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Categoria: Braganca

Freixo de Espada à Cinta

mjfsantos 18/04/2008 @ 10:07

Freixo de Espada à Cinta - Brasão

Freixo de Espada à Cinta é uma vila portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 2 100 habitantes.

É sede de um município com 244,49 km² de área e 3 931 habitantes (2006), subdividido em 6 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Mogadouro, a leste e sul pela Espanha, a sudoeste por Figueira de Castelo Rodrigo e Vila Nova de Foz Côa e a oeste e noroeste por Torre de Moncorvo.

(Wikipedia)



Freixo de Espada à Cinta - Vista Aerea da Vila

(Vista Aerea da Vila)

Freixo de Espada à Cinta está inserido na província de Trás-os-Montes e Alto Douro, distrito e bispado de Bragança e desde a Idade Média que faz parte do Arcebispado de Braga. Tem por Orago S. Miguel Arcanjo, adoptando os seus habitantes como Santa Padroeira Nossa Senhora dos Montes Ermos, a quem são dedicadas as festas e romaria que decorrem habitualmente durante a segunda semana do mês de Agosto.


Tem uma área aproximada é de 244,49 km2, situando-se a 41º 6`de latitude e 2º 20`de longitude a Este do meridiano de Lisboa. Fica a cerca de 180 Km a Nordeste da cidade do Porto, a 400 Km a Nordeste de Lisboa e 100 Km a Sul de Bragança, a uma altitude média de 471m.
Os limites do seu concelho são:

- A Norte, o concelho de Mogadouro;
- Oeste, o concelho de Torre de Moncorvo;
- Este, Espanha ( Província de Salamanca );
- Sul, o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo.


A cerca de 4 Km da Vila passa o rio Douro, demarcando neste concelho a fronteira entre Portugal e Espanha, e segundo Sant'Anna Dionísio “foi durante oito séculos um dos escudos mais seguros ( e politicamente menos dispendiosos) que Portugal possuiu na sua longa linha de contacto com a nação vizinha...”.
Em toda esta região se encontra arte rupestre pré-histórica, da qual o “cavalo de Mazouco” foi o primeiro sítio de arte rupestre paleolítica de ar livre descoberto no território português, e uma enorme quantidade de vestígios castrejos que ainda hoje podem ser apreciados nos seus devidos locais.

É uma terra que se desenvolve desde o inicio da nacionalidade. Tem foral entre 1155/57 outorgado por D. Afonso Henriques e ascende a vila a partir de 1240. No inicio do século XVI era uma poderosa praça de guerra cercada de muros e dotada de três torres mestras, das quais actualmente só resta uma, facetada e heptagonal exemplar único na Península Ibérica: a denominada Torre do Galo ou do Relógio.




Este concelho, tem profundas raízes históricas materializadas num vasto património artístico e cultural de onde podemos destacar a referida Torre, a Igreja Matriz, a Igreja da Misericórdia, o Pelourinho, a Igreja do Convento e um elevado número de casas com os portais e janelas decoradas com motivos de arte manuelina: meias esferas, folhagens, conchas, troncos entrelaçados, etc.

Freixo de Espada à Cinta não capta os seus visitantes apenas com o seu rico passado, mas deslumbra todos os que por aqui passam com o magnífico espectáculo das amendoeiras em flor. Os prados, as vinhas, os olivais e os laranjais ao produzirem todo o tipo de cores e aromas conferem a quem os desfruta uma visão aproximada do paraíso.
A beleza panorâmica e ciclópica proporcionada pelo imponente rochedo do Penedo Durão (727 metros), a cenografia do espectáculo natural nas estratificações silúricas do Candedo, onde está inclusa a Calçada de Alpajares de provável origem medieval, ou as paisagens deslumbrantes que se desfrutam das arribas do Douro em Lagoaça, em Mazouco ou em Ligares, concorrem também para tornar este concelho num entusiasmante local de vida e cultura.




Quem sabe não poderá o visitante destas cercanias de Freixo deparar-se com uma variedade de flor que os lavradores da região designam por “ açucena campesina” ou “açucena dos campos”, raridade botânica e verdadeiro mimo de colorido e aroma.

Freixo de Espada à Cinta - Câmara

(Câmara Municipal)

Freixo de Espada à Cinta - Igreja Matriz

(Igreja Matriz)

Freixo de Espada à Cinta - Muralha do Castelo

(Muralha do Castelo)

Freixo de Espada à Cinta - Torre do Galo

(Torre do Galo)

Texto e Fotos: cm-freixoespadacinta

 


Carrazeda de Ansiães

mjfsantos 18/03/2008 @ 16:22
Carrazeda de Ansiães - Brasão

Carrazeda de Ansiães é uma vila portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 1 600 habitantes. É sede de um município com 280,91 km² de área e 7 642 habitantes (2001), subdividido em 19 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Murça e de Mirandela, a nordeste por Vila Flor, a leste por Torre de Moncorvo, a sul por Vila Nova de Foz Côa, a sudoeste por São João da Pesqueira e a oeste por Alijó.

O concelho tinha sede na antiga vila de Ansiães (Carrazeda de Ansiães); as suas ruínas, a sul da actual sede concelhia, situam-se no alto de uma colina, cerca da aldeia de Lavandeira. O concelho obteve foral em 1075, tendo o estatuto de vila sido confirmado por alvará de D. João V de 6 de Abril de 1734. No século XIX a sede concelhia foi transferida de Ansiães para Carrazeda, e a antiga vila foi abandonada.

(Fonte: Wikipédia)




Carrazeda de Ansiães - Fonte das Sereias
Fonte das Sereias
Foto: Manuel Moutinho

Carrazeda de Ansiães - Antiga Cadeia
Antiga Cadeia
Foto: Manuel Moutinho

Carrazeda de Ansiães - Igreja S Salvador
Igreja São salvador
Foto: Luis Rodrigues



HISTORIA DO CONCELHO

Carrazeda de Ansiães teve o seu próprio percurso Histórico, Administrativo, Judicial e até Religioso. Pelo que deverá conhecer-se uma síntese do mesmo, até para melhor compreensão da actual realidade daquele concelho.

É na extinta Vila de Ansiães, situada a cerca de 4 quilómetros da actual sede municipal, que começa a administração daquela zona territorial. Carrazeda era, nessa altura, um lugar com poucas habitações e pessoas, situado já na zona planáltica para norte do Castelo de Ansiães.

Assim é indicado nos Forais da Vila de Ansiães: o 1º pensa-se que tenha sido dado por Fernando o Magno, Rei de Leão e Castela no século XI, e depois confirmado por D. Afonso Henriques por volta de 1160. D. Sancho I volta a confirmar este foral em 6 de Abril de 1198. D. Afonso II reconfirma-o em Guimarães em Abril de 1219.
Mais tarde, D. Manuel I dá-lhe Novo Foral a 1 de Junho de 1510.

Em 1384 D. João I manda os moradores dos lugares de Freixiel, Murça e Abreiro "prestarem adua nos muros", ajudando a dar mais resistência com cinturas fortes e torres defensivas e usando pedra maior, pois até aí era miúda. E, em 1443 o regente D. Pedro deu aos seus moradores os "resíduos" (imposto) das Vilas de Freixiel, Abreiro e Vilarinho da Castanheira para consertar os muros, devendo auxiliar os moradores.

Os arranjos dos muros da fortaleza de Ansiães foram também efectuados às custas das terças reais em 1580 e 1591. Em 1640, quando se deu a restauração da Independência de Portugal, expulsando os reis Filipes de Espanha, o povo reforçou e arranjou partes do Castelo.

A importância do Castelo de Ansiães na defesa da região e nomeadamente da linha do Rio Douro foi assim contínua desde a Formação de Portugal até ao século XVII. Na Vila tinham os seus solares famílias importantes, como os Mesquitas, os Magalhães e os Sampaios.

É nesta altura que o povoado de Carrazeda começa a ganhar mais importância, enquanto que a Vila de Ansiães deixa de ter esse enorme valor defensivo e municipal, e entra em estagnação e até certa decadência.
Em 1721 tinha a Vila de Ansiães "2 Juízes ordinários, 3 vereadores, 1 procurador, 2 almotacéis, hum Juiz de Órfãos, 4 tabeliães... 1 escrivão de Câmara e 1 alcaide".

E para Regimen da Milícia tem Cappitam mor e sargento mor, e cinquo Companhias com cinquo cappitans e ofticiaes, a saber a 1.ª da Vila, a 2.ª do Seixo, a 3.ª da Fonte Longa, a 4.ª do Pinhal da Ribeira e a 5.ª de Linhares". O golpe fatal é dado com o bacharel José Álvaro d'Almeida. Os nobres e homens bons tinham-se ausentado dela indo com D. Sebastião para Álcácer-Quibir (África), desaparecendo a acção das leis e da Justiça. Então era o Juiz de Fora que representava o rei e em 1734 foi nomeado aquele bacharel para Juiz de Fora. Este consegue a mudança da Vila de Ansiães para Carrazeda.

Não se fez sem oposição, pelo que o Juiz de Fora Dr. Justiniano Ferraz de Araújo e Castro, para desfazer e acabar com os prestígios e privilégios que os da Vila tinham, manda derrubar e despedaçar o Pelourinho de Ansiães que era o símbolo da autonomia judicial.

Era elegante e tinha 4 faces cada uma com as armas reais, uma Torre com duas portas, um castelo com porta e com uma chave segura por uma mão, e ainda um Velho barbado, com os braços meio erguidos e maça na mão direita, numa atitude combativa. (Seria o Velho Ansinales).

O local começa a entrar em declínio rápido e, em meados do século XIX Ansiães estava abandonada. Ficou o Castelo, muralhas e outros monumentos ao tempo, para recordar aos vindouros a heróica época da sua existência.
Simultaneamente Carrazeda passa a ser sede do município com o nome de Carrazeda de Ansiães, e ganha outro impulso, o seu desenvolvimento a partir do antigo núcleo que fica junto da Igreja Matriz que data de 1790.

Ali são edificadas construções essenciais para qualquer município da época: o Pelourinho com coluna octogonal, 3 metros de altura e assente em 4 degraus, com o escudo nacional Joanino, e a Casa da Câmara ou Paços do Concelho que ostenta a data de 1736-1737.
A primitiva Vila de Ansiães era da coroa e chamava-se concelho. Era constituído pelos seguintes lugares:
Amedo, Beira Grande, Belver, Carrazeda, Castanheiro, Fontelonga, Luzelos, Marzagão, Mogo (de Malta), Parambos, Pinhal (do Norte), Pombal, Ribalonga, Samorinha, Selores, Seixo (de Ansiães), Zedes, e ainda as Quintas de: Alganhafres, Arcas, Arnal, Besteiros, Brunheda, Campelos, Coleja, Fontoira, Felgueira, Fiolhal, Lavandeira, Misquel, Paradela, Penafria, Tralhariz, Sentrilha.

Ao mesmo tempo a Vila e concelho de Vilarinho da Castanheira era formado pelos lugares de Carvalho de Egas, Castedo, Lousa, Mourão, Seixo de Manhoses, Valtorno, e pelas Quintas de Alagoa, Gavião, Pinhal (do Douro) e São Painho.
Ora, os lugares e quintas pertencentes ao concelho de Ansiães passaram em 1734 para o de Carrazeda de Ansiães, mas Vilarinho continuou a ser concelho.
É já no século XIX com o liberalismo e as suas reformas administrativas que o concelho de Vilarinho da Castanheira é extinto definitivamente em 31 de Dezembro de 1853, passando esta Vila juntamente com Pinhal do Douro para o concelho de Carrazeda. Lousa e Castedo foram integradas no de Torre de Moncorvo, e os restantes no de Vila Flor.

Também o concelho de Freixiel foi extinto em 1836 e as freguesias de Pereiros, Codeçais e Mogo de Malta passaram a integrar o concelho de Carrazeda.

Formava-se assim o actual concelho de Carrazeda de Ansiães, que, em número de freguesias variou ao longo dos anos, pois como se sabe, até 1936 Samorinha foi freguesia, assim como Pinhal do Douro.
Em termos religiosos Ansiães tinha três Comendas: a de S. Salvador, a de S. João e a de Linhares.

A Comenda de S. Salvador de Ansiães era da apresentação paroquial do reitor de Ansiães e englobava os seguintes lugares: Alganhafres, Ansiães, Beira Grande, Belver, Besteiros, Coleja, Fontelonga, Lavandeira, Mogo de Ansiães, Pena Fria, Samorinha, Seixo de Ansiães, Selores, Seixo das Carvas e Vale de Pedro.

A Comenda de S. João Baptista era apresentada pelo respectivo reitor e incluía os seguintes lugares: Amêdo, Areias, Brunheda, Carrazeda, Felgueira, Fontana, Luzelos, Marzagão, Paradela, Pinhal do Norte, Pombal, Sentrilha e Zêdes.

A Comenda de Linhares era também da Ordem de Cristo, do padroado real e tinha os seguintes lugares: Arnal, Campelos, Carrapatosa, Castanheiro, Fiolhal, Foz Tua, Linhares, Misquel, Parambos, Ribalonga e Tralhariz.

Pereiros, Codeçais e Mogo de Malta eram ramos da Comenda da Ordem de Malta. Vilarinho da Castanheira e Pinhal do Douro, de outro concelho na altura, eram do Cabido da Sé de Braga.

Com a redução de abadias em reitorias, veio também a reduzir-se e a limitar-se a de S. Salvador que se estendeu somente até Lavandeira e seu arrabalde, desanexando-se os outros lugares. Em 1556 funda-se a Igreja Paroquial de Santo António de Beira Grande. Em 1569 é a vez da de Selores a Igreja de S. Gregório e com a anexa Alganhafres. No reinado de D. João III funda-se a de Belver com Mogo de Ansiães, a Nossa Senhora das Neves. E a de Santa Cruz da Samorinha que até então era sujeita a Fontelonga.

Também a Comenda e a Paróquia de S. João se desanexou no Reinado de D. Sebastião: Luzelos e Quinta de Fontoura passou a ser a Igreja de Santo Amaro de Luzelos; a de Santa Águeda para Carrazeda; a de S. Gonçalo para Zedes desanexando-se da de S. Tiago de Amedo; a de Nossa Senhora das Neves de Pinhal do Norte também se desanexa de S. Lourenço de Pombal e ficando com as anexas Brunheda, Sentrilha e Felgueira. Não são referidas a de Castanheiro e Ribalonga, pelo que devem ser anteriores.

Em 11 de Setembro de 1833 a Junta do Exame do Estado Actual e Melhoramento Temporal das Ordens Religiosas propôs que as dioceses fossem reduzidas, em harmonia com as divisões administrativas.

Estava-se no período Liberal em que as reformas se sucediam com frequência. No entanto, aquela proposta não se concretizou devido a factores diversos, dos quais se destaca a interrupção das relações do governo português com a Santa Sé que só se restabelecem em 1841.

Depois disso os governos continuaram a pensar nessa redução das dioceses religiosas, mas a intenção de conservar a de Bragança manteve-se sempre.

Através das Letras Apostólicas do Santíssimo Padre Leão XIII - Gravíssimum Christi Ecclesiam Regendi et Gubernandi Manus, de 30 de Setembro de 1881, que foram executadas a 4 de Setembro de 1882 pelo Cardeal Bispo do Porto, D. Américo, as freguesias do concelho de Carrazeda de Ansiães passavam definitivamente para o Bispado de Bragança em termos religiosos.

Nas questões judiciais, nos séculos XVI e XVII os concelhos de Ansiães, Vilarinho da Castanheira e Freixiel aos quais pertenciam as freguesias que hoje constituem o actual concelho de Carrazeda, eram todos da Comarca de Moncorvo.

Em 1706 eram da Comarca e Provedoria da Vila de Torre de Moncorvo. Em 1734 pertenciam à Correição de Torre de Moncorvo e em 1762 o concelho de Carrazeda de Ansiães fazia parte ainda daquela Correição. Em 1864 era ainda da Comarca de Torre de Moncorvo.

Em 1940 Carrazeda de Ansiães era Julgado Municipal. As freguesias de Beira Grande, Carrazeda de Ansiães, Castanheira, Lavandeira, Linhares, Parambos, Seixo de Ansiães e Vilarinho da Castanheira pertenciam à Comarca de Moncorvo. As restantes eram da Comarca de Vila Flor.


(Texto: C M Carrazeda de Ansiães)


Vinhais

mjfsantos 22/01/2008 @ 11:05

Vinhais - Brasão

Vinhais é uma vila portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 2 400 habitantes.

É sede de um município com 694,68 km² de área e 10 646 habitantes (2001), subdividido em 35 freguesias. O município é limitado a norte e oeste pela Espanha, a leste pelo município de Bragança, a sul por Macedo de Cavaleiros e Mirandela e a oeste por Valpaços e Chaves .

História

A ocupação humana deste território data de tempos ancestrais, tal como se pode verificar pelos inúmeros vestígios arqueológicos que se podem encontrar nesta região: inscrições rupestres, edificações de tipo dolménico e fortificações castrejas. Esta antiguidade é reiterada pelo Abade de Miragaia:

O chão desta vila e desta paróquia foi ocupado desde tempos remotíssimos, como se infere da lenda ou história da igreja de S. Facundo, que a tradição diz ter sido fundada no tempo dos Godos. (...) Também por aqui se demoraram os Romanos, pois ao norte da vila, no monte da Vidueira, se encontraram em 1872 muitas moedas romanas bem conservadas (...).

Perto de Vinhais foi encontrada uma lápide com a seguinte inscrição: JOVI / O.M. / LOVIIS / IAIIX / VOTO / LAP (Lovesia dedicou por voto e com generoso ânimo ao grande Júpiter).

Em meados do século XIII surgiu, pela primeira vez, a referência a Vinhais, num documento de doação ao mosteiro leonês de São Martinho da Castanheira: in villa que vocitant Villar de Ossus in territorio Vinales. Nesta época, Vinhais não era um topónimo, mas sim um coronómio, visto que designava uma região, um território e não um lugar determinado.

Pensa-se que a primeira povoação de Vinhais foi construída num outeiro, próximo da margem direita do rio Tuela, mais a norte do sítio actual, ou no monte da Vidueira, ou, ainda, no monte Ciradela ou Ciradelha, na Serra da Coroa. Estas suposições justificam-se pelo aparecimento de moedas romanas, vestígios de edificações da antiga cidade romana de Veniatia e da estrada militar romana que ligava Braga a Astorga (Asturica Augusti).

Vinhais foi, primitivamente, um castro de povoamento lusitano, transformado pelos romanos em castro luso-romano, com a sua fortaleza (oppidum). Certamente, os suevos ou os visigodos cercaram a localidade de muralhas e, com a expulsão dos muçulmanos, Vinhais ficou arrasada, tendo sido repovoada na época da dominação dos reis de Castela e Leão (D. Sancho II e D. Afonso VI). Este repovoamento foi continuado pelos primeiros reis portugueses, nomeadamente com D. Afonso Henriques, D. Sancho I (O Povoador), D. Afonso II e D. Sancho II.

Vinhais recebeu foral de D. Afonso III, no dia 20 de Maio de 1253, o qual foi outorgado pelo monarca D. Manuel I, em 4 de Maio de 1512.

Quando D. João I de Castela invadiu Portugal, em 1384, devido à crise de sucessão suscitada pela morte de D. Fernando, o castelo de Vinhais foi um dos muitos que hastearam a bandeira castelhana, recusando, assim, obediência ao Mestre de Avis, futuro D. João I de Portugal.

No século XVII, Vinhais sofreu bastante com a Guerra da Restauração, devido à sua localização geográfica, tal como conta Pinho Leal, na célebre obra Portugal Antigo e Moderno:

Em 1666, achando-se em Lisboa o III conde de S. João da Pesqueira (futuro 1º Marquês de Távora, criado por D. Pedro II Regente, de 7 de Janeiro de 1670), governador de Entre Douro e Távora (...). entretanto, o general galego D. BALTAZAR PANTOJA, pôs a ferro e fogo a província de Trás-os-Montes. Em 1 de Julho 1666 entrou por Montalegre, no dia 13 de Julho caíu sobre Chaves, no dia 14 de Julho os lugares de Faiões e Santo Estêvão, defendidos pelo sargento-mór ANTÓNIO DE AZEVEDO DA ROCHA, cometendo barbaridades. Recolhendo-se D. BALTAZAR PANTOJA a Monterey, praça galega ao Norte de Verim, e passados poucos dias volveu sobre Portugal, entrando por Monforte, veio pôr cerco a Vinhais, cercando com o seu exército o castelo, que era defendido pelo governador ESTÊVÃO DE MARIS, com os habitantes da vila e mais 50 auxiliares.

Este acontecimento ficou eternizado numa inscrição que, ainda hoje, se pode ver na parede de uma casa que o defensor de Vinhais (Estêvão de Maris) fez:

ESTÊVÃO DE MARIS, GOVERNADOR DES / TA VILA DE VINHAIS, Fº DE Rº DE MORAIS DE TIO / ZELO, MANDOV FAZER ESTAS CASAS / NA E. DE MDCCVI (?) QUANDO PANTOXA / G L DO EXÉRCITO DE GALIZA COM O / MAIOR Q. SE VIO NESTA PROVÍNCIA / E LHE DEFENDEO A MURALHA CÕ / A GENTE NOBRE DA VILA E POV / QVA MAIS DE GRÃ E CÕ PERDER MVTÃ / LEVANTOU O SITIO E QUEIMOU AS / CASAS QUE FICAVÃO FORA DA MVRALHA

Actualmente, Vinhais distingue-se pelas suas paisagens verdejantes, o que originou a designação Sintra Transmontana.



Vinhais
Vinhais - Convento de Frades


Vimioso

mjfsantos 18/01/2008 @ 13:32
Vimioso - Brasão
Vimioso - Igreja Matriz
Vimioso - Igreja Matriz
Vimioso - Largo
Vimioso - Praça
Vimioso - Edificio
(Fotos: Wikimédia.com)


Vimioso (em mirandês Bumioso) é uma vila portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 1 200 habitantes.

É sede de um município com 481,47 km² de área e 5 315 habitantes (2001), subdividido em catorze freguesias. O município é limitado a norte pela Espanha (Alcanizes), a leste pelo município de Miranda do Douro, a sul por Mogadouro, a oeste por Macedo de Cavaleiros e a noroeste por Bragança.

Em duas aldeias deste concelho, Angueira e Vilar Seco, fala-se o mirandês. Há ainda registo de falantes em Caçarelhos, mas se pensa que ali terá deixado de se usar generalizadamente nos últimos anos.

(Wikipedia)



Mogadouro

mjfsantos 31/12/2007 @ 13:14

Mogadouro - Brasão

Mogadouro é uma vila portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 3 600 habitantes.

É sede de um município com 757,98 km² de área e 11 235 habitantes (2001), subdividido em 28 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Macedo de Cavaleiros e de Vimioso, a nordeste por Miranda do Douro, a sueste pela Espanha, a sul por Freixo de Espada à Cinta e por Torre de Moncorvo e a oeste por Alfândega da Fé.

O concelho recebeu foral de D. Afonso III em 27 de Dezembro de 1272.

  • Nesta região, além do português, fala-se sua própria língua: a língua mirandesa.

(Wikipedia)



Mogadouro - Câmara MunicipalMogadouro - Convento

(Fotos: Paulo Moreira)



Mogadouro - CasteloMogadouro - IgrejaMogadouro - Vista

(Fotos: Antero)



HISTÓRIA DO CONCELHO

O concelho de Mogadouro, a uma altitude média de setecentos metros, estende-se por uma área de 756 km2, numa zona essencialmente planáltica. As excepções são os conhecidos “cumes do Mogadouro”, que se elevam a cerca de novecentos metros. É um amplo território, no extremo oriental de Portugal, que está repartido pelas bacias dos rios Douro e Sabor.
Divide-se, o concelho de Mogadouro, em 56 aglomerados populacionais, integrados em vinte e oito freguesias: Azinhoso, Bemposta, Bruçó, Brunhoso, Brunhozinho, Castanheira, Castelo Branco, Castro Vicente, Meirinhos, Mogadouro, Paradela, Penas Roias, Peredo Bemposta, Remondes, Saldanha, Sanhoane, S. Martinho do Peso, Soutelo, Tó, Travanca, Urrós, Vale da Madre, Vale de Porco, Valverde, Ventozelo, Vila de Ala, Vilar de Rei e Vilarinho dos Galegos. Uma população que ultrapassou já os vinte mil habitantes.
Toda a vida destas terras passa de forma decisiva pelo clima. Um clima com duas faces distintas: um Inverno rude, frio e com muita chuva e neve; um Verão, por seu lado, muito quente, típico dos climas continentais, por vezes sufocante. A paisagem, fruto de uma localização muito influenciada pelo clima atlântico, continental e mediterrânico, é muito diversificada e abundante. Proporciona assim recursos agrícolas suficientes para a população do concelho. As espécies vegetais mais comuns, aqui, são o carvalho negral e, nos montes e encostas próximas do rio Douro e do rio Sabor, o azinheiro, o sobreiro e o zimbro.
Em termos de fauna, destaca-se o lobo de tantas “estórias” e mitos, a raposa, o javali, a lebre e o coelho. Muitas espécies de aves sobrevoam o território do concelho e dão-lhe um toque de invulgar beleza, como as aves de rapina – águias reais, gaviões, mochos ou corujas – e as aves em bandos, como as gralhas, as andorinhas, os melros azuis (muito raros em todo o País e que ostentam uma luxuriante e espectacular tonalidade), os estorninhos, as tordeiras, os pombos bravos ou as cotovias. Alguns estudiosos destas matérias dizem mesmo que em nenhum ponto do País se pode encontrar uma tal diversidade de espécies animais.
Por Mogadouro passaram os mais diversos povos. Muitos vestígios dos celtas, dos muçulmanos, dos Templários e dos Távoras, arqueológicos ou arquitectónicos, povoam ainda grande parte das freguesias do concelho. Muita coisa, no entanto, foi destruída pela febre assanhada da vingança pombalina contra a nobre família.
O seu povoamento iniciou-se, em termos documentais, a partir do IV milénio a.C.. Para trás, muito deve ter acontecido, mas até hoje não foi encontrado qualquer vestígio que o prove. O mais remoto elemento de vida humana em Mogadouro foi encontrado na Pena Mosqueira, uma anta, monumento funerário escavado em 1986 por uma equipa de arqueólogos da FLUP - Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Outros vestígios arqueológicos importantes, do período calcolítico, foram encontrados nas freguesias de Peredo da Bemposta e de Urrós. Diversos povoados pré-históricos que teriam o seu centro administrativo, se assim se pode chamar, em Castro de Avelãs.
Durante a época romana, as actuais terras de Mogadouro estiveram integradas na Asturica Augusta, capital de um dos três distritos em que estava dividido o Noroeste Peninsular. Alguns elementos desse período foram encontrados nas terras do concelho, como vários altares votivos e estelas funerárias em Saldanha, Sanhoane, Peredo da Bemposta e noutras freguesias.
Durante a Idade Média, as terras de Mogadouro desempenharam um importante papel na defesa do território português, recentemente conquistado aos mouros. Os ataques de Leão e Castela tinham também aqui uma primeira e decisiva barreira. No território do concelho, foram então edificados os castelos de Penas Roias (1166) e de Mogadouro (também no século XII). Estavam ligados às fortificações de Algoso, Miranda do Douro, Outeiro e Vimioso e constituíam a tal linha de defesa do nordeste português. Controlada a estrada mourisca, principal via de penetração dos povos inimigos, grande parte dos ataques estaria salvaguardada. Ambos os castelos chegaram até nós, ao contrário do que aconteceu em muitas outras regiões do País, mas deles vão restando cada vez menos vestígios, sendo necessário uma recuperação urgente para que a degradação não atinja o seu ponto limite.
Constituído actualmente por vinte e oito freguesias, o concelho de Mogadouro nem sempre teve a sua configuração actual. Muito pelo contrário. Algumas das povoações que hoje se integram no seu âmbito foram em tempos circunscrições independentes, com autonomia política e administrativa, que rivalizavam mesmo em importância social e económica com aquela que é hoje a sua sede. É o caso de Azinhoso, Bemposta, Castro Vicente e Penas Roias, todas elas antigas vilas, com foral, e concelhos, com pelourinhos ainda subsistentes (à excepção do de Penas Roias) e as respectivas justiças próprias e funcionários.
Parte fundamental da história de Mogadouro na Idade Moderna está associada à importante família nobre dos Távoras. Apesar do extermínio que tal família sofreu, em meados do século XVIII (acusada de atentado contra o rei D. José), pela mão de um Marquês de Pombal febrilmente anti-nobiliárquico, alguns dos seus bens podem ainda hoje ser vistos com admiração em Mogadouro. É o caso do seu palácio, apesar de se encontrar praticamente em ruínas, e a Quinta de Nogueira, perto da vila, que também pertenceu à família. A sua pedra de armas em granito, setecentistas, ainda é bem visível para quem demanda estas terras. Muitos outros solares podem no entanto ser admirados por todo o concelho, como em Castelo Branco, S. Martinho do Peso ou Tó.
Curiosos dias passaram-se nos finais do século XIX, aquando da candidatura de Trindade Coelho como deputado por Mogadouro. O eminente político haveria mesmo de publicar um livro sobre o assunto, exactamente com esse título: “A Minha “Candidatura” por Mogadouro”. No excerto apresentado, pode ler-se uma das cartas que lhe foi enviada por um grupo de apoiantes: “Assignada por pessoas de muita representação e respeitabilidade d’este concelho, acaba de ser dirigida ao nosso bom e dedicado conterrâneo, sr. dr. Trindade Coelho, um manifesto ou representação rogando-lhe que aceite o ser chefe político dos signatarios e participando-lhe que já nas próximas eleições geraes para deputados votarão no seu nome.” O partido acabaria por não ir às urnas, mas de qualquer modo ficava uma obra excelente sobre o Mogadouro de finais do século e as confusas tricas políticas da agonia monárquica.
A importância de Trindade Coelho não se resumiu, no entanto, a este incidente político. Dedicado à sua terra, como poucos, deixou obra feita. Conforme referiu João de Araújo Correia: “Era transmontano. Quem o é de raiz não pode ser discípulo de ninguém. Tem dentro de si uma Universidade. Com os olhos postos em Mogadouro, escreveu “Os Meus Amores” – livro que não é livro. É a própria terra do escritor, reproduzida pelo talento de quem lhe quer bem”.
O património deste concelho é algo que não deve ser desprezado. As belezas naturais de Mogadouro aliam-se aqui às riquezas patrimoniais das diversas povoações que o constituem. Desde o castelo, símbolo perene de um pujante passado (embora diminuído pela acção do tempo), passando pela igreja românica de Azinhoso e de Algozinho, o Santuário de S. Gonçalo ou a Igreja da Misericórdia. Tudo merece uma visita a quem vier a estas terras. Em especial destaque está a rota do românico, embora tardio, que pode ser encontrado em parte importante das freguesias do concelho.
Não incluímos na lista, propositadamente, a igreja paroquial da vila e o Convento de S. Francisco, já que ambas merecem um tratamento individualizado e mais em pormenor. A matriz inicial de Mogadouro, antecessora da actual, era de estilo românico ou até visigodo. Não se sabe quando foi substituída por aquela que podemos ver hoje no centro da freguesia e que já é referida em documentos dos inícios do século XVI. Remodelada em finais da centúria seguinte – passou a ter três naves – voltou a sê-lo no século XVII, data em que lhe foi acrescentada uma torre quadrangular, que ainda hoje existe e que na altura simbolizava um luxo a que só as grandes paróquias podiam aspirar.
As naves do templo são separadas por arcos de meio ponto bem abertos e assentes em capitéis de ordem toscana. A capela-mor, manuelina, é pequena mas tem alguns motivos de interesse, dos quais a abóbada (com os seus arcos cruzeiros) não será por certo o menor. Entre as naves e a capela-mor, um arco triunfal e um degrau para subir para a capela-mor. Três janelas renascentistas populares iluminam de forma eficaz as três naves.
Quanto ao exterior da igreja, temos como elemento de especial interesse na frontaria a torre sineira, constituída por três pisos. Toda a fachada está enquadrada por esquineiras em cantaria de granito.
O Convento de S. Francisco, referido em documentos de 1609 (nessa data os frades terceiros da Ordem de S. Francisco já ali estavam), foi ampliado ao longo desse século. Segundo o cabido de Miranda do Douro, a instituição monástica contava em meados do século com nove frades, três irmãos leigos, dois donatos e dois moços. Uma data incerta na frontaria, 1689, deve por certo indicar o ano em que as obras do actual edifício ficaram totalmente concluídas, embora muito antes estivessem já aptas a receber os frades franciscanos. Terá sido mandado edificar, reza a tradição, por D. Luis Álvares de Távora, sétimo comendador de Mogadouro. Foi extinto em 1834 – o liberalismo fora implantado definitivamente – através de um decreto de Joaquim António de Aguiar, celebrizado como “mata-frades” pela devastadora acção que levou a cabo no clero português.
Com uma planta em forma de cruz latina, inspirada às igrejas jesuítas do século XVI, o Convento de S. Francisco situa-se no centro da vila. Nem sempre foi assim. O facto de, à data da sua construção, se encontrar a trezentos metros da povoação, rodeado de campos agrícolas, demonstra bem o crescimento que a sede deste concelho registou desde então. O agradável prospecto exterior tem como principal ponto de destaque a torre sineira, quadrangular rectilínea, que termina em forma piramidal. Quanto ao interior, é criptolateral, um estilo que só mais tarde se espalhou pelo resto do País e até pela Europa. O coro conserva ainda as cadeiras onde os frades se sentavam para celebrar a sua devoção a Deus. A parte do convento, cujos claustros eram fechados e de planta quadrada, apesar das delapidações dos tempos, revela- -se ainda – em parte devido à exemplar reconstrução e aproveitamento que sofreu – como um dos mais importantes edifícios maneiristas do nordeste de Trás-os-Montes.
A Sala-Museu de Arqueologia de Mogadouro reúne em plena Vilaça uma memória colectiva difícil de desprezar. Ao mesmo tempo que salva um conjunto de peças que dessa forma estaria em perigo de desaparecer ou de partir para outras paragens, dá a conhecer a todos os habitantes da região, e até aos que são de fora, o que foi Mogadouro no passado, quais foram os seus primeiros habitantes e que vestígios da sua presença eles nos deixaram.
Em visita por terras de Mogadouro, José Saramago percebeu bem o espírito da região. Em “Viagem a Portugal”, deixou as suas impressões, as suas memórias: “O viajante é natural de terras baixas, muito lá para o sul, e, sabendo pouco destes montes, esperava-os maiores. Já o disse, e torna a dizer. Não faltam os acidentes, mas são tudo colinas de boa vizinhança, altas em relação ao nível do mar, mas cada qual ombro com ombro da qual está próxima e todas perfiladas. Em todo o caso, se alguma se atreve um pouco mais ou espigou de repente, então sim, tem o viajante uma diferente noção destas grandezas, não tanto pelo que está perto, mas por aquela vultosa serra ao longe. Chegando-se-lhe, percebe-se que a diferença não era assim tão grande, mas bastou para promessa de um momento.
Esta linha férrea que vai ao lado da estrada parece de brincadeira, ou restos de solene antiguidade. O viajante, cujo sonho de infância foi ser maquinista de caminhos-de-ferro, desconfia que a locomotiva e as carruagens são desse tempo, objectos de museu a que o vento que vem dos montes não consegue sacudir as teias de aranha. Esta linha é a do Sabor, do nome do rio que se torce e retorce para alcançar o Douro, mas onde esteja o gosto da traquitana, isso não descobre o viajante.
Sem dar por que passou a serra, o viajante chega a Mogadouro. A tarde vai descaindo, ainda luminosa, e do alto do castelo se podem deitar contas ao trabalho dos homens e das mulheres deste lugar. Todas as encostas em redor estão cultivadas, é um jogo de canteiros e talhões, uns enormes, outros mais pequenos, como se servissem apenas para preencher as sobras dos grandes. Os olhos repousam, o viajante estaria totalmente regalado se não fosse o remorso de ter feito fugir do recato das muralhas um casal de namorados que estava tratando dos seus amores. Aqui em Mogadouro ficou ilustrado, uma vez mais, o antigo conflito entre acção e intenção.
É em Azinhoso, aldeiazinha perto, que começa a nascer a paixão do viajante por este românico rural do norte. O risco das minúsculas igrejas não tem ousadias, é receita trazida de longe e ligeiramente variada para ressalvar o prestígio do construtor, mas muito se engana quem cuide que, tendo visto uma, viu todas. Há que dar-lhes a volta com todo o vagar, esperar calado que as pedras respondam, e, se houver paciência, de cada vez sairá dali repeso o viajante, este ou qualquer outro. Repeso de não ficar mais tempo, pois não está bem demorar um quarto de hora ao pé duma construção que tem setecentos anos, como neste caso de Azinhoso. Sobretudo quando começam a aproximar-se pessoas que querem conversar com o viajante, pessoas que justamente conviria ouvir porque são as herdeiras desses sete séculos. O pequeno adro está coberto de erva, o viajante assenta nela as suas pesadas botas e sente-se, não sabe porquê, reabilitado. Por mais que pense, é esta a palavra, não há outra, e não a sabe explicar.
Daqui a pouco será noite, que no Outono vem cedo, e o céu cobre-se de nuvens escuras, talvez amanhã chova. Em Castelo Branco, quinze quilómetros ao sul, o ar parece ter passado por uma peneira de cinza, só na cor, que de pureza até os pulmões estranham. À beira da estrada há uma comprida fachada de solar, com grandes pináculos nos extremos”.
São afinal terras rurais, com tudo o que isso tem de bom, mas muito progressivas, que mantêm incólumes os seus hábitos mais tradicionais e os seus mais remotos costumes. Muito já se perdeu, é certo, como grande parte do artesanato que povoava todas as freguesias e que hoje se resume a uns quantos artífices do barro e da tecelagem: linho, seda, rendas, bordados e colchas de renda.
Pedaço saboroso da etnografia do concelho são também as inúmeras festas, procissões e romarias que acontecem todos os anos, em especial nos meses do Verão, em homenagem às santidades da predilecção do seu povo. E pode-se dizer que, aqui, há para todos: S. Brás, S. Pedro, S. Bento, S. João, Santa Catarina, etc. O paganismo, no entanto, também tem o seu lugar, até porque a vida quer-se feita do amor a Cristo, sim, mas também do amor aos santos prazeres que nos fazem viver com mais alegria o dia-a-dia. Assim, em festas como o “Velho Chocalheiro”, em Bemposta, o “Farandulo” de um “indivíduo” de cara alegre e risonha que se chama Tó, ou das Festas da Bexiga em Bruçó. Festas que, apesar de nada terem de religioso, são o “Ai Jesus!” das respectivas populações.
Famosa é também a feira dos Gorazes, na sede do concelho. Registada na documentação oficial desde há vários séculos, foi o primeiro evento deste tipo na região. Com lugar nos dias 15 e 16 de Outubro de cada ano, deve o seu nome, segundo alguns autores, ao facto de ali se vender com grande abundância, certamente no início da feira, aquele animal tão saboroso. Refere o Pe. António Rodrigues Mourinho (Júnior) em relação a este assunto: “Quem trazia o goraz para Mogadouro? Só os almocreves. Em que condições de conservação viria o peixe para Mogadouro? Salgado? Seco? Que em Portugal o povo sempre se alimentou de peixe seco ou salgado, mas principalmente seco, é um facto. (...) O peixe a uma distância de trezentos quilómetros, mesmo salgado e, neste caso, o goraz não parecia fácil aguentar-se sem perigo de corrupção”. Outros autores, no entanto, como Viterbo, encontram a origem da palavra no nome pessoal Gorazil ou Gouarazel.
Da (saborosa) gastronomia de Mogadouro, destaca-se aqui a célebre posta mirandesa, que é afinal o mesmo que dizer vitela assada na brasa, o folar da Páscoa e, no fundo, de todo o ano, os suculentos enchidos, com o presunto em posição de inquestionável liderança, o queijo e o mel. Iguarias dos deuses, que só eles nos poderiam ter ensinado coisas tão saborosas. Só por isso vir a Mogadouro já mereceria a pena!
(Texto: minhaterra.com)

Cidade de Mirandela

mjfsantos 30/12/2007 @ 11:36

Mirandela - CâmaraMirandela - Rua D. ManuelMirandela - Praça 5 de Outubro

(Fotos: Olegario)




Mirandela - Chafariz

(Foto: Óscar F. G. Moutinho)




Mirandela - Ponte Velha

(Foto: Sulemane Augusto)




História do Concelho

Na cidade de Mirandela estão dos melhores valores arquitectónicos do concelho, como o Palácio dos Távoras, imponente construção nobre reedificada no século XVII, o Palácio dos Condes de Vinhais, a cerca amuralhada da qual resta apenas a Porta de Sto. António, a ponte velha, que continua a constituir uma incógnita quanto à data de construção e que constituem valores patrimoniais e a cultura de um povo.

Em Mirandela nasceu também, com exemplo dado, o conceito de cidade jardim. O culto da flor invadiu todos os espaços. Milhares de belas flores estendem-se por uma cidade inteira que vale a pena visitar.

Por todo o concelho há vestígios de povoamento pré-histórico, bem documentado por monumentos megalíticos e diversos castros. Os povos da idade do bronze desenvolveram uma intensa actividade mineira explorando o estanho, o cobre, o arsénio e ouro como é o caso do “buraco da pala”, situado na freguesia de Passos, que foi identificado um caso de metalurgia primitiva de ouro entre 2800-2500 A.C. Os romanos, não podendo ficar insensíveis ao minério, também aqui se estabeleceram deixando as marcas da sua civilização.

Logo no século VI, o paroquial Suevo dá-nos conta da existência de “Laetera”, enigmática e vasta circunscrição administrativa que corresponde à mesma área onde nasceu o concelho de Mirandela. A importante e medieval “terra de Ledra”estender-se-ia pela quase totalidade do actual concelho e por parte do de Vinhais, compreendendo ainda um reduzida porção do concelho de Mirandela. No dealbar do século XIII, já esta terra se encontrava dividida em três julgados: Lamas de Orelhão, Mirandela e Torre de D. Chama. Todas estas povoações receberam foral e se constituíram em concelhos. Mirandela recebeu assim de D. Afonso III carta foral a 25 de Maio de 1250.

De 1835 a 1871, as reformas liberais extinguiram-nos, restando-lhes a memória desses tempos de autonomia.

Em 1884, o concelho de Mirandela passa a ter delimitações geográficas conforme as actuais.


 

Cronologia

 


1250
CRIAÇÃO DO CONCELHO DE MIRANDELA.
         
Foral dado a Mirandela por El-Rei D. Afonso III-
 25 de Maio de 1250.

1282 A vila de Mirandela é transferida do lugar denominado por "Castelo Velho" para o 
          Cabeço de S. Miguel, (local onde hoje está situada).
         
Carta de transferências passada por El-Rei D. Dinis em 2 de Setembro de 1282.1287

Criação do concelho de Torre D. Chama.
          Foral dado a Torre D. Chama por El-Rei D. 
Dinis 25 de 1287.

1291 Definição dos primeiros limites geográficos do concelho de Mirandela. Foral dado a 
          Mirandela por El-Rei D. Dinis - 7 de Março de 1291.
1293

Extinção do concelho de Torre D. Chama.
          Carta passada por El-Rei D. Dinis 30 de Setembro de 1293.

1295 Instituída a primeira "Feira" em Mirandela

1299 Restabelecido de novo o concelho de Torre D. Chama.
          Foral dado a Torre D. Chama por El-Rei D. Dinis 
- 25 de Março de 1299.

1303 Confirmação definitiva do restabelecimento do concelho de Torre D.Chama.1512

Foral dado a Mirandela por El-Rei D. Manuel - 1   de Julho de 1512.

1512 Foral dado a Torre D. Chama por El-rei D. Manuel - 4 de Maio de 1512.1513

Foral dado a Frechas por El-Rei D. Manuel - 10 de Março de 1513.

1514 Foral dado a Vale de Asnes por El-Rei D. Manuel - 11 de Julho de 1514.1514

Foral dado a Abreiro por El-Rei D. Manuel - 2 de Agosto de 1514.

1515 Foral dado a Lamas de Orelhão por El-Rei D. Manuel - 15 de Julho de 1515.1517

Criação da Comenda de Sta. Maria Madalena de Mirandela.

1518 Fundação da Santa casa da Misericórdia de Mirandela.1835

Criação da Comarca de Mirandela.

1835 Extintos os concelhos de Lamas de Orelhão e  Frechas.1836

Extinto o concelho de Abreiro.

1855 Extinto o concelho de Torre D. Chama.1871

Extinto o concelho de Vale de Asnes.

1883 Criação da Corporação de Bombeiros Voluntários de Mirandela.1884

O concelho de Mirandela passa a ter delimitações geográficas conforme as actuais.

1887 Inauguração do caminho-de-ferro de Foz-Tua a Mirandela (27 de Setembro 1887).1919

Publicação de um Decreto governamental, pelo qual é conferida à Vila de Mirandela
          o oficialato da Ordem da Torre e espada, do Valor, Lealdade e Mérito.

1935 Publicação de uma Portaria governamental que designa a constituição heráldica
          das Armas, Bandeira e Selo da Vila de Mirandela.
1960

Instalação do Complexo Agro-Industrial do Cachão. 1978 Instalação da Direcção-Regional de Trás-os-Montes do Ministério da Agricultura.

1984  Elevação de Mirandela a Cidade

* in Mirandela entre duas datas 1986. João Luís Teixeira Fernandes




Mirandela - Brasão

Mirandela é uma cidade portuguesa situada nas margens do rio Tua, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 11 100 habitantes.

É sede de um município com 658,45 km² de área e 25 742 habitantes (2001), subdividido em 37 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Vinhais, a leste por Macedo de Cavaleiros, a sul por Vila Flor e por Carrazeda de Ansiães e a oeste por Murça e Valpaços.

D. Afonso III deu-lhe a carta de foral a 25 de Maio de 1250. Foi elevada a cidade a 28 de Junho de 1984.

Caladunum era nome da actual cidade de Mirandela.

"Foi local da cividade romana de Caladunum, a atestar pela existência de numerosos vestígios da ocupação pelos romanos." "Callaicorum Bracariorum urbs inter Asturicam et Bracaram. Ptol. Antonin. Ubi nunc Mirandela, castrum Portugall. ad Tuelum amnem, in provinc. Transmontana, inter Lamegam et Bragantiam."

(Wikipedia)


Cidade de Miranda do Douro

mjfsantos 29/12/2007 @ 15:52

Miranda do Douro - Brasão

Miranda do Douro (em mirandês Miranda de l Douro) é uma cidade portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, Terra de Miranda, com cerca de 2 100 habitantes.

É sede de um município com 488,36 km² de área e 8 048 habitantes (2001), subdividido em 17 freguesias. O município é limitado a nordeste e sueste pela Espanha, a sudoeste pelo município de Mogadouro e a noroeste por Vimioso.

Nesta região, além do português, fala-se sua própria língua: a língua mirandesa.

(Wikipedia)



Miranda do Douro - SéMiranda do Douro - MuseuMiranda do DouroMiranda do Douro - Estatuas

(Fotos:commons.wikimedia)



 

Pauliteiros de Miranda



História do Concelho

Miranda do Douro, Cidade da província de Trás-os-Montes, sede de concelho e do distrito de Bragança. Está situada na parte mais meridional da província, sobre a margem direita do rio Douro, que a separa da província de Leão, Espanha, em terreno montanhoso e acantilado.

 

Diz o padre António Carvalho da Costa, Coreografia Portuguesa, com outros escritores Portugueses que Miranda foi uma. Cidade importantíssima no tempo dos romanos, que lhe deram o nome de Conticum, depois de Paramica, e por fim de Seponcia. Conquistada pelos Árabes em 716, estes deram-lhe o nome de Mir-Andul, que depois se corrompeu no actual de Miranda.
Com as guerras entre os Lusitanos e os Árabes foi esta cidade tomada e destruída, de forma que no tempo do conde D. Henrique, estava em completo estado de ruína e quase deserta. Foi nesta miserável situação que D. Afonso Henriques a encontrou, o qual vendo a importância militar e estratégica deste ponto, não só como por ser fronteiro aos turbulentos Leoneses, com quem teve várias encarniçadas lutas, tratou de a tomar uma praça de guerra, construindo-lhe um forte Castelo e uma pequena cerca de muralhas, em 1136; nesse mesmo ano, a 9 de Novembro, lhe deu foral com muitos privilégios, sendo um dos principais o de ser couto do reino ou de homiziados, para atrair mais facilmente povoadores.

Este foral e seus privilégios foram depois confirmados em Coimbra, por D. Afonso, no ano de 1217. Convidados pelos amplos privilégios e isentos do seu foral, a população foi crescendo tanto em torno do castelo, que o mesmo D. Afonso Henriques, ou seu filho D. Sancho I, mandou construir uma outra cerca de muralhas, defendidas por algumas torres e torreões.

 

Quando El Rei D. Dinis subiu ao trono em 1279, as fortificações de Miranda estavam bastante deterioradas, quer pela sua má construção, quer pelas continuas guerras com os Leoneses, e o soberano mandou reedificar a povoação dando-lhe novo foral, em Santarém, a 18 de Dezembro de 1286, e a categoria de Vila, aumentando os privilégios antigos.

Um dos privilégios deste foral era o de Miranda nunca sair da coroa. O castelo estava tão desmantelado que foi preciso reconstruí-lo desde os fundamentos. As muralhas também foram ampliadas.

O castelo tinha uma porta e um postigo, e as muralhas três portas. D. Fernando I fez cunhar moeda em Miranda, usando a letra M como distintivo, posta em cima do escudo das quinas. Mais tarde, El-Rei D. Manuel deu-lhe foral novo em Santarém, no 1º de Junho de 1510. Cessaram as guerras com os castelhanos e leoneses, e a paz trouxe consigo o desenvolvimento da indústria, comércio e apicultura, nas povoações de uma e outra fronteira.

Os Espanhóis, tornando-se nossos amigos, concorreram muito para a prosperidade de Miranda, que era o centro das suas transacções com Portugal, e Miranda tornou-se florescente. No princípio do século XVI, o Arcebispo de Braga tinha um território vastíssimo, pois abrangia a maior parte da província do Minho e toda a de Trás-os-Montes, o que causava vários transtornos, prejuízos e delongas, nos negócios.

Sendo D. João III aclamado em 1521, por morte de seu pai El-Rei D.Manuel, e sendo-lhe apresentados todos os inconvenientes da grande extensão do arcebispado de Braga, resolveu criar um bispado em Trás-os-Montes, e impetrou do pontífice Paulo III a bula para a criação da nova diocese, que lhe foi concedida pela bula de 22 de Maio de 1545, sendo o seu primeiro bispo D. Toribio Lopes, que era esmoler da rainha D. Catarina. Nesse mesmo ano D. João III honrou a vila com a categoria de cidade, dando-lhe novos privilégios e foros, entre os quais se contava a prerrogativa de enviar procuradores às cortes, destinando-se-lhe para assento o 4º banco.

Supõe-se que o brasão da cidade foi concedido pelo dito soberano, consistindo num escudo coroado, tendo ao centro um castelo com três torres e sobre a torre do meio a lua em quarto crescente, com as pontas para baixo. A fortaleza, dizem, que comemora a fundação da cidade, que teve princípio no seu castelo; e a lua em crescente querem que signifique a esperança, ou o prognóstico, do engrandecimento sucessivo da povoação.

Miranda ficou sendo a capital da província de Trás-os-Montes, sede de bispado, residência do bispo, cónegos e mais autoridades eclesiásticas, bem como das militares e civis. Tem muitos e grandiosos edifícios públicos e particulares. Foram alcaides mores do castelo até 1759 os marqueses de Távora, que nesse ano sofreram o suplício, sendo-lhe confiscados todos os seus bens.

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Cidade de Macedo de Cavaleiros

mjfsantos 28/12/2007 @ 13:33

Macedo de Cavaleiros - Brasão

Macedo de Cavaleiros é uma cidade portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança e Terra de Miranda, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 6 000 habitantes.

É sede de um município com 699,27 km² de área e 17 449 habitantes (2001), subdividido em 38 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Vinhais, a nordeste por Bragança, a leste por Vimioso, a sul por Mogadouro e Alfândega da Fé, a sudoeste por Vila Flor e a oeste por Mirandela.

História

  • Em 18 de Julho de 1835 decretava-se a nova divisão administrativa. O país ficava dividido em distritos, estes em concelhos e estes em freguesias.
  • No mapa nº 2 anexo ao Decreto, mencionavam-se, entre os 44 concelhos que ficavam a constituir o distrito de Bragança, os de Chacim, Cortiços, Nozelos, Sezulfe e Vale de Prados.
  • A 6 de Novembro de 1836, reduziram-se a dois - Chacim e Cortiços - os velhos Concelhos que viriam a constituir o núcleo de Concelho de Macedo de Cavaleiros.
  • Uma nova divisão administrativa é aprovada em 1853 e institui Macedo dos Cavaleiros como Julgado e Concelho, suprimindo os antigos concelhos de Chacim e Cortiços.
  • Um erro gráfico dá forma definitiva ao nome Macedo de Cavaleiros.
  • Em 1863 a povoação de Macedo de Cavaleiros é elevada à categoria de vila.
  • Indubitavelmente o crescimento da antiga povoação de Masaedo deve ter sido enorme entre o início do século XVIII e a segunda metade do século de XIX, passando duma simples "quinta" a sede de concelho e a vila.
  • A 13 de Maio de 1999 é votada na Assembleia da República a elevação de Macedo de Cavaleiros à categoria de cidade.

(Wikipedia)



Macedo Cavaleiros - Câmara

Macedo Cavaleiros - Largo dos Segadores

(Fotos: Jorge Guerreiro)



Macedo Cavaleiros - Centro

Macedo Cavaleiros - Estatuas

(Fotos: Vincente Metier)



(Vilar do Monte)



Macedo Cavaleiros - Pelourinho Vale de Prados



 

Alfândega da Fé

mjfsantos 27/12/2007 @ 13:45

Alfândega da Fé - CoretoAlfândega da Fé - Igreja



Alfândega da Fé - Brasão

Alfândega da Fé é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 2 000 habitantes.

É sede de um município com 321,96 km² de área e 5 963 habitantes (2001), subdividido em 20 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Macedo de Cavaleiros, a leste por Mogadouro, a sul por Torre de Moncorvo e a oeste por Vila Flor.

(wikipedia)



Alfândega da Fé - Vista Geral

Alfândega da Fé - Câmara

História do Concelho

Alfândega (da Fé) é um nome de origem árabe que a localidade deve ter adquirido entre os séculos VIII-IX. É muito possível que anteriormente a este período já existisse algum povoado de origem Castreja, o que não será de admirar, até porque na área do concelho existem muitos vestígios arqueológicos desse e até de períodos anteriores.

No entanto, a transformação em concelho medieval só aconteceu com a carta de foral de D. Dinis, datada a 8 de Maio de 1294, o qual viria a ser confirmado por D. Manuel, em 1510.

Em 1320 o mesmo rei D. Dinis mandou reconstruir o seu castelo, que era anterior ao primeiro foral e provavelmente construído pelos mouros. Este castelo desapareceu com o tempo. O recenseamento do ano de 1530 já indica o castelo como “derrubado e malbaratado” e nunca mais foi recuperado, muito embora o Tombo dos Bens do Concelho de 1766 ainda identifique os “antigos muros” pelo que, a Torre do Relógio, actual ex-libris da vila, e que fica na zona conhecida por Castelo, parece ser o que resta do antigo castelo medieval.

Na sede do concelho merecem ainda uma visita a Capela da Misericórdia, a Capela de S. Sebastião, (inicialmente ermida) cujo campanário actual veio da casa dos Távora, de que resta apenas, do original, a porta de entrada da capela familiar, o portal da mesma casa e a Capela dos Ferreiras, com brasão picado, a identificar ligações àquela família.

Sendo um concelho antigo e para mais com um nome de origem árabe, é fácil de compreender porque razão o imaginário popular gira fundamentalmente em torno das lendas das “mouras encantadas”, não havendo quase freguesia nenhuma onde esse tipo de situações não nos apareça.

Contudo, existem duas lendas mais estruturadas e, de certa forma, com ligação a factos históricos, como é o caso da “Lenda dos Cavaleiros das Esporas Douradas”, que pretende explicar uma parte do nome da vila e marca a resistência dos cristãos face à ocupação muçulmana e a “Lenda de Frei João Hortelão”, relacionada com uma personagem real e que, como veremos adiante, tenta explicar a existência, na localidade de Valverde, de uma importante cruz processional.

(cm-alfandegafe)



Cidade de Bragança

mjfsantos 04/11/2007 @ 16:52

Bragança - PostalBragança é um distrito do nordeste de Portugal, pertencente à província tradicional de Trás-os-Montes e Alto Douro. Limita a norte e a leste com Espanha (províncias de Ourense, Zamora e Salamanca), a sul com o Distrito da Guarda e com o Distrito de Viseu e a oeste com o Distrito de Vila Real. Sua área soma 6608 km², sendo assim o quinto maior distrito português, habitado por uma população de 148 808 habitantes (dados de 2001). A sede do distrito é a cidade de Bragança.