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Mondim de Basto

Mondim de Basto - CentroMondim de Basto - JardimMondim de Basto - VilaMondim de Basto - CruzeiroMondim de Basto - Vila

(Fotos: O Leme)



Mondim de Basto - Brasão

Mondim de Basto é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Vila Real, região Norte e subregião do Tâmega, com cerca de 3 500 habitantes.

É sede de um município com 171,87 km² de área e 8 574 habitantes (2001), subdividido em 8 freguesias. O município é limitado a nordeste pelo município de Ribeira de Pena, a sueste por Vila Real, a sudoeste por Amarante, a oeste por Celorico de Basto e a noroeste por Cabeceiras de Basto.

Forma a unidade subregional das Terras de Basto juntamente com os concelhos de Celorico de Basto, Cabeceiras de Basto e Ribeira de Pena.

(Wikipedia)


Santa Marta de Penaguião

Santa Marta de Penaguião - Brasão

Santa Marta de Penaguião é uma vila portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 1 300 habitantes.

É sede de um pequeno município com 69,98 km² de área e 8 569 habitantes (2001), subdividido em 10 freguesias. O município é limitado a norte e leste pelo município de Vila Real, a sul pelo Peso da Régua e a oeste por Amarante.

(Wikipedia)




Santa Marta de Penaguião - IgrejaSanta Marta de Penaguião - MunicipioSanta Marta de Penaguião - Vista

HISTÓRIA

 

Do passado mais remoto a romanização. A antiguidade histórica de Santa Marta de Penaguião é afirmada por vestígios de Castros nas freguesias de Fontes, Lobrigos, Cumieira, Louredo e Medrões. Todas estas freguesias existiam já nos primórdios da nacionalidade.

Alguma toponímia pode levar-nos muito mais longe no tempo, aos primitivos povos sedentários, ..., não porém de forma inequívoca.

O Concelho de Santa Marta de Penaguião é o prolongamento temporal das Terras de Penaguião, espécie de diviso administrativa que na baixa idade média (sécs. XI -XIV) compreendia o território existente entre os rios Douro e Corgo, a Serra do Marão e as Terras de Panóias (Vila Real). Compreendia assim a área actual do concelho de Santa Marta de Penaguião e parte significativa dos concelhos de Peso da Régua e Vila Real.

No reinado de D. Afonso Henriques era governador destas terras D. Moço Viegas, filho de D. Egas Moniz.

D. Sancho I concede foral a Santa Marta em 1202; (fac-similado do documento existente nos Arquivos Nacionais da Torre do Tombo, A.N.T.T., em Lisboa).

D. Manuel I vem em 15 de Dezembro de 1519 a conceder nova Carta de Foral a Penaguião; (fac-similado do documento igualmente existente nos A.N.T.T.)

Os forais, documentos escritos e por isso inequívocos, constituem insubstituíveis recursos para interpretação do passado. Neles eram fixados direitos, privilégios e deveres dos moradores. O período de ouro, os séculos XVII e XVIII, e a crise que se lhe seguiu.

De grandes rendimentos nos falam as construções dos séculos XVII e XVIIl, para além de outra documentação que no-lo certifica; boas casas, solares e igrejas, património arquitectónico que hoje podemos admirar neste concelho.

Com a valorização dos vinhos exportados, o cultivo da vinha foi incrementado, os vinhedos passaram a cobrir todas as encostas, e mais que houvesse, e os rendimentos subiram em flecha.

A euforia trouxe o oportunismo, as misturas com vinhos de fora da região, e a crise tem lugar com o desinteresse causado pela redução da qualidade.

A 10 de Setembro de 1756 é ... criada a Companhia Geral de Agricultura das Vinhas do Alto Douro, no reinado de D. José, por grande influência de um filho de Santa Marta, Frei João de Mansilha, junto do Marques de Pombal.

Com a Companhia Geral surge um "nom d ' appelation" para esta área produtora de "Vinho do Porto", antes que outra Denominação de Origem surgisse na Europa.

Santa Marta de Penaguião foi pioneira. E a disciplina começou a imperar na Região Demarcada do Douro. A extinção e a Restauração do concelho de Santa Marta de Penaguião. No século XIX foram várias as reformas administrativas. Em cada uma delas houve extinção e criação de concelhos.

(cm-smpenaguiao)


Sabrosa

Sabrosa - Vista

(Foto: Portuguese_eyes)



Sabrosa - Brasão

Sabrosa é uma vila portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 1 200 habitantes.

É sede de um município com 156,45 km² de área e 7 032 habitantes (2001), subdividido em 15 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Vila Pouca de Aguiar, a leste por Alijó, a sueste por São João da Pesqueira, a sul por Tabuaço e Armamar e a oeste pelo Peso da Régua e por Vila Real. Foi criado em 1836 por desmembramento de Vila Real.

(Wikipedia)



Sabrosa - CamaraSabrosa - VistaSabrosa - Vista da Igreja



HISTÓRIA

A Região onde se implanta o Concelho de Sabrosa mostra sinais evidentes de ter sido habitada desde tempos remotos.
Há vestígios que datam do Neolítico, como sejam os numerosos monumentos funerários, antas ou dólmenes, de tipo mamoa.
A cultura Castreja (Idade do Ferro) está representada por alguns Castros, povoações fortificadas no cume dos montes, defendidas por fossos e linhas de muralha.
Destes Castros, é justo salientar o da Sancha, próximo da sede do Concelho, que posteriormente sofreu um processo de romanização, documentado pela descoberta de moedas e outro espólio inegavelmente romano.
Da época da Romanização, subsistem ainda alguns restos de estradas em vários pontos do Concelho.
Finalmente, da Idade Média, restam muitas sepulturas paleocristãs escavadas na Rocha, em diversos lugares.
A maioria das povoações hoje integradas no Concelho remonta também à Idade Média, sendo mesmo algumas delas anteriores à fundação da nacionalidade, como por exemplo Provesende.

Os primeiros séculos de existência dessas povoações, contudo, estão praticamente indocumentados, para além de algum foral dado pelos reis povoadores do início da dinastia Afonsina. Mas no século XV é já possível rastrear na região uma classe nobre, de apreciáveis privilégios e valimento. Foi no seio duma destas famílias que nasceu naquele século o grande navegador Fernão de Magalhães, a quem se devem os planos e execução parcial da primeira viagem de circum - navegação do planeta.

A existência e poderio dessa classe nobre são ainda hoje recordados por inúmeros solares e casas brasonadas, espalhadas um pouco por todo o Concelho, a começar pela casa dos Pereiras, onde terá nascido Fernão de Magalhães. Outros exemplos poderão admirar-se em Sabrosa, Provesende, Celeirós, Vilarinho de S. Romão, Gouvães, Gouvinhas, Paradela, Paços, S. Lourenço de Ribapinhão, Parada do Pinhão etc.
Esta nobreza reforçou o seu poder e a sua influência no século XVIII ( de que datam a maioria dos solares referidos), em virtude da prosperidade económica dessa época, baseada na produção do vinho e estimulada pela criação da Companhia da Agricultura dos Vinhos do Alto Douro, e a primeira região demarcada do Mundo, em 1756, pelo Marquês de Pombal. Pois nas terras de Sabrosa nasceu um dos mais conceituados vinhos mundiais, o vinho do Porto.
Em 2001 as paisagens do Alto Douro Vinhateiro, que inclui a parte sul do concelho de Sabrosa, foram elevadas pela UNESCO a património mundial da humanidade.

Sabrosa foi elevada a freguesia em 1826.O Concelho foi criado por Decreto de 06 de Novembro de 1836, tendo sido concedido em 12 de Maio de 1837 o Brasão d' Armas.


(Texto:cm-sabrosa)


Cidade de Peso da Régua

Peso da Régua - BarragemPeso da Régua - Igreja MatrizPeso da Régua - RioPeso da Régua - Fonte

(Fotos: Portuguese_eyes)



Peso da Régua - Brasão

O Peso da Régua (muitas vezes chamado simplesmente de Régua) é uma cidade portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 10. 000 habitantes na zona central.Freguesias urbanas da cidade da Regua:Godim e Peso da Regua.
É sede de um pequeno município com 96,12 km² de área e 17 987 habitantes (2004), subdividido em 12 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Santa Marta de Penaguião e Vila Real, a leste por Sabrosa, a sul por Armamar e Lamego, a sudoeste por Mesão Frio e a oeste por Baião. O concelho foi criado em 1836 por desmembramento de Santa Marta de Penaguião, e foi elevado a cidade em 1987. É também conhecida como a capital do vinho e da vinha. É o centro da região demarcada do Douro.Fica na parte central da Linha do Douro,entre Porto e Pocinho.

(wikipedia)



HISTÓRIA

 

A história e o vinho legaram a Peso da Régua a sua condição natural de Capital da Região Demarcada do Douro. Os pergaminhos deste povo são os dos cultivadores, que há séculos desbravaram e fecundaram as terras, que ainda hoje cultivam, honrando a memória dos primeiros povoadores.
A toponímia desta região ficou marcada pela importância vitícola que o mundialmente afamado Vinho do Porto lhe concedeu, cujas virtudes são realçadas pela glória e um punhado de lendas.

Alguns historiadores consideram que o concelho de Peso da Régua foi habitado durante as invasões romanas e bárbaras, concluindo que o nome deriva da existência de uma casa romana de campo, soterrada em lugar da cidade - Vila Regula. Outros, porém, defendem a hipótese de a origem entroncar em "récua", devido aos ajuntamentos de récuas ou cavalgaduras que passavam o rio Douro. Há ainda uma terceira teoria, de acordo com a qual, o nome deriva de "reguengo", designação atribuída às terras dos reis. Mas, não ficamos por aqui, dado que também se defende a hipótese de Régua ter origem no termo "regra", aludindo ao direito que podia ser herdado de ascendentes ou conferido a descendentes através de um foral. Os historiadores que defendem esta hipótese justificam-na com o facto de o Conde D. Henrique ter doado estas terras a D. Hugo, que por sua vez as doou a D. Egas Moniz. Seria, portanto, esta "regra" a dar origem à palavra Régoa, mais tarde Régua.

Em relação à proveniência do nome Peso existem duas correntes de opinião: a primeira defende a hipótese de derivar do lugar onde as mercadorias eram pesadas e cobrados os impostos; a segunda explica a probabilidade de o nome ter evoluído a partir de um lugar onde os animais de transporte eram alimentados ou pensados, o "Penso".

A Régua é uma cidade moderna, que apenas conheceu a sua condição de concelho após a época pombalina, no ano de 1836. Toda a importância reconhecida se inicia por culpa e graça da criação, na Régua, da Companhia Geral das Vinhas do Alto Douro, pelo Marquês de Pombal em 1756.
Tendo mandado delimitar as vinhas do Vale do Douro com marcos de granito - Marcos de Feitoria - determinando assim as áreas de produção dos melhores vinhos, Portugal criava no Douro a primeira Região Demarcada do Mundo. A partir daí, e por via do comércio e sua centralização local, a Régua passou a ser o centro do Douro, o local onde todos chegavam e de onde tudo partia.

 

No dia 3 de Fevereiro de 1837, Peso da Régua foi elevada a vila, tendo-lhe sido anexado o concelho de Godim, com as freguesias de S. José de Godim, S. Pedro de Loureiro, S. Miguel de Fontelas, Santa Comba de Mouramorta e Santa Marta de Sedielos. A 31 de Dezembro de 1859, foram-lhe adicionadas, pela extinção do concelho de Canelas, as freguesias de Poiares, Covelinhas, Vilarinho de Freires e Galafura. A 11 de Dezembro de 1933 foi criada a freguesia de Vinhós, desanexada da freguesia de Sedielos. Com esta desanexação, o concelho de Peso da Régua integrava onze freguesias: Peso da Régua, Godim, Poiares, Fontelas, Loureiro, Mouramorta, Sedielos, Vilarinho de Freires, Covelinhas, Galafura e Vinhós. Com a integração de Canelas, o concelho completava o número actual de freguesias.

Peso da Régua foi elevada à categoria de cidade a 14 de Agosto de 1985.
Em 1988 foi reconhecida, pelo Office International de la Vigne ed du Vin, Cidade Internacional da Vinha e do Vinho.
Peso da Régua é um concelho rural de primeira ordem. Pertence ao distrito de Vila Real e está situado na margem direita do rio Douro.
Tem uma extensão de 94,72 Km2. Dista 25 Km da sede do distrito e está a 110 Km da foz do rio Douro, no Porto.
A norte está limitado pelo concelho de Santa Marta de Penaguião, a este pelo concelho de Sabrosa, a sul pelo rio Douro e a oeste pelo concelho de Mesão Frio.

O clima é de características mediterrânicas (micro-clima), com variações climatéricas acentuadas.
A cidade do Peso da Régua encontra-se a 125 m de altitude. O solo é constituído por xistos-argilosos e por algumas zonas granítinas. O concelho, de um modo geral, é muito acidentado.
A partir do rio Douro encontra-se uma pequena faixa de poucos metros de largura, de terras planas, onde se situa a grande zona urbana da Régua. Este vale estende-se pela zona do Rodo até ao limite do concelho com Santa Marta de Penaguião. A partir destas faixas planas, o terreno sobe acentuadamente, estando todas as freguesias localizadas em plena encosta.

Peso da Régua está ligada à cidade do Porto por via rodoviária, ferroviária e fluvial. É um centro vital nas comunicações para Trás-os-Montes e para a Beira Alta, através das cidades de Lamego e Vila Real.
Três pontes atravessam o Douro na Régua, uma ferroviária, datada de 1872, outra rodoviária, datada de 1932, e uma de recente construção, que serve de passagem no Douro, do eixo Chaves/Vila Real/Régua/Lamego, Viseu e Figueira da Foz, através do Itinerário Principal N.º 3.

Capital da Região Demarcada mais antiga do mundo, Peso da Régua não sendo uma cidade de grandes monumentos, é um paraíso histórico de inegável valor. Mergulhada num dos mais belos rios de Portugal, preenche a encosta e o vale onde montes cobertos de vinha e prenhes de história se combinam numa escadaria de gigantes.
É aqui que se encontra a Casa do Douro, a delegação no Douro Superior do Instituto do Vinho do Porto, a Rota do Vinho do Porto, a Comissão Interprofissional da Região Demarcada do Douro e o Instituto de Navegabilidade do Douro.

Os vinhedos que dão origem ao Vinho do Porto situam-se nas encostas abruptas e grandiosas do rio Douro e dos seus afluentes. O terraceamento, indispensável à instalação da cultura da vinha, originou uma paisagem deslumbrante, de características ímpares, construídas e cultivadas graças à perseverança de Homens que durante gerações cavaram a rocha mãe. Aos sufocantes verões da região - quentes e secos - seguem-se invernos agrestes. O carácter nobre e delicado do Vinho do Porto tem origem nos solos pobres e no clima adverso de tipo mediterrânico. É curioso que numa zona tão hostil nasça um dos vinhos mais apreciados do mundo inteiro. Este é o principal mistério do Vinho do Porto.

O ritmo da Régua é marcado pela religiosidade das suas tradições. Por isso, se a visita à Régua se fizer no mês de Agosto, sugere-se a participação na alegria colectiva que marca a celebração da festa em honra de Nossa Senhora do Socorro, nos dias 14, 15 e 16.
A festa em honra de Nossa Senhora do Socorro é uma herança cultural antiga, momentos que põem à prova o carácter de um povo e de uma Nação. Na altura da Procissão do Triunfo, a cidade ganha vestes iluminadas e os crentes montam altares de rua.
A vida quotidiana tem deixado intocado o carácter dos reguenses, ficando bem patente a sua devoção para com a Nossa Senhora do Socorro.

As raízes desta devoção mergulham no rio Douro quando neste navegavam os barcos rabelos, que eram baptizados com nomes de frases religiosas, em busca de protecção divina contra os vários perigos com que se confrontavam. Quando eram lançados à água prendiam à proa flores de papel e à popa um ramo de oliveira com azeitonas. Diziam eles que era para dar sorte. Debaixo da ponte de comando colocavam uma caixa de esmolas, as "Alminhas do Barco", para depositarem as promessas feitas em momentos de aflição. Quando a noite descia, os marinheiros, ancorados nas margens, rezavam o terço e suplicavam em côro: "Senhora do Socorro... vieste para a Régua para pôres teus pés sobre as águas do Douro; Tua mão, agarrada à espadela, guiando o nosso rabelo". Este é um exemplo da fé do povo duriense.

(fonte: cm-pesoregua)


Mesão Frio

Mesão Frio - Brasão

Mesão Frio é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 1 900 habitantes.

É sede de um município muito pequeno, com 26,85 km² de área e 4 926 habitantes (2001), subdividido em 7 freguesias. O município é limitado a norte e a leste pelo município de Peso da Régua, a sueste por Lamego e por Resende e a oeste por Baião.

(wikipedia)




Mesão Frio - Vista PanorâmicaMesão Frio - EstátuaMesão Frio - Centro

(fotos:Blog-mesaofrio)




HISTÓRIA 

Mesão Frio teria porventura nascido no sítio que muito mais tarde envolveria a igreja de São Nicolau, mandada erigir, segundo se diz, pela rainha D. Mafalda, mulher de D. Afonso Henriques.

De certeza apenas se sabe que o germe desta terra foi uma daquelas albergarias (mansiones) existentes nas principais vias do Império Romano destinadas inicialmente a agasalhar (mansionis frigidae) os viandantes nos seus itinerários e, sucessivamente, a fornecer refeições, a estabular os animais e a servir de estação de muda de cavalos.

Daí que, a data de nascimento deste povoado se possa atribuir aproximadamente ao início do século III, a mesma do "ltinerarium Antonini Augusti" que descreve as diversas "mansiones" e a distancia entre elas (o período da dominação romana da Peninsula Hispânica vai de 197a.C. até ao ano de 411).

O actual nome desta vila provém, assim, duma longa evolução linguística, semântica e gráfica da "mansionis frigidae" que, por causa disso, mudou de caso latino, de significado e de género com total desprezo pela disciplina gramatical e, assim, ao sabor da pronúncia, variável consoante as pessoas, e dos seus inadvertidos registos.

A primeira vez que aparece este lugar grafado de "mansion frigido" resultante da adulteração dos vocábulos femininos "mansione frigida", foi em 1059 no " lnventario de omnes hereditates sive et ecclesia de Vimaranes", do monarca leones Fernando Magno, isto é, 120 anos antes de D. Afonso Henriques haver sido reconhecido como rei pelo Papa Alexandre III (duma das muitas notas á margem do livro "Fastos de Mesão Frio", elaboradas pelo autor com vista a uma eventual 2ª edição, consta, curiosamente, que a grafia "Meison Frido" é muito anterior a 1059, pois apareceu em 981).

Este termo toponímico é comum a outras terras portuguesas por identidade originária ou por similitude com o Mesão Frio duriense que foi, e é, sem dúvida, dentre todas estas localidades homónimas, a mais importante.

O desenrolar do tempo e a consequente atracção da circunvizinhança, despertada por interesses afins aos da comunidade atraente, definiram os contornos do primitivo concelho de Mesão Frio, cuja vivência se situa, por isso, muitos séculos antes da outorga do primeiro foral em Fevereiro de 1152 por D. Afonso Henriques e que viria a ser confirmado por D. Afonso II, em Trancoso, no dia 15-10-1217. Três dias antes do dia de Santo André do ano de 1513, o rei D. Manuel I concedeu-lhe "foral novo" (esta maravilhosa peça saída das oficinas gráficas manuelinas pode ser admirada no Arquivo Histórico da Câmara Municipal).

Antigamente era excêntrico pretender-se nobilitar as terras, atribuindo-lhes como fundador alguém com nome semelhante ao delas. Mesão Frio, não escapando a esta extravagância, tomou em tempos idos para seu fundador um tal "Esteves Gracia Monzon Friwn" que, no ano de 942, reinando Ramiro II em Leão, teria entrado pela foz do Douro com outros cavaleiros franceses aventureiros que foram pegando os seus nomes às terras em que foram ficando. Esta, pois, a origem lendária, criada pelo imaginário de quem não se deu ao trabalho de escavar as verdadeiras raizes de Mesão Frio, quiçá levado por um túmulo em pedra que, juntamente com outros seis, então existia no muro do adro da igreja de São Nicolau, monumento funerário este que, por ter esculpidas as armas da cavalaria francesa, induziria a fundação desta terra à custa duma fase histórica dominada pela vinda de numerosos cavaleiros franceses movidos pela gesta da Reconquista (718-1492).

Fala a história antiga que este lugar foi povoado pelos pedreiros que fizeram a ponte Henriques mandada construir em Barqueiros pela rainha D. Mafalda que, pelo que se vê, muito quis a estes sítios (para esta construção o marido deixou em testamento 3000 maravedis, dela restando apenas um pedregulho e, submersos no rio Douro, dois pilares, facto que deu o nome de Piar ao local onde se encontram por corruptela de pilar).

Diz ainda que tinha um rego pelo meio da rua de fundo a cima, dividindo a povoação em dois concelhos, cada um com o seu mestre de pedreiros, juiz e oficiais (este rego ainda existe e esteve à vista até 1948, tendo tido por ele o seu curso a "água de rega dos Ameais" que foi motivo de grandes brigas com Vila Marim no tempo do rei D. Sancho I).

A ter sido exactamente assim, ou se esteve perante o repovoamento deste lugar por aqui se ter dado o ermamento entre os séculos VIII e IX ou, então, a dar créditos aos medievalistas que se opõem à teoria do despovoamento total do território devido às vicissitudes das guerras e alternativas de domínio, deu-se apenas, e mais uma vez, um albergamento, embora desta feita com características muito peculiares. O primeiro povoamento fez-se, com efeito, à volta da "mansionis frigidae", albergaria que foi privilegiada com o estatuto de "bemfeitoria" ou "beetria" (corruptela de "bemfeitoria"), vindo a ser "vila".

Segundo alguns historiadores da antiguidade, além de Mesão Frio, só mais 9 povoações foram "beetrias", o que lhes permitia eleger um senhor, exercer o domínio das suas terras e pagar tão - só uma renda ou censo.

Mesão Frio, no reinado de D. Manuel I, já contava com as povoações de Cidadelhe e Vila Marim como fazendo parte do seu concelho que inicialmente apenas teria compreendido o território das actuais freguesias de Santa Cristina e de São Nicolau, bem como a parcela de Vila Jusã que integra a vila e que antigamente era chamada de "Meigõ frio de jusão", situada a par do "Meigõ frio de susão" (só a partir dos meados de 1916 foi criada a unidade administrativa com o nome de "freguesia" em substituição da unidade eclesiástica denominada "paróquia").

As povoações de Barqueiros, Oliveira e Vila Jusã só mais tarde seriam aglutinadas a Mesão Frio. Efectivamente, Barqueiros, até então concelho, e os povos de Oliveira e Vila Jusã, pertencentes ao concelho de Penaguião, juntaram-se-lhe por força do decreto de 6-11-1836, que também integrou no território mesão-friense o antigo concelho da Teixeira e as freguesias de Frende, Loivos da Ribeira e Teixeiró, do concelho de Baião. A aglutinação destas quatro circunscrições foi, porém, efémera, pois logo passariam para a jurisdição daquele concelho pela carta de lei de 27-9-1837 por motivo de uma pendência de águas ocorrida em meados de 1835 entre Mesão Frio e o concelho da Teixeira, o que viria a gerar um certo irredentismo e uma situação paradigmática duma incongruente divisão administrativa do País que ainda persiste.

(fonte:douropress)




Mesão Frio - Rio Douro

(foto.viagar.clix)


Alijó

Alijó - Brasão

Alijó é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Vila Real, região Norte e subregião do Douro, com cerca de 2 800 habitantes.

É sede de um município com 298 km² de área e 13 942 habitantes (2006), subdividido em 19 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Vila Pouca de Aguiar e Murça, a leste por Carrazeda de Ansiães, a sul por São João da Pesqueira e a oeste por Sabrosa.

(wikipedia)




Alijó - Pelourinho

Alijó - Câmara

Alijó - Biblioteca

Alijó - Estátua do Homem do Douro

Alijó - Fonte

História do Concelho

A vila de Alijó, situada a cerca de 45 quilómetros da capital do Distrito - Vila Real - localiza-se numa vasta área de cultura castreja. Sofreu, como tantas outras localidades do actual concelho, as vicissitudes resultantes da romanização e da ocupação mourisca.

Implantada num eixo que terá servido de fronteira em permanentes mutações, dividia cristãos e árabes. Foi por estes destruída e posteriormente abandonada.

Só a partir do primeiro quartel do século XII é que graças aos sucessivos forais outorgados por D. Sancho II, (1226), D. Afonso III (1269) e, mais tarde, por D. Manuel I , já no século XVI (em Julho de 1514), recomeçou o seu povoamento.

Serviu de motivação para os que demandaram este concelho, além das regalias concedidas, o seu clima e solos extraordinariamente ricos, particularmente para a produção de vinho generoso, acreditado "embaixador português" em todo o Mundo.

No entanto, só a partir dos séculos XII e XIII é que se assistiu a uma ocupação ordenada, tendo sido atraídos vários representantes da nobreza e da alta burguesia. Foi o caso do marquês de Távora - primeiro donatário de Alijó e seus termos, bens incorporados na Coroa após a execução dos Távoras, em pleno consulado pombalino.

Pelo Concelho de Alijó, existem dispersas várias manifestações do seu povoamento antigo, desde castros a pinturas rupestres e a vestígios de estradas romanas. A própria hagio-toponímia evidencia que do século VII ao século XIII se manteve na área do concelho uma população laboriosa, a qual conseguiu sobreviver às investidas quer dos mouros quer dos cristãos das Astúrias.

Alijó, cuja etimologia teria origem na existência da história Legio Spetima Gemina, outras teses nos indicam que o topónimo advém da palavra Ligioo, mais tarde Lijó, que pretenderia significar a natureza pedregosa do local naquela época, tem a sua monumentalidade representada pelo pelourinho, algumas casas solarengas e a igreja com o seu conjunto de alfaias, objectos de culto e várias imagens de relativo valor.

O conjunto de arquitectura religiosa nesta vila, completa-se com as capelas do Senhor do Andor ou dos Passos; a capela de Nossa Senhora dos Prazeres, no monte da Cunha, a de Santo António, no monte do Vilarelho;
A arquitectura civil, com excepção do pelourinho, está praticamente circunscrita à existência do edifício da Câmara Municipal - Paços do Concelho - parte do qual construído no século XVIII e outra parte no século XIX. O brasão que coroa este edifício encontra-se picado, feito levado a cabo pelos soldados franceses na Guerra Peninsular e no qual, em vez das armas do concelho, mandaram pintar as águias napoleónicas, então ainda triunfantes.

Próximo do monumental Plátano oriental, considerado M.N., mandado plantar pelo visconde da Ribeira de Alijó, em 1856, fica a antiga Casa dos Távoras; porém, o mais importante solar que existiu nesta vila, foi sem dúvida, o Solar dos Viscondes de Alijó, no qual se encontra instalado grande parte do comércio local.

Alijó é sede de um concelho essencialmente agrícola que se estende desde a margem direita do rio Douro até aos limites do Concelho de Murça e , ainda, entre os rios Tinhela, Tua e Pinhão, que lhe conferem uma área aproximada de 300 km2 envolvendo 49 povoações, em 19 freguesias e quase 20.000 habitantes.

São as suas gentes, na sua maioria, rurais que contribuem para o desenvolvimento e riqueza do concelho, aplicando-se na dureza do trabalho do campo; A norte, a zona de planalto granítico e a sul o terreno xistoso, inclinado para o Douro, onde predomina a cultura da vinha e onde se produz o Vinho do Porto.

Terra rica em manifestações etnográficas, a sua gastronomia possui um sabor requintado e poderoso, onde reinam o cabrito assado, o cozido à portuguesa, as tripas à transmontana, as carnes fumadas, a célebre bola de carne, e os milhos (da zona da montanha). É de salientar também o famoso pão de Favaios muito apreciado e procurado por toda a região. Na doçaria, o destaque vai para as célebres cavacas e amêndoas cobertas de Santa Eugénia, quinzinhos, pudim de amêndoa, pão-de-ló de água, bolo borrachão e muitos outros de reminiscência conventual.

No campo do turismo, Alijó tem imensas propostas a oferecer aos visitantes, como o turismo fluvial no rio Douro; o turismo ecológico na foz do Tua, local privilegiado para a pesca desportiva, e uma riqueza imensa de miradouros e paisagens.

Tendo Alijó tradições antiquíssimas no que respeita às feiras, festas e romarias, são estas também uma importante atracção turística.

Por tudo isto e pelas suas características de uma tranquilidade e hospitalidade únicas, Alijó constitui sem dúvida, um dos locais mais aprazíveis para passar umas férias de sonho, na quietude de um cenário quase paradisíaco.

(Fonte: cm-alijo)




Alijo - Igreja Matriz

(Foto: José Nogueira dos Reis)




 

Vila Pouca de Aguiar

 Vila Pouca de Aguiar - Castelo

(Foto: João Carvalho)




Vila Pouca de Aguiar - Brasão

Vila Pouca de Aguiar é uma vila portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 3 500 habitantes.

É sede de um município com 432,68 km² de área e 14 998 habitantes (2001), subdividido em 18 freguesias. O município é limitado a norte por Chaves, a leste por Valpaços e Murça, a sul por Alijó, Sabrosa e Vila Real, a oeste por Ribeira de Pena e a noroeste por Boticas.

História

Conhecidas nos primórdios da nacionalidade como as terras de Aguiar de Pena, nome tirado do velho castelo roqueiro com a mesma designação, ou seja da Pena, assente num penedo colossal que seria uma das referências da região, com o nome de Aguiar adivinha-lhe do facto de ser um povoado de águias. Delimitada a norte pela terra de Chaves e Montenegro, a leste e sul pela terra de Panóias e a ocidente pelas terras de Bastos. A ocupação humana deste território, remonta à época megalítica, muito anterior à ocupação romana, como testemunham as várias, antas, mamoas, sepulturas e o espólio arqueológico encontrado em vários locais, principalmente na serra do Alvão. Nos finais do século III a.C. começa a colonização romana do território actualmente português. Posteriormente e até à fundação do reino de Portugal, este território foi sucessivamente ocupado por Suevos, Visigodos e Muçulmanos. Após a criação do Reino, é atribuído o primeiro foral à Terra de Aguiar de Pena pelo Rei D. Sancho I, em 1206. Em meados do século XIX as reformas administrativas efectuadas ao nível autárquico, deram a actual configuração ao município.

 

Património histórico e cultural

 

Antas da Serra do Alvão

As Antas da Serra do Alvão (freguesia da Lixa do Alvão), estão classificadas como Monumento Nacional desde 1910, erguem-se numa planície junto ao Rio Torno, nas proximidades de Soutelo de Aguiar.

Escavada ainda no final do século XIX pelos sacerdotes e grandes estudiosos da região de Vila Pouca de Aguiar, José Rafael Rodrigues e José Brenha, esta necrópole megalítica seria originalmente constituída por um conjunto de dez monumentos, cinco dos quais foram destruídos, muito provavelmente na sequência dos trabalhos agrícolas desenvolvidos ao longo dos tempos nos terrenos particularmente férteis onde se encontram implantados, assim como das constantes violações às quais foi sujeita parte substancial dos exemplares arqueológicos desta região transmontana e, muito especialmente, os exemplares desta tipologia arqueológica.

Também conhecida por "Chã das Arcas", a primeira anta deste conjunto apresenta uma mamoa - tumulus - edificada com terra e pedra miúda, cujas dimensões a transformam num dos monumentos megalíticos mais impressionantes do concelho. Consegue ainda manter in situ três dos grandes esteios graníticos que comporiam originalmente a câmara sepulcral, bem como a correspondente pedra da cabeceira, à semelhança, aliás, da segunda anta (exceptuando o último elemento pétreo), apartada daquela por cerca de vinte metros para Ocidente.

Quanto ao terceiro exemplar desta necrópole megalítica, parece ser apenas possível percepcionar a mamoa primitiva, de cuja câmara sepulcral não se identificaram ainda quaisquer elementos estruturais, o mesmo sucedendo, ademais, com o quarto espécime, identificado pela cota mais elevada do terreno.

Finalmente, o quinto monumento deste conjunto funerário parece ser aquele que se encontra em melhores condições de conservação, apresentando, quer três dos blocos que formariam de início a câmara sepulcral, quer múltiplos vestígios do corredor que atingiria um comprimento de aproximadamente dois metros e uma largura de metro e meio.

Quanto aos artefactos recolhidos no local, dever-se-á relembrar que o conhecido espólio do Alvão, composto de várias dezenas de placas gravadas, fragmentos cerâmicos, machados executados em pedra, pontas de seta e contas de colar, entre outros elementos, procede, precisamente, deste arqueossítio, a revelar, no fundo, a sua relevância para um melhor entendimento deste período do Noroeste peninsular.

 

Castelo de Aguiar

O Castelo de Aguiar (freguesia de Telões), singular conjugação da natureza com o engenho humano, está localizado nos contrafortes da Serra do Alvão, junto da aldeia do Castelo, na freguesia de Telões está classificado como Monumento Nacional desde 26 de Fevereiro de 1982.

Na zona abundam gigantescos blocos graníticos. O Castelo, isolado e inexpugnável, como um ninho de águias, dominando o vale fértil de Aguiar e as serras vizinhas, está apoiado no mais elevado deles. Com o desenvolvimento das vilas e cidades, no fim da Idade Média, a estabilização de fronteiras e as múltiplas reformas administrativas e políticas, o Castelo de Aguiar, como muitas outras fortalezas isoladas, perdeu importância. A passagem do tempo e a erosão foram-no degradando, até chegar ao estado ruinoso em que hoje se encontra apesar mesmo da sua classificação.

 

Pelourinho de Alfarela de Jales

O Pelourinho de Alfarela de Jales (freguesia de Alfarela de Jales, lugar de Alfarela de Jales), datado do século XVI este elemento está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1933.

O primeiro dos quatro degraus do pelourinho está bastante enterrado no pavimento. Todos são de forma quadrada com pouca altura e de aparelho ligeiro. A Plataforma com a altura de oitenta centímetros tem forma de plinto quadrado e possui na base, mais encorpamento. Na parte superior existe um bordo saliente, boleado. Neste elemento pousa o fuste cilíndrico monolítico com a altura de dois metros e vinte centímetros e o diâmetro de trinta centímetros. No topo pousa um ligeiro capitel saliente, liso, seguido de um rebordo mais encorpado e boleado. O remate é composto por um tabuleiro quadrangular que num dos lados tem um escudo das armas de Portugal encimado por uma coroa aberta. Por peça terminal existe elemento cilíndrico com base de maior diâmetro e com o topo saliente e boleado onde pousa uma pirâmide circular.

No ano de 1953 o pelourinho foi deslocado para sul a fim de dar lugar a um fontanário.

 

Estátua–Estela de Jales

Estátua – Estela (freguesia da Vreia de Jales, lugar de Barrela), Escultura em granito, de forma antropomórfica, está em processo de classificação desde 1997. Tem 2.30 metros de altura, e encontra-se ainda no que se presume ser a sua implantação original. Situa-se ao lado da via romana que segue para o campo mineiro de Jales e Trêsminas. A cronologia destas estátuas-estelas é, genericamente, atribuída ao bronze final/idade do ferro, se bem que esta poderá talvez ser mais tardia, podendo mesmo ser de época romana. A Mamoa do Alto do Catorino (freguesia da Lixa do Alvão), é um dos maiores monumentos megalíticos do concelho de Vila Pouca de Aguiar, e talvez aquele que se encontra em melhor estado de conservação, está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1990.

 

Cidadelhe

Recinto fortificado de Cidadelhe (freguesia da Vila Pouca de Aguiar, lugar de Cidadelhe), classificado como Imóvel de Interesse Público em 1990, ergue-se no topo de um pequeno cabeço da Serra do Alvão, sobranceiro ao Rio Avelames, ao vale de Vila Pouca de Aguiar e à própria aldeia de Cidadelhe.

Estudos de Caracterização do Território Municipal Estrutura e Dinâmicas Urbanas conquanto destituído das condições naturais de defesa essenciais a uma comunidade humana que aí se instalasse. Terá sido, na verdade, esta última condição a ditar a construção de uma única linha de muralha bem aparelhada, a maior parte da qual bastante derrubada na actualidade, e que chegaria, nalguns troços, a atingir cerca de dois metros de altura.

A zona intermuralhas, de forma relativamente elíptica, apresenta múltiplos afloramentos graníticos de reduzidas dimensões, não tendo sido encontrados, até ao momento, quaisquer vestígios indicadores de uma provável existência de estruturas de carácter doméstico, como seria, certamente, de esperar num povoado fortificado da Idade do Ferro, como este.

 

Minas Romanas de Tresminas

Complexo Mineiro de Tresminas (freguesia de Tresminas), neste importante centro mineiro classificado como Imóvel de Interesse Público em 1997, segundo um investigador espanhol, já eram explorados metais nos fins do Neolítico e sobretudo na idade do bronze e do ferro. Mas é sobretudo a romanização que marca profundamente a actividade mineira neste local. A exploração que os romanos levaram a efeito em Tresminas, pela sua importância e duração, fez com que os vestígios deixados se revistam de grande importância, não só do ponto de vista do conhecimento da estadia romana por terras lusas, mas também da compreensão dos seus métodos de exploração e tratamento metalúrgico.

As minas romanas de extracção a céu aberto, foram provavelmente já durante o reinado de Augusto (27 aC, 14 dC), que iniciaram a exploração sistemática deste complexo, tendo-se prolongado até à segunda metade do século II dC. Sendo o domínio imperial e fiscal, o distrito mineiro estava sob a orientação estatal directa. Ainda não são conhecidos os limites exactos da povoação mineira de Tresminas. Depois de algumas prospecções efectuadas, pressupõe-se a existência de determinadas construções, nomeadamente, edifícios administrativos, casernas, balneários, complexos industriais, armazéns, silos, mercados, lojas, casas de habitação, templos e santuários. A exploração mineira em Tresminas realizava-se essencialmente pelo desmonte a céu aberto, sendo disso resultado os desfiladeiros que são as cortas (ou lagos) de Covas e Ribeirinha. Numa terceira Corta existente, a dos Lagoínhos, não estudada, a exploração era subterrânea. Esta Corta resulta do aluimento de uma grande extensão daquela que seria a galeria principal de uma complicado conjunto de galerias.

Em jeito de curiosidade um Engenheiro de Minas Inglês, calculou que 2000 trabalhadores operando diariamente levariam 200 anos a fazer estes desmontes, sendo necessário remover pelo menos 5.800.000 m3.

Na Corta ou Lago de Covas, foram reconhecidas várias galerias que terão sido utilizadas, uma para o escoamento de aterros e águas, outra como oficinas de tratamento minério. Nas imediações das grandes covas, terá existido uma grande povoação, e foram descobertos vestígios da eventual existência de um anfiteatro e uma necrópole.

Cerca de 300 m a sudeste da corta de Covas encontra-se uma estrutura do tipo muro de terra batida, em parte nivelada e deformada por trabalhos agrícolas. Não se trata certamente de um muro defensivo derrubado de uma fortificação mas, muito provavelmente , de restos da fundação para a cave de um pequeno anfiteatro.

Por volta de 1937, quando se efectuavam trabalhos de construção rodoviária, foram encontrados, em local não especificamente designado, três pedras sepulcrais e um número indefinido de sepulturas de cremação. Em 1986 foi possível localizar os pontos achados das mencionadas estelas bem como, de uma outra pedra sepulcral, desenterrada por um arado a norte da zona mineira. Parece que a necrópole se estendia pelos dois lados da estrada sobre um talude que descai em direcção a Oeste. A sua extensão é ainda desconhecida. Até à data não existem indícios para uma actividade mineira pré-romana em Tresminas, não podendo, no entanto excluir-se à partida tal possibilidade tendo em vista o castro, da idade do ferro, situado cerca de 4km a sudoeste numa curva do Rio Tinhela.

As inscrições encontradas na zona de Tresminas formam a estrutura para a cronologia da exploração mineira romana. O povoamento do local, ou seja, a exploração mineira sistemática deverá ter tido início, o mais tardar, sob o governo de Tiberius.

O estacionamento de militares em Tresminas, além de soldados da sétima legião está comprovada a estadia de secções da cohors I Gallica equitata civium romanorum, reflecte sem dúvida, um ponto alto das actividades na primeira metade do século II. Aponta também para o status legal da mina como domínio imperial, ou seja, propriedade fiscal. É altamente provável que o distrito de Tresminas tivesse estado ligado ao de Jales formando uma unidade administrativa, territorium metallorum.

 

Igreja de Santa Eulália

A Igreja de Santa Eulália (freguesia de Pensalvos, lugar de Pensalvos) encontra-se em processo de classificação desde 2003.

Na obra Portugalie Monumenta Historica, faz-se referência a este templo “De Sancta Eolália de Penzalvos, Gomecius Menendiz Abbas, Johanes Johanis, Martinus Nuniz, Petrus Gunzalvis, Fernandus Manendiz, Jurati Dixerunt quod rex non est patronus”. De estilo Românico, ostenta uma imponente sineira de granito e, na fachada sobressaem ainda as duas cruzes, um geométrico quadrifólio e uma escultura de Santa Eulália, que se pensa ser da autoria da Escola Flamenga.

No interior do templo, destacam-se a capela-mor, em estilo barroco, e o belíssimo arco cruzeiro, onde ao centro se evidencia a imagem de São Miguel Arcanjo a dominar o dragão, enquanto que do lado direito, sobressaem dois ricos retábulos. Do lado esquerdo do pórtico em arco de volta perfeita, vislumbra-se uma bela imagem “La Pietà”, escultura pungente da dor da mãe com o cadáver do filho sobre os joelhos. São vários os altares que embelezam a igreja, dando-se especial relevo ao das Almas e ao de Nossa Senhora do Rosário. Pensa-se que este último foi mandado erguer pelo Comendador Martins Aguiar, da Casa do Cabo, já que a encimar a porta principal pode ler-se o seguinte: “Levantou esta igreja a toda a roda a su cuidado Sargento-mor Miguel Borges Aguiar (?)”. Este retábulo mariano tem a ornar a imagem, pintados a óleo, os quinze mistérios do Rosário. O tecto, trabalho de fino recorte e valor precioso, são 55 caixotões com variadas pinturas a óleo, emolduradas com os mais diversos temas.

Painéis com motivos emblemáticos, Adão e Eva e o pecado original, motivos hagiológicos, as Santas Virgens e Mártires, os doutores da Igreja (Santo Agostinho segura na mão um coração em chamas). O tecto desta Igreja, com os seus caixotões pintados é de facto um precioso livro pictural com motivos Bíblicos, Cristológicos e Hagiológicos.

(wikipedia)




Vila Pouca de Aguiar - Aldeia do CasteloVila Pouca de Aguiar - Câmara

Vila Pouca de Aguiar - Vale de AguiarVila Pouca de Aguiar - Pelourinho de Alfarela de Jales

(Fotos: cm-vpaguiar)


Cidade de Valpaços

Valpaços - Igreja de Carrazedo de Montenegro

(Fonte: escapadelas.com)




Valpaços - Brasão

Valpaços - Câmara

Valpaços é uma cidade portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 4 500 habitantes.

É sede de um município com 553,06 km² de área e 19 512 habitantes (2001), subdividido em 31 freguesias. O município é limitado a noroeste por Chaves, a leste por Vinhais e Mirandela, a sul por Murça e a oeste por Vila Pouca de Aguiar. Foi criado em 1836 por desmembramento de Chaves.

HISTÓRIA

Os primeiros documentos escritos que citam Valpaços datam do século XII. O próprio topónimo tem uma raiz claramente pré-nacional. A freguesia terá começado por ser um pequeno reduto habitado por nobres e famílias senhoriais, atraídas por um conjunto de privilégios tendentes a povoar aquela região tão próxima de Espanha.

O acontecimento mais importante da história de Valpaços deu-se seguramente em meados do século XIX. Em 16 de Novembro de 1846, durante a Guerra da Patuleia, aqui se defrontaram as tropas rivais. O movimento, que começara de forma espontânea e por ter características eminentemente populares, passava nesse momento a tomar proporções políticas. Cerca de duas dezenas de mortos marcaram a passagem por Valpaços de uma batalha que depois prosseguiu por terras de Murça.

Segundo a lenda, participou na refrega o famoso Zé do Telhado, que inclusivamente teria salvo a vida ao visconde de Sá da Bandeira, ele que até fora lanceiro da rainha antes de se tornar salteador!

O património edificado desta freguesia justifica bem a sua importância actual e os pergaminhos do passado. Acima de tudo, a igreja paroquial. Muito amplo, é de uma só nave. No interior, pode observar-se o arco cruzeiro que separa a capela-mor (na qual se pode ver uma bonita imagem de Santa Maria Maior) do restante corpo do edifício.

Da arquitectura civil, uma referência para os paços do concelhos. Oitocentistas, custou a sua construção cerca de vinte contos. Projectada por Augusto Xavier Teixeira, demoraram dois anos a ficar concluída - 1891.

E os incontornáveis solares da vila, dos quais o mais antigo é o dos Morgados da Fonte ou de "S. Francisco de Valpassos".

Valpaços foi elevada a vila em 1861, através de decreto real de 27 de Março, assinado por D. Pedro V. Em 1936, chegava finalmente a sua representação heráldica. Agora revista para uma coroa de cinco castelos dado que passou a cidade em 1999.

(wikipedia)




Valpaços - Igreja MatrizValpaços - Solar de PossacosValpaços - Ponte Valtelhas

(Fonte: adrat.pt)


Murça

Murça - Brasão

Murça é uma vila portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 2 200 habitantes.

É sede de um município com 189,36 km² de área e 6 752 habitantes (2001), subdividido em 9 freguesias. O município é limitado a norte por Valpaços, a leste por Mirandela, a sueste por Carrazeda de Ansiães, a sudoeste por Alijó e a noroeste por Vila Pouca de Aguiar.

Murça - Porca de Murça

(Wikipedia)



O concelho está situado na transição entre as duas feições, a duriense e a trasmontana. Voltando-nos a sul, vemos uma paisagem amena de vinhedos e olival, de óbvia riqueza. A norte, encostas serranas e penhascosas, menos produtivas.

Durante muito tempo, Murça foi identificada com uma única rua, coincidente com a Estrada Nacional 15. Mas o desenvolvimento urbanístico das últimas décadas rasgou novos artérias, avenidas e praças, dando-lhe ar citadino.

O património histórico-arquitectónico mais significativo encontra-se, é óbvio, na parte antiga. Mais que qualquer outro monumento, é a chamada Porca de Murça que simboliza a vila. Trata-se de uma escultura granítica representando um quadrúpede. O povo considerou que se tratava de uma ursa que devastava a região e foi necessário eliminar. Depois, passou a ser uma porca. Mas os atributos masculinos bem visíveis não enganam: é na verdade um berrão, do mesmo género dos que se encontram frequentemente na zona oriental de Trás-os-Montes, relacionados com um culto da fertilidade de povos pré-romanos. Seja como for, é hoje um monumento que se ergue orgulhoso sobre um plinto no centro da praça principal. A Igreja Matriz, a Capela da Misericórdia com a sua exuberante fachada barroca, o pelourinho e um ou outro solar são outros tantos motivos de interesse.

A proximidade à exploração aurífera de Jales determina a existência de alguns vestígios da romanização, nomeadamente pontes e calçadas. De épocas ainda anteriores, existem alguns monumentos megalíticos e castros, dos quais o mais conhecido e explorado é o Crasto de Palheiros.

As principais produções agrícolas são o azeite e os vinhos. Mas estes é que conquistaram um lugar privilegiado na carta dos vinhos portugueses. Murça produz grandes vinhos de mesa, assim como vinhos finos, que têm obtido repetidamente distinções em concursos, nacionais e internacionais. Uns e outros vão bem com a gastronomia local: com as carnes de um cozido à portuguesa ou com algumas das mais saborosas especialidades em doçaria, acaso herdadas das beneditinas que em Murça tiveram convento: o toucinho-do-céu e as queijadas.

(Fonte: rtsmarao.pt)



Murça - Igreja

(Foto:lionel jose mendoza castro)



Montalegre

Montalegre - Vista da Vila

(Foto: wikipedia)

Montalegre - Castelo

(Foto: Francisco Miguel Rodrigues)

Montalegre - Vista do Castelo

(Foto: UTAD)



Montalegre - Brasão

Montalegre é uma vila portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 1 800 habitantes.

É sede de um município com 806,19 km² de área e 12 762 habitantes (2001), subdividido em 35 freguesias. O município é limitado a norte pela Espanha, a leste por Chaves, a sueste por Boticas, a sul por Cabeceiras de Basto, a sudoeste por Vieira do Minho e a oeste pelas Terras de Bouro.

O concelho de Montalegre é um dos dois concelhos do Barroso. Um pouco mais de 26.26% da superfície do concelho faz parte do Parque Nacional da Peneda-Gerês, sendo dos concelhos que o integram aquele que contribui com maior área para o Parque (21 174 ha, ou 211,74 km²).

(Wikipedia)




HISTÓRIA 

Não existe documentação suficiente para fazer a história desta vila, que se deve ter perdido pela acção do tempo e incúria dos homens. A que chegou até aos anos 20, e já não seria muita, perdeu-se num incêndio que destruiu os Paços do Concelho e repartições públicas, em Novembro de 1923
.
A investigação arqueológica revela vestígios de o Planalto Barrosão ter sido habitado desde os tempos pré-históricos, possivelmente desde a idade da pedra. Há muitos dolmens que foram identificados e estudados e, também, um numero significativo de castros.

No local onde se encontra a vila de Montalegre, é provável que tenha existido um povoado castrejo pré-histórico que, mais tarde, teria dado lugar a um povoado de vocação agro-pastoril.

Os primeiros documentos que referem a existência da vila, datam do reinado de D. Afonso III, o Bolonhês. É este rei, que reconhecendo-lhe importância estratégica para a defesa da fronteira, concede à “pobra de Montalegre” o primeiro foral, em 9 de Junho de 1273. Em 1289 o rei D. Dinis, confirmou e renovou o foral. Aconteceu o mesmo com D. Afonso IV, em 1491.
Diz-se que o castelo de Montalegre foi mandado construir por D. Afonso IV, em 1331. Contudo há indícios para poder datar a sua edificação no reinado de D. Dinis. 
 

Este será o terceiro castelo a ser construído no termo de Montalegre, o que comprova a sua importância militar. O primeiro de que há notícia é o da Piconha, com foral de D. Sancho I, de 1187. Este castelo foi arrasado pelos espanhóis em 1650 (Guerra da Restauração). Desta fortaleza resta a cisterna e uns laços de escadas. Passou para território espanhol após a assinatura do Tratado de Limites, entre Portugal e Espanha, de 29 de Setembro de 1864. O segundo castelo a ser construído foi o de Portelo, perto de Sendim, do qual não restam vestígios.

Esta concentração de fortalezas militares, provam bem a importância que Montalegre teve na defesa da fronteira. É certo que não se deu aí nenhuma batalha importante, mas as sortidas e escaramuças entre os dois exércitos, português e espanhol, eram frequentes. 

Por ocasião da Guerra Peninsular, o exército Napoleónico, comandado pelo Marechal Soult (2ª invasão), perseguido desde o Porto pelos exércitos português e inglês comandados por Wellesley, passou perto de Montalegre a caminho do Larouco, em 17 de Maio de 1809, onde atravessou a fronteira.

Montalegre - EspigueiroMontalegre - VilaMontalegre - Ilha

 

(Fonte:Turibarroso)