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Categoria: Porto

Cidade de Valongo

mjfsantos 03/12/2007 @ 12:36

Valongo - Câmara MunicipalValongo - Casa de AcolhimentoValongo - Parque da JuventudeValongo - Monumento ao Mineiro

 

História

Situado na área do Douro Litoral, o Concelho de Valongo localiza-se a Nordeste da cidade do Porto, integrando a sua Área Metropolitana. Neste Município, constituído por 5 freguesias, é notória a dicotomia Campo/Cidade, sendo possível, numa curta distância, deixar um cenário tipicamente urbano e recuar ao mais genuíno mundo rural.

A criação do Concelho de Valongo remonta ao ano de 1836 e ocorre no contexto da reforma administrativa do País, durante o reinado da D. Maria II. Contudo, a sua ocupação é anterior à romanização. A pluralidade de espaços repartidos entre o vale e a serra, a abundância de água e a riqueza do seu subsolo, terão facilitado a fixação de povos desde épocas remotas. A presença romana nesta área, associada à exploração mineira, foi bastante significativa, tendo, o próprio topónimo que a designa, origem nas palavras latinas Vallis Longus (Vale Longo). Possuidora das maiores pedreiras de ardósia do País, a sua expansão ficou a dever-se sobretudo à indústria panificadora, pão e biscoitos, que abastecia a cidade do Porto.


Uma visita ao Concelho de Valongo deixa facilmente perceber a riqueza da sua história, a alegria das suas gentes e a importância de uma cultura feita de contrastes.


Para preservar a diversidade cultural de Valongo, a autarquia criou pólos culturais nas diversas freguesias do concelho.


A dois passos do Porto, Valongo é, hoje, um concelho desenvolvido e equilibrado onde o crescimento económico convive com a preservação do património cultural e natural.

 

(Fonte: cmvalongo)




Imagem:VLG1.png


Valongo é uma cidade portuguesa no Distrito do Porto, Região Norte e subregião do Grande Porto, com cerca de 18 700 habitantes. É sede de um pequeno município no que concerne ao território com 72,99 km² de área, mas um dos maiores do país no que diz respeito à população, com mais de 90 000 habitantes (2004), subdividido em 5 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Santo Tirso, a nordeste por Paços de Ferreira, a leste por Paredes, a sudoeste por Gondomar e a oeste pela Maia.

O concelho foi criado em 1836, por desmembramento do concelho da Maia e após ter sido transferida a Câmara Municipal, que estava em Alfena (mais precisamente na Codiceira - centro da vila alfenense.

Outros importantes pólos do município são a cidade de Ermesinde e a vila de Alfena, as duas freguesias mais populosas do concelho.

(Fonte: Wikipedia)


Cidade da Póvoa de Varzim

mjfsantos 02/12/2007 @ 11:41

Póvoa de Varzim - CâmaraPóvoa de Varzim - Santo AndréPóvoa de Varzim - Rua da JunqueiraPóvoa de Varzim - Zona Rural

(Fotos:Pedro PVZ)




Póvoa de Varzim - Brasão

Póvoa de Varzim (por vezes indevidamente chamada de Póvoa "do" Varzim) é uma cidade portuguesa do distrito do Porto, Região Norte e sub-região do Grande Porto, com uma população municipal estimada em 66 216 habitantes para o ano 2006. Está localizada numa planície costeira arenosa, que circunda o Cabo de Santo André, a meio caminho entre os rios Minho e Douro.

As primeiras populações fixaram-se no seu território entre quatro a seis mil anos atrás. Por volta de 900 a.C., a instabilidade na região levou à fundação de uma cidade fortificada. O mar sempre teve primazia na sua cultura e economia, primitivamente através do comércio marítimo, depois com a pesca, levando a que adquirisse um foral em 1308 e, consequentemente, tornou-se no principal porto de pesca do Norte de Portugal em pleno século XVIII. Desde os finais do século XIX, devido aos seus extensos areais, tornou-se numa das áreas principais turísticas da região.

A Póvoa de Varzim é uma das poucas zonas de jogo legal em Portugal e possuiu industrias têxtil e alimentar significativas.[1] A cidade desfruta de uma cozinha piscatória rica e mantém tradições antigas, tais como siglas poveiras ou masseiras. A Póvoa mantém três monumentos nacionais: a milenar Igreja de São Pedro de Rates, um dos principais monumentos românicos em Portugal; o Aqueduto de Santa Clara e o Pelourinho manuelino da Póvoa de Varzim, construído em 1514 e que representa a emancipação municipal da Póvoa de Varzim. Outros monumentos incluem a Fortaleza da Nossa Senhora da Conceição, o brasonado Solar dos Carneiros, a tri-milenar Cividade de Terroso - candidata a património da humanidade, a barroca Igreja Matriz, a piscatória Igreja da Lapa, as seis capelas da Igreja de Nossa Senhora das Dores e o Farol de Regufe, exemplar da arte do ferro.

(Wikipedia)


 

História da Póvoa de Varzim

A Póvoa de Varzim é uma cidade portuguesa que aparece pela primeira vez relatada como vila portuguesa em 953, recebeu foral de D. Dinis em 1308 e, mais tarde, um novo foral com D. Manuel I em 1514.

No entanto, o seu povoamento é ancestral, a cidade centrou-se no território actual durante a era romana, mas irrompeu como deslocalização da cividade de Terroso (século X a.C.- século I d.C) para a beira-mar que por sua vez foi também erigida pelos povos que habitavam à beira-mar. Este avanço e recuo dos habitantes no território foi bastante comum até ao final da Idade Média, devido a várias contendas históricas que sugiram de perigos vindos pelo mar, grande via de transporte antiga, que acabava por ser uma porta de assaltos à população, mas que era um factor de atractividade devido à sua maior riqueza natural e potencialidades comerciais.

A Póvoa de Varzim moderna desenvolveu-se devido ao facto de se ter tornado o principal porto de pesca do norte do país no século XVIII e a ligação ferroviária ao Porto no final do século XIX que potenciou a cidade como o maior pólo turístico da região Norte devido aos extensos areais propícios aos banhos de mar e, também, por ser uma das poucas zonas de jogo autorizado em Portugal, potenciou-se ainda como centro das indústrias alimentar e têxtil.

Etimologia

O nome Villa Euracini aparece pela primeira vez documentada a 26 de Março de 953, no Livro da Condessa Mumadona Dias, em Guimarães. Desde então, várias denominações da cidade têm sido conhecidas: Vila Ueracini (1033), Vila Uerazini (1061), Vila Ueracin (1206), Varazim (1308), Bajlya da Poboa Noua de Varazim (1343), Villa da Povoa de Varzim (1514).

Como se pode verificar, o velho gentílico de origem romana Euracini foi evoluindo ao longo de séculos, de EURACINI passou a URACINI → VRACINI → VERACINI → VERAZINI → VERAZIM → VARAZIM até chegar ao VARZIM dos dias de hoje.

Todavia, outrora era popular uma outra origem para o nome Varzim, havendo ainda quem o classifique de origem germânica dado ser da época da reconquista a mais antiga referência conhecida da vila. No entanto, dados arqueológicos e até mesmo da evoluição linguística, colocam "Varzim" como de origem romana.

A palavra Póvoa foi adicionada em 1308 pelo rei D. Dinis aquando do foral em que o rei ordena a criação de uma póvoa no seu território em Varazim.

 

Povoamento

As origens do povoamento da Póvoa de Varzim datam de cerca 200 000 a.C., durante o paleolítico inferior com o achado de um biface acheulense em Beiriz e com os mesmos indícios acheulianos nas terras vizinhas de Vila do Conde e Barcelos.

Os primeiros grupos de pastores instalaram-se em todo o litoral por volta do IV milénio e os inícios do II milénio a.C. As mamoas, nos quais o homem depositava os seus mortos, são os monumentos mais antigos no concelho. Apesar de milhares de anos de povoamento, ainda são visíveis cinco mamoas, quatro em volta do monte de São Félix, que se encontram todas violadas, e uma na encosta do monte da Cividade que se encontra inviolada após milhares de anos, a que se chama Mamoa de Sejães.

 

Era castreja

A Era Castreja inicia-se no Século X a.C. e termina com a chegada dos romanos no século II a.C. No primeiro milénio a.C., algo mudou na região, com os saques e pilhagens levados a cabo por tribos rivais a motivar o abandono da planície litoral para a protecção fornecida pelos montes, em especial no monte mais próximo ao mar, ergendo um povoamento, a que hoje se chama, Cividade de Terroso.

O povoamento da Cividade de Terroso, um povoamento fortemente fortificado, terá sido feito no decurso da Idade do bronze, entre os anos 900 e 800 a.C. , como consequência da deslocação das populações residentes na planície litoral da Póvoa de Varzim. Isto é suportado pela descoberta de fossas ovóides, escavadas em 1981 por Armando Coelho, tendo sido recolhidos fragmentos de quatro vasos deste período. Segundo Armando Coelho: fazem supor relações de parentesco, ou melhor dizendo, de filiação mútua, em que a rocha firme sobre que se implantaram, bem como a utilização de elementos de pedra na sua construção, correspondendo ao teor geral da arquitectura da Cividade".

A cividade passou por várias fases de urbanização: as primeiras construções em pedra só começaram a tomar forma no século V a.C.. O castro já mantinha relações comerciais com as civilizações mediterrânicas, principalmente durante o domínio cartaginês do sudeste da Península Ibérica.

No seu apogeu, a cividade teria perto de 12 hectares e habitavam-na várias centenas de pessoas. A população dedicava-se à agricultura, pesca, recolecção, pastorícia e trabalhavam os metais.

Pequenos castros satélites da Cividade foram erguidos em Laundos (monte de São Félix), Navais e Argivai.

 

Era romana

A Era romana inicia-se no Século II a.C. para terminar no século V d.C. Durante as guerras púnicas, os Romanos tomaram conhecimento da riqueza da região castreja em ouro e estanho. Viriato que liderava as hostes lusitanas impedia o crescimento do Império Romano para o Norte do rio Douro. No entanto, o seu assassinato em 138 a.C. abriu caminho para as legiões romanas. Entre este ano e 136 a.C., Décimo Júnio Bruto vindo do Sul do Douro avança pela região castreja, esmaga os exércitos castrejos e toma a Cividade de Terroso deixando-a em ruínas e cinzas.

A região é incorporada no Império Romano e totalmente pacificada durante o domínio de César Augusto. Na planície litoral, é criada uma villa romana, propriedade de uma família romana, os Euracini a que se terá juntado o povo castrejo que regressaram à vida na planície - assim terá surgido Villa Euracini.

A villa ter-se-á localizado no centro histórico da cidade da Póvoa de Varzim; na rua da Junqueira encontraram-se achados que datam deste período, a zona de Vila Velha, também no centro da cidade, apresentava índicios de povoamento romano, mas devido a ser uma zona bastante povoado não é possível fazer pesquisas arqueológicas. A actividade piscatória também se desenvolveu com a cetariæ no Alto de Martim Vaz (zona do Bairro Norte dos dias de hoje). A cetariæ era um complexo fabril de salga e transformação de pescado, v. g., em garum, estando associado à villa romana. Uma via romana litoral ligaria a zona de Martim Vaz à Foz do Douro (Porto), e seguiria para norte, até Caminha.

 

Era das invasões

O Império Romano acaba por ceder à invasão de povos germânicos (os Bárbaros) e posteriormente de normandos, numa era de invasões sucessivas que vão do século V ao século X.

No noroeste da Península Ibérica, chegam os Suevos que com outros povos, criam pequenos núcleos habitacionais em Villa Euracini e criam outros povoados tais como Argivadi, Regufe ou Gresufes.

Viria também a sofrer uma breve invasão islâmica, que devido à sua brevidade, as suas marcas são ténues e com pouco ou nenhum impacto na população, sobrevivendo apenas em lendas de mouras.

Depois da invasão é incluída no Reino de Leão, como parte do Condado Portucalense, uma divisão do Reino da Galiza também, por si mesma, uma dependência do Reino de Leão.

A partir do século IX, pescadores Viking provenientes da Bretanha acabam criando uma colónia pacífica na Póvoa de Varzim.

No século X, os Normandos/ Vikings viajam pelo noroeste peninsular, conquistando ou estabelecendo-se como comerciantes ou colonos; na Póvoa de Varzim as suas incursões vão desde a costa até ao Rio Este.

 

Estabelecimento do Concelho

Ainda na Idade Média, a riqueza do seu mar atraiu fidalgos e cavaleiros para o território. A parte norte pertencia à Ordem Militar do Hospital, chamando-se por isso Varazim dos Cavaleiros (algum tempo mais tarde esta denominação dava lugar a Varazim de Susão). A parte sul de Varazim, terra reguengueira, já teria importância piscatória e agrária considerável, e por causa disso, existiam algumas confrontações pelas rendas derivadas da pesca.

Assim, em 1308, o rei D. Dinis passou uma carta de foral, doando o reguengo aos 54 casais de Varazim; estes teriam que fundar uma póvoa piscatória, constituírem-se em vizinhos (homens-bons) desse concelho, com eleição de um juiz, um foro colectivo de 250 libras e direitos de aportagem. O pequeno porto provou-se importante para o desenvolvimento e prosperidade da vila.

Em 1312, D. Dinis doou a vila ao filho bastardo Afonso Sanches, senhor de Albuquerque, e este incluiu-a no património do convento de Santa Clara, que acabara de fundar em Vila do Conde.

O rei D. Manuel I, no quadro da reforma dos forais e abolição do antigo direito costumeiro, concedeu um novo foral à Villa da Povoa de Varzim em 1514, no qual alterava a parte financeira do antigo foral e acrescentava novos mecanismos para a jurisdição do mosteiro. Ganhou uma Casa do Concelho, Praça Pública e Pelourinho e envolveu-se nas conquistas e descobrimentos portugueses.

 

O povo do mar

No século XVII, o negócio da salga de peixe desenvolveu-se bastante, o que leva a que, um século depois, a Póvoa se transforme na maior praça de pescado do norte do país, abastecendo até mesmo as províncias do interior do país com um batalhão de almocreves, ficando assim os poveiros reconhecidos na região como o povo que mais trabalhava e melhor conhecia o mar. Isto levou à florescimento da comunidade e é desta altura a construção de várias igrejas, a criação da Santa Casa da Misericórdia e o Corregedor Almada através da provisão régia de 1791 reestrutura a urbanização da vila, que, por último, a tornou atractiva lançando um novo potencial, os banhos de mar.

A 27 de Fevereiro de 1892, dá-se a maior das tragédias que há memória na comunidade piscatória poveira, quando morrem 105 pescadores no meio de um temporal, ao largo da praia.

 

A questão dos limites

 

 Barcelos: lugar da Gândara

A questão da delimitação do concelho da Póvoa de Varzim com Barcelos foi um problema que durou desde o século XVI até ao século XIX. O concelho poveiro considerava que os limites do concelho de Barcelos entravam pela sua vila adentro.

Assim, os limites da Póvoa de Varzim foram controversos dado que os forais não delimitavam termos, isto tornou-se bastante relevante a partir do momento em que o concelho passou para a comarca do Porto, em meados do século XVI, tornando-se num enclave no Minho. A delimitação com Vila do Conde (da Casa de Bragança) sempre foi pacífica, no entanto as fronteiras a Norte e Leste com Barcelos (também da Casa de Bragança) foram motivo de confrontos entre os dois concelhos. Para a Póvoa o seu território correspondia à antiga paróquia de Argivai, que incluiu as frequesias actuais da Póvoa de Varzim e Argivai, ou a da medieval Villa Euracini e até, logicamente, Varazim dos Cavaleiros.

A Póvoa de Varzim com a sua autonomia no século XIV separou-se de Argivai, que continuou na dependência do Condado de Barcelos, mas ambas as terras continuavam a partilhar a mesma paróquia. Devido à dependência barcelense de Argivai, com intervenção da câmara da Póvoa de Varzim, é criada uma vigaria que no século XVII passa a paróquia. Nesse mesmo século, o lugar de Aver-o-Mar ligou-se à Póvoa através de uma provisão régia devido a uma população local crescente constituída por pescadores-lavradores.

Para Barcelos, que reclamava a primazia da região, apenas Varazim de Jusão, do foral de D. Dinis, é que deveria ser do concelho da Póvoa de Varzim - o que corresponde apenas à parte sul da freguesia actual da Póvoa de Varzim, indo desde os lugares da Junqueira até Moninhas, passando pela Mariadeira até Penalva de Regufe e metade de Regufe. Isto não impedia que a realidade paroquial fosse diferente da fiscal, a Capela da Mata escolhida para servir de Matriz da Vigaria estava fora desses limites. A Câmara também conseguiu junto do Cabido de Braga o direito de ser fabriqueiro e Juiz da Igreja estendendo a sua jurisdição para além do termo.

Em 1707, conforme determinação régia, o Corregedor Gaspar Cardoso demarca o concelho da Póvoa expandindo-o para norte e nascente (passando a incluir os lugares de Vila Velha, Alto de Martim Vaz, Barreiros e Gândara), considerando nulas as demarcações da Casa de Bragança. Ficando assim, o território mais próximo da antiga paróquia de Argivai.

Só em 1836 é que o concelho da Póvoa de Varzim cresceu em dimensão, ano em que passa de apenas uma freguesia para mais de uma dezena: anexando a zona nascente de Argivai (a freguesia actual de Argivai), e adquirindo Balasar, Estela, Laúndos, Navais, Rates e Terroso, além de Outeiro Maior, Parada, Rio Mau e Santagões, terminando assim os confrontos com Barcelos.

Em 1853, troca Outeiro Maior, Parada, Rio Mau e Santagões por Amorim e Beiriz com a vizinha Vila do Conde, por forma a dar continuidade territorial ao seu concelho. Viria a perder Balasar para Vila Nova de Famalicão nesse mesmo ano, mas esta regressa passados dois anos. Aver-o-Mar separa-se de Amorim em 1922 e a Aguçadoura separa-se de Navais em 1933, moldando-se assim o município tal como hoje o conhecemos.

 

 Vila do Conde: lugar de Poça da Barca

A partir do século XVIII, a população piscatória poveira enquanto florescia economicamente, também crescia demograficamente, e dado a colmeia de pescadores (Bairro Sul) estar localizada no limite sul do município, o crescimento para o norte da freguesia de Vila do Conde foi natural, visto que o núcleo de Vila do Conde abraçava o rio Ave e as praias marítimas do norte da freguesia, praticamente desabitadas, foram sucessivamente povoadas por poveiros de diferentes castas piscatórias: as famílias mais típicas permaneciam mais perto da igreja da Lapa (núcleo do Bairro Sul) num lugar chamado "Poça da Barca" e os pescadores mais pobres, mais afastados, num lugar que viria a ser chamado de "Caxinas". Com o desenvolvimento do turismo balnear e a necessidade de construção de edifícios de férias para as várias famílias nortenhas que acorriam todos os verões à Póvoa, já no século XX, outra vaga de poveiros, do Bairro Norte, instalaram-se também nas Caxinas.

Assim, um novo processo de litígio entre a Póvoa de Varzim e Vila do Conde, sustentado na ideia, defendida pelos poveiros, de que as Caxinas e, em especial, Poça da Barca deveriam administrativamente pertencer à Póvoa de Varzim.[1]

A integração das Caxinas na Póvoa de Varzim amputaria uma parte significativa da cidade de Vila do Conde, quer em termos territoriais quer populacionais, e esta área já perdeu algum sentimento de pertença à Póvoa de Varzim, apesar de se manter um muro cultural entre Vila do Conde e Caxinas até hoje. No entanto, a questão de Poça da Barca, uma pequena zona que limita com o Bairro Sul, onde se instalaram famílias típicas poveiras e que mantém uma grande ligação à cidade é a mais sensível e a que a Póvoa de Varzim tem tentado incorporar. Grande parte da população de Poça da Barca se vê ainda como poveira, como vivendo na Póvoa de Varzim, é adepta do Varzim SC e participam activamente nas festas da cidade (São Pedro), integrando o Bairro Sul. Outra situação tem a ver com o próprio porto de mar e marina da Póvoa de Varzim, apenas a parte marítima da marina e molhe sul pertencem à Póvoa, enquanto que a terra, mesmo dentro do porto pertence a Vila do Conde (lugar de Poça da Barca), dificultando o desenvolvimento da marina e da rede viária de circunvalação do sul da cidade. Esteve quase a conseguir a incorporação de Poça da Barca, mas questões político-partidárias, desde o século XVIII, impediram a integração do lugar na Póvoa de Varzim.[2]

Em 2006, por alturas dos cinquenta anos da morte do etnólogo poveiro António dos Santos Graça, a câmara Municipal da Póvoa de Varzim, reavivou o litígio do lugar de Poça da Barca e convidou Isaura dos Santos Maia que realizou um estudo académico sobre a formação do núcleo piscatório das Caxinas e Poça da Barca a fazer uma apresentação.

 

A cidade contemporânea

No século XIX, a cidade popularizou-se como um destino de Verão para as classes abastadas do Porto e do Entre-Douro-e-Minho em geral, devido às suas largas praias e o desenvolvimento do lazer com o Café-Concerto e o jogo privado. Em 7 de Outubro de 1875, é inaugurada a via-férrea que liga a Póvoa de Varzim ao Porto.

A ligação ferroviária, o desenvolvimento das indústrias têxtil, alimentar e turística e a massificação do turismo balnear entre os anos 30 e 60 levaram a um grande desenvolvimento, que ultimou na atribuição do estatuto de cidade à Póvoa em 16 de Junho de 1973, através do decreto 310/73. Sofrendo desde então, a zona balnear de uma forte pressão urbana.

A implantação da República em 1910 não foi bem aceite por uma população caracteristicamente religiosa e ligada às tradições, tendo o representante da república que se abrigar da população em fúria no actual edíficio da Polícia de Segurança Pública.

A milenar indústria pesqueira perdeu muita da sua importância, mas ainda emprega bastantes habitantes. Hoje a Póvoa tornou-se numa cidade devotada ao turismo e aos serviços, mas ao contrário de outras zonas peri-urbanas do Grande Porto, não se constitui como uma mera cidade-dormitório satélite desta última; desenvolveu-se e cresceu independentemente e até serve de centralidade para as localidades vizinhas. No final do século XX, alterações ao aspecto paisagístico da cidade tornaram-na bastante cosmopolita.

Tornou-se com o tempo uma verdadeira metrópole que ascende a sua população veraneante aos 100.000 habitantes, estando prevista por isso a construção da via B, que ajuda a regular o trânsito inquieto da cidade. Não tem muitas freguesias e concentra a maior parte da sua população na zona urbana, ao contrário da sua vizinha Vila do Conde que não apresenta grande densidade populacional, já que a zona urbana não é tão desenvolvida e densa, e a população estende-se sobretudo pelos territórios pertencentes às imensas freguesias (zonas rurais na totalidade) que o concelho possui.

(Wikipédia)



Cidade de Matosinhos

mjfsantos 01/12/2007 @ 11:34

Matosinhos - Igreja do Bom JesusMatosinhos - Casa SantiagoMatosinhos - Forte Nossa Senhora das NevesMatosinhos - Mosteiro de Laça do BalioMatosinhos - Homem da MaçaMatosinhos - Obelisco Praia da Memória



A povoação é anterior à fundação da nacionalidade portuguesa, pois já existia no ano de 900, chamando-se Matesinus.

 

Em 1258, figurou com o nome de Matusiny nas inquirições de D. Afonso III. Pertencia, na altura, à freguesia de Sandim.
D. Manuel I concedeu-lhe foral em 30.9.1514.

Em 1833 foi criado o concelho de Bouças, ficando nele incluídas as freguesias de Matosinhos e Leça da Palmeira, entre outras.
A vila de Matosinhos, constituída pelas freguesias de Matosinhos e de Leça, foi criada em 1853.

Em 1867 foi criado o concelho de Matosinhos, voltando à organização anterior vinte dias depois.
Em 1909 dirigiu-se um pedido ao governo para ser criado em definitivo o concelho de Matosinhos, por este lugar ser mais importante que o de Bouças.

Desta forma, o concelho de Matosinhos foi criado definitivamente em 6 de Maio de 1909.
O concelho de Matosinhos é um dos mais importantes do país e a cidade das maiores e mais progressivas. Foi elevada a cidade em 28 de Maio de 1984.


Os mais antigos vestígios da acção humana neste território (vários instrumentos lítios talhados, atribuíveis ao Paleolítico) possuirão alguns milhares de anos e foram recolhidos em praias antigas e actuais, nomeadamente na Boa Nova. A fixação das gentes a estas terras ter-se-á iniciado há cerca de 5000 anos, durante o Neolítico, tendo chegado até aos nossos dias ténues vestígios dos monumentos funerários dessa época: as antas. Em Antela, Perafita, Guifões e S. Gens localizar-se-iam importantes núcleos destes monumentos.

Nos finais da Idade do Bronze, à semelhança do resto do Nordeste Peninsular vai expandir-se um novo tipo de habitat proto-urbano de altitude (os castros), associado a uma cultura de características próprias e que perdurará durante toda a Idade do Ferro. Ainda hoje são significativos os vestígios de castros existentes no concelho, destacando-se pela sua área e espólio já recolhido o de Guifões.

A chegada dos romanos, há cerca de 2000 anos, vai provocar profundas alterações estruturais. A abertura de vias (como a estrada Cale-Bracara) e a construção de pontes (como a Ponte da Pedra) fazem parte duma política generalizada de desenvolvimento das comunicações e do comércio, associada à Pax Romana. O estuário do Leça e a zona de Lavra terão sido, neste contexto, os locais mais romanizados, bem atestados nesta última por vestígios de uma villae e de estruturas de produção de garum e de sal.

Na Alta Idade Média este território foi marcado pelo Mosteiro de Bouças, cuja fundação é anterior à nacionalidade. Foi ele que fez desenvolver todo o aglomerado populacional que encabeçaria a divisão administrativa do Julgado de Bouças que está na base do actual concelho de Matosinhos. Outro importante monumento medieval é o Mosteiro de Leça do Balio que resultou da ampliação de uma antiga edificação e que viria a ser a primitiva sede em Portugal da ordem dos Cavaleiros Hospitalários.

No século XVI, com carta de foral atribuída em 1514 por D. Manuel I, assumindo-se como um importante centro produtor agro-pecuário e sede de ricas propriedades, Matosinhos torna-se um dos principais pólos abastecedores do Porto numa altura em que freguesias como Ramalde, Foz e Aldoar ainda faziam parte do seu território.

É neste século que se constrói a actual Igreja de Matosinhos e para onde se transfere a antiga imagem do Bom Jesus até então depositada no Mosteiro de Bouças. A crescente importância deste culto levará, dois séculos mais tarde, a uma profunda remodelação do templo efectuada pelo arquitecto italiano Nicolau Nasoni. A este arquitecto são também atribuídas importantes obras nas quintas do Chantre (Leça do Balio) e do Bispo (Santa Cruz do Bispo).

Mas o concelho é fruto também da sua abertura ao mar. Por ele partiram muitos mareantes na época dos descobrimentos. Por ele veio o exército comandado por D. Pedro e que desembarcando em Arnosa-Pampelido implantou definitivamente o liberalismo em Portugal. Por ele chegou, mais recentemente, uma importante comunidade piscatória.

A necessidade de um porto de abrigo, primeiro, e um arrojado projecto de desenvolvimento económico-portuário depois, levou em finais do século XIX à construção do Porto de Leixões. Era o início de um processo de transformação nítido em todo o desenvolvimento urbanístico e industrial da cidade de Matosinhos, onde a indústria conserveira desempenhou verdadeiro papel de líder.

Tendo crescido de 25 para 167 mil habitantes entre 1900 e 2001, Matosinhos é hoje um concelho de grandes projectos apostando no futuro.

História da Cidade

 

Cidade de Matosinhos

A cidade de Matosinhos está situada nas margens esquerda e direita do Rio Leça, à beira mar e a 8 km do centro do Porto.

Segundo rezam os cronistas, já no séc. XI existia uma modesta povoação designada por "Matesinus". Em 1514 foi-lhe concedido foral por D. Manuel I, o "Venturoso", e foi elevada à categoria de Vila por deliberação de D. Maria I em 1583.

Matosinhos foi elevada a cidade em 28 de Junho de 1984 (Lei 10/84 - Diário da República 148).

Caracterização do Concelho

O Concelho de Matosinhos pertence à Província do Douro Litoral e ao Distrito do Porto. Confronta a Sul com o Concelho do Porto, a Norte com o Concelho de Vila do Conde e a Nascente com o Concelho da Maia.
Com uma área de 62.3 km2, o concelho de Matosinhos corresponde a cerca de 8% do território da Área Metropolitana do Porto (AMP). Administrativamente está dividido em 10 freguesias urbanas: Matosinhos, Senhora da Hora, S. Mamede de Infesta, Leça do Balio, Custóias, Guifões, Leça da Palmeira, Perafita, Santa Cruz do Bispo e Lavra.
Neste concelho, o terceiro mais populoso da AMP residiam até à data do último recenseamento (1991), 151 682 indivíduos, isto é, cerca de 13% da população residente naquela Área Metropolitana. A densidade populacional do concelho é de 2 456 habitantes/km2, consideravelmente superior à densidade populacional da AMP de 1 532 habitantes/Km2. Esta expressão demográfica entende-se pelo dinamismo de base económica concelhia e pela construção de numerosas Cooperativas de Habitação que se instalaram no concelho.
Na distribuição da população por sectores de actividade, segundo os dados dos Censos 91, o sector dominante é o terciário, com cerca de 52.9% da população activa, seguido do sector secundário (45.2%), sendo o sector primário relativamente insignificante (2%).
No conjunto da actividade industrial, as mais de 500 unidades industriais em sectores muito diversificados fazem de Matosinhos um dos mais industrializados Concelhos do País.
A sua extensa relação com o mar, a Ocidente, marcou definitivamente o Concelho, daí a natural criação de infra-estruturas que actuam como vectores fulcrais no desenvolvimento de uma região - o Porto de Leixões, segundo maior nacional, o Terminal TIR do Freixieiro por onde passa grande parte das importações do País, para além da Exponor, Parque de Exposições do Norte e Centro de Congressos e da proximidade do Aeroporto Dr. Francisco Sá Carneiro.

O Concelho de Matosinhos conta hoje com símbolos urbanísticos e arquitectónicos de grande significado, da autoria de arquitectos de à escala mundial, como Álvaro Siza Vieira, Alcino Soutinho, Fernando Távora e Souto Moura.

Matosinhos - Brasão 

Bandeiras, Armas e Selo

Bandeira - De cor verde, com cordões e borlas de prata e de verde também. A lança e a haste de oiro. A bandeira de seda, para cortejos e outras cerimónias, deve ter uma área de um metro quadrado.

Armas - De prata, com sete faixas ondeadas de verde e três golfinhos de negro, realçadas de oiro. Coroa mural de prata, de cinco torres, listel branco, com dizeres a preto.

Selo - Deve ser circular, tendo ao centro as peças heráldicas que constituem as armas, sem indicação dos esmaltes. Em volta dentro dos círculos concêntricos, os dizeres: "Câmara Municipal de Matosinhos".

(Texto/Fotos: cm-matosinhos)



Matosinhos - Rua Antiga

Matosinhos é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito do Porto, Região Norte e subregião do Grande Porto, com 45.703 habitantes (2001) repartida por duas freguesias{Leca da Palmeira e Matosinhos} nas duas margens da foz do rio Leça.

É sede de um pequeno município com 62,30 km² de área e 167 026 habitantes (2001), subdividido em 10 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Vila do Conde, a nordeste pela Maia, a sul pelo Porto e a oeste tem costa no oceano Atlântico.

O Porto de Leixoes fica na municipalidade de Matosinhos. O municipio de Matosinhos engloba duas cidade:Matosinhos e Sao Mamede de Infesta.

História

Durante toda a sua história, Matosinhos esteve ligado ao mosteiro de Bouças, que será bastante antigo, sendo a sua construção anterior a 944. No ano de 900 já existia uma pequena povoação com o nome de Matesinus que em 1258 se chamaria Matusiny, um lugar da freguesia de Sandim. D. Manuel I concedeu-lhe foral em 30 de Setembro de 1514 e passou a pertencer ao concelho de Bouças em 1833, tendo como sede a vila de Bouças, até 1836 designada Senhora da Hora. Até ao liberalismo constituía o Julgado de Bouças.

Em 1853 foi criada a vila de Matosinhos, constituída pela freguesia do mesmo nome e pela freguesia de Leça da Palmeira, que passou a sede do concelho em substituição de Bouças. Em 1867 é finalmente criado o concelho de Matosinhos, mas que acaba por desaparecer vinte dias depois voltando a ter sede em Bouças. Dado que Matosinhos já se figurava como um lugar mais importante em 6 de Maio de 1909 é criado o concelho de Matosinhos que existe nos nossos dias. Foi elevada a cidade a 28 de Junho de 1984.

 

Igreja

Já presente no séc. XVI, a Igreja do Senhor Bom Jesus (Igreja Matriz de Matosinhos) permanece até aos nosso dias como destino de peregrinação, lugar de romaria e festas em honra do Senhor de Matosinhos.

O templo, totalmente renovado no séc. XVIII, é dotado da mais elegante e exemplar linguagem barroca cujo traçado nasceu pelas mãos do arquitecto italiano Nicolau Nasoni. O seu interior exibe alguns dos melhores retábulos do Barroco nortenho. Empreitada iniciada em 1743, tornou-se concretizável graças às abundantes e generosas ofertas prometidas pelos emigrantes que faziam fortuna no Brasil e aos 'ex-votos' da gente do mar nas aflições da sua labuta.

A fachada, de grandes dimensões e ritmada por pilastras e forte entablamento mistilíneo, oscila entre o equilíbrio estrutural e a exuberante decoração barroca. Possui três portais, o central de maiores dimensões, e dois nichos laterais com estátuas de S. Pedro e S. Paulo. Lateralmente impõem-se as torres sineiras. É ainda de referir o grande adro circundante.

O interior é constituído por corpo de três naves separadas por cinco arcos quinhentistas de volta perfeita, assentando em colunas da ordem jónica e sustentando uma cobertura de madeira formada por caixotões seiscentistas. As capelas laterais acolhem retábulos barrocos em talha dourada, executados em meados do séc. XVIII pelo entalhador Domingos Martins Moreira e dourados por José da Mota Manso, também autor dos belos púlpitos. As sanefas e varandas das janelas são obra de Manuel da Costa Andrade, executadas entre 1753 e 1754. O rocaille está presente em quatro bancos de espaldar, obra de José Teixeira de Guimarães realizada em 1772.

A cabeceira possui um retábulo de talha dourada, de transição entre o estilo nacional e o joanino, invadindo a sua cobertura, arco cruzeiro e paredes laterais, projecto da autoria do portuense Luís Pereira da Costa. No transepto destacam-se os retábulos de talha dourada da Capela do S. Sacramento e do Senhor dos Passos, empreitada concretizada pela parceria Domingos Martins Moreira e José da Mota Manso entre 1746 e 1750.

No coro-alto, encontra-se o órgão histórico de tipologia nórdica, que apresenta fachada hamburguesa de 3 torres e quatro painéis de tubos. Construído em 1685 pelo organeiro Michael Hensberg, natural dos Países Baixos, destinava-se ao Mosteiro dos Lóios no Porto. Transferido para esta igreja, foi remodelado em 1859 pelo organeiro José António dos Santos, que o iberizou. Em 1992 foi restaurado pela Oficina e Escola de Organaria de Esmoriz, que procurou repor as suas feições originais. Possui 10 registos, alguns inteiros e outros divididos, num único manual. (informação cedida por Nuno Mimoso)

Cultura

Matosinhos é uma terra recente para os padrões portugueses e, por isso não tem aspectos muito particulares, sendo fortemente influenciada pela cidade do Porto. Matosinhos incorpora tradições piscatórias do litoral Norte, as mais fortes na cidade, mas também tradições rurais do interior. A principal festa em Matosinhos é o Senhor de Matosinhos, cuja origem está numa antiga lenda em que um ícone apareceu na praia.

Economia


Matosinhos foi até recentemente um município fortemente industrializado, que tem vindo a passar a ser um município dedicado ao sector terciário. No entanto, ainda mantém petrolíferas herança do auge industrial. Matosinhos possuiu as mais importantes portas do Grande Porto: o Porto de Leixões, o maior porto artificial de Portugal, construído nos finais do século XIX e o Aeroporto Francisco Sá Carneiro que está também, parcialmente, aqui localizado.

É também neste concelho, mais concretamente na freguesia de Leça da Palmeira, que se localiza a Exponor, o maior recinto de feiras empresariais do país.

(Wikipedia)


Cidade da Maia

mjfsantos 30/11/2007 @ 14:05

Maia - MetroMaia - CentroMaia - IgrejaMaia - Monumento

(Fotos:José Alberto)



Brasão - Maia

 

A Maia é uma cidade portuguesa no Distrito do Porto, região Norte e subregião do Grande Porto, com cerca de 38.543 habitantes.

É sede de um pequeno município com 83,70 km² de área e 120 111 habitantes (2001), subdividido em 17 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios da Trofa e de Santo Tirso, a leste por Valongo, a sueste por Gondomar, a sul pelo Porto, a sudoeste por Matosinhos e a noroeste por Vila do Conde.

História

A zona onde actualmente se encontra o município é povoada há milénios, tendo sido encontrados vestígios que datam do Paleolítico. Em muitos dos montes da região existiram povoados, da Idade do Ferro. Atraídos pela riqueza dos solos e a abundância de recursos, os romanos também deixaram aqui as marcas visíveis da sua ocupação.

Em meados do século XIII, o julgado maiato estendia-se desde a cidade do Porto até ao Ave e do mar até às serras. Em 1304, no entanto, as Terras da Maia foram integradas no termo do Porto, perdendo a autonomia administrativa e política. Em 1360, foram instituídos os primeiros donatários na região e, nesse ano, D. Pedro I doou o senhorio da Azurara, com o julgado da Maia, ao infante D. Dinis, seu filho.

A história deste município está, também, intimamente ligada à fundação da nacionalidade. Alguns autores defendem mesmo que o príncipe Afonso Henriques terá sido aqui educado, junto à família dos Mendes da Maia, a que pertenciam o arcebispo de Braga D. Paio Mendes e o famoso guerreiro Gonçalo Mendes da Maia, o "Lidador", assim chamado por ter entrado em constantes lutas destemidas contra os sarracenos.

Na época dos Descobrimentos, saíram da Maia, tecidas com as matérias-primas dos linhares locais, grande parte das velas que equiparam as caravelas portuguesas.

No início do século XVI, coube a D. Manuel I conceder o foral, que previa as rendas e os foros a pagar aos donatários dos reguengos da Maia, bem como a forma de exercer as penas e justiças mais comuns. Entre os anos de 1700 e 1836, o concelho era composto por 44 freguesias e englobava toda a faixa marítima entre o Leça e o Ave. Com as reformas administrativas iniciadas em 1836, transformou-se num município autónomo, mas reduzido em área e em número de freguesias. Em 1857, chegou mesmo a ser extinto e foi necessário esperar até 1868 para que fosse restaurado.

No século XIX, a Maia foi atravessada, em 1809, pelo exército napoleónico do duque da Dalmácia, o marechal Soult, que de Braga se dirigia para o Porto. Nos anos agitados das lutas liberais foi também, entre 1832 e 1834, palco de lutas sangrentas entre absolutistas e liberais.

Após a proclamação da República, em 1910, a Maia (elevada a vila no ano de 1902) teve por algum tempo, como administrador, o filósofo tribuno Leonardo Coimbra.

No dia 23 de Agosto de 1986, a Maia foi, finalmente, elevada à categoria de cidade.

(Texto: Wikipedia)



Cidade de Gondomar

mjfsantos 29/11/2007 @ 12:28

Gondomar - Vista Rio DouroGondomar - Vista Monte CastroGondomar - Casa S Miguel

(Fotos: Casa S Miguel)



HISTÓRIA 

Segundo a tradição, a origem do topónimo de Gondomar remonta ao ano 610 D.C., quando o rei visigodo Flávio Gundemário, andou por estas terras ricas em ouro.
Como demonstram achados arqueológicos encontrados no Monte Crasto, o local terá sido habitado muito antes.
Documentalmente os primórdios desta terra remontam a uma referência à Igreja de Stª Eulália, no ano de 897.

Outra versão é que Gondomar tem a sua origem em vila Gumades (de mina de ouro) e vem directamente do latim Gundimarus.
Os documentos mais antigos de que há conhecimento, datados de 1095 já referem a Vila de Gondomar, como podemos observar, antes da fundação da nacionalidade em 1143.

D. Sancho I, o Rei Povoador, demarcou o couto de Gondomar em 1193, doando-o ao Bispado do Porto e fazendo acompanhar da respectiva carta de couto, confirmada por seu filho D. Afonso II, em 1218. No reinado de de D. Manuel I, em 1515, é atribuído o foral ao "Município de Gondomar".

Ao longo da sua história, Gondomar foi ganhando e perdendo freguesias, alterando a sua própria configuração geográfica. Das várias modificações verificadas, destacam-se as perdas de Avintes (para Vila Nova de Gaia) e de Campanhã (para o Porto), mas também os importantes ganhos de Melres, Rio Tinto, Lomba e São Pedro da Cova.

Em 1927 a sede do concelho - S. Cosme - foi confirmada como "Vila de Gondomar" e elevada à categoria de Cidade mais recentemente, em 1991.
A actual situação juridico-administrativa do Concelho contempla três cidades (Gondomar, Rio Tinto e Valbom) e duas vilas (Fânzeres e S. Pedro da Cova).

Gondomar Coração de Ouro

O Coração de filigrana, logótipo de referência do concelho de Gondomar, é parte integrante do brazão da cidade, representa as industrias locais, significando o sentimento artístico com que esta indústria é executada em Gondomar, é de ouro, metal que alude ao nome da Cidade e é o mais rico da heráldica e que significa nobreza, fé, sabedoria, fidelidade, constância, poder e liberdade. É esmaltado de azul que significa zelo, lealdade e caridade.

(Texto:Gondomar.com)



Gondomar - Biblioteca

(Foto: CMGondomar)



Gondomar - Brasão

Gondomar é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito do Porto, região Norte e subregião do Grande Porto, com cerca de 25 700 habitantes.

É sede de um município com 133,26 km² de área e 164 096 habitantes (2001), subdividido em 12 freguesias. O município é limitado a nordeste pelos municípios de Valongo e Paredes, a sueste por Penafiel e Castelo de Paiva, a sul por Arouca e Santa Maria da Feira, a sudoeste por Vila Nova de Gaia, a oeste pelo Porto e a noroeste pela Maia.

O presidente da Câmara Municipal é Valentim Loureiro.

(Wikipedia)



Cidade da Trofa

mjfsantos 28/11/2007 @ 13:18

Origens    


Documentos pré-históricos, na sua maioria constituídos por espólios desenterrados por pacientes arqueólogos, denunciam que os primitivos povos do vale de Bougado desceram das que os circundavam, onde viviam da caça e dos frutos silvestres.Instalaram-se nas férteis terras ribeirinhas do rio Ave, a princípio alagadas por extensas toalhas de água que, com o decorrer do tempo, foram cobertas por terras de aluvião.Destas terras e de outras arroteadas à custa de sobre-humana força recolheram ao longo de séculos e milénios o sustento para viver, inúmeras vezes abatidos e sangrando por pestes, secas, doenças, guerras e inundações.Para de defenderam destes males recorriam a Deus, reunindo-se em “igreja” para a oração colectiva, sob a paternidade de um santo, o seu orago ou padroeiro.Desta comunhão eclesial do povo de Bougado brotaram duas comunidades paroquiais aí por volta dos finais do século VII com a recristianização da Península Ibérica: São Martinho e São Tiago, seus oragos e padroeiros.

A de S. Martinho representada no brasão da cidade da Trofa pelo báculo de bispo e a de S. Tiago, apóstolo, pelo bordão.

Do amanho da terra viveram os seus povos, durante séculos. A partir do século XX, a indústria é a sua actividade principal.O brasão da cidade assim informa: uma espiga para simbolizar a actividade agrícola e uma roda dentada significando a indústria.Duas comunidades, pois, e um só povo.  

 

 

 O Brasão da Trofa  



 O Brasão (ou armas da cidade) apresenta-se de campo ou fundo branco com os seguintes elementos:

Trofa - Brasão 

Em chefe, uma roda dentada com uma espiga sobreposta  no arco  direito , que simbolizam as  duas principais actividades económicas  da cidade da Trofa : a indústria e o comércio.

De cada lado, a figuração das duas freguesias representadas, simbolicamente , pelos seus padroeiros : São Martinho de Tours (o báculo evangelizador das Gálias) e São Tiago (o bordão de peregrino com as tradicionais vieira e cabaça).Todas estas figuras estão representadas com as cores naturais, indicando-se o ouro para o báculo por ser o metal que significa nobreza, fidelidade e constância, três grandes qualidades daquele santo padroeiro.Em contra-chefe, quatro faixas onduladas , duas de azul e duas de prata , com figura da demolida Ponte Pênsil da Barca da Trofa com as respectivas torres.Coroa mural de prata de cinco torres e listel branco com os dizeres “Trofa” de negro.

 

 

Ex-libris da Trofa   


Na  sua metade do século XX , o vale de Bougado  é rasgado pela estrada real de Porto-Braga  e pela linha do Minho, do Porto a Valença  com seguimento para Espanha, acrescida dos ramais de Braga e de Monção.A travessia do rio Ave faz-se, então, pela ponte pênsil da Barca da Trofa e pela ponte férrea na fronteira. com Lousado, construídas para o efeito.O vale de Bougado, que até aí guardava ciosamente os seus habitantes apegados à terra desde o seu nascer ao seu morrer, como as árvores enraizada, nascendo, crescendo, vivendo e morrendo, despertou do seu sono secular e milenar  e abriu de par em par as portas para  a civilização de horizontes mais avançados e  dilatados.Desapegou-se da rabiça do arado e lançou-se na indústria.Os primeiros produtos manufacturados começaram-se a escoar  a partir de 1912 pelo país e pelas colónias. Nas décadas seguintes cresceram em quantidade e variedade, estendendo-se pelo estrangeiro.Esta revolução industrial que, em finais do século XIX continua em crescendo, lançando os seus nas tentáculos por toda a região do baixo Ave, tem sido fonte rica de fartura e abundância para promoção social dos povos, a par de uma agricultura nas várzeas de Santiago de Bougado, próspera e rentável.

Justo é que a esbelta ponte pênsil da Barca da Trofa seja o marco, a ponte, entre um passado agrícola de subsistência e um futuro industial de crescimento e desenvolvimento.

Ela é, pois, ex-libris da cidade da Trofa.  

Origem ou significado da palavra Trofa 


 Sobre a origem ou significado da palavra Trofa, que veio a assumir-se como corónimo e toponómio, as opiniões são diversas, confusas e hipotéticas.Para uns, nada mais fácil ou expedido, tal origem tinha raíz em trofa ou trufa com o significado de tempos recuados de gracejo, escárnio, zombaria e daí os verbos trofar ou trufar de remota origem do troçar dos tempos de agora.Para a Profª. Carolina Michaelis de Vasconcelos, Trofa «nome de uma povoação minhota  (perto de Famalicão) é nome de capa de junça ou palha de centeio, também chamada “croça” ou “palhoça”, com que os lavradores daquela província se agasalham tão agradável e pitorescamente contra a chuva.

Croça ou coroça = a amarela ; de crocea derivado de cromo – Palhoça de palha. Trofa, do germânico Troufe, Traufe, “goteira, biqueira, carne de telhado” de que a água escorre em bicas como das trofas de junça”».

Já Frei João de Sousa, nos seus “ Vestígios da Língua arábica”, lembra-nos que Trofa, corrupção de tarufa ou tarifa, é palavra árabe que significa cousa extrema, final, última.Ainda no dizer deste autor, Trafaria, corrupção do árabe Tarifa, também coisa extrema, apresentava a mesma origem de Trofa .Segundo o Prof. Dr. António Cruz:«As terras extremas localizadas na margem de rios de transposição dificultada pela corrente o profundidade, constituindo-se, pouco a pouco, em povoado de circulação, ( pois que, obrigando a demora, não o eram apenas de passagem ), vem podiam, na verdade, receber a designação que melhor vinha a caber-lhes na língua árabe e num sentido genérico. Estamos a lembrar-nos, agermanada com a Trofa do Ave, da outra a Trofa do Vouga. E elas não são únicas.»«Apurado, de seguro, e para já, temos isto: uma velha estalagem ao serviço de caminheiros, a estalagem da Trofa, remontando a tempos medievais; e a travessia do rio Ave, também desde uma época muito recuada, a fazer-se a vau ou utilizando barcas, naquele mesmo ponto que isso veio a ser designado como Barca da Trofa.»«O mapa dos caminhos medievais portugueses tem sempre de inscrever com passagem pela Trofa – terra extrema – a carreteira que ligava a cidade do Porto a Braga, por ser essa a mais directa e, como tal, a preferida dos viageiros; a não ser assim, como viria a justificar-se tudo quanto diz respeito à instalação e manutenção de uma venda – ou, em designação posterior, quando não contemporânea, porque já existia e era então corrente, uma estalagem – capaz de os acolher e dar-lhes sustento antes da travessia do Ave.”O exemplo desta e doutras estalagens vem abonar, segundo os especialistas, que aí, na instalação de abrigos e de pequeno comércio, que se radica o desenvolvimento de uma povoação nas margens de uma via de comunicação. Estes povoados, por isso mesmo, são chamados, e bem, povoados de circulação.

“Não foi outra coisa a primitiva Trofa, de princípio assinalada tão só pela estalagem medieval que nela fora instalada” – assim conclui o Prof. Dr. António Cruz.


(Fonte:Atelier)



Trofa - Igreja Nossa Senhora das Dores



A Trofa é um concelho e cidade portuguesa pertencente ao Distrito do Porto, Região Norte e subregião do Ave, com cerca de 20 700 habitantes,na cidade e 38 000 o concelho.

É sede de um pequeno município com 71,73 km² de área e 37 581 habitantes (2001), subdividido em 8 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Vila Nova de Famalicão, a leste por Santo Tirso, a sul pela Maia e a oeste por Vila do Conde.

A Trofa foi elevada a vila a 28 de Junho de 1984 e a cidade pela lei n.º 29/93 de 2 de Julho de 1993. Tornou-se município autónomo em 19 de Novembro de 1998, por desanexação do vizinho concelho de Santo Tirso (em simultâneo com os municípios de Odivelas e Vizela, criados na mesma altura, por desanexação de Loures e Guimarães, respectivamente).

História

A Trofa tem tido um papel fundamental devido à localização geográfica entre Porto e Braga/Guimarães, localizando-se na fronteira de Douro e Minho mas ainda do lado do distrito do Porto, o que faz com que a localidade trofense seja mencionada já desde a época do império romano ("trofa" designa fronteira em árabe, pois a cidade faz a fronteira entre o Douro Litoral e o Baixo Minho). Um factor importante para o seu crescimento foi a implementação da estação de caminhos-de-ferro no início do século XX, o que levou ao seu crescimento exponencial.


Texto:(Wikipédia)

Cidade de Santo Tirso

mjfsantos 27/11/2007 @ 13:52

Santo Tirso - Paços do ConselhoSanto Tirso - Praça dos CarvalhaisSanto Tirso - Praça Conde S. BentoSanto Tirso - Rio Ave

Situado no Norte do país, Santo Tirso é considerado um concelho de charneira entre o Grande Porto, o Tâmega e o Ave.

Pertence ao distrito do Porto e esteve, durante um longo período de tempo, integrado na Numenclatura de Unidade Territorial (NUT) III do Ave, que englobava ainda os concelhos de Fafe, Guimarães, Póvoa de Lanhoso, Trofa, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela. No entanto, foi recentemente aprovada a sua transição para a NUT III do Grande Porto, devido à sua recente integração na Grande Área Metropolitana do Porto.

É delimitado a Norte pelos concelhos de Vila Nova de Famalicão e Guimarães, a Nordeste por Vizela e Lousada, a Este por Paços de Ferreira, a Sul com o concelho de Valongo e a Oeste pelos concelhos da Trofa e Maia.

Possui uma área de cerca de 140 Km2 e é composto por 24 freguesias.

As suas excelentes acessibilidades aproximam o concelho dos principais centros urbanos, mas também de importantes interfaces de transportes, nomeadamente o porto de Leixões e o aeroporto Francisco Sá Carneiro. Da rede viária que serve o concelho destaca-se a Auto-Estrada A3, o IC 24, a EN104, a EN105, a EN204, a ER207 e a ER319. É ainda servido pela linha ferroviária de Guimarães, recentemente beneficiada.

O concelho de Santo Tirso é um dos mais belos rincões desta região, em que cada lugar é um jardim e uma janela aberta sobre a verdejante paisagem. O perfil montanhoso da região e a sua densa vegetação fazem de qualquer miradouro um local de desfrute de grande beleza paisagística.

A gastronomia da região brinda-nos com alguns dos mais característicos pratos do panteão gastronómico do Douro Litoral e Minho, como o bacalhau, o cabrito assado, os rojões e o cozido à portuguesa. Na doçaria são nacionalmente conhecidos os famosos jesuítas e os limonetes, cuja receita nasceu no concelho. A tradição conventual oferece-nos as bolachas do Mosteiro de Santa Escolástica (Roriz).

A produção vinícola local também faz jus à tradição. O vinho verde é rei nesta região, alcançando algumas das quintas produtoras, vários prémios e distinções. No Mosteiro de Singeverga é produzido o conhecido licor dos beneditinos, o licor de Singeverga (Roriz).

O termalismo encontra lugar em Santo Tirso. As Termas das Caldas da Saúde (Areias), proporcionam, a quem as demanda, conforto e qualidade, sendo indicadas para o tratamento de doenças de pele, reumatismo e problemas do aparelho respiratório.

No artesanato local destacam-se os brinquedos de madeira, as mantas e tapetes executados em teares manuais, bem como os trabalhos realizados em ferro forjado e em granito.

(Fonte: cm-stirso)



Santo Tirso é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito do Porto, Região Norte e subregião do Ave, com cerca de 10 000 habitantes.

É sede de um município com 135,31 km² de área e 72 396 habitantes (2001), subdividido em 24 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Vila Nova de Famalicão e de Guimarães, a nordeste por Vizela, a leste por Lousada, a sueste por Paços de Ferreira, a sul por Valongo, a sudoeste pela Maia e a oeste por Trofa. Outro importante pólo concelhio é Vila das Aves.

Até 1834 constituiu o couto de Santo Tirso que era composto pelas freguesias de Santo Tirso, São Miguel do Couto e Santa Cristina do Couto. Até 1998 o actual concelho da Trofa esteve integrado no de Santo Tirso, que era por isso um dos 10 mais populosos do país.

(Wikipedia)



Cidade do Porto

mjfsantos 01/11/2007 @ 00:20

Casario e Torre dos Clérigos

O Porto é um município de 41,66 km2 de área onde residem 233.465 habitantes (censo de 2001). É o centro de uma grande área metropolitana com 1,9 milhões de habitantes, contando com os municípios adjacentes que formam entre si um único aglomerado urbano contínuo.

O Porto é o centro da zona urbana mais populosa de Portugal e nona maior na Europa, onde residem 3,3 milhões de pessoas numa área de apenas 3600 km2, com uma densidade populacional superior a 750 hab/km2. O Porto é uma cidade próspera e conhecida como a Capital do Norte ou a Cidade Invicta.