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Categoria: Braga

Vila Verde

mjfsantos 26/11/2007 @ 13:11

Vila Verde - Ponte NovaVila Verde - BibliotecaVila Verde - Igreja 



Vila Verde é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Braga, região Norte e subregião do Cávado, com cerca de 3 800 habitantes.

É sede de um município com 227,20 km² de área e 46 579 habitantes (2001), subdividido em 58 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Ponte da Barca, a leste por Terras de Bouro, a sueste por Amares, a sul por Braga, a oeste por Barcelos e a noroeste por Ponte de Lima.

Resenha Histórica

Vila Verde é um concelho relativamente moderno, com pouco mais de cem anos de existência e, um dos maiores da província do Minho.

Foi fundado em 24 de Outubro de 1855, com a extinção de outros concelhos como, Pico de Regalados, Vila Chã e Larim, Penal e Prado, cujas origens remontam a nebulosos tempos da Pré-História e da Idade Média. Pico de Regalados, primitivamente, foi couto dado por D. Afonso Henriques ao Arcebispo de Braga, D. Paio Mendes. Foi tido como um dos mais antigos e aristocráticos do País. D. Manuel I concedeu-lhe foral em 13 de Novembro de 1513.

Vila Chã e Larim foi o primeiro foral concedido por D. Afonso III. Teve a sua sede primitiva no lugar com o mesmo nome da actual freguesia de Carreiras S. Tiago. Mais tarde mudou a sua sede para o lugar de Revenda da freguesia de Travassós, transitando, posteriormente, para a freguesia de S. Paio de Vila Verde.

Penal, também conhecido por Portela de Penal ou Portela das Cabras, foi-lhe concedido foral por D. Manuel I, em 6 de Outubro de 1514.

Prado, recebeu foral de D. Afonso III, concedido em 1260. D. Manuel I confirmá-lo-ia em 1510. Teve a sua sede na freguesia do mesmo nome.

A primeira notícia sobre Vila Verde remonta ao século X e constitui, talvez, a mais antiga documentação do topónimo Vila Verde, ou um dos raríssimos casos em que este topónimo surge antes da nacionalidade, pois quase na totalidade dos casos revela-se posterior ao século XI. Nessa altura, boa parte do território do actual concelho aparece na posse da poderosa família da condessa Mumadona, tanto por si própria como pela do marido desta, o conde Hermenegildo Gonçalves, cujo pai, conde Gonçalo Betotes era já muito herdado no século IX desde o Douro, talvez Minho. Durante o século XI nota-se no território do actual concelho uma espécie de logradouro da alta nobreza portucalense, na correspondência da estirpe da condessa Mumadona, no século anterior. Relativamente à actual vila , sede de concelho, há um documento pré-nacional de 1089 que diz respeito à venda, que fez à igreja de Sto António, uma dama de nome Eldara Eriz. Outro documento dos princípios da nacionalidade, de 1120, fala da doação que D. Maior Mides faz à Sé bracarense de herdamentos eclesiásticos e laicais herdados por ela de seus pais, Mido Vermudes e «donna» Godo Pais e outros por ela adquiridos.

O mais relevante da vida documentada nos séculos X a XII no território do actual concelho concentra-se à roda do velho castro ou «civitas» originária, o mesmo é dizer-se nas imediações de Vila Verde dos nossos dias.

Até ao século XVII a freguesia de Vila Verde não se distinguiu das outras do concelho a que pertencia. Porém, nos princípios do século XVIII parece que estava já nela a sede do concelho de Vila Chã, com uma importante feira mensal e, desde aí, em progresso contínuo, veio mesmo a adquirir, em 1855, com os governos liberais, o estatuto de sede de um populoso e vasto concelho. Actualmente, Vila Verde mantém os seus traços eminentemente agricolas, para cuja fertilização contribuem, de maneira decisiva, os muitos cursos de água que o atravessam em todas as direcções. À actividade agricola anda associada a exploração pecuária, pelo que uma e outra marcam lugar de relevo na economia regional.

Dos seus produtos se abastece a população, sendo os restantes comercializados nas feiras do concelho ou canalizados para os mercados de Braga. De entre esses produtos merece especial destaque o vinho verde ali produzido cuja qualidade beneficia das excelentes condições para o seu cultivo. A parte industrial é reduzida mas, ainda assim, a especificidade de uma cultura técnica, acumulada ao longo dos tempos, evidencia-se na produção do mais variado artesanato de elevada qualidade.




in Revista sobre Vila Verde
Texto/Fotos: Wikipédia
Autor Fotos: João Miranda

Terras de Bouro

mjfsantos 25/11/2007 @ 10:36

Terras de Bouro - S. Bento da Porta AbertaTerras de Bouro - Barragem

(Fotos: Portuguese_eyes)

 

Terras de Bouro é uma vila portuguesa no Distrito de Braga, região Norte e subregião do Cávado, com cerca de 800 habitantes.

É sede de um município com 276,17 km² de área e 8 350 habitantes (2001), subdividido em 17 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Ponte da Barca e pela Espanha, a leste por Montalegre, a sul por Vieira do Minho, a sudoeste por Amares e a oeste por Vila Verde.

(Wikipédia)




Terras de Bouro - Paisagem

 

Terras de Bouro: Paraíso Minhoto

O concelho de Terras de Bouro, situado em pleno coração do Parque Nacional da Peneda-Gerês e percorrido pelas bacias do Cávado e Homem, é riquíssimo em história, tradições e paisagens deslumbrantes.

A fauna e a flora variadas, os recursos termais, hidrológicos, a oferta de condições naturais e artificiais para a prática de desportos de montanha e náuticos, fazem de Terras de Bouro uma região de procura turística por excelência.
Associadas a estas potencialidades encontramos instituições e infra-estruturas que tornam este território de montanha bem conhecido, com referência no país e no mundo, a saber pelo santuário do S. Bento da Porta Aberta com as suas romarias, o Museu Etnográfico de Vilarinho das Furnas, as termas e a serra do Gerês como ponto nevrálgico e emblemático do Parque Nacional, as albufeiras da Caniçada e de Vilarinho das Furnas, a via Romana XVIII (Geira), que ligava Bracara Augusta a Astorga com o conjunto de miliários epigrafados e sua história multissecular, a fronteira da Portela do Homem e o relacionamento ancestral com os povos da Galiza, o Centro de Artesanato de Covide e de Brufe, o Centro Náutico de Rio Caldo, a Água do Fastio, o turismo no espaço rural, os miradouros e as cascatas na serra do Gerês.

Para acolhimento, Terras de Bouro oferece dezenas de unidades hoteleiras, Pousada da Juventude, Parques de Campismo e modalidades de alojamento de turismo rural, que constituem as mais valias das nossas aldeias, revitalizadas no âmbito do programa de iniciativa Leader.
Em toda a região, na sua vasta rede de restaurantes, pensões e hotéis, podemos apreciar a gastronomia minhota e a genuinidade dos pratos da terra, tão exaltados no X Congresso de Gastronomia do Minho (1999), destacando-se o “Cozido de Feijão com Couves” e os “pastéis de Santa Eufémia”, cujos produtos agro-alimentares e artesanais, encontram-se no Centro de Promoção de Produtos Regionais, sito em Covide.

A acrescentar a estas potencialidades há a oferta de um conjunto de actividades de animação, como a rede de trilhos pedestres “Na senda de Miguel Torga” implementada pela autarquia, bem como outras modalidades de turismo activo e de aventura promovidas pelas empresas de Animação Turística, sedeadas no território concelhio. Mas, há muito mais para oferecer aos visitantes e turistas que, ao entrar na região, quer seja pelas pontes de Rio Caldo, por Caldelas ou até pela Portela do Homem, vindo de Ourense (Espanha) e Ponte da Barca, serão bem recebidos com apreciáveis paisagens naturais e culturais.

(...) O concelho de Terras de Bouro aparece-nos profundamente dividido em dois grandes conjuntos, de base geográfica; (...) Um primeiro conjunto é integrado pelas freguesias da serra, profundamente marcado pelo arcaísmo dos seus modos de vida e cultura; o segundo das freguesias de meia encosta, ou Ribeira, mais ricas e de agricultura mais variada, com outras disponibilidades e aberturas culturais" refere Viriato Capela, sobre o concelho de Terras de Bouro.

No percurso histórico, especificamente no período da denominação romana, Terras de Bouro guarda um espólio de valor reconhecido, a nível nacional e internacional, incidindo na Via Nova XVIII – Geira Romana – que ligava a capital da Província de Bracara Augusta – Braga – a Astorga – Espanha. A partir do século V, Norte de Portugal foi tomado por vários povos, desde os Suevos, os Vesígodos e os Muçulmanos. Um dos mais notáveis padrões desse acontecimento, enquadrando-se no século V, é Bouro ou Boyro, na linguagem popular, designação territorial que ficou solidamente vinculada a uma vasta região que dá pelo nome de Terras de Bouro. O acto heróico dos Búrios farão parte integrante da génese desta região, que da sua ocupação e permanência, durante épocas, deixaram de herança a nomeação toponímica, por serem as terras dos Búrios, com a evolução linguística originou Terras de Bouro.

Na época medieval, as comunidades de Terras de Bouro beneficiaram da Carta de privilégio de D. Dinis, que patenteava um contrato oneroso, revelando uma singular importância política na administração territorial portuguesa.
Esta Terra de Boyro que D. Manuel consagrou atribuindo-lhe o Foral em 1514, revela ser uma região com um povo determinado e de luta na conquista territorial.
Actualmente, este legado histórico, ainda está presente no ordenamento territorial, nas tradições e na identidade cultural de Terras de Bouro.

(Texto: CM TerrasdeBouro)


Cidade de Esposende

mjfsantos 24/11/2007 @ 09:47

Esposende - Ponte FãoEsposende - Vista AéreaEsposende - Igreja MatrizEsposende -

Esposende é uma cidade portuguesa no Distrito de Braga, região Norte e subregião do Cávado, com cerca de 9 100 habitantes.

É sede de um pequeno município com 95,18 km² de área e 33 325 habitantes (2001), subdividido em 15 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Viana do Castelo, a leste por Barcelos, a sul pela Póvoa de Varzim e a oeste pelo Oceano Atlântico.

Esposende foi elevada à categoria de Vila, por foral do rei D. Sebastião em 19 de Agosto de 1572.

Elevação da sede do município a cidade em 02 de Julho de 1993.

(Wikipédia)



Embora a História de Esposende e seu concelho, como unidade administrativa, comece na segunda metade do séc. XVI, desde há milénios que o Homem foi deixando as suas marcas nos seus 95 Km2.

"As marcas de passagem ou permanência dos Homens; os sítios onde viveram, amaram e morreram. Os locais onde ergueram símbolos aos deuses ou em memória de outros homens, cativaram investigadores e visitantes.

...É percorrendo a planície litorânea, subindo as encostas dos montes e vivendo o planalto mais interior, que sentiremos o pulsar dos mitos e das realidades de outras eras.

Para além de um conjunto assinalável de monumentos que nos conduzem desde épocas pré-históricas até aos confins da Idade Média, é a partir do século XVI, com forte incidência na era setecentista, que Esposende vê o seu território ocupado por belos e interessantes monumentos representativos do nosso património civil, militar e religioso. São sinal de uma pujança económica cuja base representa a caminhada farta do ouro do Brasil que em grande parte transformou a paisagem concelhia.

Rara é a localidade em que vetustas pedras, ora esquecidas, ora sabiamente estudadas, nos informam sobre a passagem do Homem por terras da Foz do Cávado. De períodos pré-históricos, onde o nomadismo impediu um registo mais vincado, Esposende oferece ao visitante o Menir de S. Paio de Antas (IIP) e o de S. Bartolomeu do Mar (IIP), assim como um número apreciável de Dólmens destacando-se, entre todos, o do Rapido, o da Portelagem e o da Cruzinha, todos situados na freguesia de Vila Chã.

Constituindo espólio importante de Museus Nacionais e Regionais, hoje em dia enriquecendo o próprio Museu Municipal de Esposende, instrumentos líticos de sílex, vasos cerâmicos, contas de colar, objectos de adorno ou mesmo seixos afeiçoados, são vestígios relevantes do nosso passado longínquo.

Com a fixação do Homem nómada, surgem os primeiros povoados estratégicamente colocados nas cristas dos montes sobranceiros ao Oceano Atlântico. É o instinto da defesa.

Ocupando relevo especial na cultura dos castros do Norte de Portugal, salientamos o Castro de S. Lourenço e a Suvidade de Belinho. Sobre o primeiro destes povoados poder-se-à dizer que se trata de uma área ocupada desde o século I a.C. até, pelo menos, ao século IV d.C. Daí saíram para o Museu Municipal de Esposende, entre outros, um valioso espólio cerâmico e numismático. Neste lugar se adoraram os Deuses do Panteão Romano, nomeadamente a Dea Sancta.

Da Idade Média, para além de um ou outro Túmulo cavado na rocha como o de Eira D'Ana em Palmeira de Faro, ou o Arcaz em Estola de Forjães, a mensagem daquela época é-nos trazida pela imponente Necrópole de Fão, um dos mais importantes cemitérios mediévos da Península Ibérica. Aí restam mais de duas centenas de túmulos, ricos de história revelada pelos esqueletos bem conservados, assim como por moedas dos nossos primeiros reis.

Como que a vigiar os 14 Km de costa, ergueu-se um dia, talvez pelo século XIV, no cimo do Monte de S.Lourenço, um pequeno Castelo do qual unicamente restam indícios de muralhas delapidadas pelo correr das eras.

Fão transforma-se, durante a Idade Média, num dos mais importantes centros salineiros da região. Os privilégios reais sucedem-se. O rio Cávado assiste, quase junto à foz, ao crescimento de duas povoações que o acarinham e dele fazem a sua eira. Fão e Esposende vão, ao longo dos séculos, disputar entre si a arte da Construção Naval e a primazia do Comércio Marítimo.

A era de Quinhentos marca profundamente a história do concelho de Esposende."

"...Do pequeno lugar, e então ainda assim designado nos diplomas oficiais, Esposende volvia-se, pouco a pouco, em povoação aconchegada; aos casais dispersos, implantados aqui e além consoante a localização das glebas que permitiam uma lavoura rudimentar, sucediam-se moradias erguidas par a par e numa área restrita..."

(Visitesposende)



Cidade de Barcelos

mjfsantos 23/11/2007 @ 17:38

Barcelos - PonteBarcelos - Paços dos CondesBarcelos - Igreja Senhor da CruzBarcelos - Pelourinho

Barcelos é uma cidade portuguesa no Distrito de Braga, região Norte e subregião do Cávado, com cerca de 20.625 habitantes.

É sede de um município com 378,70 km² de área e 122 096 habitantes (2001), subdividido em 89 freguesias (é o concelho com maior número de freguesias em todo o país). O município é limitado a norte pelos municípios de Viana do Castelo e Ponte de Lima, a leste por Vila Verde e por Braga, a sueste por Vila Nova de Famalicão, a sudoeste pela Póvoa de Varzim e a oeste por Esposende.

Concelho actualmente presidido por: Fernando Reis.

O concelho de Barcelos recebeu foral de D. Afonso Henriques em 1140.

(Texto/Fotos: Wikipédia)






Barcelos, na margem direita do Rio Cávado, é uma cidade afidalgada, porta voz de um concelho que se ufana de ser o maior do país, em número de freguesias (89) e o maior em área geográfica de todo o Minho (336 Km²) e, caso raro, onde o sector secundário tem primazia (65%). Barcelos situa-se no eixo rodoviário Guimarães/Braga/Viana e confina com a auto-estrada Porto/Valença.

Barcelos inclui-se nos Caminhos de Santiago, e daí a "barca dos peregrinos" ou a "pequena barca" (Barc + ellus), como topónimo e sempre local de "passagem" para Terras do Alto Minho e da Galiza.

"De Rates teria chegado ao burgo um galego desafortunado (ainda se chamava de peregrino), e que logo foi olhado de soslaio pelas autoridades. E o crime ocorrido há largos anos, assentava-lhe como uma luva. Fora um "crime de morte morrida", cujo assassino andaria a monte.

Por isso, nada melhor que prender o "peregrino". E a sentença não se fez esperar, de nada lhe valendo teimas a contestar sua inocência.



Morte na forca. Assim foi. Parecia mesmo que nem Santiago lhe valia.
Apegou-se com fé o galego ao Jacobeu. Afinal, ia ou não, em peregrinação ao túmulo do apóstolo ?
Adrede, não era ele o escopo final de uma viagem que parecia terminar ali ?
- Diabos me carreguem se o Santo não me ajudar !
Pediu ao carrasco para falar com o Juiz.
Era a sua última vontade e o frade persignou-se perante tanta heresia.
- Que vá o Galego.
Banqueteava-se o Juiz com os amigos e foi a despropósito que o recebeu.
- Que não, que a sentença estava dada, que fora ele o matador de gente.
- Que não, repetiu o galego amarrado à "vieira", tão verdade que esse galo (bem tostado) e que Vossa "Incelência" vai comer, até vai cantar quando lhe ferrar a dentuça.
Riu-se o Juiz, mas já não a roliça coxa do galeirós. Os convivas fizeram o mesmo !"



E, neste "fantástico" Alto Minho, diz a lenda que o galo cantou mesmo !

Barcelos é uma cidade rica de história onde podemos beber um Manancial permanente de escritos e de feitos a decifrar-se nos Velhos cartulários, nas ruas velhinhas de séculos, nos edifícios senhoriais, solares e casas de famílias, igrejas e templos, nos brasões e torres de menagem.

Com Foral outorgado por D. Afonso Henriques (1140 / 1146), chamando-lhe "minha vila", é designada como "Santa Maria de Barcelos" pertencendo ao julgado do Neiva, nas inquirições de 1220 e 1226.

Em 1298, e, já no tempo de D. Dinis, é condado sendo o primeiro título nobiliárquico atribuído ao Conde D. João Telo de Menezes.

 


Mas foi D. Afonso, 8º Conde de Barcelos, filho bastardo de D. João I e genro de D. Nuno Álvares Pereira, quem mudando-se de Chaves para Barcelos, transfigurou todo o cerco urbano da vila ao construir, no início do século XV (cerca de 1412), o Paço dos Duques fazendo a ligação ao Palácio com a Ponte (de cinco arcos com talhamares de características góticas), a muralha que possuía três torres - da ponte, do vale e da menagem ou Porta Nova (hoje a única existente e onde fica o Centro de Artesanato e a Delegação de Turismo) e, a Matriz, reconstruída a partir de uma igreja românica do século XIII, com pórtico entre os dois contrafortes, com arcos de cinco arquivoltas e capitéis historiados.

Da mesma época, é o Solar dos Azevedos, construção quinhentista considerada a mais monumental das casas solarengas do norte do país, na freguesia de Lamas; a Casa do Condestável, com o brasão dos Pereiras; o Solar dos Pinheiros, atribuído a Pedro Esteves - ouvidor da Casa de Bragança; o pelourinho; a casa do alferes Barcelence; o Largo do Apoio com o velho chafariz.

 



É todo um casco histórico onde perpassa a vida de Barcelos:
dos peregrinos aos frades de Vilar, de bastardos a ricos homens, de feirantes e artesãos a senhores de pendão e caldeira. Mas não só: Barcelos é capital agrícola e industrial, rainha do artesanato.

O convite é agora para ir até à Franqueira, à montanha sagrada dos barcelences. Visitar o Convento do Bom Jesus da Franqueira. Depois o Castro e o Castelo de Faria, cenário do feito histórico ocorrido no tempo de D. Fernando, narrado por Fernão Lopes: "o alcaide Nuno Gonçalves preferiu ser morto às mãos dos castelhanos a deixar que seu filho, Gonçalo Nunes, entregasse aos mesmos as chaves do Castelo".

E chegados ao alto, junto à Ermida da Senhora da Franqueira, ficamos maravilhados.

São as cumeadas da serra do Gerês, as Terras de Bouro, as praias de riba Minho, as Terras Soajeiras, os contrafortes da Senhora da Peneda e da Senhora do Sameiro, Barcelos e as margens ridentes do Cávado.

É o Minho !

(Fonte:Arquivo)




Barcelos - Galo

A Lenda do Galo de Barcelos está associada ao cruzeiro seiscentista que faz parte do espólio do Museu Arqueológico de Barcelos.

 História

Um peregrino galego que saía de Barcelos em peregrinação para Santiago de Compostela foi acusado de ter roubado umas pratas a um proprietário e condenado a enforcamento. Num apelo final, pediu um encontro com o juiz, que se preparava para comer um galo assado. O galego jurou que, como prova da sua inocência, o galo se levantaria do prato e cantaria. O juiz empurrou o prato para o lado e ignorou o apelo.

Todavia, quando o preso estava a ser enforcado, o galo levantou-se e cantou. O juiz compreendeu o seu erro, correu para a forca e descobriu que o galego se salvara graças a um nó mal feito. De acordo com a lenda, o galego voltou anos mais tarde para esculpir o Cruzeiro do Senhor do Galo, agora no Museu Arqueológico de Barcelos.

(Texto: Wikipédia)

Amares

mjfsantos 22/11/2007 @ 16:40

Amares - Santuário Nossa Senhora da AbadiaAmares - Ponte do Porto (Rio Cávado)Amares - Ponte de Rodas (Rio Homem)Amares - Mosteiro Rendufe 

Amares é um Concelho situado entre Homem e Cávado, junto às faldas da Serra do Gerês.

Desde sempre a actividade predominante e sustentadora da sua população foi a agricultura de minifúndio. A sua comercialização até ao novos tempos foi sempre pautada pelo interesse inquestionável dos taberneiros, que primavam por servir os melhores vinhos juntamente com os petiscos saboreados pelos seus clientes.

Dos produtos com maior relevância produtiva, a vinha sempre assumiu um papel de relevância. Até ao aparecimento do I QCA (Fundos Estruturais da Comunidade Europeia), o vinho verde tinto do produtor representou valores de produção elevados e considerado como uma grande fonte de receita dos agricultores amarenses. A sua maior ou menor produtividade, demarcava o grau de satisfação dos agricultores no S. Miguel.

Com a oportunidade trazida pelo Fundos Estruturais Comunitários o agricultor amarense também soube potenciar as boas condições microclimáticas para renovar e adaptar as suas vinhas com novas castas. Em resultado dessa transformação da vinha surgiu o fenómeno das extensas e harmoniosas vinhas vocacionadas para a predominante, senão quase esmagadora, produção do excelente vinho verde branco de uma região demarcada.

Com essa aposta dos agricultores amarenses surgiram unidades familiares de produtores/engarrafadores, com produção suficiente para a sua comercialização em superfícies comerciais de todo o país, estrangeiro e são escolha e referência dos restaurantes do concelho.

Assim, bem no coração do Minho, as vinhas de amares sempre tiveram um peso elevado na oportunidade de rendimentos dos amarenses. Hoje, com castas criteriosamente seleccionadas, em que predominam o Loureiro e a Trajadura, produz-se um vinho de sabor agradável, alegre leveza, frescura do toque e paladar, reunindo em si os atractivos da região.

A par de outros símbolos que demarcam produtos que a terra sempre deu e continua a dar, a presença dos dois cachos de uvas no Brasão de Amares eternizam um passado com presente dando garantias de futuro. Porém, outros sectores de actividade projectam a agricultura de minifúndio para segundo plano, figurando progressivamente como actividade complementar dos rendimentos das famílias rurais.

 (CM-Amares)

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Amares é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Braga, região Norte e subregião do Cávado, com cerca de 1 300 habitantes.

É sede de um pequeno município com 81,86 km² de área e 18 521 habitantes (2001), subdividido em 24 freguesias. O município é limitado a norte e nordeste pelo município de Terras de Bouro, a sueste por Vieira do Minho e Póvoa de Lanhoso, a sul por Braga e a noroeste por Vila Verde.

(Wikipedia)

Cidade de Vizela

mjfsantos 21/11/2007 @ 13:47
Vizela - JardimVizela - Praça da RepúblicaVizela - Fonte

Vizela é uma cidade portuguesa no Distrito de Braga, região Norte e subregião do Ave, com cerca de 10.000 habitantes.

É sede de um município com 23,92 km² de área e 22 595 habitantes (2001), subdividido em 7 freguesias. O município é limitado a norte e a oeste pelo município de Guimarães, a leste por Felgueiras e a sul por Lousada.

O concelho foi criado em 24 de Maio de 1361, vindo a ser extinto em 3 de Fevereiro de 1408. Teve então a designação de Riba Vizela. O município foi restaurado em 19 de Março de 1998 por desmembramento de freguesias de Guimarães, Lousada e Felgueiras.

(Texto: Wikipedia)

(Fotos: CM-Vizela)

Cidade Vila Nova Famalicão

mjfsantos 20/11/2007 @ 16:49

Vila Nova Famalicão - Praça 9 de AbrilVila Nova Famalicão - Praça D. Maria IIVila Nova Famalicão - Rotunda de ÁguaVila Nova Famalicão - Paços do Conselho

Vila Nova de Famalicão (conhecida frequentemente apenas como Famalicão) é uma cidade portuguesa no Distrito de Braga, região Norte e subregião do Ave, com cerca de 30 188 habitantes. Situa-se a uma altitude média de 97 metros.

É sede de um município com 201,85 km² de área e 127 567 habitantes (2001), subdividido em 49 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Braga, a leste por Guimarães, a sul por Santo Tirso e Trofa, a oeste por Vila do Conde e Póvoa de Varzim e a noroeste por Barcelos. Foi criado em 1835 por desmembramento de Barcelos e elevada à categoria de cidade em 1985.

A cidade em si resume-se nas palavras do cinéasta português Manoel de Oliveira: «Origens lendárias de Famalicão - centro de comunicação rodoviária e ferroviária, entre várias localidades do Norte. As alegres e pitorescas ruas. Acontecimentos registados nos jornais da terra. Edifício - hospital da Misericórdia, Câmara Municipal. Monumento a Camilo Castelo Branco. Casa de Camilo, em São Miguel de Ceide. Trabalho nos campos. Igrejas. Os arredores românticos. Indústrias de fiação e tecidos, de botões e de relógios (única na Península). Aspectos típicos: vindimas, malhadas, feira». Na própria filmografia do realizador, deparamo-nos, em 1941, com uma película dedicada à cidade de Famalicão.

(Texto: Wikipédia)

(Imagens:CM-VNF)

Vieira do Minho

mjfsantos 19/11/2007 @ 16:36

Vieira do Minho - VistaVieira do Minho - Parque FlorestalVieira do Minho - Moinho

Vieira do Minho - Câmara

Vieira do Minho é uma vila portuguesa no Distrito de Braga, região Norte e subregião do Ave, com cerca de 2 300 habitantes.

É sede de um município com 220,15 km² de área e 14 724 habitantes (2001), subdividido em 21 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Terras de Bouro, a norte e leste por Montalegre, a sueste por Cabeceiras de Basto, a sul por Fafe, a sudoeste por Póvoa de Lanhoso e a noroeste por Amares.
Para ouvir notícias de Vieira do Minho, pode sempre ligar a Rádio Alto Ave(de Vieira do Minho para o Mundo), sintonizando o seu rádio em 91.6 MHz ou através do sítio da Internet

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De origem antiga, como o atestam inúmeros elementos arqueológicos, as freguesias que actualmente integram Vieira pertenceram antigamente a vários concelhos, termos, coutos e vilas, hoje extintos:
Caniçada, Cova, Salamonde, Soengas e Ventosa, pertenceram ao concelho de Ribeira de Soás, deu-lhe foral D. Manuel  em 1515; Parada de Bouro foi pertença do Couto de Parada de Bouro, criado por D. Sancho I, que o deu à famosa Ribeirinha; Cantelães, Eira Vedra, Mosteiro, Pinheiro, Tabuaças, Vieira e Vilarchão, compunham o concelho de Vieira; Campos e Ruivães eram terras do concelho de Ruivães; Anjos e Rossas pertenceram ao Concelho de Rossas, a quem D. Manuel concedeu foral em 1514; Guilhofrei que pertenceu ao concelho de Vila Boa da Roda, com foral de 1514, autorgado por D. Manuel e por último Soutelo e Louredo pertenciam ao Concelho de Lanhoso, que tem foral dado por D. Dinis em 1292.

A antiguidade da ocupação humana das terras que hoje integram o concelho de Vieira do Minho pode ser atestada pelos inúmeros testemunhos arqueológicos que podem ser vistos no concelho, com particular destaque para a área da Serra da cabreira, território ocupado desde a pré-história e as localidades de Salamonde e Ruivães, onde a presença militar de diferentes povos, com destaque para os romanos, atestam o valor estratégico desta área no controle das principais vias de penetração na província. As mamoas, menires, gravuras rupestres , fojos medievais, necrópoles neolíticas, povoações romanas, castros, além de vários utensílios de barro, ferro e outros metais, são exemplos do filão arqueológico da região, bastante subexplorado aliás.

Da época romana, ainda existem vestígios de alguns troços da via XVII do itinerário Antonino que ligava Braga, Chaves a Astorga, e vestígios  de antigos povoados dessa época, é exemplo disso o povoado de S. Cristovão - Ruivães

Pela extrema importância na estratégia militar, a região sofreu os efeitos da penetração dos diversos povos que invadiram a península, desde os Suevos aos Romanos, e bem mais recentemente dos exércitos Napoleónicos. De facto, na Primavera de 1809, o concelho foi duas vezes atravessado pelas tropas do marechal Soult: a primeira em 15 de março, em impetuoso avanço a caminho de Braga. A segunda, a 17 de Maio, em retirada precipitada pela ponte da Misarela, no dia exacto em que as forças anglo-lusas de Wellesley chegavam ao alto de Salamonde, com o objectivo, frustrado, de lhes atalhar o passo.

Este seu pendor para o envolvimento na guerra determinou igualmente que Vieira se envolvesse nas guerras liberais, presenciando Ruivães duros combates entre liberais e absolutistas, e pouco depois, em Abril de 1846, Vieira entusiasma-se com o movimento popular da “ Maria da Fonte” onde teve a sua origem e onde habitava o seu mentor: padre Casimiro José Vieira.

Estas breves notas são bem o testemunho da história de Vieira do Minho, feita mais da sua valia estratégica, que da memória dos homens consubstanciada em monumentos e urbes.

(CM V-MINHO)

 

Póvoa de Lanhoso

mjfsantos 18/11/2007 @ 10:16

Póvoa de Lanhoso - Castelo

A Póvoa de Lanhoso é uma vila portuguesa no Distrito de Braga, região Norte e subregião do Ave, com cerca de 4 600 habitantes.

É sede de um município com 131,99 km² de área e 22 772 habitantes (2001), subdividido em 29 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Amares, a leste por Vieira do Minho, a sul por Fafe e por Guimarães e a oeste por Braga.

Póvoa de Lanhoso - Edificios

Cidade de Guimarães

mjfsantos 17/11/2007 @ 14:17

Guimarães - TouralGuimarães - Praça SantiagoGuimarães - Centro CulturalGuimarães - Castelo

 

Guimarães é uma cidade portuguesa situada no Distrito de Braga, região Norte e subregião do Ave (uma das subregiões mais industrializadas do país), com uma população de 52 182 habitantes, repartidos por uma malha urbana de 23,5 km², em 20 freguesias e com uma densidade populacional de 2 223,9 hab\km². É sede de um município com 242,85 km² de área e 162 572 habitantes (2006), subdividido em 69 freguesias, sendo que a maioria da população reside na cidade e na sua zona periférica. O município é limitado a norte pelo município de Póvoa de Lanhoso, a leste por Fafe, a sul por Felgueiras, Vizela e Santo Tirso, a oeste por Vila Nova de Famalicão e a noroeste por Braga.

É uma cidade histórica, com um papel crucial na formação de Portugal, e que conta já com mais de um milénio desde a sua formação, altura em que era designada como Vimaranes

Guimarães é uma das mais importantes cidades históricas do país, sendo o seu centro histórico considerado Património Cultural da Humanidade, tornando-a definitivamente um dos maiores centros turísticos da região. As suas ruas e monumentos respiram história e encantam quem a visita.

A Guimarães actual soube conciliar, da melhor forma, a história e consequente manutenção do património com o dinamismo e empreendedorismo que caracterizam as cidades modernas.

Guimarães é muitas vezes designada como "Cidade Berço", devido ao facto aí ter sido estabelecido o centro administrativo do Condado Portucalense por D. Henrique e por seu filho D. Afonso Henriques poder ter nascido nesta cidade e fundamentalmente pela importância histórica que a Batalha de São Mamede, travada na periferia da cidade em 24 de Junho de 1128, teve para a formação da nacionalidade. Contudo, as necessidades da Reconquista e de protecção de territórios a sul levou esse mesmo centro para Coimbra em 1129.

Os "Vimaranenses" são orgulhosamente tratados por "Conquistadores", fruto dessa herança histórica de conquista iniciada precisamente em Guimarães.

(Wikipedia)

 

Guimarães - Igreja TabualedoGuimarães - D Afonso HenriquesGuimaraes - Edificio Martins SarmentoGuimarães - Vista do TouralGuimarães - Praça da Oliveira