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Categoria: Porto

Cidade de Penafiel

mjfsantos 13/12/2007 @ 12:05

Penafiel - Quinta da AveledaPenafiel - Jardim da Praça da RepúblicaMosteiro de Paço de SousaPenafiel - Igreja Mosteiro S. Salvador em Paçoo de Sousa

 

(Fotos: cm-penafiel)




Penafiel - Brasão

Penafiel é uma cidade portuguesa no Distrito do Porto, região Norte e subregião do Tâmega, com cerca de 9 343 habitantes.

É sede de um município com 212,82 km² de área e 83 881 habitantes (2001), subdividido em 38 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Lousada, a nordeste por Amarante, a leste por Marco de Canaveses, a sul por Castelo de Paiva e a oeste por Gondomar e Paredes. Penafiel está situada no topo e encostas de uma pequena colina (Arrifana),entre o rio Sousa e o rio Cavalum afluentes do lado esquerdo do rio Douro.

Penafiel foi em tempos diocese, e actualmente permanece como um dos principais eixos urbanos da região de Vale do Sousa e Tâmega. Esta cidade fica situada a 30 quilómetros a leste da cidade do Porto. É uma cidade muito antiga, dado que é a 2ª cidade mais antiga do norte do país.

História

Até ao reinado de D. José I, era conhecida como Arrifana de Sousa; por carta régia de 3 de Março de 1770, viu a sua designação alterada para Penafiel, e ser elevada a cidade. Também nesse ano foi, por bula do Papa Clemente XIV, erecta em sede da diocese do mesmo nome, ao mesmo tempo que a diocese de Pinhel; porém, teve curta duração, e apenas se conta um bispo na sua breve existência.

As 38 freguesias do concelho são na sua grande maioria bastante industrializadas, embora outras apresentem ainda um cunho bastante rural, tem também aldeias rurais preservadas. Aldeias que se apresentam com casas feitas com pedras de pequena dimensão, lascas de granito, material muito abundante na localidade até porque Penafiel é uma zona de extracção de granito e com os beirais dos telhados em xisto. Há cerca de 100 anos a grande maioria das casas tinham tectos exclusivamente feitos de xisto, no entanto e com o surgir de novos materiais e com a progressiva modernização esta tradição tem sido abandonada em detrimento telha comum, sendo que actualmente o xisto só aparece nos beirais.

A origem do nome Penafiel é diferente em diversas lendas, sendo no entanto a mais comum a que afirma que a origem do nome surgiu de fortificações existentes na localidade. Quando se deu a fundação da cidade, erguiam-se aqui dois castelos: um deles situava-se junto ao rio Sousa, a norte do seu leito, e chamava-se Castelo de Aguiar de Sousa; O segundo na margem sul denominava-se castelo da Pena (Pennafidelis). Atacado diversas vezes pelos mouros, esta última fortificação nunca se rendeu, o que lhe valeu o épiteto de "fiel" passando assim a ser conhecida por Castelo de Penafiel.

Apesar deste episódio, a povoação manteve durante séculos a sua antiga designação Arrifana de Sousa. Quanto à proveniência do nome Arrifana persistem dúvidas sobre se terá origem árabe ou se estará ligado ao nome de Arriana, filha do Ermenegildo Gonçalves e de D. Mumadona Dias. Após a morte do pai, Arriana herdou esta terra de que foi senhora no século X. Diversos terrenos da região foram também propriedade de D. Mafalda na primeira metade do século XIII.

O inicio da paróquia de Arrifana de Sousa data do século XVI. No mesmo século, em 1519, o rei Manuel I de Portugal concede-lhe carta de foral, sem, contudo, a elevar a Vila, o que só viria a acontecer no reinado de João V de Portugal por decreto de 7 de Outubro de 1741.

Uma lei do rei José I de Portugal datada de 17 de Março de 1770, altera finalmente o topónimo da localidade para Penafiel e confere-lhe a categoria de cidade.

Ainda em 1770, é criada uma bula do Papa Clemente XIV, que criou a diocese de Penafiel, que foi assim separada eclesiasticamente da diocese do Porto. Foi nomeado bispo o carmelita Dom Frei Inácio de São Caetano, confessor de Maria I de Portugal, que na altura era ainda princesa do Brasil. Por se encontrar junto da futura rainha o bispo nunca chegou a administrar a diocese. D. Maria I quando foi eleita rainha convenceu o Frei a renunciar ao bispado e em 1778 o Papa Pio VI extingue a diocese, incorporando-a de novo na do Porto.

(Wikipedia)


Cidade de Paços de Ferreira

mjfsantos 12/12/2007 @ 08:27

Paços Ferreira - Vista AéreaPaços Ferreira - Mosteiro de FerreiraPaços Ferreira - Jardim MunicipalPaços Ferreira - Igreja RaimondaPaços Ferreira - Igreja Matriz

Conhecido a nível nacional como a “Capital do Móvel”, Paços de Ferreira afirma-se, economicamente, através de uma dinâmica actividade industrial que tem vindo a fazer crescer os índices demográficos concelhios. Diversificada na especificidade dos produtos e na dimensão das explorações, a indústria do mobiliário tem-se vindo a afirmar pela qualidade e pela capacidade de satisfação de encomendas e por uma agressiva estratégia de marketing de que são exemplo a criação de grandes espaços de exposição e de uma grande Feira anual de mobiliário.
De uma indústria tradicional, o mobiliário de Paços de Ferreira tem-se transformado, com os tempos, numa actividade moderna e competitiva, a que não falta a preocupação de inovação como o provam os sucessivos concursos de design e o recurso a nomes tão sonantes como Siza Vieira.
Mas se o mobiliário é, hoje em dia, a imagem de marca do concelho de Paços de Ferreira, não se deverá deixar de considerar a importância da indústria têxtil, uma produção significativa do concelho.
Mas se o concelho de Paços de Ferreira se afirma, nos dias de hoje, pela sua modernidade e pelo seu dinamismo económico, ele mantém pergaminhos históricos evidentes, fundamento de uma identidade cultural inegável. E algumas estruturas culturais como o Museu Municipal, o Museu da Citânia de Sanfins e a própria Citânia, afirmam os valores patrimoniais do concelho muito para além das suas fronteiras.
É de facto na cultura castreja que Paços de Ferreira, através de Sanfins, afirma hoje um predomínio a nível nacional. Mercê da exis¬tência de uma estância arqueológica invulgar e do estudo cuidado e persistente de diversos arqueólogos ao longo do século XX, Sanfins tornou-se o expoente máximo na cultura castreja do noroeste peninsular.
Integrada nas Terras de Sousa, na Alta Idade Média, o território da actual Paços de Ferreira teve, durante séculos, no Mosteiro de Ferreira a sua maior influência.
Situado numa zona de transição, ligado simultaneamente ao interior e ao litoral, com a identidade do Douro a exercer uma influência marcante, o actual território de Paços de Ferreira cresceu ao longo de séculos integrado nas mais diversificadas unidades civis, jurídicas e religiosas. Os concelhos de Refojos de Riba d’Ave e de Aguiar de Sousa congre¬garam a maior parte das freguesias que hoje constituem o concelho, com uma forte ligação jurídica à comarca do Porto e a divisão entre os bispados de Braga e do Porto.
O concelho, tal como o conhecemos hoje, foi definido no século XIX, no decurso da reforma administrativa liberal que reorganizou o país, extinguindo cerca de 700 municípios e dando origem ao mapa administrativo que ainda hoje nos rege. É através do Decreto 6 de Novembro de 1836, assinado por D. Maria II, que se define a constituição dos novos concelhos e surge na extensa listagem o concelho de Paços de Ferreira.
O surgimento do novo concelho aparece numa altura em que a actividade essencial da sua população era a agricultura, complementada com algumas actividades artesanais em que a cestaria, a tanoaria, os teares, as moagens, os tamanqueiros, os funileiros e os fogueteiros se destacavam.
No decurso do século XIX os chamados “brasileiros” de torna-viagem vão desempenhar um papel extremamente importante em Paços de Ferreira, pelo capital que introduzem na economia local e pela influência política que assumem no novo concelho.
A pouco e pouco, muito mercê do mercado próximo do Porto e dos acessos fáceis àquela cidade, vão aumentando e proliferando os pequenos ofícios, lentamente transformados em fábricas. E o trabalho da madeira é, em Paços de Ferreira, uma actividade que radica nesta incipiente actividade industrial do final do século XIX. Já em 1920, em Freamunde, existia uma importante Fábrica de Mobiliário Escolar, anunciadora de uma pujança industrial que a segunda metade do século XX veio a confirmar.
Após a Revolução de Abril e a imposição do Poder Local, o concelho de Paços de Ferreira pôde aproveitar as condições colocadas à sua disposição, criando as infra-estruturas modernas es¬senciais à qualidade de vida das suas populações.
Paços de Ferreira tem o feriado principal a 6 de Novembro, comemorando o dia de 1836 em que a rainha D. Maria II assinou o decreto de constituição do concelho de Paços de Ferrei¬ra. No ano de 1993, a 20 de Maio, a Assembleia da República aprova por maioria a passagem de Paços de Ferreira a Cidade.

(Fonte:cm-pacosferreira.pt)



Paços Ferreira - Brasão

Paços de Ferreira é uma cidade portuguesa no Distrito do Porto, região Norte e subregião do Tâmega, com cerca de 6 000 habitantes.

É sede de um pequeno município com 72,65 km² de área e 52 985 habitantes (2001), subdividido em 16 freguesias. O município é limitado a leste pelo município de Lousada, a sul por Paredes, a sudoeste por Valongo e a oeste e norte por Santo Tirso. Até ao liberalismo constituía o Couto de Paços de Ferreira. Tornou-se concelho em 1836, sucedendo ao Concelho de Sobrosa.

O município foi criado a 6 de Novembro de 1836, e a sede concelhia foi elevada a cidade em 20 de Maio de 1993.

(Wikipedia)



Capital do Móvel

 


O Concelho de Paços de Ferreira afirmou-se, durante os últimos 20 anos, como a Capital do Móvel em Portugal. Já acolheu a 1ª Bienal Internacional de Design de Mobiliário.
Paços de Ferreira é hoje o maior centro de negócios de mobiliário do país e da Galiza, centralizando-se aqui o escoamento de grande parte da produção nacional de móveis.
Com uma área de exposição instalada de cerca de 1 milhão de metros quadrados, Paços de Ferreira é o dínamo do sector do mobiliário em Portugal, contando também com uma importante actividade industrial ao nível da produção.
O próprio Instituto de Comércio Externo de Portugal considera que a indústria de mobiliário é a que mais tem contribuído para o equilíbrio das exportações e para o estancamento da crise.

O fio da História

Em Paços de Ferreira esta indústria nasceu do embrião do mobiliário escolar.
O objectivo do notável pacense Albino de Matos era introduzir em Portugal um método de ensino especial, a partir da reforma do mobiliário escolar, substituindo o que considerada mobiliário desproporcionado e anti-higiénico por novos modelos revolucionários, cujos preceitos higiénicos e pedagógicos eram prioridade.
Professor primário e emi¬nente pedagogo, revolucionou de uma forma patriótica, todos os esta¬belecimentos de ensino oficial e particular, quando em 1920 decide espalhar em Portugal este método nas escolas infantis, primárias e liceais.
Depois, vieram os Dons de Froebel, os contadores, as caixas métricas popularizadas sob a designação “Albino de Matos”, as colecções de todos os sólidos e medidas várias, necessários para o ensino da geometria, o metro articulado e os entretenimentos úteis para as crianças, escrupulosamente executados segundo o sis¬tema do grande professor que os inventou.
Assim surge a Albino Matos, Sucrs, Lda., em Freamunde, e bastaram três anos para que a solução para responder ao crescente volume de pedidos foi a fusão com uma outra fábrica, também de Freamunde, a Pereira & Barros, Lda..
Da união resultou a designação de Albino de Matos, Pereiras & Barros, Lda., a primeira indús¬tria instalada no Concelho de Paços de Ferreira, pioneira da indústria de marcenaria, que executava com perfeição o mobiliário escolar, criando nas suas instalações uma verdadeira escola de formação de operários e técnicos especializa¬dos, muitos dos quais viriam a estabelecer-se por conta própria e dar origem ao início de uma rede de empresas de mobiliário que hoje torna a Capital do Móvel, como o Concelho de maior significado na indústria nacional de mobiliário.

(Fonte: cm-pacosferreira)



Cidade de Paredes

mjfsantos 11/12/2007 @ 10:16

Paredes - Vista da Cidade



Paredes - Brasão

Paredes é uma cidade portuguesa no Distrito do Porto, região Norte e subregião do Tâmega, com cerca de 7 300 habitantes.A cidade de Paredes fica na freguesia de Casteloes de Cepeda. É sede de um município com 156,56 km² de área e 85 428 habitantes (2004), subdividido em 24 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Paços de Ferreira, a leste por Lousada e por Penafiel, a sudoeste por Gondomar e a oeste por Valongo.Fica na comunidade urbana do Vale do Sousa.

O concelho foi criado em 1836, sucedendo, em grande parte, ao antigo concelho de Aguiar de Sousa. Presentemente o município de Paredes tem quatro cidades:Paredes, Gandra, Rebordosa e Sao Salvador de Lordelo.

História da Cidade de Paredes

Paredes integra-se numa das regiões mais prósperas e paisagisticamente interessantes de Portugal:o Vale do Sousa, O actual Concelho de Paredes assenta No antigo concelho de Aguiar de Sousa que data dos primórdios da Monarquia. O concelho de Aguiar de Sousa surgiu num pacto de povoamento de Vale do Sousa tendo sido criado pelos meados do século XII. De facto, consta nas inquirições de 1258 mandadas fazer por D. Afonso III, conforme consta no fasciculo II, Vol.I, do Corpus Codicum Latinorum, referem-se algumas das actuais freguesias do Concelho de Paredes, pertencentes, ao então, grande julgado de Aguiar de Sousa (Estremir, Crestelo, Vilela, Bendoma, Ceti, Gondalães, Veiri, Gandera...). Aguiar de Sousa recebeu foral em 1269, confirmado em 1411 por D.João I e reiterado por D. Manuel I em 1513. Sensivelmente na mesma altura, Balta recebia também a categoria de concelho.Baltar foi elevada a categoria de vila, passando assim, a ter enormes direitos, só comparáveis às maiores povoações do reino. D. João V, a 6 de Março de 1723, confirmou esses privilégios.

Extinto em 1837, o concelho de Baltar era constituído por 9 freguesias: Baltar, Cête, Vandoma, Astromil, Gandra, Sobrado, S. Martinho do Campo, Rebordosa e Lordelo. À excepção de Sobrado e S. Martinho de Campo, que actualmente fazem parte de Valongo, todas as outras seriam posteriormente integradas no concelho de Paredes. Foi por volta do séc. XVIII que o pequeno lugar de Paredes, integrado na freguesia de Castelões de Cepeda, foi ganhando importância. Assim, em finais do séc. XVIII, já existiam os Paços do Concelho e o pelourinho. Paredes tinha então o aspecto de uma verdadeira cidade, embora nem sequer tivesse a categoria de vila.

Em 1821 Aguiar de Sousa era extinto como concelho e grande parte das suas freguesias eram anexadas a Paredes. Com a criação do concelho de Paredes, não só se extinguiu o de Aguiar de Sousa, com ainda o de Baltar, Louredo e Sobrosa que emergiram da crise liberal e tiveram duração pouco superior a dois anos. O concelho de Paredes foi criado por Passos Manuel apenas em 6 de Novembro de 1836, como resultado do reordenamento que ocorreu com a entrada da Constituição de 1820. Nesta data passou a conter algumas das freguesias do extinto concelho de Aguiar de Sousa, englobando um total de 23 freguesias. Em 1855, dos vários lugares da freguesia da Sobreira criou-se a freguesia de Recarei.

Com esta configuração, Paredes passou a vila em 7 de Fevereiro de 1844, data do Alvará Régio de D. Maria II que elevava Paredes a essa categoria, com os correspondentes direitos e deveres por "a mesma povoação possuir os necessários elementos para sustentar com dignidade a categoria de vila". A partir de 20 de Junho de 1991, Paredes ascendeu a categoria de cidade Decorria o ano de 1988, e o Presidente da Câmara apresentava na Assembleia Municipal uma proposta no sentido de entregar às entidades competentes o processo de pedido formal de elevação da vila de Paredes à categoria de cidade. O Processo foi moroso mas 3 anos decorridos o sonho de todos os Paredenses foi concretizado.

(Wikipedia)



Cidade de Marco de Canaveses

mjfsantos 10/12/2007 @ 15:15

Marco de Canaveses - IgrejaMarco de Canaveses - Brasão

O Marco de Canaveses é uma cidade portuguesa no Distrito do Porto, região Norte e subregião do Tâmega, com cerca de 9 042 habitantes. É concelho desde 1852.

É sede de um município com 202,02 km² de área e 52 419 habitantes (2001), subdividido em 31 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Amarante, a leste por Baião, a sul por Cinfães, a sudoeste por Castelo de Paiva e a oeste por Penafiel.

É a cidade de nascimento de Carmem Miranda.

(Wikipédia)



Marco de Canaveses - Câmara

Marco de Canaveses - Alameda

Marco de Canaveses - Fonte

Marco de Canaveses - Rotunda dos Bombeiros

(Fotos: cm-marco-canaveses.pt)



Lousada

mjfsantos 09/12/2007 @ 11:20

Lousad - Paços do ConselhoLousada - Andor Nossa Senhora da Aparecida

(Fotos: SOAD KoRn)




Lousada - Brasão

Lousada é uma vila portuguesa no Distrito do Porto, região Norte e subregião do Tâmega, com cerca de 7 800 habitantes.

É sede de um pequeno município com 94,89 km² de área e 46 322 habitantes (2004), subdividido em 25 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Vizela, a nordeste por Felgueiras, a leste por Amarante, a sul por Penafiel, a sudoeste por Paredes e a oeste por Paços de Ferreira e Santo Tirso. As freguesias sede do concelho são Silvares e Cristelos.[1]

No contexto de políticas sub-regionais de desenvolvimento e de mobilidade, é membro da Comunidade Urbana (ComUrb) do Vale do Sousa, constituída por 6 municípios, que no seu total contabilizam cerca de 327 800 habitantes.[2]

O concelho de Lousada é um município fortemente industrializado, de modo particular na indústria têxtil. No entanto, tal facto não impede de possuir ainda um cariz profundamente agrícola, sobretudo no domínio dos vinhos verdes e lacticínios, com a existência de várias empresas agro-indústriais bastante desenvolvidas tecnologicamente.

Apesar da pequena dimensão, Lousada caracteriza-se pela forte aposta em modalidades com pouco relevo no panorama nacional, como o automobilismo ou o hóquei em campo, indo assim além do "tradicional" futebol.

História

Desde tempos imemoriais que se sabe que o local onde actualmente se encontra o concelho de Lousada é uma região habitada. A natureza em extensão, plena de terrenos férteis deixava adivinhar a passagem de muitos povos nómadas que, atraídos pelos verdejantes espaços, se teriam fixado em busca de abrigo, segurança e sobrevivência. Estas são terras onde abunda a água e a floresta. Por todo o lado existem bosques onde a caça fornece o alimento necessário e a madeira, juntamente com a pedra que se encontra sempre à mão, era utilizada para a construção de casas e fortificações edificadas nas colinas de média altitude.

Uma das mais antigas referências ao actual espaço do concelho de Lousada remonta ao século VI, quando Meinedo foi sede da diocese do Porto. Alguns séculos mais tarde, em 17 de Janeiro de 1514, Lousada recebeu de D. Manuel I a carta de foral e categoria de vila.[1]

Em 1708, o concelho de Lousada tinha 12 freguesias, aumentando esse número para 18 em 1758, sendo, por essa altura, sede do concelho de S. Miguel de Silvares. Em 1835, deu-se a grande reforma administrativa de Portugal que dividiu a administração judicial em distritos. No âmbito dessa reforma, foi constituído o julgado de Barrosas que compreendia, entre outros, o concelho de Lousada. Em 1836, uma nova reforma administrativa extinguiu o concelho de Lousada, situação que se manteve até 1838, data em que foi de novo instituído. Após a desintegração de vários concelhos, entre os quais o de Santa Cruz de Riba Tâmega, e a anexação de freguesias de outros concelhos, Lousada é actualmente constituído por 25 freguesias.

Economia

Integrado num zona bastante fértil para a actividade agrícola, Lousada desenvolveu primeiramente as actividades relacionadas com a agro-pecuária, que estão na base do desenvolvimento económico do concelho, sendo inclusive o único sector económico representado no brasão do concelho, com o milho e a vinha. Outros produtos importantes são o centeio, o feijão, o melão e a batata. Também é típica a criação de gado, que é feita sobretudo para a produção de leite.

Na indústria, os sectores mais desenvolvidos são o calçado, as confecções, o mobiliário, a construção civil e as serrações. Destas, realça-se a industria de Vestuário, que oferece 46,3% do trabalho em Lousada.[4]

Quanto ao sector terciário, do comércio e serviços, destacam-se os serviços bancários e as seguradoras. Este é, tal como se verifica em concelhos vizinhos e até mesmo no País, o sector em maior crescimento nos últimos anos.

 

Desporto

Existe um pouco por todo o concelho diversos clubes e associações desportivas onde se praticam várias modalidades, sendo as duas mais importantes os desportos motorizados (automobilismo e motociclismo) e o futebol. No entanto, também o hóquei em campo, o hóquei em patins, o futebol de salão, a natação, o polo aquático, o basquetebol e o ciclismo são praticados e têm uma popularidade considerável.

Lousada possui várias instituições desportivas, entre as quais de destacar a Associação Desportiva de Lousada e o Clube Automóvel de Lousada. A primeira é uma colectividade ligada essencialmente ao futebol, mas também com outras secções como o hóquei em campo. O segundo está ligado ao automobilismo e é talvez o grupo lousadense mais reconhecido a nível nacional, cabendo a ele a organização de várias provas de cariz regional, nacional e até internacional no Eurocircuito da Costilha. De entre as variadas competições que já passaram pelo Eurocircuito, destaca-se o Rali de Portugal e os Europeus e Mundiais de Rallycrosse.

Nos últimos anos foi criado e sucessivamente ampliado o Complexo Desportivo de Lousada, um centro desportivo considerado de alta qualidade tanto a nível nacional, como internacional. Possui o Estádio Municipal de Hóquei em campo e o de futebol, e ainda vários campos multifuncões. Mais recentemente, foi anunciada a criação de uma zona específica para a prática de ténis denominada "Lousada Ténis Atlântico". Terá 19 courts: sete em pó de tijolo, sete sintéticos, dois em relva sintética e três em padel. Este projecto é apoiado pela Federação Portuguesa de Ténis e a Real Federação Espanhola de Ténis.[5]

Lousada é também sede nacional de Jissen Karaté, localizada na Academia Daitoshin. Esta organização já possui várias presenças em provas internacionais, tendo inclusivé conquistando alguns títulos europeus da modalidade. Alguns dos seus atletas garantiram também recentemente lugar no Mundial de 2008, a realizar-se no Japão.

Cultura

Lousada é actualmente sede de uma companhia de teatro, a Jangada Teatro. Esta tem vindo a aumentar a sua actividade nos últimos tempos, organizando alguns espectáculos no concelho e participando também em festivais noutras zonas do país.[9]

Anualmente, são organizados diversos festivais em vários pontos do concelho. Entre os mais importantes, destaca-se o Festival de Artes do Espectáculo de Lousada (FOLIA), que em 2007 tem a sua 7ª edição.

 

Gastronomia

Os principais pratos característicos do concelho de Lousada são à base de produtos animais, como a carne. Entre os mais conhecidos, destacam-se o carneiro ou cabrito assado e o arroz de forno. O cozido à portuguesa é geralmente o prato usado em festas e acontecimentos especiais, sendo usado em em qualquer época do ano. São também de destacar os rojões, o sarrabulho, a sopa seca e o basulaque.

Na doçaria, os bolinhos de amor e os rosquilhos são os doces mais famosos.

(Wikipedia)



Lousada - Cruzeiro Santa Margarida

Lousada - Igreja S Miguel

Lousada - Rio Macieira

Lousada - Parque da Macieira

(Fotos: cm-lousada)



Cidade de Felgueiras

mjfsantos 08/12/2007 @ 12:02

Felgueiras - Paços do ConselhoFelgueiras - CentroFelgueiras - Ponte do ArcoFelgueiras - Mosteiro do PombeiroFelgueiras - Vila Ronana de Sendim

(Fotos: cm-felgueiras)



Felgueiras - Brasão

 

Felgueiras é uma cidade portuguesa no Distrito do Porto, região Norte e subregião do Tâmega, com cerca de 15.525 habitantes, inserida na freguesia de Margaride. É sede de um município com 115,62 km² de área e 57 595 habitantes (2001), subdividido em 32 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Fafe, a nordeste por Celorico de Basto, a sueste por Amarante, a sudoeste por Lousada e a noroeste por Vizela e Guimarães.

Existem duas cidades englobadas no municipio: Felgueiras e Lixa.

História

A primeira referência histórica a Felgueiras data de 959, no testamento de Mumadona Dias, quando é citada para identificar a vila de Moure: "In Felgaria Rubeans villa de Mauri". Felgueiras deriva do termo felgaria, que significa terreno coberto de fetos que, quando secos, são avermelhados (rubeans). Havendo quem afirme que o determinativo Rubeans se deve a que o local foi calcinado pelo fogo.

Existem historiadores que afirmam que Felgueiras recebeu foral do conde D. Henrique. No entanto, apenas se conhece o foral de D. Manuel a 15 de Outubro de 1514. No entanto, já em 1220, a terra de Felgueiras contava com 20 paróquias (conhecidas hoje em dia como freguesias) e vários mosteiros e igrejas. Em 1855, ao ser transformada em comarca, Felgueiras ganhou mais doze freguesias.

Em 13 de Julho de 1990 Felgueiras foi elevada à categoria de cidade.

(wikipedia)



Baião

mjfsantos 07/12/2007 @ 15:15

Baião - Serra (Cruzeiros)Baião - Rio DouroBaião - MonumentoBaião - Casa de Eça Queiroz

(fotos: cm-baiao)



Baião - Brasão

Baião é uma vila portuguesa no Distrito do Porto, região Norte e subregião do Tâmega, com cerca de 2 800 habitantes.

É sede de um município com 175,71 km² de área e 22 355 habitantes (2001), subdividido em 20 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Amarante, a leste pelo Peso da Régua e por Mesão Frio, a sul por Resende e Cinfães e a oeste pelo Marco de Canaveses.

História

Na passagem da Alta para a Baixa Idade Média, dá-se a formação da Terra de Baião, que era dominada por um castelo: o Castelo de Matos, antigo Castelo de Penalva. A Terra de Baião é a origem da família nobre dos Baiões, descendentes de D. Arnaldo (trisavô de Egas Moniz, aio de D. Afonso Henriques), um guerreiro que veio combater os Mouros na península Ibérica, por volta de 985. As terras de Baião foram-lhe concedidas como prémio pela sua bravura, pelo rei de Castela. Alguns historiadores pensam que D. Arnaldo seria um guerreiro alemão que perdeu o seu ducado numa guerra; outros, que seria um cavaleiro de Bayonne, filho de um rei de Itália e neto de um rei de França, e que seria essa a origem do nome de Baião.

Mais tarde, D. João I deu as terras de Baião a um parente do Condestável, D. Nuno Álvares Pereira. Tendo voltado à Coroa no tempo de D. João II, Baião recebeu foral de D. Manuel I, em 1513.

 

Pré-História

Embora na Serra da Aboboreira tenha sido achado «um uniface talhado num calhau rolado de xisto» do Paleolítico Inferior (cerca de 30000 a.C.), terá sido no V ou IV milénio a.C. (de 5000 a 4500 a.C, no Neolítico) que surgiram os primeiros povoados, em plataformas próximas de linhas de água. Os estudos arqueológicos que têm vindo a ser realizados nas serras da Aboboreira e do Castelo, desde 1978, revelaram, já, a existência de uma vasta necrópole megalítica, das maiores que actualmente se conhecem em território português, com cerca de 4 dezenas de mamoas identificadas. As origens culturais deste conselho devem-se à passagem e fixação de vagas migratórias, vindas do sul da Alemanha (da região de Hallstat). Os Celtas foram a primeira cultura, que de forma consistente, aqui se fixou. Castros, meníres e outros achados arqueológicos mostram que esta foi uma região de domínio Celta. A cultura Celta permaneceu sempre neste enclave do Marão, e ainda hoje se faz sentir a sua presença.

(wikipédia)



Cidade de Amarante

mjfsantos 06/12/2007 @ 15:07

Amarante - PonteAmarante - CidadeAmarante - Centro HistóricoAmarente - Mosteiro de S. GonçaloAmarante - À noite

(Fotos: cm-amarante)



Amarante - Brasão

Amarante é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito do Porto, região Norte e subregião do Tâmega, com cerca de 11 261 habitantes, sendo assim a 81ª maior cidade do país, em termos demográficos.

É sede de um município com 299,25 km² de área e 61 029 habitantes (2004), subdividido em 40 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Celorico de Basto, a nordeste por Mondim de Basto, a leste por Vila Real e por Santa Marta de Penaguião, a sul por Baião, Marco de Canaveses e Penafiel, a oeste por Lousada e a noroeste por Felgueiras.

No contexto de políticas sub-regionais de desenvolvimento e de mobilidade, é membro da Comunidade Urbana (ComUrb) do Baixo Tâmega, constituída por 7 municípios, que no seu total contabilizam 198 058 habitantes em 2001, sendo Amarante também a sua capital.

O comércio e o serviços centram-se principalmente na cidade de Amarante e em Vila Meã, que constituem os dois principais núcleos urbanos do concelho. O actual presidente da Câmara Municipal de Amarante é Armindo Abreu, do Partido Socialista.

História

Amarante teve provavelmente a sua origem nos povos primitivos que habitaram a serra da Aboboreira (habitada desde a Idade da Pedra), embora se desconheça exactamente o nome dos seus fundadores. Contudo, só começou a adquirir importância e visibilidade após a chegada de São Gonçalo (1187-1259), nascido em Tagilde, Guimarães, que aqui se fixou depois de peregrinar por Roma e Jerusalém. A este santo se atribui a construção da velha ponte sobre o Rio Tâmega.

Amarante torna-se alvo de peregrinações e a povoação foi crescendo. Já no Século XVI, D. João III ordena a construção do Mosteiro de São Gonçalo sobre a capela junto à ponte sobre o Rio Tâmega, onde segundo a tradição São Gonçalo terá vivido e foi sepultado.

Em 1763, ocorre a derrocada da velha Ponte de São Gonçalo devido às cheias do Rio Tâmega. Nos anos seguintes foi reconstruída com o aspecto que ainda hoje apresenta.

No início do Século XIX, Napoleão Bonaparte tenta invadir Portugal e sobre Amarante passaram também estas invasões francesas, sendo palco do heróico episódio da Defesa da Ponte de Amarante que valeu ao General Silveira o título de Conde de Amarante e a própria vila de Amarante teve a honra de ser agraciada com o colar da Ordem Militar da Torre e Espada que reflecte no seu brasão municipal. Após este episódio criam-se planos para a reconstrução da vila, pois os franceses tinham incendiado quase a totalidade das casas.

As reformas liberais do séc. XIX reorganizaram administrativamente o território e em 1855 extinguiram-se os municípios de Gouveia, Gestaço e Santa Cruz de Ribatâmega, tendo o de Amarante recebido a maioria das suas freguesias e ainda algumas de Celorico de Basto.

O apogeu cultural dá-se nos inícios do Século XX, graças a amarantinos como Teixeira de Pascoaes nas letras e Amadeo de Souza-Cardoso na pintura.

Amarante adquiriu estatuto de cidade a 8 de Julho de 1985, sendo esta também a data do seu feriado municipal.

 

Geografia

O concelho de Amarante é fortemente marcado pelo seu relevo. Além disso, é também maior concelho do Distrito do Porto, tendo cerca de 29000 hectares de superfície (299,25 km²). Atravessado pelo rio Tâmega, cerca de 80% da superfície do concelho encontra-se abaixo dos 600 metros de altitude. No entanto, tal situação não impede de nele estar inserida uma das mais altas serras do país, o Marão, que tem cumes que atingem os 1450 metros, e a serra da Aboboreira. Outros rios que passam ao longo do concelho são o Ovelha e o Olo.

O solo é maioritariamente formado por granito, com predomínio da biotite. Há também algumas zonas de xisto dispersas pelo concelho.

Economia

As principais actividades económicas do concelho são a agricultura, presente em todas as freguesias, da qual se destaca a produção de vinhos verdes. Outros sectores importantes são a construção civil, a transformação de madeiras, o pequeno comércio e a indústria.

A pecuária, a silvicultura, a hotelaria e a metalomecânica, juntamente com os serviços, completam o tecido económico das várias freguesias que compõem o concelho. O turismo é um sector com fortes potencialidades, dadas as características ambientais e patrimoniais do concelho.

No passado, o sector secundário foi uma das principais marcas de progresso do concelho. No entanto, tal como em várias outras regiões do país, nos últimos anos assistiu-se ao encerramento de importantes fábricas de mobiliário e metalomecânica, que afectaram a economia local.

 

Comunicação social

No concelho existem vários jornais e rádios a trabalhar activamente. Entre as muitas edições semanais ou mensais concelhias, destacam-se o «Jornal de Amarante», o «Repórter do Marão», e o «Notícias de Figueiró».

A nível de rádio, existem duas: a «Rádio Clube de Amarante» e a «Emissora Regional de Amarante». Ambas emitem em FM.

(Texto: wikipeda)



Cidade de Vila Nova de Gaia

mjfsantos 05/12/2007 @ 12:48

Vila Nova de Gaia - Vista da Cidade

(Foto: Jonik)

Vila Nova de Gaia - Câmara

(Foto: Manuel Sousa)



Vila Nova de Gaia - Brasão

 

Vila Nova de Gaia é um município português no Distrito do Porto, Região Norte e subregião do Grande Porto. A cidade está localizada na margem sul da foz do rio Douro. As caves do famoso vinho do Porto ficam localizadas neste concelho.

Formada originalmente a partir de duas povoações distintas, Gaia e Vila Nova, foi elevada a cidade a 28 de Junho de 1984.

A ligação à cidade vizinha do Porto é particularmente forte, e não apenas através da partilha do património comum do Vinho do Porto: no passado as famílias burguesas e nobres do Porto tinham em Vila Nova de Gaia quintas e casas de férias. Devido ao forte crescimento económico e melhoria das comunicações com a margem norte nas últimas décadas, Vila Nova de Gaia progressivamente acolheu população que trabalha diariamente no Porto. Diversas opiniões apontam no sentido de fundir estes concelhos.

População

Presentemente é o terceiro município mais populoso de Portugal, e mais populoso na região Norte INE(2006), com 307 444 habitantes, dos quais 178 255 são residentes urbanos.INE(2006)

 

Geografia

Com 168,7 km² de área é o maior concelho do Grande Porto. Subdividido em 24 freguesia, está limitado a norte pelo município do Porto, a nordeste por Gondomar, a sul por Santa Maria da Feira e Espinho e a oeste pelo oceano Atlântico. Este contexto permite-lhe ser um concelho de grandes contrastes, entre zonas interiores, rio e mar, bem como entre áreas urbanas, industriais e rurais.

Em termos aquíferos para além das marcantes orla atlântica e a zona fluvial do Douro, atravessam o concelho inúmeras ribeiras. Destaca-se ainda o rio Febros, que atravessa as freguesias de Pedroso e Avintes.

Embora com uma morfologia acidentada e muito desnivelada, o ponto mais alto do concelho situa-se a 261 m. Entre outros pontos, podem-se ainda citar o Monte da Virgem e a Serra de Canelas.

História do município

 

Origens

A origem de Vila Nova de Gaia remonta provavelmente a um castro celta. Quando integrada no Império Romano, tomou o nome Cale (ou Gale, uma vez que no Latim Clássico não há uma distinção clara entre as letras e o som "g" e "c"). Este nome é, com grande probabilidade de origem Céltica, um desenvolvimento de "Gall-", com a qual os Celtas se referiam a eles próprios (outros exemplos podem ser encontrados em "Galicia", "Gaul", "Galway"). O próprio rio Douro (Durus em latim), é igualmente celta, construído a partir do Celta "dwr", que significa água. Durante os tempos romanos, a grande maioria da população viveria na margem sul do Douro, situando-se a norte uma pequena comunidade em torno do porto de águas fundas, no local onde se situa agora a zona ribeirinha do Porto. O nome da cidade do Porto, posteriormente, "Portus Cale", significaria o Porto ("portus" em latim) da cidade de Gaia. Com o desenvolvimento como centro de trocas comerciais, a margem norte acabou por também crescer em importância, tendo-se aí estabelecido o clero e burgueses.

Com as invasões mouras do século VII D.C., a fronteira "de facto" entre o estado árabe e cristão acabou por se estabelecer por um longo período de tempo no rio Douro, por volta do ano 1000. Com os constantes ataques e contra-ataques, a cidade de Cale, ou Gaia, perdeu a sua população, que se refugiou na margem norte do Rio Douro. Uma das lendas mais associadas a Gaia refere-se ao confronto entre o rei cristão D. Ramiro, e o rei mouro Albazoer, despoletado por pretensões amorosas.

Após a conquista e pacificação dos territórios a sul do Douro, por volta de 1035, com o êxodo e expulsão das populações Muçulmanas, deixando terras férteis abandonadas, os colonos estabeleceram-se novamente em Gaia, em troca por melhores contratos feudais, com os novos senhores das terras conquistadas. Esta nova população refundou a antiga cidade de Cale com o nome Vila Nova de Gaia em torno do castelo e ruínas da velha "Gaia".

O nome das duas cidades de Porto e Gaia era frequentemente referida em documentos contemporâneos como "villa de Portucale", e o condado do Reino de Leão em torno da cidade denominado Portucalense. Este condado esteve na origem do posterior reino de Portugal.

 

[editar] Da fundação de Portugal às Guerras Liberais

Após a fundação de Portugal, as duas cidades que deram origem a Vila Nova de Gaia mantiveram-se autónomas. Gaia recebeu carta de foral do rei D. Afonso III em 1255 seguindo-se Vila Nova em 1288 por decreto de D. Dinis.

Em 1383, no entanto, ambas foram integradas no julgado do Porto, perdendo a sua autonomia. Reconhecida sobretudo pela pujança agrícola, teve um papel fundamental no desenvolvimento comercial do Vinho do Porto. Aqui se fixaram a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, e os armazéns das diversas companhias exportadoras.

No século XIX, esteve no centro de batalhas significativas em grandes conflitos armados. Tanto na Guerra Peninsular como nas Guerras Liberais, o Rio Douro marcou a fronteira entre os campos beligerantes, sendo palco de batalhas significativas. Data deste segundo conflito o desenvolvimento e reputação de uma das imagens de marca da cidade, a fortificação da Serra do Pilar, durante o Cerco do Porto.

 

Da junção de Gaia e Vila Nova ao presente

Avenida da República

Avenida da República

No final das guerras liberais, Gaia e Vila Nova foram finalmente agraciadas com autonomia política, e ao fundirem-se nasceu o actual concelho de Vila Nova de Gaia, em 20 de Junho de 1834.

Embora autónoma, o fluxo de trânsito entre as duas margens do Douro continuou a aumentar. A partir deste momento a história da cidade confunde-se com a história das suas pontes. A Ponte Pênsil, concluída em 1843 for a primeira ligação permanente. Em 1877 inaugurou-se a primeira travessia ferroviária para a margem norte com a Ponte D. Maria Pia. Seguiu-se a construção da Ponte D. Luís I, terminada em 1886. Passaram 77 anos conturbados até que em 1963 a emblemática Ponte da Arrábida foi colocada em funcionamento, projecto do engenheiro Edgar Cardoso, que seria responsável igualmente pelo projecto de substituição da travessia ferroviária com a construção da Ponte de S. João em 1991. Mais uma vez, o forte crescimento populacional forçou o aumento das ligações entre as duas margens. A Ponte do Freixo concluída em 1995 e a Ponte do Infante, em 2003 são as mais recentes travessias a servirem o concelho.

O crescimento populacional e económico da cidade teve paralelos com os períodos de construção das pontes. Com inúmeras indústrias a fixarem-se na vila nos finais do século XIX, e o grande aumento populacional na segunda metade do século XX, foi finalmente elevada a cidade em 1984.

 

Economia

Sendo um concelho de grandes dimensões, Gaia tem historicamente uma diversidade significativa na sua estrutura económica. Em todos os sectores, o concelho serviu de sede ou esteve na génese de empresas de referência nacional.

Mantendo uma forte diversidade em todos os sectores de actividade, e presentemente uma referência no comércio a retalho. A Associação Comercial e Industrial de Gaia mantém uma caracterização permanente das actividades económicas.

 

Indústria

Apesar de grande percentagem da população residente efectuar movimentos pendulares para o concelho vizinho do Porto, Gaia tem uma grande tradição industrial. Existem empresas de dimensões variáveis em áreas distintas como cerâmica, têxtil, ferragens, construção civil, sejam fornecedoras ou transformadoras finais.

 

Comércio e serviços

Metro junto ao El Corte Inglês

Metro junto ao El Corte Inglês

Na década de 90 a cidade recebeu duas grandes superfícies comerciais, que foram marcos importantes no desenvolvimento do conceito: Gaia Shopping e ArrábidaShopping. Recentemente, também a cadeia El Corte Inglés se fixou na freguesia de Mafamude, escolhendo o concelho para a sua segunda implementação em Portugal. Todos os bancos portugueses tem varias representações no concelho, incluindo algumas agências especializadas em Private Banking. A Avenida da República concentra uma parte significativa da actividade financeira. Na área de saúde, alem de varias clínicas e laboratórios de análise, a cidade dispõe do Hospital da Arrábida [www.hospitaldaarrabida.pt], um dos primeiros hospitais privados no país.

 

Agricultura e pesca

Sendo um concelho com uma área significativa, com frentes de mar e rio, e um interior de ruralidade significativa, encontramos vários exemplos no concelho de diversificação da actividade económica. S. Pedro da Afurada e Aguda são exemplos de comunidades muito activas no sector piscatório, possibilitando a compra directa de peixe fresco. De igual modo, embora o desenvolvimento urbano tenha reduzido o espaço disponível para terrenos agrícolas, mantém-se a capacidade de produção, nomeadamente em nichos de mercado como a agricultura biológica [www.quintinha.com]. Pomares, lojas de ferramentas e fornecedores de equipamento agrícola podem ser encontrados um pouco por todo o concelho.

 

Institucional

Em Vila Nova de Gaia encontram-se localizados os estúdios RDP-Norte, sitos no Monte da Virgem. Alem da Rádio e Televisão de Portugal, também a Rádio Nova Era é sediada nesta cidade.

A ligação da cidade ao Vinho do Porto não se esgota nas caves armazenadoras e no desenvolvimento do turismo: a sede da Associação das Empresas do Vinho do Porto  situa-se na freguesia Sta. Marinha.

 

Lista de empresas de grande dimensão

  • Bavidros ( ex- Barbosa e Almeida ) 
  • Fábrica Cerâmica de Valadares 
  • Grupo Salvador Caetano 
  • Real Companhia Velha 
  • Cabelte Holding 

Como referência histórica, o Grupo Amorim foi fundado em Vila Nova de Gaia, com a sua primeira fábrica localizada no Cais de Gaia.

 

Transportes e vias de comunicação

A cidade é servida pelo Metro do Porto e pela STCP. No entanto, a maior parte do concelho encontra-se coberta por companhias de transporte privadas, tais como a UTC [12], Espírito Santo .

A CP tem na Estação das Devesas um dos seus pontos nevralgicos. Todos os comboios Alfa Pendular da linha do Norte servem Vila Nova de Gaia a partir deste ponto de paragem. O concelho, na sua totalidade e ainda servido por diversas estações e apeadeiros. Destes, Granja, Aguda, Miramar e Francelos tem um pico de utilizadores significativo durante a época balnear, servindo diversas praias do concelho.

Diversas auto-estradas podem ser encontradas: A1, IC1, A29, A44, IP1. A futura A41, também conhecida como IC24, será a futura circular externa da área Metropolitana do Porto, evitando que o tráfego pesado extra-metropolitano para o Aeroporto Francisco Sá Carneiro e Porto de Leixões se misture com as deslocações internas entre Porto e Gaia.

O aeroporto internacional Francisco Sá Carneiro situa-se a sensivelmente 20 Km, dispondo de bons acessos através das auto-estradas supra-referidas.

O Porto de Leixões encontra-se a 15 km.

 

Turismo

  • Cais de Gaia
  • Caves do Vinho do Porto
  • Corpo de Santa Maria Adelaide em Arcozelo
  • Centro Histórico de Gaia

 

 Praias e orla costeira

Praia de Lavadores

Praia de Lavadores

Vila Nova de Gaia é conhecida pela sua extensa faixa costeira, com aproximadamente 17 km de areal. Em 2006, é o concelho do país com mais praias ostentando o prémio Bandeira Azul. No total, 17 praias receberam o galardão. Recentemente a requalificação de toda esta área contemplou a construção de um passadiço em madeira que permite percorrer a frente de mar livre de trânsito, e ligando a praia de Lavadores a Espinho. Entre outras encontramos as praias da Madalena, Valadares, Miramar, Aguda e Granja.

Capela do Sr. da Pedra

Capela do Sr. da Pedra

Ao longo da costa, existem vários locais de interesse para além da actividade balnear, entre os quais se destacam a Capela do Sr. da Pedra em Miramar, a vila piscatória da Aguda e finalmente, o lugar da Granja, uma das mais famosas antigas estâncias balneares portuguesas. A Granja é ainda conhecida por ter sido o local onde Sophia de Mello Breyner Andresen passou grande parte da sua infância e juventude, e fonte de inspiração para os elementos Ambiente e natureza

Aquário da Estação Litoral da Aguda

Aquário da Estação Litoral da Aguda

A instalação em 1983 do Parque Biológico de Gaia, posteriormente estendido e ampliado em 1998 tornou o concelho um ponto de referência em termos de instalações dotadas para a prática da educação e turismo ambiental. Também em 1997 o Parque de Dunas da Aguda foi inaugurado, possibilitando a conservação de uma flora e fauna raras.

O Centro de Educação Ambiental das Ribeiras de Gaia  desenvolve igualmente programas ligados ao ambiente, estando localizado junto à Praia de Miramar. Este centro é ainda responsável pelo desenvolvimento de percursos ao longo das ribeiras de Gaia, recuperando e revitalizando as zonas mais afastadas da orla marítima. Outras oportunidades de turismo ligado à Natureza são oferecidas pela Estação Litoral da Aguda, que para além de desenvolver actividades ligadas à investigação do meio aquático, disponibiliza nas suas instalações Aquário e Museu das Pescas. O Zoo Quinta de Santo Inácio, localizado em Avintes é outra possibilidade dedicada à vertente fauna. Inúmeras espécies podem aqui ser conhecidas em programas de visita vocacionados essencialmente para crianças.

 

Educação

Sendo um concelho com uma área e população significativas, existem inúmeras instituições de ensino públicas e privadas, para os diferentes escalões etários.

  • 84 jardins de infância integrados na rede pública
  • 115 escolas do 1º ciclo de ensino básico, das quais 15 contemplam igualmente 2º e 3º ciclo.
  • 9 escolas secundárias com 3º ciclo de ensino básico
  • 3 escolas profissionais
  • 7 colégios
  • 12 instituições de apoio à deficiência

De igual modo, o ensino superior está presente através de iniciativas privadas. As seguintes instituições podem ser encontradas em Vila Nova de Gaia:

  • Instituto Piaget - Cooperativa para o Desenvolvimento Humano Integral e Ecológico, C.R.L.
  • ISPGaya - Instituto Superior Politécnico Gaya
  • IESF- Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais
  • ISLA - Instituto Superior de Línguas e Administração

(Wikipedia)



Cidade de Vila do Conde

mjfsantos 04/12/2007 @ 16:59

Vila do Conde - Rio AveVila do Conde - Foz do Rio AveVila do Conde - CentroVila do Conde - Ao fundo o Forte

(Fotos: Potuguese_eyes)



Vila do Conde - Brasão

Vila do Conde é uma cidade portuguesa no Distrito do Porto, Região Norte e subregião do Grande Porto, com 29.731 habitantes em 2003. É sede de um município com 149,31 km² de área e 74 391 habitantes (2001), subdividido em 30 freguesias. O município é limitado a norte pelo município da Póvoa de Varzim, a leste por Vila Nova de Famalicão e Trofa, a sul pela Maia e por Matosinhos e a oeste tem litoral no oceano Atlântico.

Localizada na margem Norte da foz do rio Ave, Vila do Conde é um importante centro industrial, porto de pesca e zona balnear e turística, configurando um dos principais e mais procurados centros balneares do país. A cidade faz parte do mesmo aglomerado urbano que a Póvoa de Varzim.

História

Zona ribeirinha de Vila do Conde.

Zona ribeirinha de Vila do Conde.

A povoação de Vila do Conde é muito antiga, anterior à fundação de Portugal, e o seu topónimo não sofreu alterações, era já Vila do Conde. A primeira referência a Vila do Conde é do ano de 953 no livro da condessa Mumadona Dias onde é referida como Villa de Comite.

D. Sancho I apaixonou-se por D. Maria Pais levando a que a vila passe a estar na posse desta. A sua tetraneta, D. Teresa Martins e o seu esposo Afonso Sanches, filho ilegítimo de D. Dinis, fundam o Real Mosteiro de Santa Clara, em 1318.

D. Manuel I concedeu-lhe foral em 1516 e a população da vila participa activamente nos descobrimentos portugueses, entre eles Paulo e Francisco Faria na viagem de Vasco da Gama à Índia. No século XIX, as Invasões Francesas causaram grandes danos à população. Na praia de Mindelo em 1832 desembarcaram as tropas liberais do regente D. Pedro, que lutavam contra o regime absolutista de D. Miguel. Em 1987 é elevada à categoria de cidade.

Freguesias

Vila do Conde possui 30 freguesias. À excepção da sede, nenhuma outra possuiu qualquer estatuto, seja "Vila" ou "Cidade" apesar do topónimo de algumas o sugerir. Muitas são pequenas aldeias rurais que salpicam o território densamente arborizado, enquanto outras, tais como Mindelo e Vilar do Pinheiro são espaços crescentemente urbanizados. A Azurara foi vila histórica e concelho até meados do século XIX. Nessa altura, o concelho é extinto e integrado no município de Vila do Conde.

Património

O seiscentista Forte de São João Baptista.

O seiscentista Forte de São João Baptista.

A cidade possuiu um património histórico bastante rico, nomeadamente o imponente Convento de Santa Clara, instituído no princípio do séc. XIV e que até hoje domina a paisagem da cidade, a quinhentista Matriz de Vila do Conde, o setecentista aqueduto de Santa Clara, o Forte São João Baptista (Castelo de Vila do Conde), a Capela do Socorro que data do princípio do séc. XVII, a Capela da Nossa Senhora da Guia na foz do rio Ave, a Igreja da Lapa (junto à Cooperativa de Vila do Conde) e o Pelourinho de Vila do Conde.

No seu concelho destacam-se a Cividade de Bagunte, a Igreja Românica de São Cristóvão em Rio Mau e a Igreja de Santa Maria de Azurara.

 

(Wikipédia)