei D. 
Dinis 25 de 1287.

1291 Definição dos primeiros limites geográficos do concelho de Mirandela. Foral dado a 
          Mirandela por El-Rei D. Dinis - 7 de Março de 1291.
1293

Extinção do concelho de Torre D. Chama.
          Carta passada por El-Rei D. Dinis 30 de Setembro de 1293.

1295 Instituída a primeira "Feira" em Mirandela

1299 Restabelecido de novo o concelho de Torre D. Chama.
          Foral dado a Torre D. Chama por El-Rei D. Dinis 
- 25 de Março de 1299.

1303 Confirmação definitiva do restabelecimento do concelho de Torre D.Chama.1512

Foral dado a Mirandela por El-Rei D. Manuel - 1   de Julho de 1512.

1512 Foral dado a Torre D. Chama por El-rei D. Manuel - 4 de Maio de 1512.1513

Foral dado a Frechas por El-Rei D. Manuel - 10 de Março de 1513.

1514 Foral dado a Vale de Asnes por El-Rei D. Manuel - 11 de Julho de 1514.1514

Foral dado a Abreiro por El-Rei D. Manuel - 2 de Agosto de 1514.

1515 Foral dado a Lamas de Orelhão por El-Rei D. Manuel - 15 de Julho de 1515.1517

Criação da Comenda de Sta. Maria Madalena de Mirandela.

1518 Fundação da Santa casa da Misericórdia de Mirandela.1835

Criação da Comarca de Mirandela.

1835 Extintos os concelhos de Lamas de Orelhão e  Frechas.1836

Extinto o concelho de Abreiro.

1855 Extinto o concelho de Torre D. Chama.1871

Extinto o concelho de Vale de Asnes.

1883 Criação da Corporação de Bombeiros Voluntários de Mirandela.1884

O concelho de Mirandela passa a ter delimitações geográficas conforme as actuais.

1887 Inauguração do caminho-de-ferro de Foz-Tua a Mirandela (27 de Setembro 1887).1919

Publicação de um Decreto governamental, pelo qual é conferida à Vila de Mirandela
          o oficialato da Ordem da Torre e espada, do Valor, Lealdade e Mérito.

1935 Publicação de uma Portaria governamental que designa a constituição heráldica
          das Armas, Bandeira e Selo da Vila de Mirandela.
1960

Instalação do Complexo Agro-Industrial do Cachão. 1978 Instalação da Direcção-Regional de Trás-os-Montes do Ministério da Agricultura.

1984  Elevação de Mirandela a Cidade

* in Mirandela entre duas datas 1986. João Luís Teixeira Fernandes




Mirandela - Brasão

Mirandela é uma cidade portuguesa situada nas margens do rio Tua, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 11 100 habitantes.

É sede de um município com 658,45 km² de área e 25 742 habitantes (2001), subdividido em 37 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Vinhais, a leste por Macedo de Cavaleiros, a sul por Vila Flor e por Carrazeda de Ansiães e a oeste por Murça e Valpaços.

D. Afonso III deu-lhe a carta de foral a 25 de Maio de 1250. Foi elevada a cidade a 28 de Junho de 1984.

Caladunum era nome da actual cidade de Mirandela.

"Foi local da cividade romana de Caladunum, a atestar pela existência de numerosos vestígios da ocupação pelos romanos." "Callaicorum Bracariorum urbs inter Asturicam et Bracaram. Ptol. Antonin. Ubi nunc Mirandela, castrum Portugall. ad Tuelum amnem, in provinc. Transmontana, inter Lamegam et Bragantiam."

(Wikipedia)


Cidade de Miranda do Douro

mjfsantos 29/12/2007 @ 15:52

Miranda do Douro - Brasão

Miranda do Douro (em mirandês Miranda de l Douro) é uma cidade portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, Terra de Miranda, com cerca de 2 100 habitantes.

É sede de um município com 488,36 km² de área e 8 048 habitantes (2001), subdividido em 17 freguesias. O município é limitado a nordeste e sueste pela Espanha, a sudoeste pelo município de Mogadouro e a noroeste por Vimioso.

Nesta região, além do português, fala-se sua própria língua: a língua mirandesa.

(Wikipedia)



Miranda do Douro - SéMiranda do Douro - MuseuMiranda do DouroMiranda do Douro - Estatuas

(Fotos:commons.wikimedia)



 

Pauliteiros de Miranda



História do Concelho

Miranda do Douro, Cidade da província de Trás-os-Montes, sede de concelho e do distrito de Bragança. Está situada na parte mais meridional da província, sobre a margem direita do rio Douro, que a separa da província de Leão, Espanha, em terreno montanhoso e acantilado.

 

Diz o padre António Carvalho da Costa, Coreografia Portuguesa, com outros escritores Portugueses que Miranda foi uma. Cidade importantíssima no tempo dos romanos, que lhe deram o nome de Conticum, depois de Paramica, e por fim de Seponcia. Conquistada pelos Árabes em 716, estes deram-lhe o nome de Mir-Andul, que depois se corrompeu no actual de Miranda.
Com as guerras entre os Lusitanos e os Árabes foi esta cidade tomada e destruída, de forma que no tempo do conde D. Henrique, estava em completo estado de ruína e quase deserta. Foi nesta miserável situação que D. Afonso Henriques a encontrou, o qual vendo a importância militar e estratégica deste ponto, não só como por ser fronteiro aos turbulentos Leoneses, com quem teve várias encarniçadas lutas, tratou de a tomar uma praça de guerra, construindo-lhe um forte Castelo e uma pequena cerca de muralhas, em 1136; nesse mesmo ano, a 9 de Novembro, lhe deu foral com muitos privilégios, sendo um dos principais o de ser couto do reino ou de homiziados, para atrair mais facilmente povoadores.

Este foral e seus privilégios foram depois confirmados em Coimbra, por D. Afonso, no ano de 1217. Convidados pelos amplos privilégios e isentos do seu foral, a população foi crescendo tanto em torno do castelo, que o mesmo D. Afonso Henriques, ou seu filho D. Sancho I, mandou construir uma outra cerca de muralhas, defendidas por algumas torres e torreões.

 

Quando El Rei D. Dinis subiu ao trono em 1279, as fortificações de Miranda estavam bastante deterioradas, quer pela sua má construção, quer pelas continuas guerras com os Leoneses, e o soberano mandou reedificar a povoação dando-lhe novo foral, em Santarém, a 18 de Dezembro de 1286, e a categoria de Vila, aumentando os privilégios antigos.

Um dos privilégios deste foral era o de Miranda nunca sair da coroa. O castelo estava tão desmantelado que foi preciso reconstruí-lo desde os fundamentos. As muralhas também foram ampliadas.

O castelo tinha uma porta e um postigo, e as muralhas três portas. D. Fernando I fez cunhar moeda em Miranda, usando a letra M como distintivo, posta em cima do escudo das quinas. Mais tarde, El-Rei D. Manuel deu-lhe foral novo em Santarém, no 1º de Junho de 1510. Cessaram as guerras com os castelhanos e leoneses, e a paz trouxe consigo o desenvolvimento da indústria, comércio e apicultura, nas povoações de uma e outra fronteira.

Os Espanhóis, tornando-se nossos amigos, concorreram muito para a prosperidade de Miranda, que era o centro das suas transacções com Portugal, e Miranda tornou-se florescente. No princípio do século XVI, o Arcebispo de Braga tinha um território vastíssimo, pois abrangia a maior parte da província do Minho e toda a de Trás-os-Montes, o que causava vários transtornos, prejuízos e delongas, nos negócios.

Sendo D. João III aclamado em 1521, por morte de seu pai El-Rei D.Manuel, e sendo-lhe apresentados todos os inconvenientes da grande extensão do arcebispado de Braga, resolveu criar um bispado em Trás-os-Montes, e impetrou do pontífice Paulo III a bula para a criação da nova diocese, que lhe foi concedida pela bula de 22 de Maio de 1545, sendo o seu primeiro bispo D. Toribio Lopes, que era esmoler da rainha D. Catarina. Nesse mesmo ano D. João III honrou a vila com a categoria de cidade, dando-lhe novos privilégios e foros, entre os quais se contava a prerrogativa de enviar procuradores às cortes, destinando-se-lhe para assento o 4º banco.

Supõe-se que o brasão da cidade foi concedido pelo dito soberano, consistindo num escudo coroado, tendo ao centro um castelo com três torres e sobre a torre do meio a lua em quarto crescente, com as pontas para baixo. A fortaleza, dizem, que comemora a fundação da cidade, que teve princípio no seu castelo; e a lua em crescente querem que signifique a esperança, ou o prognóstico, do engrandecimento sucessivo da povoação.

Miranda ficou sendo a capital da província de Trás-os-Montes, sede de bispado, residência do bispo, cónegos e mais autoridades eclesiásticas, bem como das militares e civis. Tem muitos e grandiosos edifícios públicos e particulares. Foram alcaides mores do castelo até 1759 os marqueses de Távora, que nesse ano sofreram o suplício, sendo-lhe confiscados todos os seus bens.

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Cidade de Macedo de Cavaleiros

mjfsantos 28/12/2007 @ 13:33

Macedo de Cavaleiros - Brasão

Macedo de Cavaleiros é uma cidade portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança e Terra de Miranda, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 6 000 habitantes.

É sede de um município com 699,27 km² de área e 17 449 habitantes (2001), subdividido em 38 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Vinhais, a nordeste por Bragança, a leste por Vimioso, a sul por Mogadouro e Alfândega da Fé, a sudoeste por Vila Flor e a oeste por Mirandela.

História

  • Em 18 de Julho de 1835 decretava-se a nova divisão administrativa. O país ficava dividido em distritos, estes em concelhos e estes em freguesias.
  • No mapa nº 2 anexo ao Decreto, mencionavam-se, entre os 44 concelhos que ficavam a constituir o distrito de Bragança, os de Chacim, Cortiços, Nozelos, Sezulfe e Vale de Prados.
  • A 6 de Novembro de 1836, reduziram-se a dois - Chacim e Cortiços - os velhos Concelhos que viriam a constituir o núcleo de Concelho de Macedo de Cavaleiros.
  • Uma nova divisão administrativa é aprovada em 1853 e institui Macedo dos Cavaleiros como Julgado e Concelho, suprimindo os antigos concelhos de Chacim e Cortiços.
  • Um erro gráfico dá forma definitiva ao nome Macedo de Cavaleiros.
  • Em 1863 a povoação de Macedo de Cavaleiros é elevada à categoria de vila.
  • Indubitavelmente o crescimento da antiga povoação de Masaedo deve ter sido enorme entre o início do século XVIII e a segunda metade do século de XIX, passando duma simples "quinta" a sede de concelho e a vila.
  • A 13 de Maio de 1999 é votada na Assembleia da República a elevação de Macedo de Cavaleiros à categoria de cidade.

(Wikipedia)



Macedo Cavaleiros - Câmara

Macedo Cavaleiros - Largo dos Segadores

(Fotos: Jorge Guerreiro)



Macedo Cavaleiros - Centro

Macedo Cavaleiros - Estatuas

(Fotos: Vincente Metier)



(Vilar do Monte)



Macedo Cavaleiros - Pelourinho Vale de Prados



 

Alfândega da Fé

mjfsantos 27/12/2007 @ 13:45

Alfândega da Fé - CoretoAlfândega da Fé - Igreja



Alfândega da Fé - Brasão

Alfândega da Fé é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 2 000 habitantes.

É sede de um município com 321,96 km² de área e 5 963 habitantes (2001), subdividido em 20 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Macedo de Cavaleiros, a leste por Mogadouro, a sul por Torre de Moncorvo e a oeste por Vila Flor.

(wikipedia)



Alfândega da Fé - Vista Geral

Alfândega da Fé - Câmara

História do Concelho

Alfândega (da Fé) é um nome de origem árabe que a localidade deve ter adquirido entre os séculos VIII-IX. É muito possível que anteriormente a este período já existisse algum povoado de origem Castreja, o que não será de admirar, até porque na área do concelho existem muitos vestígios arqueológicos desse e até de períodos anteriores.

No entanto, a transformação em concelho medieval só aconteceu com a carta de foral de D. Dinis, datada a 8 de Maio de 1294, o qual viria a ser confirmado por D. Manuel, em 1510.

Em 1320 o mesmo rei D. Dinis mandou reconstruir o seu castelo, que era anterior ao primeiro foral e provavelmente construído pelos mouros. Este castelo desapareceu com o tempo. O recenseamento do ano de 1530 já indica o castelo como “derrubado e malbaratado” e nunca mais foi recuperado, muito embora o Tombo dos Bens do Concelho de 1766 ainda identifique os “antigos muros” pelo que, a Torre do Relógio, actual ex-libris da vila, e que fica na zona conhecida por Castelo, parece ser o que resta do antigo castelo medieval.

Na sede do concelho merecem ainda uma visita a Capela da Misericórdia, a Capela de S. Sebastião, (inicialmente ermida) cujo campanário actual veio da casa dos Távora, de que resta apenas, do original, a porta de entrada da capela familiar, o portal da mesma casa e a Capela dos Ferreiras, com brasão picado, a identificar ligações àquela família.

Sendo um concelho antigo e para mais com um nome de origem árabe, é fácil de compreender porque razão o imaginário popular gira fundamentalmente em torno das lendas das “mouras encantadas”, não havendo quase freguesia nenhuma onde esse tipo de situações não nos apareça.

Contudo, existem duas lendas mais estruturadas e, de certa forma, com ligação a factos históricos, como é o caso da “Lenda dos Cavaleiros das Esporas Douradas”, que pretende explicar uma parte do nome da vila e marca a resistência dos cristãos face à ocupação muçulmana e a “Lenda de Frei João Hortelão”, relacionada com uma personagem real e que, como veremos adiante, tenta explicar a existência, na localidade de Valverde, de uma importante cruz processional.

(cm-alfandegafe)



Vila Pouca de Aguiar

mjfsantos 19/12/2007 @ 19:27

 Vila Pouca de Aguiar - Castelo

(Foto: João Carvalho)




Vila Pouca de Aguiar - Brasão

Vila Pouca de Aguiar é uma vila portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 3 500 habitantes.

É sede de um município com 432,68 km² de área e 14 998 habitantes (2001), subdividido em 18 freguesias. O município é limitado a norte por Chaves, a leste por Valpaços e Murça, a sul por Alijó, Sabrosa e Vila Real, a oeste por Ribeira de Pena e a noroeste por Boticas.

História

Conhecidas nos primórdios da nacionalidade como as terras de Aguiar de Pena, nome tirado do velho castelo roqueiro com a mesma designação, ou seja da Pena, assente num penedo colossal que seria uma das referências da região, com o nome de Aguiar adivinha-lhe do facto de ser um povoado de águias. Delimitada a norte pela terra de Chaves e Montenegro, a leste e sul pela terra de Panóias e a ocidente pelas terras de Bastos. A ocupação humana deste território, remonta à época megalítica, muito anterior à ocupação romana, como testemunham as várias, antas, mamoas, sepulturas e o espólio arqueológico encontrado em vários locais, principalmente na serra do Alvão. Nos finais do século III a.C. começa a colonização romana do território actualmente português. Posteriormente e até à fundação do reino de Portugal, este território foi sucessivamente ocupado por Suevos, Visigodos e Muçulmanos. Após a criação do Reino, é atribuído o primeiro foral à Terra de Aguiar de Pena pelo Rei D. Sancho I, em 1206. Em meados do século XIX as reformas administrativas efectuadas ao nível autárquico, deram a actual configuração ao município.

 

Património histórico e cultural

 

Antas da Serra do Alvão

As Antas da Serra do Alvão (freguesia da Lixa do Alvão), estão classificadas como Monumento Nacional desde 1910, erguem-se numa planície junto ao Rio Torno, nas proximidades de Soutelo de Aguiar.

Escavada ainda no final do século XIX pelos sacerdotes e grandes estudiosos da região de Vila Pouca de Aguiar, José Rafael Rodrigues e José Brenha, esta necrópole megalítica seria originalmente constituída por um conjunto de dez monumentos, cinco dos quais foram destruídos, muito provavelmente na sequência dos trabalhos agrícolas desenvolvidos ao longo dos tempos nos terrenos particularmente férteis onde se encontram implantados, assim como das constantes violações às quais foi sujeita parte substancial dos exemplares arqueológicos desta região transmontana e, muito especialmente, os exemplares desta tipologia arqueológica.

Também conhecida por "Chã das Arcas", a primeira anta deste conjunto apresenta uma mamoa - tumulus - edificada com terra e pedra miúda, cujas dimensões a transformam num dos monumentos megalíticos mais impressionantes do concelho. Consegue ainda manter in situ três dos grandes esteios graníticos que comporiam originalmente a câmara sepulcral, bem como a correspondente pedra da cabeceira, à semelhança, aliás, da segunda anta (exceptuando o último elemento pétreo), apartada daquela por cerca de vinte metros para Ocidente.

Quanto ao terceiro exemplar desta necrópole megalítica, parece ser apenas possível percepcionar a mamoa primitiva, de cuja câmara sepulcral não se identificaram ainda quaisquer elementos estruturais, o mesmo sucedendo, ademais, com o quarto espécime, identificado pela cota mais elevada do terreno.

Finalmente, o quinto monumento deste conjunto funerário parece ser aquele que se encontra em melhores condições de conservação, apresentando, quer três dos blocos que formariam de início a câmara sepulcral, quer múltiplos vestígios do corredor que atingiria um comprimento de aproximadamente dois metros e uma largura de metro e meio.

Quanto aos artefactos recolhidos no local, dever-se-á relembrar que o conhecido espólio do Alvão, composto de várias dezenas de placas gravadas, fragmentos cerâmicos, machados executados em pedra, pontas de seta e contas de colar, entre outros elementos, procede, precisamente, deste arqueossítio, a revelar, no fundo, a sua relevância para um melhor entendimento deste período do Noroeste peninsular.

 

Castelo de Aguiar

O Castelo de Aguiar (freguesia de Telões), singular conjugação da natureza com o engenho humano, está localizado nos contrafortes da Serra do Alvão, junto da aldeia do Castelo, na freguesia de Telões está classificado como Monumento Nacional desde 26 de Fevereiro de 1982.

Na zona abundam gigantescos blocos graníticos. O Castelo, isolado e inexpugnável, como um ninho de águias, dominando o vale fértil de Aguiar e as serras vizinhas, está apoiado no mais elevado deles. Com o desenvolvimento das vilas e cidades, no fim da Idade Média, a estabilização de fronteiras e as múltiplas reformas administrativas e políticas, o Castelo de Aguiar, como muitas outras fortalezas isoladas, perdeu importância. A passagem do tempo e a erosão foram-no degradando, até chegar ao estado ruinoso em que hoje se encontra apesar mesmo da sua classificação.

 

Pelourinho de Alfarela de Jales

O Pelourinho de Alfarela de Jales (freguesia de Alfarela de Jales, lugar de Alfarela de Jales), datado do século XVI este elemento está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1933.

O primeiro dos quatro degraus do pelourinho está bastante enterrado no pavimento. Todos são de forma quadrada com pouca altura e de aparelho ligeiro. A Plataforma com a altura de oitenta centímetros tem forma de plinto quadrado e possui na base, mais encorpamento. Na parte superior existe um bordo saliente, boleado. Neste elemento pousa o fuste cilíndrico monolítico com a altura de dois metros e vinte centímetros e o diâmetro de trinta centímetros. No topo pousa um ligeiro capitel saliente, liso, seguido de um rebordo mais encorpado e boleado. O remate é composto por um tabuleiro quadrangular que num dos lados tem um escudo das armas de Portugal encimado por uma coroa aberta. Por peça terminal existe elemento cilíndrico com base de maior diâmetro e com o topo saliente e boleado onde pousa uma pirâmide circular.

No ano de 1953 o pelourinho foi deslocado para sul a fim de dar lugar a um fontanário.

 

Estátua–Estela de Jales

Estátua – Estela (freguesia da Vreia de Jales, lugar de Barrela), Escultura em granito, de forma antropomórfica, está em processo de classificação desde 1997. Tem 2.30 metros de altura, e encontra-se ainda no que se presume ser a sua implantação original. Situa-se ao lado da via romana que segue para o campo mineiro de Jales e Trêsminas. A cronologia destas estátuas-estelas é, genericamente, atribuída ao bronze final/idade do ferro, se bem que esta poderá talvez ser mais tardia, podendo mesmo ser de época romana. A Mamoa do Alto do Catorino (freguesia da Lixa do Alvão), é um dos maiores monumentos megalíticos do concelho de Vila Pouca de Aguiar, e talvez aquele que se encontra em melhor estado de conservação, está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1990.

 

Cidadelhe

Recinto fortificado de Cidadelhe (freguesia da Vila Pouca de Aguiar, lugar de Cidadelhe), classificado como Imóvel de Interesse Público em 1990, ergue-se no topo de um pequeno cabeço da Serra do Alvão, sobranceiro ao Rio Avelames, ao vale de Vila Pouca de Aguiar e à própria aldeia de Cidadelhe.

Estudos de Caracterização do Território Municipal Estrutura e Dinâmicas Urbanas conquanto destituído das condições naturais de defesa essenciais a uma comunidade humana que aí se instalasse. Terá sido, na verdade, esta última condição a ditar a construção de uma única linha de muralha bem aparelhada, a maior parte da qual bastante derrubada na actualidade, e que chegaria, nalguns troços, a atingir cerca de dois metros de altura.

A zona intermuralhas, de forma relativamente elíptica, apresenta múltiplos afloramentos graníticos de reduzidas dimensões, não tendo sido encontrados, até ao momento, quaisquer vestígios indicadores de uma provável existência de estruturas de carácter doméstico, como seria, certamente, de esperar num povoado fortificado da Idade do Ferro, como este.

 

Minas Romanas de Tresminas

Complexo Mineiro de Tresminas (freguesia de Tresminas), neste importante centro mineiro classificado como Imóvel de Interesse Público em 1997, segundo um investigador espanhol, já eram explorados metais nos fins do Neolítico e sobretudo na idade do bronze e do ferro. Mas é sobretudo a romanização que marca profundamente a actividade mineira neste local. A exploração que os romanos levaram a efeito em Tresminas, pela sua importância e duração, fez com que os vestígios deixados se revistam de grande importância, não só do ponto de vista do conhecimento da estadia romana por terras lusas, mas também da compreensão dos seus métodos de exploração e tratamento metalúrgico.

As minas romanas de extracção a céu aberto, foram provavelmente já durante o reinado de Augusto (27 aC, 14 dC), que iniciaram a exploração sistemática deste complexo, tendo-se prolongado até à segunda metade do século II dC. Sendo o domínio imperial e fiscal, o distrito mineiro estava sob a orientação estatal directa. Ainda não são conhecidos os limites exactos da povoação mineira de Tresminas. Depois de algumas prospecções efectuadas, pressupõe-se a existência de determinadas construções, nomeadamente, edifícios administrativos, casernas, balneários, complexos industriais, armazéns, silos, mercados, lojas, casas de habitação, templos e santuários. A exploração mineira em Tresminas realizava-se essencialmente pelo desmonte a céu aberto, sendo disso resultado os desfiladeiros que são as cortas (ou lagos) de Covas e Ribeirinha. Numa terceira Corta existente, a dos Lagoínhos, não estudada, a exploração era subterrânea. Esta Corta resulta do aluimento de uma grande extensão daquela que seria a galeria principal de uma complicado conjunto de galerias.

Em jeito de curiosidade um Engenheiro de Minas Inglês, calculou que 2000 trabalhadores operando diariamente levariam 200 anos a fazer estes desmontes, sendo necessário remover pelo menos 5.800.000 m3.

Na Corta ou Lago de Covas, foram reconhecidas várias galerias que terão sido utilizadas, uma para o escoamento de aterros e águas, outra como oficinas de tratamento minério. Nas imediações das grandes covas, terá existido uma grande povoação, e foram descobertos vestígios da eventual existência de um anfiteatro e uma necrópole.

Cerca de 300 m a sudeste da corta de Covas encontra-se uma estrutura do tipo muro de terra batida, em parte nivelada e deformada por trabalhos agrícolas. Não se trata certamente de um muro defensivo derrubado de uma fortificação mas, muito provavelmente , de restos da fundação para a cave de um pequeno anfiteatro.

Por volta de 1937, quando se efectuavam trabalhos de construção rodoviária, foram encontrados, em local não especificamente designado, três pedras sepulcrais e um número indefinido de sepulturas de cremação. Em 1986 foi possível localizar os pontos achados das mencionadas estelas bem como, de uma outra pedra sepulcral, desenterrada por um arado a norte da zona mineira. Parece que a necrópole se estendia pelos dois lados da estrada sobre um talude que descai em direcção a Oeste. A sua extensão é ainda desconhecida. Até à data não existem indícios para uma actividade mineira pré-romana em Tresminas, não podendo, no entanto excluir-se à partida tal possibilidade tendo em vista o castro, da idade do ferro, situado cerca de 4km a sudoeste numa curva do Rio Tinhela.

As inscrições encontradas na zona de Tresminas formam a estrutura para a cronologia da exploração mineira romana. O povoamento do local, ou seja, a exploração mineira sistemática deverá ter tido início, o mais tardar, sob o governo de Tiberius.

O estacionamento de militares em Tresminas, além de soldados da sétima legião está comprovada a estadia de secções da cohors I Gallica equitata civium romanorum, reflecte sem dúvida, um ponto alto das actividades na primeira metade do século II. Aponta também para o status legal da mina como domínio imperial, ou seja, propriedade fiscal. É altamente provável que o distrito de Tresminas tivesse estado ligado ao de Jales formando uma unidade administrativa, territorium metallorum.

 

Igreja de Santa Eulália

A Igreja de Santa Eulália (freguesia de Pensalvos, lugar de Pensalvos) encontra-se em processo de classificação desde 2003.

Na obra Portugalie Monumenta Historica, faz-se referência a este templo “De Sancta Eolália de Penzalvos, Gomecius Menendiz Abbas, Johanes Johanis, Martinus Nuniz, Petrus Gunzalvis, Fernandus Manendiz, Jurati Dixerunt quod rex non est patronus”. De estilo Românico, ostenta uma imponente sineira de granito e, na fachada sobressaem ainda as duas cruzes, um geométrico quadrifólio e uma escultura de Santa Eulália, que se pensa ser da autoria da Escola Flamenga.

No interior do templo, destacam-se a capela-mor, em estilo barroco, e o belíssimo arco cruzeiro, onde ao centro se evidencia a imagem de São Miguel Arcanjo a dominar o dragão, enquanto que do lado direito, sobressaem dois ricos retábulos. Do lado esquerdo do pórtico em arco de volta perfeita, vislumbra-se uma bela imagem “La Pietà”, escultura pungente da dor da mãe com o cadáver do filho sobre os joelhos. São vários os altares que embelezam a igreja, dando-se especial relevo ao das Almas e ao de Nossa Senhora do Rosário. Pensa-se que este último foi mandado erguer pelo Comendador Martins Aguiar, da Casa do Cabo, já que a encimar a porta principal pode ler-se o seguinte: “Levantou esta igreja a toda a roda a su cuidado Sargento-mor Miguel Borges Aguiar (?)”. Este retábulo mariano tem a ornar a imagem, pintados a óleo, os quinze mistérios do Rosário. O tecto, trabalho de fino recorte e valor precioso, são 55 caixotões com variadas pinturas a óleo, emolduradas com os mais diversos temas.

Painéis com motivos emblemáticos, Adão e Eva e o pecado original, motivos hagiológicos, as Santas Virgens e Mártires, os doutores da Igreja (Santo Agostinho segura na mão um coração em chamas). O tecto desta Igreja, com os seus caixotões pintados é de facto um precioso livro pictural com motivos Bíblicos, Cristológicos e Hagiológicos.

(wikipedia)




Vila Pouca de Aguiar - Aldeia do CasteloVila Pouca de Aguiar - Câmara

Vila Pouca de Aguiar - Vale de AguiarVila Pouca de Aguiar - Pelourinho de Alfarela de Jales

(Fotos: cm-vpaguiar)


Cidade de Valpaços

mjfsantos 18/12/2007 @ 13:19

Valpaços - Igreja de Carrazedo de Montenegro

(Fonte: escapadelas.com)




Valpaços - Brasão

Valpaços - Câmara

Valpaços é uma cidade portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 4 500 habitantes.

É sede de um município com 553,06 km² de área e 19 512 habitantes (2001), subdividido em 31 freguesias. O município é limitado a noroeste por Chaves, a leste por Vinhais e Mirandela, a sul por Murça e a oeste por Vila Pouca de Aguiar. Foi criado em 1836 por desmembramento de Chaves.

HISTÓRIA

Os primeiros documentos escritos que citam Valpaços datam do século XII. O próprio topónimo tem uma raiz claramente pré-nacional. A freguesia terá começado por ser um pequeno reduto habitado por nobres e famílias senhoriais, atraídas por um conjunto de privilégios tendentes a povoar aquela região tão próxima de Espanha.

O acontecimento mais importante da história de Valpaços deu-se seguramente em meados do século XIX. Em 16 de Novembro de 1846, durante a Guerra da Patuleia, aqui se defrontaram as tropas rivais. O movimento, que começara de forma espontânea e por ter características eminentemente populares, passava nesse momento a tomar proporções políticas. Cerca de duas dezenas de mortos marcaram a passagem por Valpaços de uma batalha que depois prosseguiu por terras de Murça.

Segundo a lenda, participou na refrega o famoso Zé do Telhado, que inclusivamente teria salvo a vida ao visconde de Sá da Bandeira, ele que até fora lanceiro da rainha antes de se tornar salteador!

O património edificado desta freguesia justifica bem a sua importância actual e os pergaminhos do passado. Acima de tudo, a igreja paroquial. Muito amplo, é de uma só nave. No interior, pode observar-se o arco cruzeiro que separa a capela-mor (na qual se pode ver uma bonita imagem de Santa Maria Maior) do restante corpo do edifício.

Da arquitectura civil, uma referência para os paços do concelhos. Oitocentistas, custou a sua construção cerca de vinte contos. Projectada por Augusto Xavier Teixeira, demoraram dois anos a ficar concluída - 1891.

E os incontornáveis solares da vila, dos quais o mais antigo é o dos Morgados da Fonte ou de "S. Francisco de Valpassos".

Valpaços foi elevada a vila em 1861, através de decreto real de 27 de Março, assinado por D. Pedro V. Em 1936, chegava finalmente a sua representação heráldica. Agora revista para uma coroa de cinco castelos dado que passou a cidade em 1999.

(wikipedia)




Valpaços - Igreja MatrizValpaços - Solar de PossacosValpaços - Ponte Valtelhas

(Fonte: adrat.pt)


Murça

mjfsantos 17/12/2007 @ 13:08

Murça - Brasão

Murça é uma vila portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 2 200 habitantes.

É sede de um município com 189,36 km² de área e 6 752 habitantes (2001), subdividido em 9 freguesias. O município é limitado a norte por Valpaços, a leste por Mirandela, a sueste por Carrazeda de Ansiães, a sudoeste por Alijó e a noroeste por Vila Pouca de Aguiar.

Murça - Porca de Murça

(Wikipedia)



O concelho está situado na transição entre as duas feições, a duriense e a trasmontana. Voltando-nos a sul, vemos uma paisagem amena de vinhedos e olival, de óbvia riqueza. A norte, encostas serranas e penhascosas, menos produtivas.

Durante muito tempo, Murça foi identificada com uma única rua, coincidente com a Estrada Nacional 15. Mas o desenvolvimento urbanístico das últimas décadas rasgou novos artérias, avenidas e praças, dando-lhe ar citadino.

O património histórico-arquitectónico mais significativo encontra-se, é óbvio, na parte antiga. Mais que qualquer outro monumento, é a chamada Porca de Murça que simboliza a vila. Trata-se de uma escultura granítica representando um quadrúpede. O povo considerou que se tratava de uma ursa que devastava a região e foi necessário eliminar. Depois, passou a ser uma porca. Mas os atributos masculinos bem visíveis não enganam: é na verdade um berrão, do mesmo género dos que se encontram frequentemente na zona oriental de Trás-os-Montes, relacionados com um culto da fertilidade de povos pré-romanos. Seja como for, é hoje um monumento que se ergue orgulhoso sobre um plinto no centro da praça principal. A Igreja Matriz, a Capela da Misericórdia com a sua exuberante fachada barroca, o pelourinho e um ou outro solar são outros tantos motivos de interesse.

A proximidade à exploração aurífera de Jales determina a existência de alguns vestígios da romanização, nomeadamente pontes e calçadas. De épocas ainda anteriores, existem alguns monumentos megalíticos e castros, dos quais o mais conhecido e explorado é o Crasto de Palheiros.

As principais produções agrícolas são o azeite e os vinhos. Mas estes é que conquistaram um lugar privilegiado na carta dos vinhos portugueses. Murça produz grandes vinhos de mesa, assim como vinhos finos, que têm obtido repetidamente distinções em concursos, nacionais e internacionais. Uns e outros vão bem com a gastronomia local: com as carnes de um cozido à portuguesa ou com algumas das mais saborosas especialidades em doçaria, acaso herdadas das beneditinas que em Murça tiveram convento: o toucinho-do-céu e as queijadas.

(Fonte: rtsmarao.pt)



Murça - Igreja

(Foto:lionel jose mendoza castro)