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Categoria: Cidade

Cidade de Mirandela

mjfsantos 30/12/2007 @ 11:36

Mirandela - CâmaraMirandela - Rua D. ManuelMirandela - Praça 5 de Outubro

(Fotos: Olegario)




Mirandela - Chafariz

(Foto: Óscar F. G. Moutinho)




Mirandela - Ponte Velha

(Foto: Sulemane Augusto)




História do Concelho

Na cidade de Mirandela estão dos melhores valores arquitectónicos do concelho, como o Palácio dos Távoras, imponente construção nobre reedificada no século XVII, o Palácio dos Condes de Vinhais, a cerca amuralhada da qual resta apenas a Porta de Sto. António, a ponte velha, que continua a constituir uma incógnita quanto à data de construção e que constituem valores patrimoniais e a cultura de um povo.

Em Mirandela nasceu também, com exemplo dado, o conceito de cidade jardim. O culto da flor invadiu todos os espaços. Milhares de belas flores estendem-se por uma cidade inteira que vale a pena visitar.

Por todo o concelho há vestígios de povoamento pré-histórico, bem documentado por monumentos megalíticos e diversos castros. Os povos da idade do bronze desenvolveram uma intensa actividade mineira explorando o estanho, o cobre, o arsénio e ouro como é o caso do “buraco da pala”, situado na freguesia de Passos, que foi identificado um caso de metalurgia primitiva de ouro entre 2800-2500 A.C. Os romanos, não podendo ficar insensíveis ao minério, também aqui se estabeleceram deixando as marcas da sua civilização.

Logo no século VI, o paroquial Suevo dá-nos conta da existência de “Laetera”, enigmática e vasta circunscrição administrativa que corresponde à mesma área onde nasceu o concelho de Mirandela. A importante e medieval “terra de Ledra”estender-se-ia pela quase totalidade do actual concelho e por parte do de Vinhais, compreendendo ainda um reduzida porção do concelho de Mirandela. No dealbar do século XIII, já esta terra se encontrava dividida em três julgados: Lamas de Orelhão, Mirandela e Torre de D. Chama. Todas estas povoações receberam foral e se constituíram em concelhos. Mirandela recebeu assim de D. Afonso III carta foral a 25 de Maio de 1250.

De 1835 a 1871, as reformas liberais extinguiram-nos, restando-lhes a memória desses tempos de autonomia.

Em 1884, o concelho de Mirandela passa a ter delimitações geográficas conforme as actuais.


 

Cronologia

 


1250
CRIAÇÃO DO CONCELHO DE MIRANDELA.
         
Foral dado a Mirandela por El-Rei D. Afonso III-
 25 de Maio de 1250.

1282 A vila de Mirandela é transferida do lugar denominado por "Castelo Velho" para o 
          Cabeço de S. Miguel, (local onde hoje está situada).
         
Carta de transferências passada por El-Rei D. Dinis em 2 de Setembro de 1282.1287

Criação do concelho de Torre D. Chama.
          Foral dado a Torre D. Chama por El-Rei D. 
Dinis 25 de 1287.

1291 Definição dos primeiros limites geográficos do concelho de Mirandela. Foral dado a 
          Mirandela por El-Rei D. Dinis - 7 de Março de 1291.
1293

Extinção do concelho de Torre D. Chama.
          Carta passada por El-Rei D. Dinis 30 de Setembro de 1293.

1295 Instituída a primeira "Feira" em Mirandela

1299 Restabelecido de novo o concelho de Torre D. Chama.
          Foral dado a Torre D. Chama por El-Rei D. Dinis 
- 25 de Março de 1299.

1303 Confirmação definitiva do restabelecimento do concelho de Torre D.Chama.1512

Foral dado a Mirandela por El-Rei D. Manuel - 1   de Julho de 1512.

1512 Foral dado a Torre D. Chama por El-rei D. Manuel - 4 de Maio de 1512.1513

Foral dado a Frechas por El-Rei D. Manuel - 10 de Março de 1513.

1514 Foral dado a Vale de Asnes por El-Rei D. Manuel - 11 de Julho de 1514.1514

Foral dado a Abreiro por El-Rei D. Manuel - 2 de Agosto de 1514.

1515 Foral dado a Lamas de Orelhão por El-Rei D. Manuel - 15 de Julho de 1515.1517

Criação da Comenda de Sta. Maria Madalena de Mirandela.

1518 Fundação da Santa casa da Misericórdia de Mirandela.1835

Criação da Comarca de Mirandela.

1835 Extintos os concelhos de Lamas de Orelhão e  Frechas.1836

Extinto o concelho de Abreiro.

1855 Extinto o concelho de Torre D. Chama.1871

Extinto o concelho de Vale de Asnes.

1883 Criação da Corporação de Bombeiros Voluntários de Mirandela.1884

O concelho de Mirandela passa a ter delimitações geográficas conforme as actuais.

1887 Inauguração do caminho-de-ferro de Foz-Tua a Mirandela (27 de Setembro 1887).1919

Publicação de um Decreto governamental, pelo qual é conferida à Vila de Mirandela
          o oficialato da Ordem da Torre e espada, do Valor, Lealdade e Mérito.

1935 Publicação de uma Portaria governamental que designa a constituição heráldica
          das Armas, Bandeira e Selo da Vila de Mirandela.
1960

Instalação do Complexo Agro-Industrial do Cachão. 1978 Instalação da Direcção-Regional de Trás-os-Montes do Ministério da Agricultura.

1984  Elevação de Mirandela a Cidade

* in Mirandela entre duas datas 1986. João Luís Teixeira Fernandes




Mirandela - Brasão

Mirandela é uma cidade portuguesa situada nas margens do rio Tua, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 11 100 habitantes.

É sede de um município com 658,45 km² de área e 25 742 habitantes (2001), subdividido em 37 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Vinhais, a leste por Macedo de Cavaleiros, a sul por Vila Flor e por Carrazeda de Ansiães e a oeste por Murça e Valpaços.

D. Afonso III deu-lhe a carta de foral a 25 de Maio de 1250. Foi elevada a cidade a 28 de Junho de 1984.

Caladunum era nome da actual cidade de Mirandela.

"Foi local da cividade romana de Caladunum, a atestar pela existência de numerosos vestígios da ocupação pelos romanos." "Callaicorum Bracariorum urbs inter Asturicam et Bracaram. Ptol. Antonin. Ubi nunc Mirandela, castrum Portugall. ad Tuelum amnem, in provinc. Transmontana, inter Lamegam et Bragantiam."

(Wikipedia)


Cidade de Miranda do Douro

mjfsantos 29/12/2007 @ 15:52

Miranda do Douro - Brasão

Miranda do Douro (em mirandês Miranda de l Douro) é uma cidade portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, Terra de Miranda, com cerca de 2 100 habitantes.

É sede de um município com 488,36 km² de área e 8 048 habitantes (2001), subdividido em 17 freguesias. O município é limitado a nordeste e sueste pela Espanha, a sudoeste pelo município de Mogadouro e a noroeste por Vimioso.

Nesta região, além do português, fala-se sua própria língua: a língua mirandesa.

(Wikipedia)



Miranda do Douro - SéMiranda do Douro - MuseuMiranda do DouroMiranda do Douro - Estatuas

(Fotos:commons.wikimedia)



 

Pauliteiros de Miranda



História do Concelho

Miranda do Douro, Cidade da província de Trás-os-Montes, sede de concelho e do distrito de Bragança. Está situada na parte mais meridional da província, sobre a margem direita do rio Douro, que a separa da província de Leão, Espanha, em terreno montanhoso e acantilado.

 

Diz o padre António Carvalho da Costa, Coreografia Portuguesa, com outros escritores Portugueses que Miranda foi uma. Cidade importantíssima no tempo dos romanos, que lhe deram o nome de Conticum, depois de Paramica, e por fim de Seponcia. Conquistada pelos Árabes em 716, estes deram-lhe o nome de Mir-Andul, que depois se corrompeu no actual de Miranda.
Com as guerras entre os Lusitanos e os Árabes foi esta cidade tomada e destruída, de forma que no tempo do conde D. Henrique, estava em completo estado de ruína e quase deserta. Foi nesta miserável situação que D. Afonso Henriques a encontrou, o qual vendo a importância militar e estratégica deste ponto, não só como por ser fronteiro aos turbulentos Leoneses, com quem teve várias encarniçadas lutas, tratou de a tomar uma praça de guerra, construindo-lhe um forte Castelo e uma pequena cerca de muralhas, em 1136; nesse mesmo ano, a 9 de Novembro, lhe deu foral com muitos privilégios, sendo um dos principais o de ser couto do reino ou de homiziados, para atrair mais facilmente povoadores.

Este foral e seus privilégios foram depois confirmados em Coimbra, por D. Afonso, no ano de 1217. Convidados pelos amplos privilégios e isentos do seu foral, a população foi crescendo tanto em torno do castelo, que o mesmo D. Afonso Henriques, ou seu filho D. Sancho I, mandou construir uma outra cerca de muralhas, defendidas por algumas torres e torreões.

 

Quando El Rei D. Dinis subiu ao trono em 1279, as fortificações de Miranda estavam bastante deterioradas, quer pela sua má construção, quer pelas continuas guerras com os Leoneses, e o soberano mandou reedificar a povoação dando-lhe novo foral, em Santarém, a 18 de Dezembro de 1286, e a categoria de Vila, aumentando os privilégios antigos.

Um dos privilégios deste foral era o de Miranda nunca sair da coroa. O castelo estava tão desmantelado que foi preciso reconstruí-lo desde os fundamentos. As muralhas também foram ampliadas.

O castelo tinha uma porta e um postigo, e as muralhas três portas. D. Fernando I fez cunhar moeda em Miranda, usando a letra M como distintivo, posta em cima do escudo das quinas. Mais tarde, El-Rei D. Manuel deu-lhe foral novo em Santarém, no 1º de Junho de 1510. Cessaram as guerras com os castelhanos e leoneses, e a paz trouxe consigo o desenvolvimento da indústria, comércio e apicultura, nas povoações de uma e outra fronteira.

Os Espanhóis, tornando-se nossos amigos, concorreram muito para a prosperidade de Miranda, que era o centro das suas transacções com Portugal, e Miranda tornou-se florescente. No princípio do século XVI, o Arcebispo de Braga tinha um território vastíssimo, pois abrangia a maior parte da província do Minho e toda a de Trás-os-Montes, o que causava vários transtornos, prejuízos e delongas, nos negócios.

Sendo D. João III aclamado em 1521, por morte de seu pai El-Rei D.Manuel, e sendo-lhe apresentados todos os inconvenientes da grande extensão do arcebispado de Braga, resolveu criar um bispado em Trás-os-Montes, e impetrou do pontífice Paulo III a bula para a criação da nova diocese, que lhe foi concedida pela bula de 22 de Maio de 1545, sendo o seu primeiro bispo D. Toribio Lopes, que era esmoler da rainha D. Catarina. Nesse mesmo ano D. João III honrou a vila com a categoria de cidade, dando-lhe novos privilégios e foros, entre os quais se contava a prerrogativa de enviar procuradores às cortes, destinando-se-lhe para assento o 4º banco.

Supõe-se que o brasão da cidade foi concedido pelo dito soberano, consistindo num escudo coroado, tendo ao centro um castelo com três torres e sobre a torre do meio a lua em quarto crescente, com as pontas para baixo. A fortaleza, dizem, que comemora a fundação da cidade, que teve princípio no seu castelo; e a lua em crescente querem que signifique a esperança, ou o prognóstico, do engrandecimento sucessivo da povoação.

Miranda ficou sendo a capital da província de Trás-os-Montes, sede de bispado, residência do bispo, cónegos e mais autoridades eclesiásticas, bem como das militares e civis. Tem muitos e grandiosos edifícios públicos e particulares. Foram alcaides mores do castelo até 1759 os marqueses de Távora, que nesse ano sofreram o suplício, sendo-lhe confiscados todos os seus bens.

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Cidade de Macedo de Cavaleiros

mjfsantos 28/12/2007 @ 13:33

Macedo de Cavaleiros - Brasão

Macedo de Cavaleiros é uma cidade portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança e Terra de Miranda, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 6 000 habitantes.

É sede de um município com 699,27 km² de área e 17 449 habitantes (2001), subdividido em 38 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Vinhais, a nordeste por Bragança, a leste por Vimioso, a sul por Mogadouro e Alfândega da Fé, a sudoeste por Vila Flor e a oeste por Mirandela.

História

  • Em 18 de Julho de 1835 decretava-se a nova divisão administrativa. O país ficava dividido em distritos, estes em concelhos e estes em freguesias.
  • No mapa nº 2 anexo ao Decreto, mencionavam-se, entre os 44 concelhos que ficavam a constituir o distrito de Bragança, os de Chacim, Cortiços, Nozelos, Sezulfe e Vale de Prados.
  • A 6 de Novembro de 1836, reduziram-se a dois - Chacim e Cortiços - os velhos Concelhos que viriam a constituir o núcleo de Concelho de Macedo de Cavaleiros.
  • Uma nova divisão administrativa é aprovada em 1853 e institui Macedo dos Cavaleiros como Julgado e Concelho, suprimindo os antigos concelhos de Chacim e Cortiços.
  • Um erro gráfico dá forma definitiva ao nome Macedo de Cavaleiros.
  • Em 1863 a povoação de Macedo de Cavaleiros é elevada à categoria de vila.
  • Indubitavelmente o crescimento da antiga povoação de Masaedo deve ter sido enorme entre o início do século XVIII e a segunda metade do século de XIX, passando duma simples "quinta" a sede de concelho e a vila.
  • A 13 de Maio de 1999 é votada na Assembleia da República a elevação de Macedo de Cavaleiros à categoria de cidade.

(Wikipedia)



Macedo Cavaleiros - Câmara

Macedo Cavaleiros - Largo dos Segadores

(Fotos: Jorge Guerreiro)



Macedo Cavaleiros - Centro

Macedo Cavaleiros - Estatuas

(Fotos: Vincente Metier)



(Vilar do Monte)



Macedo Cavaleiros - Pelourinho Vale de Prados



 

Cidade de Peso da Régua

mjfsantos 22/12/2007 @ 10:48

Peso da Régua - BarragemPeso da Régua - Igreja MatrizPeso da Régua - RioPeso da Régua - Fonte

(Fotos: Portuguese_eyes)



Peso da Régua - Brasão

O Peso da Régua (muitas vezes chamado simplesmente de Régua) é uma cidade portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 10. 000 habitantes na zona central.Freguesias urbanas da cidade da Regua:Godim e Peso da Regua.
É sede de um pequeno município com 96,12 km² de área e 17 987 habitantes (2004), subdividido em 12 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Santa Marta de Penaguião e Vila Real, a leste por Sabrosa, a sul por Armamar e Lamego, a sudoeste por Mesão Frio e a oeste por Baião. O concelho foi criado em 1836 por desmembramento de Santa Marta de Penaguião, e foi elevado a cidade em 1987. É também conhecida como a capital do vinho e da vinha. É o centro da região demarcada do Douro.Fica na parte central da Linha do Douro,entre Porto e Pocinho.

(wikipedia)



HISTÓRIA

 

A história e o vinho legaram a Peso da Régua a sua condição natural de Capital da Região Demarcada do Douro. Os pergaminhos deste povo são os dos cultivadores, que há séculos desbravaram e fecundaram as terras, que ainda hoje cultivam, honrando a memória dos primeiros povoadores.
A toponímia desta região ficou marcada pela importância vitícola que o mundialmente afamado Vinho do Porto lhe concedeu, cujas virtudes são realçadas pela glória e um punhado de lendas.

Alguns historiadores consideram que o concelho de Peso da Régua foi habitado durante as invasões romanas e bárbaras, concluindo que o nome deriva da existência de uma casa romana de campo, soterrada em lugar da cidade - Vila Regula. Outros, porém, defendem a hipótese de a origem entroncar em "récua", devido aos ajuntamentos de récuas ou cavalgaduras que passavam o rio Douro. Há ainda uma terceira teoria, de acordo com a qual, o nome deriva de "reguengo", designação atribuída às terras dos reis. Mas, não ficamos por aqui, dado que também se defende a hipótese de Régua ter origem no termo "regra", aludindo ao direito que podia ser herdado de ascendentes ou conferido a descendentes através de um foral. Os historiadores que defendem esta hipótese justificam-na com o facto de o Conde D. Henrique ter doado estas terras a D. Hugo, que por sua vez as doou a D. Egas Moniz. Seria, portanto, esta "regra" a dar origem à palavra Régoa, mais tarde Régua.

Em relação à proveniência do nome Peso existem duas correntes de opinião: a primeira defende a hipótese de derivar do lugar onde as mercadorias eram pesadas e cobrados os impostos; a segunda explica a probabilidade de o nome ter evoluído a partir de um lugar onde os animais de transporte eram alimentados ou pensados, o "Penso".

A Régua é uma cidade moderna, que apenas conheceu a sua condição de concelho após a época pombalina, no ano de 1836. Toda a importância reconhecida se inicia por culpa e graça da criação, na Régua, da Companhia Geral das Vinhas do Alto Douro, pelo Marquês de Pombal em 1756.
Tendo mandado delimitar as vinhas do Vale do Douro com marcos de granito - Marcos de Feitoria - determinando assim as áreas de produção dos melhores vinhos, Portugal criava no Douro a primeira Região Demarcada do Mundo. A partir daí, e por via do comércio e sua centralização local, a Régua passou a ser o centro do Douro, o local onde todos chegavam e de onde tudo partia.

 

No dia 3 de Fevereiro de 1837, Peso da Régua foi elevada a vila, tendo-lhe sido anexado o concelho de Godim, com as freguesias de S. José de Godim, S. Pedro de Loureiro, S. Miguel de Fontelas, Santa Comba de Mouramorta e Santa Marta de Sedielos. A 31 de Dezembro de 1859, foram-lhe adicionadas, pela extinção do concelho de Canelas, as freguesias de Poiares, Covelinhas, Vilarinho de Freires e Galafura. A 11 de Dezembro de 1933 foi criada a freguesia de Vinhós, desanexada da freguesia de Sedielos. Com esta desanexação, o concelho de Peso da Régua integrava onze freguesias: Peso da Régua, Godim, Poiares, Fontelas, Loureiro, Mouramorta, Sedielos, Vilarinho de Freires, Covelinhas, Galafura e Vinhós. Com a integração de Canelas, o concelho completava o número actual de freguesias.

Peso da Régua foi elevada à categoria de cidade a 14 de Agosto de 1985.
Em 1988 foi reconhecida, pelo Office International de la Vigne ed du Vin, Cidade Internacional da Vinha e do Vinho.
Peso da Régua é um concelho rural de primeira ordem. Pertence ao distrito de Vila Real e está situado na margem direita do rio Douro.
Tem uma extensão de 94,72 Km2. Dista 25 Km da sede do distrito e está a 110 Km da foz do rio Douro, no Porto.
A norte está limitado pelo concelho de Santa Marta de Penaguião, a este pelo concelho de Sabrosa, a sul pelo rio Douro e a oeste pelo concelho de Mesão Frio.

O clima é de características mediterrânicas (micro-clima), com variações climatéricas acentuadas.
A cidade do Peso da Régua encontra-se a 125 m de altitude. O solo é constituído por xistos-argilosos e por algumas zonas granítinas. O concelho, de um modo geral, é muito acidentado.
A partir do rio Douro encontra-se uma pequena faixa de poucos metros de largura, de terras planas, onde se situa a grande zona urbana da Régua. Este vale estende-se pela zona do Rodo até ao limite do concelho com Santa Marta de Penaguião. A partir destas faixas planas, o terreno sobe acentuadamente, estando todas as freguesias localizadas em plena encosta.

Peso da Régua está ligada à cidade do Porto por via rodoviária, ferroviária e fluvial. É um centro vital nas comunicações para Trás-os-Montes e para a Beira Alta, através das cidades de Lamego e Vila Real.
Três pontes atravessam o Douro na Régua, uma ferroviária, datada de 1872, outra rodoviária, datada de 1932, e uma de recente construção, que serve de passagem no Douro, do eixo Chaves/Vila Real/Régua/Lamego, Viseu e Figueira da Foz, através do Itinerário Principal N.º 3.

Capital da Região Demarcada mais antiga do mundo, Peso da Régua não sendo uma cidade de grandes monumentos, é um paraíso histórico de inegável valor. Mergulhada num dos mais belos rios de Portugal, preenche a encosta e o vale onde montes cobertos de vinha e prenhes de história se combinam numa escadaria de gigantes.
É aqui que se encontra a Casa do Douro, a delegação no Douro Superior do Instituto do Vinho do Porto, a Rota do Vinho do Porto, a Comissão Interprofissional da Região Demarcada do Douro e o Instituto de Navegabilidade do Douro.

Os vinhedos que dão origem ao Vinho do Porto situam-se nas encostas abruptas e grandiosas do rio Douro e dos seus afluentes. O terraceamento, indispensável à instalação da cultura da vinha, originou uma paisagem deslumbrante, de características ímpares, construídas e cultivadas graças à perseverança de Homens que durante gerações cavaram a rocha mãe. Aos sufocantes verões da região - quentes e secos - seguem-se invernos agrestes. O carácter nobre e delicado do Vinho do Porto tem origem nos solos pobres e no clima adverso de tipo mediterrânico. É curioso que numa zona tão hostil nasça um dos vinhos mais apreciados do mundo inteiro. Este é o principal mistério do Vinho do Porto.

O ritmo da Régua é marcado pela religiosidade das suas tradições. Por isso, se a visita à Régua se fizer no mês de Agosto, sugere-se a participação na alegria colectiva que marca a celebração da festa em honra de Nossa Senhora do Socorro, nos dias 14, 15 e 16.
A festa em honra de Nossa Senhora do Socorro é uma herança cultural antiga, momentos que põem à prova o carácter de um povo e de uma Nação. Na altura da Procissão do Triunfo, a cidade ganha vestes iluminadas e os crentes montam altares de rua.
A vida quotidiana tem deixado intocado o carácter dos reguenses, ficando bem patente a sua devoção para com a Nossa Senhora do Socorro.

As raízes desta devoção mergulham no rio Douro quando neste navegavam os barcos rabelos, que eram baptizados com nomes de frases religiosas, em busca de protecção divina contra os vários perigos com que se confrontavam. Quando eram lançados à água prendiam à proa flores de papel e à popa um ramo de oliveira com azeitonas. Diziam eles que era para dar sorte. Debaixo da ponte de comando colocavam uma caixa de esmolas, as "Alminhas do Barco", para depositarem as promessas feitas em momentos de aflição. Quando a noite descia, os marinheiros, ancorados nas margens, rezavam o terço e suplicavam em côro: "Senhora do Socorro... vieste para a Régua para pôres teus pés sobre as águas do Douro; Tua mão, agarrada à espadela, guiando o nosso rabelo". Este é um exemplo da fé do povo duriense.

(fonte: cm-pesoregua)


Cidade de Valpaços

mjfsantos 18/12/2007 @ 13:19

Valpaços - Igreja de Carrazedo de Montenegro

(Fonte: escapadelas.com)




Valpaços - Brasão

Valpaços - Câmara

Valpaços é uma cidade portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 4 500 habitantes.

É sede de um município com 553,06 km² de área e 19 512 habitantes (2001), subdividido em 31 freguesias. O município é limitado a noroeste por Chaves, a leste por Vinhais e Mirandela, a sul por Murça e a oeste por Vila Pouca de Aguiar. Foi criado em 1836 por desmembramento de Chaves.

HISTÓRIA

Os primeiros documentos escritos que citam Valpaços datam do século XII. O próprio topónimo tem uma raiz claramente pré-nacional. A freguesia terá começado por ser um pequeno reduto habitado por nobres e famílias senhoriais, atraídas por um conjunto de privilégios tendentes a povoar aquela região tão próxima de Espanha.

O acontecimento mais importante da história de Valpaços deu-se seguramente em meados do século XIX. Em 16 de Novembro de 1846, durante a Guerra da Patuleia, aqui se defrontaram as tropas rivais. O movimento, que começara de forma espontânea e por ter características eminentemente populares, passava nesse momento a tomar proporções políticas. Cerca de duas dezenas de mortos marcaram a passagem por Valpaços de uma batalha que depois prosseguiu por terras de Murça.

Segundo a lenda, participou na refrega o famoso Zé do Telhado, que inclusivamente teria salvo a vida ao visconde de Sá da Bandeira, ele que até fora lanceiro da rainha antes de se tornar salteador!

O património edificado desta freguesia justifica bem a sua importância actual e os pergaminhos do passado. Acima de tudo, a igreja paroquial. Muito amplo, é de uma só nave. No interior, pode observar-se o arco cruzeiro que separa a capela-mor (na qual se pode ver uma bonita imagem de Santa Maria Maior) do restante corpo do edifício.

Da arquitectura civil, uma referência para os paços do concelhos. Oitocentistas, custou a sua construção cerca de vinte contos. Projectada por Augusto Xavier Teixeira, demoraram dois anos a ficar concluída - 1891.

E os incontornáveis solares da vila, dos quais o mais antigo é o dos Morgados da Fonte ou de "S. Francisco de Valpassos".

Valpaços foi elevada a vila em 1861, através de decreto real de 27 de Março, assinado por D. Pedro V. Em 1936, chegava finalmente a sua representação heráldica. Agora revista para uma coroa de cinco castelos dado que passou a cidade em 1999.

(wikipedia)




Valpaços - Igreja MatrizValpaços - Solar de PossacosValpaços - Ponte Valtelhas

(Fonte: adrat.pt)


Cidade de Chaves

mjfsantos 15/12/2007 @ 09:16

Chaves - Ponte RomanaChaves - CidadeChaves - PelourinhoChaves - CasteloChaves - CCC

(Fotos: chaves.pt)




 HISTÓRIA

São numerosos os vestígios aqui presentes, legados por civilizações pré-históricas que levam a admitir mesmo a existência de povoamentos no longínquo período Paleolítico. É considerado deste período um instrumento de pedra encontrado na encosta da serra do Brunheiro.  Porém, são abundantes os achados procedentes do Neolítico, do Calcolítico de Mairos, Pastoria, S.Lourenço,etc e das civilizações proto-históricas, nomeadamente nos múltiplos Castros  situados no alto dos montes que envolvem toda a região do Alto Tâmega.      

 
Foram as legiões romanas, que há dois milénios, dominaram esses homens, que até aí tinham vivido, como deuses, alcandorados no cimo das montanhas e se instalaram de mopdo especial no vale, fertilíssimo do Tâmega. Fixaram-se onde hoje é a cidade e distribuíram pequenas fortificações pelas alturas circundantes, aproveitando, para tais guardas-avançadas, alguns dos castros conquistados.

        Edificaram, presumivelme, a primeira muralha que envolveu o aglomerado populacional; construíram a imponente ponte de Trajano, sobre a via Bracara-Asturica; tiraram proveito das águas quentes mínero-medicinais, implantando balneários termais; exploraram filões auríferos e outros recursos do solo e subsolo.

    

Tanta importância adquiriu este núcleo urbano, nessa época, que foi elevado à categoria de Município, quando no ano 79 dominava Vespasiano, primeiro César da Família Flavia. Será esta a origem de Aquae Flaviae, designação antiga da actual cidade de Chaves.
Situar-se-ia o imponente núcleo monumental e centro cívico da cidade no cerro envolvente da área hoje ocupada pela Igreja Matriz. O seu actual recorte lembra ainda o traçado de um acampamento romano, com o Forum, o Capitólio  e a Decumana que seria a rua Direita. De facto, neste perímetro foram encontrados os mais relevantes vestígios arqueológicos a testemunhá-lo, expostos no Museu da Região Flaviense, sendo mesmo de evidenciar uma lápide alusiva a um combate de gladiadores. A florescência da dominação romana verificou-se até ao início do século III, apagando-se gradualmente com a invasão dos povos denominados vulgarmente por Bárbaros. As invasões dos Suevos, Visigodos e Alanos, provenientes do leste europeu, puseram termo à colonização romana. As guerras entre Remismundo e Frumário  que disputavam o direito ao trono, tiveram como consequência uma quase total destruição da cidade, a vitória de Frumário e a prisão do Idácio, notável Bispo de Chaves.

 

O período de dominação bárbara durou até que os mouros, povos do Norte de África, invadiram a região e venceram Rodrigo, o último monarca visigodo, no início do século VIII.
Com a invasão dos árabes, também o islamismo invadiu o espaço ocupado  pelo cristianismo o que determinou uma azeda querela religiosa e provocou a fuga das populações residentes para as montanhas noroestinas com as inevitáveis destruições. As escaramuças entre mouros e cristãos duraram até ao século XI.
A cidade começou por ser reconquistada aos mouros no século IX, por D. Afonso, rei de Leão que a reconstruiu parcialmente. Porém, logo depois, no primeiro quartel do século X, voltou a cair no poder dos mouros, até que no século XI, D. Afonso III, rei de Leão,  a resgatou, mandou reconstruir, povoar e cercar de muralhas.
Da presença islâmica remanesce, quase tão somente na cultura popular, uma grande variedade de lendas interligando castros, tesouros fabulosos e mouras encantadas.
Foi, provavelmente, por volta de 1160 que Chaves foi integrada no país que já era então Portugal, com a relevante intervenção dos lendários Ruy e Garcia Lopes tão intimamente ligados à história desta terra.
  

Pela sua situação fronteiriça, Chaves era vulnerável ao ataque dos invasores. D. Dinis, como medida de protecção, mandou levantar o Castelo e a fortificação muralhada que ainda hoje dominam o burgo citadino e a sua periferia, num grande raio 
      Em 1253 realizou-se em Chaves. o casamento de D. Afonso III com a sua sobrinha D. Beatriz, filha de Afonso X, o Sábio; foi o Bolonhês quem concedeu à povoação o seu 1º foral, a 15 de Maio de 1258; D. Manuel I outorgaria novo foral em 1514. Aquando da Guerra da Independência, D. João I montou em redor de Chaves um cerco que durou 4 meses; tendo-se-lhe rendido a praça,.O senhorio da vila foi então dada a D. Nuno Alvares Pereira, que o viria a ceder a D. Afonso, seu genro, fundador da Casa de Bragança, na qual Chaves, se conservou durante vários séculos.       

      A Cidade foi cenário de diversos episódios bélicos no século XIX, nela se tendo celebrado, a 20 de Setembro de 1837, a designada Convenção de Chaves, após o combate de Ruivães, pondo termo à revolta cartista de 1837, conhecida pela revolta dos marechais. Em Chaves travou-se a 8 de Julho de 1912, o combate entre as forças realistas de Paiva Couceiro e as do governo republicano, chefiadas pelo coronel Ribeiro de Carvalho, de que resultou o fim da 1ª incursão monárquica.

A 12 de Março de 1929 Chaves foi elevada à categoria de cidade.


(Fonte: Chaves.pt)




Chaves - Brasão

Chaves é uma cidade portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 19 300 habitantes.

É sede de um município com 590,42 km² de área e 44 186 habitantes (2006), subdividido em 51 freguesias. O município é limitado a norte pela Espanha, leste pelo município de Vinhais, a sueste por Valpaços, a sudoeste por Vila Pouca de Aguiar e a oeste por Boticas e Montalegre.

(Wikipedia)


Cidade de Penafiel

mjfsantos 13/12/2007 @ 12:05

Penafiel - Quinta da AveledaPenafiel - Jardim da Praça da RepúblicaMosteiro de Paço de SousaPenafiel - Igreja Mosteiro S. Salvador em Paçoo de Sousa

 

(Fotos: cm-penafiel)




Penafiel - Brasão

Penafiel é uma cidade portuguesa no Distrito do Porto, região Norte e subregião do Tâmega, com cerca de 9 343 habitantes.

É sede de um município com 212,82 km² de área e 83 881 habitantes (2001), subdividido em 38 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Lousada, a nordeste por Amarante, a leste por Marco de Canaveses, a sul por Castelo de Paiva e a oeste por Gondomar e Paredes. Penafiel está situada no topo e encostas de uma pequena colina (Arrifana),entre o rio Sousa e o rio Cavalum afluentes do lado esquerdo do rio Douro.

Penafiel foi em tempos diocese, e actualmente permanece como um dos principais eixos urbanos da região de Vale do Sousa e Tâmega. Esta cidade fica situada a 30 quilómetros a leste da cidade do Porto. É uma cidade muito antiga, dado que é a 2ª cidade mais antiga do norte do país.

História

Até ao reinado de D. José I, era conhecida como Arrifana de Sousa; por carta régia de 3 de Março de 1770, viu a sua designação alterada para Penafiel, e ser elevada a cidade. Também nesse ano foi, por bula do Papa Clemente XIV, erecta em sede da diocese do mesmo nome, ao mesmo tempo que a diocese de Pinhel; porém, teve curta duração, e apenas se conta um bispo na sua breve existência.

As 38 freguesias do concelho são na sua grande maioria bastante industrializadas, embora outras apresentem ainda um cunho bastante rural, tem também aldeias rurais preservadas. Aldeias que se apresentam com casas feitas com pedras de pequena dimensão, lascas de granito, material muito abundante na localidade até porque Penafiel é uma zona de extracção de granito e com os beirais dos telhados em xisto. Há cerca de 100 anos a grande maioria das casas tinham tectos exclusivamente feitos de xisto, no entanto e com o surgir de novos materiais e com a progressiva modernização esta tradição tem sido abandonada em detrimento telha comum, sendo que actualmente o xisto só aparece nos beirais.

A origem do nome Penafiel é diferente em diversas lendas, sendo no entanto a mais comum a que afirma que a origem do nome surgiu de fortificações existentes na localidade. Quando se deu a fundação da cidade, erguiam-se aqui dois castelos: um deles situava-se junto ao rio Sousa, a norte do seu leito, e chamava-se Castelo de Aguiar de Sousa; O segundo na margem sul denominava-se castelo da Pena (Pennafidelis). Atacado diversas vezes pelos mouros, esta última fortificação nunca se rendeu, o que lhe valeu o épiteto de "fiel" passando assim a ser conhecida por Castelo de Penafiel.

Apesar deste episódio, a povoação manteve durante séculos a sua antiga designação Arrifana de Sousa. Quanto à proveniência do nome Arrifana persistem dúvidas sobre se terá origem árabe ou se estará ligado ao nome de Arriana, filha do Ermenegildo Gonçalves e de D. Mumadona Dias. Após a morte do pai, Arriana herdou esta terra de que foi senhora no século X. Diversos terrenos da região foram também propriedade de D. Mafalda na primeira metade do século XIII.

O inicio da paróquia de Arrifana de Sousa data do século XVI. No mesmo século, em 1519, o rei Manuel I de Portugal concede-lhe carta de foral, sem, contudo, a elevar a Vila, o que só viria a acontecer no reinado de João V de Portugal por decreto de 7 de Outubro de 1741.

Uma lei do rei José I de Portugal datada de 17 de Março de 1770, altera finalmente o topónimo da localidade para Penafiel e confere-lhe a categoria de cidade.

Ainda em 1770, é criada uma bula do Papa Clemente XIV, que criou a diocese de Penafiel, que foi assim separada eclesiasticamente da diocese do Porto. Foi nomeado bispo o carmelita Dom Frei Inácio de São Caetano, confessor de Maria I de Portugal, que na altura era ainda princesa do Brasil. Por se encontrar junto da futura rainha o bispo nunca chegou a administrar a diocese. D. Maria I quando foi eleita rainha convenceu o Frei a renunciar ao bispado e em 1778 o Papa Pio VI extingue a diocese, incorporando-a de novo na do Porto.

(Wikipedia)


Cidade de Paços de Ferreira

mjfsantos 12/12/2007 @ 08:27

Paços Ferreira - Vista AéreaPaços Ferreira - Mosteiro de FerreiraPaços Ferreira - Jardim MunicipalPaços Ferreira - Igreja RaimondaPaços Ferreira - Igreja Matriz

Conhecido a nível nacional como a “Capital do Móvel”, Paços de Ferreira afirma-se, economicamente, através de uma dinâmica actividade industrial que tem vindo a fazer crescer os índices demográficos concelhios. Diversificada na especificidade dos produtos e na dimensão das explorações, a indústria do mobiliário tem-se vindo a afirmar pela qualidade e pela capacidade de satisfação de encomendas e por uma agressiva estratégia de marketing de que são exemplo a criação de grandes espaços de exposição e de uma grande Feira anual de mobiliário.
De uma indústria tradicional, o mobiliário de Paços de Ferreira tem-se transformado, com os tempos, numa actividade moderna e competitiva, a que não falta a preocupação de inovação como o provam os sucessivos concursos de design e o recurso a nomes tão sonantes como Siza Vieira.
Mas se o mobiliário é, hoje em dia, a imagem de marca do concelho de Paços de Ferreira, não se deverá deixar de considerar a importância da indústria têxtil, uma produção significativa do concelho.
Mas se o concelho de Paços de Ferreira se afirma, nos dias de hoje, pela sua modernidade e pelo seu dinamismo económico, ele mantém pergaminhos históricos evidentes, fundamento de uma identidade cultural inegável. E algumas estruturas culturais como o Museu Municipal, o Museu da Citânia de Sanfins e a própria Citânia, afirmam os valores patrimoniais do concelho muito para além das suas fronteiras.
É de facto na cultura castreja que Paços de Ferreira, através de Sanfins, afirma hoje um predomínio a nível nacional. Mercê da exis¬tência de uma estância arqueológica invulgar e do estudo cuidado e persistente de diversos arqueólogos ao longo do século XX, Sanfins tornou-se o expoente máximo na cultura castreja do noroeste peninsular.
Integrada nas Terras de Sousa, na Alta Idade Média, o território da actual Paços de Ferreira teve, durante séculos, no Mosteiro de Ferreira a sua maior influência.
Situado numa zona de transição, ligado simultaneamente ao interior e ao litoral, com a identidade do Douro a exercer uma influência marcante, o actual território de Paços de Ferreira cresceu ao longo de séculos integrado nas mais diversificadas unidades civis, jurídicas e religiosas. Os concelhos de Refojos de Riba d’Ave e de Aguiar de Sousa congre¬garam a maior parte das freguesias que hoje constituem o concelho, com uma forte ligação jurídica à comarca do Porto e a divisão entre os bispados de Braga e do Porto.
O concelho, tal como o conhecemos hoje, foi definido no século XIX, no decurso da reforma administrativa liberal que reorganizou o país, extinguindo cerca de 700 municípios e dando origem ao mapa administrativo que ainda hoje nos rege. É através do Decreto 6 de Novembro de 1836, assinado por D. Maria II, que se define a constituição dos novos concelhos e surge na extensa listagem o concelho de Paços de Ferreira.
O surgimento do novo concelho aparece numa altura em que a actividade essencial da sua população era a agricultura, complementada com algumas actividades artesanais em que a cestaria, a tanoaria, os teares, as moagens, os tamanqueiros, os funileiros e os fogueteiros se destacavam.
No decurso do século XIX os chamados “brasileiros” de torna-viagem vão desempenhar um papel extremamente importante em Paços de Ferreira, pelo capital que introduzem na economia local e pela influência política que assumem no novo concelho.
A pouco e pouco, muito mercê do mercado próximo do Porto e dos acessos fáceis àquela cidade, vão aumentando e proliferando os pequenos ofícios, lentamente transformados em fábricas. E o trabalho da madeira é, em Paços de Ferreira, uma actividade que radica nesta incipiente actividade industrial do final do século XIX. Já em 1920, em Freamunde, existia uma importante Fábrica de Mobiliário Escolar, anunciadora de uma pujança industrial que a segunda metade do século XX veio a confirmar.
Após a Revolução de Abril e a imposição do Poder Local, o concelho de Paços de Ferreira pôde aproveitar as condições colocadas à sua disposição, criando as infra-estruturas modernas es¬senciais à qualidade de vida das suas populações.
Paços de Ferreira tem o feriado principal a 6 de Novembro, comemorando o dia de 1836 em que a rainha D. Maria II assinou o decreto de constituição do concelho de Paços de Ferrei¬ra. No ano de 1993, a 20 de Maio, a Assembleia da República aprova por maioria a passagem de Paços de Ferreira a Cidade.

(Fonte:cm-pacosferreira.pt)



Paços Ferreira - Brasão

Paços de Ferreira é uma cidade portuguesa no Distrito do Porto, região Norte e subregião do Tâmega, com cerca de 6 000 habitantes.

É sede de um pequeno município com 72,65 km² de área e 52 985 habitantes (2001), subdividido em 16 freguesias. O município é limitado a leste pelo município de Lousada, a sul por Paredes, a sudoeste por Valongo e a oeste e norte por Santo Tirso. Até ao liberalismo constituía o Couto de Paços de Ferreira. Tornou-se concelho em 1836, sucedendo ao Concelho de Sobrosa.

O município foi criado a 6 de Novembro de 1836, e a sede concelhia foi elevada a cidade em 20 de Maio de 1993.

(Wikipedia)



Capital do Móvel

 


O Concelho de Paços de Ferreira afirmou-se, durante os últimos 20 anos, como a Capital do Móvel em Portugal. Já acolheu a 1ª Bienal Internacional de Design de Mobiliário.
Paços de Ferreira é hoje o maior centro de negócios de mobiliário do país e da Galiza, centralizando-se aqui o escoamento de grande parte da produção nacional de móveis.
Com uma área de exposição instalada de cerca de 1 milhão de metros quadrados, Paços de Ferreira é o dínamo do sector do mobiliário em Portugal, contando também com uma importante actividade industrial ao nível da produção.
O próprio Instituto de Comércio Externo de Portugal considera que a indústria de mobiliário é a que mais tem contribuído para o equilíbrio das exportações e para o estancamento da crise.

O fio da História

Em Paços de Ferreira esta indústria nasceu do embrião do mobiliário escolar.
O objectivo do notável pacense Albino de Matos era introduzir em Portugal um método de ensino especial, a partir da reforma do mobiliário escolar, substituindo o que considerada mobiliário desproporcionado e anti-higiénico por novos modelos revolucionários, cujos preceitos higiénicos e pedagógicos eram prioridade.
Professor primário e emi¬nente pedagogo, revolucionou de uma forma patriótica, todos os esta¬belecimentos de ensino oficial e particular, quando em 1920 decide espalhar em Portugal este método nas escolas infantis, primárias e liceais.
Depois, vieram os Dons de Froebel, os contadores, as caixas métricas popularizadas sob a designação “Albino de Matos”, as colecções de todos os sólidos e medidas várias, necessários para o ensino da geometria, o metro articulado e os entretenimentos úteis para as crianças, escrupulosamente executados segundo o sis¬tema do grande professor que os inventou.
Assim surge a Albino Matos, Sucrs, Lda., em Freamunde, e bastaram três anos para que a solução para responder ao crescente volume de pedidos foi a fusão com uma outra fábrica, também de Freamunde, a Pereira & Barros, Lda..
Da união resultou a designação de Albino de Matos, Pereiras & Barros, Lda., a primeira indús¬tria instalada no Concelho de Paços de Ferreira, pioneira da indústria de marcenaria, que executava com perfeição o mobiliário escolar, criando nas suas instalações uma verdadeira escola de formação de operários e técnicos especializa¬dos, muitos dos quais viriam a estabelecer-se por conta própria e dar origem ao início de uma rede de empresas de mobiliário que hoje torna a Capital do Móvel, como o Concelho de maior significado na indústria nacional de mobiliário.

(Fonte: cm-pacosferreira)



Cidade de Paredes

mjfsantos 11/12/2007 @ 10:16

Paredes - Vista da Cidade



Paredes - Brasão

Paredes é uma cidade portuguesa no Distrito do Porto, região Norte e subregião do Tâmega, com cerca de 7 300 habitantes.A cidade de Paredes fica na freguesia de Casteloes de Cepeda. É sede de um município com 156,56 km² de área e 85 428 habitantes (2004), subdividido em 24 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Paços de Ferreira, a leste por Lousada e por Penafiel, a sudoeste por Gondomar e a oeste por Valongo.Fica na comunidade urbana do Vale do Sousa.

O concelho foi criado em 1836, sucedendo, em grande parte, ao antigo concelho de Aguiar de Sousa. Presentemente o município de Paredes tem quatro cidades:Paredes, Gandra, Rebordosa e Sao Salvador de Lordelo.

História da Cidade de Paredes

Paredes integra-se numa das regiões mais prósperas e paisagisticamente interessantes de Portugal:o Vale do Sousa, O actual Concelho de Paredes assenta No antigo concelho de Aguiar de Sousa que data dos primórdios da Monarquia. O concelho de Aguiar de Sousa surgiu num pacto de povoamento de Vale do Sousa tendo sido criado pelos meados do século XII. De facto, consta nas inquirições de 1258 mandadas fazer por D. Afonso III, conforme consta no fasciculo II, Vol.I, do Corpus Codicum Latinorum, referem-se algumas das actuais freguesias do Concelho de Paredes, pertencentes, ao então, grande julgado de Aguiar de Sousa (Estremir, Crestelo, Vilela, Bendoma, Ceti, Gondalães, Veiri, Gandera...). Aguiar de Sousa recebeu foral em 1269, confirmado em 1411 por D.João I e reiterado por D. Manuel I em 1513. Sensivelmente na mesma altura, Balta recebia também a categoria de concelho.Baltar foi elevada a categoria de vila, passando assim, a ter enormes direitos, só comparáveis às maiores povoações do reino. D. João V, a 6 de Março de 1723, confirmou esses privilégios.

Extinto em 1837, o concelho de Baltar era constituído por 9 freguesias: Baltar, Cête, Vandoma, Astromil, Gandra, Sobrado, S. Martinho do Campo, Rebordosa e Lordelo. À excepção de Sobrado e S. Martinho de Campo, que actualmente fazem parte de Valongo, todas as outras seriam posteriormente integradas no concelho de Paredes. Foi por volta do séc. XVIII que o pequeno lugar de Paredes, integrado na freguesia de Castelões de Cepeda, foi ganhando importância. Assim, em finais do séc. XVIII, já existiam os Paços do Concelho e o pelourinho. Paredes tinha então o aspecto de uma verdadeira cidade, embora nem sequer tivesse a categoria de vila.

Em 1821 Aguiar de Sousa era extinto como concelho e grande parte das suas freguesias eram anexadas a Paredes. Com a criação do concelho de Paredes, não só se extinguiu o de Aguiar de Sousa, com ainda o de Baltar, Louredo e Sobrosa que emergiram da crise liberal e tiveram duração pouco superior a dois anos. O concelho de Paredes foi criado por Passos Manuel apenas em 6 de Novembro de 1836, como resultado do reordenamento que ocorreu com a entrada da Constituição de 1820. Nesta data passou a conter algumas das freguesias do extinto concelho de Aguiar de Sousa, englobando um total de 23 freguesias. Em 1855, dos vários lugares da freguesia da Sobreira criou-se a freguesia de Recarei.

Com esta configuração, Paredes passou a vila em 7 de Fevereiro de 1844, data do Alvará Régio de D. Maria II que elevava Paredes a essa categoria, com os correspondentes direitos e deveres por "a mesma povoação possuir os necessários elementos para sustentar com dignidade a categoria de vila". A partir de 20 de Junho de 1991, Paredes ascendeu a categoria de cidade Decorria o ano de 1988, e o Presidente da Câmara apresentava na Assembleia Municipal uma proposta no sentido de entregar às entidades competentes o processo de pedido formal de elevação da vila de Paredes à categoria de cidade. O Processo foi moroso mas 3 anos decorridos o sonho de todos os Paredenses foi concretizado.

(Wikipedia)



Cidade de Marco de Canaveses

mjfsantos 10/12/2007 @ 15:15

Marco de Canaveses - IgrejaMarco de Canaveses - Brasão

O Marco de Canaveses é uma cidade portuguesa no Distrito do Porto, região Norte e subregião do Tâmega, com cerca de 9 042 habitantes. É concelho desde 1852.

É sede de um município com 202,02 km² de área e 52 419 habitantes (2001), subdividido em 31 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Amarante, a leste por Baião, a sul por Cinfães, a sudoeste por Castelo de Paiva e a oeste por Penafiel.

É a cidade de nascimento de Carmem Miranda.

(Wikipédia)



Marco de Canaveses - Câmara

Marco de Canaveses - Alameda

Marco de Canaveses - Fonte

Marco de Canaveses - Rotunda dos Bombeiros

(Fotos: cm-marco-canaveses.pt)