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Categoria: Douro

Freixo de Espada à Cinta

mjfsantos 18/04/2008 @ 10:07

Freixo de Espada à Cinta - Brasão

Freixo de Espada à Cinta é uma vila portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 2 100 habitantes.

É sede de um município com 244,49 km² de área e 3 931 habitantes (2006), subdividido em 6 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Mogadouro, a leste e sul pela Espanha, a sudoeste por Figueira de Castelo Rodrigo e Vila Nova de Foz Côa e a oeste e noroeste por Torre de Moncorvo.

(Wikipedia)



Freixo de Espada à Cinta - Vista Aerea da Vila

(Vista Aerea da Vila)

Freixo de Espada à Cinta está inserido na província de Trás-os-Montes e Alto Douro, distrito e bispado de Bragança e desde a Idade Média que faz parte do Arcebispado de Braga. Tem por Orago S. Miguel Arcanjo, adoptando os seus habitantes como Santa Padroeira Nossa Senhora dos Montes Ermos, a quem são dedicadas as festas e romaria que decorrem habitualmente durante a segunda semana do mês de Agosto.


Tem uma área aproximada é de 244,49 km2, situando-se a 41º 6`de latitude e 2º 20`de longitude a Este do meridiano de Lisboa. Fica a cerca de 180 Km a Nordeste da cidade do Porto, a 400 Km a Nordeste de Lisboa e 100 Km a Sul de Bragança, a uma altitude média de 471m.
Os limites do seu concelho são:

- A Norte, o concelho de Mogadouro;
- Oeste, o concelho de Torre de Moncorvo;
- Este, Espanha ( Província de Salamanca );
- Sul, o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo.


A cerca de 4 Km da Vila passa o rio Douro, demarcando neste concelho a fronteira entre Portugal e Espanha, e segundo Sant'Anna Dionísio “foi durante oito séculos um dos escudos mais seguros ( e politicamente menos dispendiosos) que Portugal possuiu na sua longa linha de contacto com a nação vizinha...”.
Em toda esta região se encontra arte rupestre pré-histórica, da qual o “cavalo de Mazouco” foi o primeiro sítio de arte rupestre paleolítica de ar livre descoberto no território português, e uma enorme quantidade de vestígios castrejos que ainda hoje podem ser apreciados nos seus devidos locais.

É uma terra que se desenvolve desde o inicio da nacionalidade. Tem foral entre 1155/57 outorgado por D. Afonso Henriques e ascende a vila a partir de 1240. No inicio do século XVI era uma poderosa praça de guerra cercada de muros e dotada de três torres mestras, das quais actualmente só resta uma, facetada e heptagonal exemplar único na Península Ibérica: a denominada Torre do Galo ou do Relógio.




Este concelho, tem profundas raízes históricas materializadas num vasto património artístico e cultural de onde podemos destacar a referida Torre, a Igreja Matriz, a Igreja da Misericórdia, o Pelourinho, a Igreja do Convento e um elevado número de casas com os portais e janelas decoradas com motivos de arte manuelina: meias esferas, folhagens, conchas, troncos entrelaçados, etc.

Freixo de Espada à Cinta não capta os seus visitantes apenas com o seu rico passado, mas deslumbra todos os que por aqui passam com o magnífico espectáculo das amendoeiras em flor. Os prados, as vinhas, os olivais e os laranjais ao produzirem todo o tipo de cores e aromas conferem a quem os desfruta uma visão aproximada do paraíso.
A beleza panorâmica e ciclópica proporcionada pelo imponente rochedo do Penedo Durão (727 metros), a cenografia do espectáculo natural nas estratificações silúricas do Candedo, onde está inclusa a Calçada de Alpajares de provável origem medieval, ou as paisagens deslumbrantes que se desfrutam das arribas do Douro em Lagoaça, em Mazouco ou em Ligares, concorrem também para tornar este concelho num entusiasmante local de vida e cultura.




Quem sabe não poderá o visitante destas cercanias de Freixo deparar-se com uma variedade de flor que os lavradores da região designam por “ açucena campesina” ou “açucena dos campos”, raridade botânica e verdadeiro mimo de colorido e aroma.

Freixo de Espada à Cinta - Câmara

(Câmara Municipal)

Freixo de Espada à Cinta - Igreja Matriz

(Igreja Matriz)

Freixo de Espada à Cinta - Muralha do Castelo

(Muralha do Castelo)

Freixo de Espada à Cinta - Torre do Galo

(Torre do Galo)

Texto e Fotos: cm-freixoespadacinta

 


Carrazeda de Ansiães

mjfsantos 18/03/2008 @ 16:22
Carrazeda de Ansiães - Brasão

Carrazeda de Ansiães é uma vila portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 1 600 habitantes. É sede de um município com 280,91 km² de área e 7 642 habitantes (2001), subdividido em 19 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Murça e de Mirandela, a nordeste por Vila Flor, a leste por Torre de Moncorvo, a sul por Vila Nova de Foz Côa, a sudoeste por São João da Pesqueira e a oeste por Alijó.

O concelho tinha sede na antiga vila de Ansiães (Carrazeda de Ansiães); as suas ruínas, a sul da actual sede concelhia, situam-se no alto de uma colina, cerca da aldeia de Lavandeira. O concelho obteve foral em 1075, tendo o estatuto de vila sido confirmado por alvará de D. João V de 6 de Abril de 1734. No século XIX a sede concelhia foi transferida de Ansiães para Carrazeda, e a antiga vila foi abandonada.

(Fonte: Wikipédia)




Carrazeda de Ansiães - Fonte das Sereias
Fonte das Sereias
Foto: Manuel Moutinho

Carrazeda de Ansiães - Antiga Cadeia
Antiga Cadeia
Foto: Manuel Moutinho

Carrazeda de Ansiães - Igreja S Salvador
Igreja São salvador
Foto: Luis Rodrigues



HISTORIA DO CONCELHO

Carrazeda de Ansiães teve o seu próprio percurso Histórico, Administrativo, Judicial e até Religioso. Pelo que deverá conhecer-se uma síntese do mesmo, até para melhor compreensão da actual realidade daquele concelho.

É na extinta Vila de Ansiães, situada a cerca de 4 quilómetros da actual sede municipal, que começa a administração daquela zona territorial. Carrazeda era, nessa altura, um lugar com poucas habitações e pessoas, situado já na zona planáltica para norte do Castelo de Ansiães.

Assim é indicado nos Forais da Vila de Ansiães: o 1º pensa-se que tenha sido dado por Fernando o Magno, Rei de Leão e Castela no século XI, e depois confirmado por D. Afonso Henriques por volta de 1160. D. Sancho I volta a confirmar este foral em 6 de Abril de 1198. D. Afonso II reconfirma-o em Guimarães em Abril de 1219.
Mais tarde, D. Manuel I dá-lhe Novo Foral a 1 de Junho de 1510.

Em 1384 D. João I manda os moradores dos lugares de Freixiel, Murça e Abreiro "prestarem adua nos muros", ajudando a dar mais resistência com cinturas fortes e torres defensivas e usando pedra maior, pois até aí era miúda. E, em 1443 o regente D. Pedro deu aos seus moradores os "resíduos" (imposto) das Vilas de Freixiel, Abreiro e Vilarinho da Castanheira para consertar os muros, devendo auxiliar os moradores.

Os arranjos dos muros da fortaleza de Ansiães foram também efectuados às custas das terças reais em 1580 e 1591. Em 1640, quando se deu a restauração da Independência de Portugal, expulsando os reis Filipes de Espanha, o povo reforçou e arranjou partes do Castelo.

A importância do Castelo de Ansiães na defesa da região e nomeadamente da linha do Rio Douro foi assim contínua desde a Formação de Portugal até ao século XVII. Na Vila tinham os seus solares famílias importantes, como os Mesquitas, os Magalhães e os Sampaios.

É nesta altura que o povoado de Carrazeda começa a ganhar mais importância, enquanto que a Vila de Ansiães deixa de ter esse enorme valor defensivo e municipal, e entra em estagnação e até certa decadência.
Em 1721 tinha a Vila de Ansiães "2 Juízes ordinários, 3 vereadores, 1 procurador, 2 almotacéis, hum Juiz de Órfãos, 4 tabeliães... 1 escrivão de Câmara e 1 alcaide".

E para Regimen da Milícia tem Cappitam mor e sargento mor, e cinquo Companhias com cinquo cappitans e ofticiaes, a saber a 1.ª da Vila, a 2.ª do Seixo, a 3.ª da Fonte Longa, a 4.ª do Pinhal da Ribeira e a 5.ª de Linhares". O golpe fatal é dado com o bacharel José Álvaro d'Almeida. Os nobres e homens bons tinham-se ausentado dela indo com D. Sebastião para Álcácer-Quibir (África), desaparecendo a acção das leis e da Justiça. Então era o Juiz de Fora que representava o rei e em 1734 foi nomeado aquele bacharel para Juiz de Fora. Este consegue a mudança da Vila de Ansiães para Carrazeda.

Não se fez sem oposição, pelo que o Juiz de Fora Dr. Justiniano Ferraz de Araújo e Castro, para desfazer e acabar com os prestígios e privilégios que os da Vila tinham, manda derrubar e despedaçar o Pelourinho de Ansiães que era o símbolo da autonomia judicial.

Era elegante e tinha 4 faces cada uma com as armas reais, uma Torre com duas portas, um castelo com porta e com uma chave segura por uma mão, e ainda um Velho barbado, com os braços meio erguidos e maça na mão direita, numa atitude combativa. (Seria o Velho Ansinales).

O local começa a entrar em declínio rápido e, em meados do século XIX Ansiães estava abandonada. Ficou o Castelo, muralhas e outros monumentos ao tempo, para recordar aos vindouros a heróica época da sua existência.
Simultaneamente Carrazeda passa a ser sede do município com o nome de Carrazeda de Ansiães, e ganha outro impulso, o seu desenvolvimento a partir do antigo núcleo que fica junto da Igreja Matriz que data de 1790.

Ali são edificadas construções essenciais para qualquer município da época: o Pelourinho com coluna octogonal, 3 metros de altura e assente em 4 degraus, com o escudo nacional Joanino, e a Casa da Câmara ou Paços do Concelho que ostenta a data de 1736-1737.
A primitiva Vila de Ansiães era da coroa e chamava-se concelho. Era constituído pelos seguintes lugares:
Amedo, Beira Grande, Belver, Carrazeda, Castanheiro, Fontelonga, Luzelos, Marzagão, Mogo (de Malta), Parambos, Pinhal (do Norte), Pombal, Ribalonga, Samorinha, Selores, Seixo (de Ansiães), Zedes, e ainda as Quintas de: Alganhafres, Arcas, Arnal, Besteiros, Brunheda, Campelos, Coleja, Fontoira, Felgueira, Fiolhal, Lavandeira, Misquel, Paradela, Penafria, Tralhariz, Sentrilha.

Ao mesmo tempo a Vila e concelho de Vilarinho da Castanheira era formado pelos lugares de Carvalho de Egas, Castedo, Lousa, Mourão, Seixo de Manhoses, Valtorno, e pelas Quintas de Alagoa, Gavião, Pinhal (do Douro) e São Painho.
Ora, os lugares e quintas pertencentes ao concelho de Ansiães passaram em 1734 para o de Carrazeda de Ansiães, mas Vilarinho continuou a ser concelho.
É já no século XIX com o liberalismo e as suas reformas administrativas que o concelho de Vilarinho da Castanheira é extinto definitivamente em 31 de Dezembro de 1853, passando esta Vila juntamente com Pinhal do Douro para o concelho de Carrazeda. Lousa e Castedo foram integradas no de Torre de Moncorvo, e os restantes no de Vila Flor.

Também o concelho de Freixiel foi extinto em 1836 e as freguesias de Pereiros, Codeçais e Mogo de Malta passaram a integrar o concelho de Carrazeda.

Formava-se assim o actual concelho de Carrazeda de Ansiães, que, em número de freguesias variou ao longo dos anos, pois como se sabe, até 1936 Samorinha foi freguesia, assim como Pinhal do Douro.
Em termos religiosos Ansiães tinha três Comendas: a de S. Salvador, a de S. João e a de Linhares.

A Comenda de S. Salvador de Ansiães era da apresentação paroquial do reitor de Ansiães e englobava os seguintes lugares: Alganhafres, Ansiães, Beira Grande, Belver, Besteiros, Coleja, Fontelonga, Lavandeira, Mogo de Ansiães, Pena Fria, Samorinha, Seixo de Ansiães, Selores, Seixo das Carvas e Vale de Pedro.

A Comenda de S. João Baptista era apresentada pelo respectivo reitor e incluía os seguintes lugares: Amêdo, Areias, Brunheda, Carrazeda, Felgueira, Fontana, Luzelos, Marzagão, Paradela, Pinhal do Norte, Pombal, Sentrilha e Zêdes.

A Comenda de Linhares era também da Ordem de Cristo, do padroado real e tinha os seguintes lugares: Arnal, Campelos, Carrapatosa, Castanheiro, Fiolhal, Foz Tua, Linhares, Misquel, Parambos, Ribalonga e Tralhariz.

Pereiros, Codeçais e Mogo de Malta eram ramos da Comenda da Ordem de Malta. Vilarinho da Castanheira e Pinhal do Douro, de outro concelho na altura, eram do Cabido da Sé de Braga.

Com a redução de abadias em reitorias, veio também a reduzir-se e a limitar-se a de S. Salvador que se estendeu somente até Lavandeira e seu arrabalde, desanexando-se os outros lugares. Em 1556 funda-se a Igreja Paroquial de Santo António de Beira Grande. Em 1569 é a vez da de Selores a Igreja de S. Gregório e com a anexa Alganhafres. No reinado de D. João III funda-se a de Belver com Mogo de Ansiães, a Nossa Senhora das Neves. E a de Santa Cruz da Samorinha que até então era sujeita a Fontelonga.

Também a Comenda e a Paróquia de S. João se desanexou no Reinado de D. Sebastião: Luzelos e Quinta de Fontoura passou a ser a Igreja de Santo Amaro de Luzelos; a de Santa Águeda para Carrazeda; a de S. Gonçalo para Zedes desanexando-se da de S. Tiago de Amedo; a de Nossa Senhora das Neves de Pinhal do Norte também se desanexa de S. Lourenço de Pombal e ficando com as anexas Brunheda, Sentrilha e Felgueira. Não são referidas a de Castanheiro e Ribalonga, pelo que devem ser anteriores.

Em 11 de Setembro de 1833 a Junta do Exame do Estado Actual e Melhoramento Temporal das Ordens Religiosas propôs que as dioceses fossem reduzidas, em harmonia com as divisões administrativas.

Estava-se no período Liberal em que as reformas se sucediam com frequência. No entanto, aquela proposta não se concretizou devido a factores diversos, dos quais se destaca a interrupção das relações do governo português com a Santa Sé que só se restabelecem em 1841.

Depois disso os governos continuaram a pensar nessa redução das dioceses religiosas, mas a intenção de conservar a de Bragança manteve-se sempre.

Através das Letras Apostólicas do Santíssimo Padre Leão XIII - Gravíssimum Christi Ecclesiam Regendi et Gubernandi Manus, de 30 de Setembro de 1881, que foram executadas a 4 de Setembro de 1882 pelo Cardeal Bispo do Porto, D. Américo, as freguesias do concelho de Carrazeda de Ansiães passavam definitivamente para o Bispado de Bragança em termos religiosos.

Nas questões judiciais, nos séculos XVI e XVII os concelhos de Ansiães, Vilarinho da Castanheira e Freixiel aos quais pertenciam as freguesias que hoje constituem o actual concelho de Carrazeda, eram todos da Comarca de Moncorvo.

Em 1706 eram da Comarca e Provedoria da Vila de Torre de Moncorvo. Em 1734 pertenciam à Correição de Torre de Moncorvo e em 1762 o concelho de Carrazeda de Ansiães fazia parte ainda daquela Correição. Em 1864 era ainda da Comarca de Torre de Moncorvo.

Em 1940 Carrazeda de Ansiães era Julgado Municipal. As freguesias de Beira Grande, Carrazeda de Ansiães, Castanheira, Lavandeira, Linhares, Parambos, Seixo de Ansiães e Vilarinho da Castanheira pertenciam à Comarca de Moncorvo. As restantes eram da Comarca de Vila Flor.


(Texto: C M Carrazeda de Ansiães)


Santa Marta de Penaguião

mjfsantos 24/12/2007 @ 09:54

Santa Marta de Penaguião - Brasão

Santa Marta de Penaguião é uma vila portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 1 300 habitantes.

É sede de um pequeno município com 69,98 km² de área e 8 569 habitantes (2001), subdividido em 10 freguesias. O município é limitado a norte e leste pelo município de Vila Real, a sul pelo Peso da Régua e a oeste por Amarante.

(Wikipedia)




Santa Marta de Penaguião - IgrejaSanta Marta de Penaguião - MunicipioSanta Marta de Penaguião - Vista

HISTÓRIA

 

Do passado mais remoto a romanização. A antiguidade histórica de Santa Marta de Penaguião é afirmada por vestígios de Castros nas freguesias de Fontes, Lobrigos, Cumieira, Louredo e Medrões. Todas estas freguesias existiam já nos primórdios da nacionalidade.

Alguma toponímia pode levar-nos muito mais longe no tempo, aos primitivos povos sedentários, ..., não porém de forma inequívoca.

O Concelho de Santa Marta de Penaguião é o prolongamento temporal das Terras de Penaguião, espécie de diviso administrativa que na baixa idade média (sécs. XI -XIV) compreendia o território existente entre os rios Douro e Corgo, a Serra do Marão e as Terras de Panóias (Vila Real). Compreendia assim a área actual do concelho de Santa Marta de Penaguião e parte significativa dos concelhos de Peso da Régua e Vila Real.

No reinado de D. Afonso Henriques era governador destas terras D. Moço Viegas, filho de D. Egas Moniz.

D. Sancho I concede foral a Santa Marta em 1202; (fac-similado do documento existente nos Arquivos Nacionais da Torre do Tombo, A.N.T.T., em Lisboa).

D. Manuel I vem em 15 de Dezembro de 1519 a conceder nova Carta de Foral a Penaguião; (fac-similado do documento igualmente existente nos A.N.T.T.)

Os forais, documentos escritos e por isso inequívocos, constituem insubstituíveis recursos para interpretação do passado. Neles eram fixados direitos, privilégios e deveres dos moradores. O período de ouro, os séculos XVII e XVIII, e a crise que se lhe seguiu.

De grandes rendimentos nos falam as construções dos séculos XVII e XVIIl, para além de outra documentação que no-lo certifica; boas casas, solares e igrejas, património arquitectónico que hoje podemos admirar neste concelho.

Com a valorização dos vinhos exportados, o cultivo da vinha foi incrementado, os vinhedos passaram a cobrir todas as encostas, e mais que houvesse, e os rendimentos subiram em flecha.

A euforia trouxe o oportunismo, as misturas com vinhos de fora da região, e a crise tem lugar com o desinteresse causado pela redução da qualidade.

A 10 de Setembro de 1756 é ... criada a Companhia Geral de Agricultura das Vinhas do Alto Douro, no reinado de D. José, por grande influência de um filho de Santa Marta, Frei João de Mansilha, junto do Marques de Pombal.

Com a Companhia Geral surge um "nom d ' appelation" para esta área produtora de "Vinho do Porto", antes que outra Denominação de Origem surgisse na Europa.

Santa Marta de Penaguião foi pioneira. E a disciplina começou a imperar na Região Demarcada do Douro. A extinção e a Restauração do concelho de Santa Marta de Penaguião. No século XIX foram várias as reformas administrativas. Em cada uma delas houve extinção e criação de concelhos.

(cm-smpenaguiao)


Sabrosa

mjfsantos 23/12/2007 @ 09:26

Sabrosa - Vista

(Foto: Portuguese_eyes)



Sabrosa - Brasão

Sabrosa é uma vila portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 1 200 habitantes.

É sede de um município com 156,45 km² de área e 7 032 habitantes (2001), subdividido em 15 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Vila Pouca de Aguiar, a leste por Alijó, a sueste por São João da Pesqueira, a sul por Tabuaço e Armamar e a oeste pelo Peso da Régua e por Vila Real. Foi criado em 1836 por desmembramento de Vila Real.

(Wikipedia)



Sabrosa - CamaraSabrosa - VistaSabrosa - Vista da Igreja



HISTÓRIA

A Região onde se implanta o Concelho de Sabrosa mostra sinais evidentes de ter sido habitada desde tempos remotos.
Há vestígios que datam do Neolítico, como sejam os numerosos monumentos funerários, antas ou dólmenes, de tipo mamoa.
A cultura Castreja (Idade do Ferro) está representada por alguns Castros, povoações fortificadas no cume dos montes, defendidas por fossos e linhas de muralha.
Destes Castros, é justo salientar o da Sancha, próximo da sede do Concelho, que posteriormente sofreu um processo de romanização, documentado pela descoberta de moedas e outro espólio inegavelmente romano.
Da época da Romanização, subsistem ainda alguns restos de estradas em vários pontos do Concelho.
Finalmente, da Idade Média, restam muitas sepulturas paleocristãs escavadas na Rocha, em diversos lugares.
A maioria das povoações hoje integradas no Concelho remonta também à Idade Média, sendo mesmo algumas delas anteriores à fundação da nacionalidade, como por exemplo Provesende.

Os primeiros séculos de existência dessas povoações, contudo, estão praticamente indocumentados, para além de algum foral dado pelos reis povoadores do início da dinastia Afonsina. Mas no século XV é já possível rastrear na região uma classe nobre, de apreciáveis privilégios e valimento. Foi no seio duma destas famílias que nasceu naquele século o grande navegador Fernão de Magalhães, a quem se devem os planos e execução parcial da primeira viagem de circum - navegação do planeta.

A existência e poderio dessa classe nobre são ainda hoje recordados por inúmeros solares e casas brasonadas, espalhadas um pouco por todo o Concelho, a começar pela casa dos Pereiras, onde terá nascido Fernão de Magalhães. Outros exemplos poderão admirar-se em Sabrosa, Provesende, Celeirós, Vilarinho de S. Romão, Gouvães, Gouvinhas, Paradela, Paços, S. Lourenço de Ribapinhão, Parada do Pinhão etc.
Esta nobreza reforçou o seu poder e a sua influência no século XVIII ( de que datam a maioria dos solares referidos), em virtude da prosperidade económica dessa época, baseada na produção do vinho e estimulada pela criação da Companhia da Agricultura dos Vinhos do Alto Douro, e a primeira região demarcada do Mundo, em 1756, pelo Marquês de Pombal. Pois nas terras de Sabrosa nasceu um dos mais conceituados vinhos mundiais, o vinho do Porto.
Em 2001 as paisagens do Alto Douro Vinhateiro, que inclui a parte sul do concelho de Sabrosa, foram elevadas pela UNESCO a património mundial da humanidade.

Sabrosa foi elevada a freguesia em 1826.O Concelho foi criado por Decreto de 06 de Novembro de 1836, tendo sido concedido em 12 de Maio de 1837 o Brasão d' Armas.


(Texto:cm-sabrosa)


Cidade de Peso da Régua

mjfsantos 22/12/2007 @ 10:48

Peso da Régua - BarragemPeso da Régua - Igreja MatrizPeso da Régua - RioPeso da Régua - Fonte

(Fotos: Portuguese_eyes)



Peso da Régua - Brasão

O Peso da Régua (muitas vezes chamado simplesmente de Régua) é uma cidade portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 10. 000 habitantes na zona central.Freguesias urbanas da cidade da Regua:Godim e Peso da Regua.
É sede de um pequeno município com 96,12 km² de área e 17 987 habitantes (2004), subdividido em 12 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Santa Marta de Penaguião e Vila Real, a leste por Sabrosa, a sul por Armamar e Lamego, a sudoeste por Mesão Frio e a oeste por Baião. O concelho foi criado em 1836 por desmembramento de Santa Marta de Penaguião, e foi elevado a cidade em 1987. É também conhecida como a capital do vinho e da vinha. É o centro da região demarcada do Douro.Fica na parte central da Linha do Douro,entre Porto e Pocinho.

(wikipedia)



HISTÓRIA

 

A história e o vinho legaram a Peso da Régua a sua condição natural de Capital da Região Demarcada do Douro. Os pergaminhos deste povo são os dos cultivadores, que há séculos desbravaram e fecundaram as terras, que ainda hoje cultivam, honrando a memória dos primeiros povoadores.
A toponímia desta região ficou marcada pela importância vitícola que o mundialmente afamado Vinho do Porto lhe concedeu, cujas virtudes são realçadas pela glória e um punhado de lendas.

Alguns historiadores consideram que o concelho de Peso da Régua foi habitado durante as invasões romanas e bárbaras, concluindo que o nome deriva da existência de uma casa romana de campo, soterrada em lugar da cidade - Vila Regula. Outros, porém, defendem a hipótese de a origem entroncar em "récua", devido aos ajuntamentos de récuas ou cavalgaduras que passavam o rio Douro. Há ainda uma terceira teoria, de acordo com a qual, o nome deriva de "reguengo", designação atribuída às terras dos reis. Mas, não ficamos por aqui, dado que também se defende a hipótese de Régua ter origem no termo "regra", aludindo ao direito que podia ser herdado de ascendentes ou conferido a descendentes através de um foral. Os historiadores que defendem esta hipótese justificam-na com o facto de o Conde D. Henrique ter doado estas terras a D. Hugo, que por sua vez as doou a D. Egas Moniz. Seria, portanto, esta "regra" a dar origem à palavra Régoa, mais tarde Régua.

Em relação à proveniência do nome Peso existem duas correntes de opinião: a primeira defende a hipótese de derivar do lugar onde as mercadorias eram pesadas e cobrados os impostos; a segunda explica a probabilidade de o nome ter evoluído a partir de um lugar onde os animais de transporte eram alimentados ou pensados, o "Penso".

A Régua é uma cidade moderna, que apenas conheceu a sua condição de concelho após a época pombalina, no ano de 1836. Toda a importância reconhecida se inicia por culpa e graça da criação, na Régua, da Companhia Geral das Vinhas do Alto Douro, pelo Marquês de Pombal em 1756.
Tendo mandado delimitar as vinhas do Vale do Douro com marcos de granito - Marcos de Feitoria - determinando assim as áreas de produção dos melhores vinhos, Portugal criava no Douro a primeira Região Demarcada do Mundo. A partir daí, e por via do comércio e sua centralização local, a Régua passou a ser o centro do Douro, o local onde todos chegavam e de onde tudo partia.

 

No dia 3 de Fevereiro de 1837, Peso da Régua foi elevada a vila, tendo-lhe sido anexado o concelho de Godim, com as freguesias de S. José de Godim, S. Pedro de Loureiro, S. Miguel de Fontelas, Santa Comba de Mouramorta e Santa Marta de Sedielos. A 31 de Dezembro de 1859, foram-lhe adicionadas, pela extinção do concelho de Canelas, as freguesias de Poiares, Covelinhas, Vilarinho de Freires e Galafura. A 11 de Dezembro de 1933 foi criada a freguesia de Vinhós, desanexada da freguesia de Sedielos. Com esta desanexação, o concelho de Peso da Régua integrava onze freguesias: Peso da Régua, Godim, Poiares, Fontelas, Loureiro, Mouramorta, Sedielos, Vilarinho de Freires, Covelinhas, Galafura e Vinhós. Com a integração de Canelas, o concelho completava o número actual de freguesias.

Peso da Régua foi elevada à categoria de cidade a 14 de Agosto de 1985.
Em 1988 foi reconhecida, pelo Office International de la Vigne ed du Vin, Cidade Internacional da Vinha e do Vinho.
Peso da Régua é um concelho rural de primeira ordem. Pertence ao distrito de Vila Real e está situado na margem direita do rio Douro.
Tem uma extensão de 94,72 Km2. Dista 25 Km da sede do distrito e está a 110 Km da foz do rio Douro, no Porto.
A norte está limitado pelo concelho de Santa Marta de Penaguião, a este pelo concelho de Sabrosa, a sul pelo rio Douro e a oeste pelo concelho de Mesão Frio.

O clima é de características mediterrânicas (micro-clima), com variações climatéricas acentuadas.
A cidade do Peso da Régua encontra-se a 125 m de altitude. O solo é constituído por xistos-argilosos e por algumas zonas granítinas. O concelho, de um modo geral, é muito acidentado.
A partir do rio Douro encontra-se uma pequena faixa de poucos metros de largura, de terras planas, onde se situa a grande zona urbana da Régua. Este vale estende-se pela zona do Rodo até ao limite do concelho com Santa Marta de Penaguião. A partir destas faixas planas, o terreno sobe acentuadamente, estando todas as freguesias localizadas em plena encosta.

Peso da Régua está ligada à cidade do Porto por via rodoviária, ferroviária e fluvial. É um centro vital nas comunicações para Trás-os-Montes e para a Beira Alta, através das cidades de Lamego e Vila Real.
Três pontes atravessam o Douro na Régua, uma ferroviária, datada de 1872, outra rodoviária, datada de 1932, e uma de recente construção, que serve de passagem no Douro, do eixo Chaves/Vila Real/Régua/Lamego, Viseu e Figueira da Foz, através do Itinerário Principal N.º 3.

Capital da Região Demarcada mais antiga do mundo, Peso da Régua não sendo uma cidade de grandes monumentos, é um paraíso histórico de inegável valor. Mergulhada num dos mais belos rios de Portugal, preenche a encosta e o vale onde montes cobertos de vinha e prenhes de história se combinam numa escadaria de gigantes.
É aqui que se encontra a Casa do Douro, a delegação no Douro Superior do Instituto do Vinho do Porto, a Rota do Vinho do Porto, a Comissão Interprofissional da Região Demarcada do Douro e o Instituto de Navegabilidade do Douro.

Os vinhedos que dão origem ao Vinho do Porto situam-se nas encostas abruptas e grandiosas do rio Douro e dos seus afluentes. O terraceamento, indispensável à instalação da cultura da vinha, originou uma paisagem deslumbrante, de características ímpares, construídas e cultivadas graças à perseverança de Homens que durante gerações cavaram a rocha mãe. Aos sufocantes verões da região - quentes e secos - seguem-se invernos agrestes. O carácter nobre e delicado do Vinho do Porto tem origem nos solos pobres e no clima adverso de tipo mediterrânico. É curioso que numa zona tão hostil nasça um dos vinhos mais apreciados do mundo inteiro. Este é o principal mistério do Vinho do Porto.

O ritmo da Régua é marcado pela religiosidade das suas tradições. Por isso, se a visita à Régua se fizer no mês de Agosto, sugere-se a participação na alegria colectiva que marca a celebração da festa em honra de Nossa Senhora do Socorro, nos dias 14, 15 e 16.
A festa em honra de Nossa Senhora do Socorro é uma herança cultural antiga, momentos que põem à prova o carácter de um povo e de uma Nação. Na altura da Procissão do Triunfo, a cidade ganha vestes iluminadas e os crentes montam altares de rua.
A vida quotidiana tem deixado intocado o carácter dos reguenses, ficando bem patente a sua devoção para com a Nossa Senhora do Socorro.

As raízes desta devoção mergulham no rio Douro quando neste navegavam os barcos rabelos, que eram baptizados com nomes de frases religiosas, em busca de protecção divina contra os vários perigos com que se confrontavam. Quando eram lançados à água prendiam à proa flores de papel e à popa um ramo de oliveira com azeitonas. Diziam eles que era para dar sorte. Debaixo da ponte de comando colocavam uma caixa de esmolas, as "Alminhas do Barco", para depositarem as promessas feitas em momentos de aflição. Quando a noite descia, os marinheiros, ancorados nas margens, rezavam o terço e suplicavam em côro: "Senhora do Socorro... vieste para a Régua para pôres teus pés sobre as águas do Douro; Tua mão, agarrada à espadela, guiando o nosso rabelo". Este é um exemplo da fé do povo duriense.

(fonte: cm-pesoregua)


Mesão Frio

mjfsantos 21/12/2007 @ 11:37

Mesão Frio - Brasão

Mesão Frio é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 1 900 habitantes.

É sede de um município muito pequeno, com 26,85 km² de área e 4 926 habitantes (2001), subdividido em 7 freguesias. O município é limitado a norte e a leste pelo município de Peso da Régua, a sueste por Lamego e por Resende e a oeste por Baião.

(wikipedia)




Mesão Frio - Vista PanorâmicaMesão Frio - EstátuaMesão Frio - Centro

(fotos:Blog-mesaofrio)




HISTÓRIA 

Mesão Frio teria porventura nascido no sítio que muito mais tarde envolveria a igreja de São Nicolau, mandada erigir, segundo se diz, pela rainha D. Mafalda, mulher de D. Afonso Henriques.

De certeza apenas se sabe que o germe desta terra foi uma daquelas albergarias (mansiones) existentes nas principais vias do Império Romano destinadas inicialmente a agasalhar (mansionis frigidae) os viandantes nos seus itinerários e, sucessivamente, a fornecer refeições, a estabular os animais e a servir de estação de muda de cavalos.

Daí que, a data de nascimento deste povoado se possa atribuir aproximadamente ao início do século III, a mesma do "ltinerarium Antonini Augusti" que descreve as diversas "mansiones" e a distancia entre elas (o período da dominação romana da Peninsula Hispânica vai de 197a.C. até ao ano de 411).

O actual nome desta vila provém, assim, duma longa evolução linguística, semântica e gráfica da "mansionis frigidae" que, por causa disso, mudou de caso latino, de significado e de género com total desprezo pela disciplina gramatical e, assim, ao sabor da pronúncia, variável consoante as pessoas, e dos seus inadvertidos registos.

A primeira vez que aparece este lugar grafado de "mansion frigido" resultante da adulteração dos vocábulos femininos "mansione frigida", foi em 1059 no " lnventario de omnes hereditates sive et ecclesia de Vimaranes", do monarca leones Fernando Magno, isto é, 120 anos antes de D. Afonso Henriques haver sido reconhecido como rei pelo Papa Alexandre III (duma das muitas notas á margem do livro "Fastos de Mesão Frio", elaboradas pelo autor com vista a uma eventual 2ª edição, consta, curiosamente, que a grafia "Meison Frido" é muito anterior a 1059, pois apareceu em 981).

Este termo toponímico é comum a outras terras portuguesas por identidade originária ou por similitude com o Mesão Frio duriense que foi, e é, sem dúvida, dentre todas estas localidades homónimas, a mais importante.

O desenrolar do tempo e a consequente atracção da circunvizinhança, despertada por interesses afins aos da comunidade atraente, definiram os contornos do primitivo concelho de Mesão Frio, cuja vivência se situa, por isso, muitos séculos antes da outorga do primeiro foral em Fevereiro de 1152 por D. Afonso Henriques e que viria a ser confirmado por D. Afonso II, em Trancoso, no dia 15-10-1217. Três dias antes do dia de Santo André do ano de 1513, o rei D. Manuel I concedeu-lhe "foral novo" (esta maravilhosa peça saída das oficinas gráficas manuelinas pode ser admirada no Arquivo Histórico da Câmara Municipal).

Antigamente era excêntrico pretender-se nobilitar as terras, atribuindo-lhes como fundador alguém com nome semelhante ao delas. Mesão Frio, não escapando a esta extravagância, tomou em tempos idos para seu fundador um tal "Esteves Gracia Monzon Friwn" que, no ano de 942, reinando Ramiro II em Leão, teria entrado pela foz do Douro com outros cavaleiros franceses aventureiros que foram pegando os seus nomes às terras em que foram ficando. Esta, pois, a origem lendária, criada pelo imaginário de quem não se deu ao trabalho de escavar as verdadeiras raizes de Mesão Frio, quiçá levado por um túmulo em pedra que, juntamente com outros seis, então existia no muro do adro da igreja de São Nicolau, monumento funerário este que, por ter esculpidas as armas da cavalaria francesa, induziria a fundação desta terra à custa duma fase histórica dominada pela vinda de numerosos cavaleiros franceses movidos pela gesta da Reconquista (718-1492).

Fala a história antiga que este lugar foi povoado pelos pedreiros que fizeram a ponte Henriques mandada construir em Barqueiros pela rainha D. Mafalda que, pelo que se vê, muito quis a estes sítios (para esta construção o marido deixou em testamento 3000 maravedis, dela restando apenas um pedregulho e, submersos no rio Douro, dois pilares, facto que deu o nome de Piar ao local onde se encontram por corruptela de pilar).

Diz ainda que tinha um rego pelo meio da rua de fundo a cima, dividindo a povoação em dois concelhos, cada um com o seu mestre de pedreiros, juiz e oficiais (este rego ainda existe e esteve à vista até 1948, tendo tido por ele o seu curso a "água de rega dos Ameais" que foi motivo de grandes brigas com Vila Marim no tempo do rei D. Sancho I).

A ter sido exactamente assim, ou se esteve perante o repovoamento deste lugar por aqui se ter dado o ermamento entre os séculos VIII e IX ou, então, a dar créditos aos medievalistas que se opõem à teoria do despovoamento total do território devido às vicissitudes das guerras e alternativas de domínio, deu-se apenas, e mais uma vez, um albergamento, embora desta feita com características muito peculiares. O primeiro povoamento fez-se, com efeito, à volta da "mansionis frigidae", albergaria que foi privilegiada com o estatuto de "bemfeitoria" ou "beetria" (corruptela de "bemfeitoria"), vindo a ser "vila".

Segundo alguns historiadores da antiguidade, além de Mesão Frio, só mais 9 povoações foram "beetrias", o que lhes permitia eleger um senhor, exercer o domínio das suas terras e pagar tão - só uma renda ou censo.

Mesão Frio, no reinado de D. Manuel I, já contava com as povoações de Cidadelhe e Vila Marim como fazendo parte do seu concelho que inicialmente apenas teria compreendido o território das actuais freguesias de Santa Cristina e de São Nicolau, bem como a parcela de Vila Jusã que integra a vila e que antigamente era chamada de "Meigõ frio de jusão", situada a par do "Meigõ frio de susão" (só a partir dos meados de 1916 foi criada a unidade administrativa com o nome de "freguesia" em substituição da unidade eclesiástica denominada "paróquia").

As povoações de Barqueiros, Oliveira e Vila Jusã só mais tarde seriam aglutinadas a Mesão Frio. Efectivamente, Barqueiros, até então concelho, e os povos de Oliveira e Vila Jusã, pertencentes ao concelho de Penaguião, juntaram-se-lhe por força do decreto de 6-11-1836, que também integrou no território mesão-friense o antigo concelho da Teixeira e as freguesias de Frende, Loivos da Ribeira e Teixeiró, do concelho de Baião. A aglutinação destas quatro circunscrições foi, porém, efémera, pois logo passariam para a jurisdição daquele concelho pela carta de lei de 27-9-1837 por motivo de uma pendência de águas ocorrida em meados de 1835 entre Mesão Frio e o concelho da Teixeira, o que viria a gerar um certo irredentismo e uma situação paradigmática duma incongruente divisão administrativa do País que ainda persiste.

(fonte:douropress)




Mesão Frio - Rio Douro

(foto.viagar.clix)


Alijó

mjfsantos 20/12/2007 @ 10:51

Alijó - Brasão

Alijó é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Vila Real, região Norte e subregião do Douro, com cerca de 2 800 habitantes.

É sede de um município com 298 km² de área e 13 942 habitantes (2006), subdividido em 19 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Vila Pouca de Aguiar e Murça, a leste por Carrazeda de Ansiães, a sul por São João da Pesqueira e a oeste por Sabrosa.

(wikipedia)




Alijó - Pelourinho

Alijó - Câmara

Alijó - Biblioteca

Alijó - Estátua do Homem do Douro

Alijó - Fonte

História do Concelho

A vila de Alijó, situada a cerca de 45 quilómetros da capital do Distrito - Vila Real - localiza-se numa vasta área de cultura castreja. Sofreu, como tantas outras localidades do actual concelho, as vicissitudes resultantes da romanização e da ocupação mourisca.

Implantada num eixo que terá servido de fronteira em permanentes mutações, dividia cristãos e árabes. Foi por estes destruída e posteriormente abandonada.

Só a partir do primeiro quartel do século XII é que graças aos sucessivos forais outorgados por D. Sancho II, (1226), D. Afonso III (1269) e, mais tarde, por D. Manuel I , já no século XVI (em Julho de 1514), recomeçou o seu povoamento.

Serviu de motivação para os que demandaram este concelho, além das regalias concedidas, o seu clima e solos extraordinariamente ricos, particularmente para a produção de vinho generoso, acreditado "embaixador português" em todo o Mundo.

No entanto, só a partir dos séculos XII e XIII é que se assistiu a uma ocupação ordenada, tendo sido atraídos vários representantes da nobreza e da alta burguesia. Foi o caso do marquês de Távora - primeiro donatário de Alijó e seus termos, bens incorporados na Coroa após a execução dos Távoras, em pleno consulado pombalino.

Pelo Concelho de Alijó, existem dispersas várias manifestações do seu povoamento antigo, desde castros a pinturas rupestres e a vestígios de estradas romanas. A própria hagio-toponímia evidencia que do século VII ao século XIII se manteve na área do concelho uma população laboriosa, a qual conseguiu sobreviver às investidas quer dos mouros quer dos cristãos das Astúrias.

Alijó, cuja etimologia teria origem na existência da história Legio Spetima Gemina, outras teses nos indicam que o topónimo advém da palavra Ligioo, mais tarde Lijó, que pretenderia significar a natureza pedregosa do local naquela época, tem a sua monumentalidade representada pelo pelourinho, algumas casas solarengas e a igreja com o seu conjunto de alfaias, objectos de culto e várias imagens de relativo valor.

O conjunto de arquitectura religiosa nesta vila, completa-se com as capelas do Senhor do Andor ou dos Passos; a capela de Nossa Senhora dos Prazeres, no monte da Cunha, a de Santo António, no monte do Vilarelho;
A arquitectura civil, com excepção do pelourinho, está praticamente circunscrita à existência do edifício da Câmara Municipal - Paços do Concelho - parte do qual construído no século XVIII e outra parte no século XIX. O brasão que coroa este edifício encontra-se picado, feito levado a cabo pelos soldados franceses na Guerra Peninsular e no qual, em vez das armas do concelho, mandaram pintar as águias napoleónicas, então ainda triunfantes.

Próximo do monumental Plátano oriental, considerado M.N., mandado plantar pelo visconde da Ribeira de Alijó, em 1856, fica a antiga Casa dos Távoras; porém, o mais importante solar que existiu nesta vila, foi sem dúvida, o Solar dos Viscondes de Alijó, no qual se encontra instalado grande parte do comércio local.

Alijó é sede de um concelho essencialmente agrícola que se estende desde a margem direita do rio Douro até aos limites do Concelho de Murça e , ainda, entre os rios Tinhela, Tua e Pinhão, que lhe conferem uma área aproximada de 300 km2 envolvendo 49 povoações, em 19 freguesias e quase 20.000 habitantes.

São as suas gentes, na sua maioria, rurais que contribuem para o desenvolvimento e riqueza do concelho, aplicando-se na dureza do trabalho do campo; A norte, a zona de planalto granítico e a sul o terreno xistoso, inclinado para o Douro, onde predomina a cultura da vinha e onde se produz o Vinho do Porto.

Terra rica em manifestações etnográficas, a sua gastronomia possui um sabor requintado e poderoso, onde reinam o cabrito assado, o cozido à portuguesa, as tripas à transmontana, as carnes fumadas, a célebre bola de carne, e os milhos (da zona da montanha). É de salientar também o famoso pão de Favaios muito apreciado e procurado por toda a região. Na doçaria, o destaque vai para as célebres cavacas e amêndoas cobertas de Santa Eugénia, quinzinhos, pudim de amêndoa, pão-de-ló de água, bolo borrachão e muitos outros de reminiscência conventual.

No campo do turismo, Alijó tem imensas propostas a oferecer aos visitantes, como o turismo fluvial no rio Douro; o turismo ecológico na foz do Tua, local privilegiado para a pesca desportiva, e uma riqueza imensa de miradouros e paisagens.

Tendo Alijó tradições antiquíssimas no que respeita às feiras, festas e romarias, são estas também uma importante atracção turística.

Por tudo isto e pelas suas características de uma tranquilidade e hospitalidade únicas, Alijó constitui sem dúvida, um dos locais mais aprazíveis para passar umas férias de sonho, na quietude de um cenário quase paradisíaco.

(Fonte: cm-alijo)




Alijo - Igreja Matriz

(Foto: José Nogueira dos Reis)




 

Cidade Vila Real

mjfsantos 03/11/2007 @ 13:26

Vila Real - Vista ParcialVila Real é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Vila Real, na Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 25 000 habitantes (37 000 no seu perímetro urbano). Crescida nas confluências dos rios Corgo e Cabril, a cidade está enquadrada numa bela paisagem natural que tem como pano de fundo as serras do Marão e Alvão. Ao longo de mais de setecentos anos de existência, Vila Real ganhou os contornos que tem hoje, uma cidade de belos monumentos, onde se destacam os templos e as casas nobres, com os seus brasões bem à vista, algo que levou a que, outrora, fosse conhecida como a Corte de Trás-os-Montes.

É sede de um município com 377,67 km² de área e 49 957 habitantes (2001), subdividido em 30 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Ribeira de Pena e de Vila Pouca de Aguiar, a leste por Sabrosa, a sul pelo Peso da Régua, a sudoeste por Santa Marta de Penaguião, a oeste por Amarante e a noroeste por Mondim de Basto.