Mogadouro

Mogadouro é uma vila portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 3 600 habitantes.
É sede de um município com 757,98 km² de área e 11 235 habitantes (2001), subdividido em 28 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Macedo de Cavaleiros e de Vimioso, a nordeste por Miranda do Douro, a sueste pela Espanha, a sul por Freixo de Espada à Cinta e por Torre de Moncorvo e a oeste por Alfândega da Fé.
O concelho recebeu foral de D. Afonso III em 27 de Dezembro de 1272.
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Nesta região, além do português, fala-se sua própria língua: a língua mirandesa.





HISTÓRIA DO CONCELHO
Divide-se, o concelho de Mogadouro, em 56 aglomerados populacionais, integrados em vinte e oito freguesias: Azinhoso, Bemposta, Bruçó, Brunhoso, Brunhozinho, Castanheira, Castelo Branco, Castro Vicente, Meirinhos, Mogadouro, Paradela, Penas Roias, Peredo Bemposta, Remondes, Saldanha, Sanhoane, S. Martinho do Peso, Soutelo, Tó, Travanca, Urrós, Vale da Madre, Vale de Porco, Valverde, Ventozelo, Vila de Ala, Vilar de Rei e Vilarinho dos Galegos. Uma população que ultrapassou já os vinte mil habitantes.
Toda a vida destas terras passa de forma decisiva pelo clima. Um clima com duas faces distintas: um Inverno rude, frio e com muita chuva e neve; um Verão, por seu lado, muito quente, típico dos climas continentais, por vezes sufocante. A paisagem, fruto de uma localização muito influenciada pelo clima atlântico, continental e mediterrânico, é muito diversificada e abundante. Proporciona assim recursos agrícolas suficientes para a população do concelho. As espécies vegetais mais comuns, aqui, são o carvalho negral e, nos montes e encostas próximas do rio Douro e do rio Sabor, o azinheiro, o sobreiro e o zimbro.
Em termos de fauna, destaca-se o lobo de tantas “estórias” e mitos, a raposa, o javali, a lebre e o coelho. Muitas espécies de aves sobrevoam o território do concelho e dão-lhe um toque de invulgar beleza, como as aves de rapina – águias reais, gaviões, mochos ou corujas – e as aves em bandos, como as gralhas, as andorinhas, os melros azuis (muito raros em todo o País e que ostentam uma luxuriante e espectacular tonalidade), os estorninhos, as tordeiras, os pombos bravos ou as cotovias. Alguns estudiosos destas matérias dizem mesmo que em nenhum ponto do País se pode encontrar uma tal diversidade de espécies animais.
Por Mogadouro passaram os mais diversos povos. Muitos vestígios dos celtas, dos muçulmanos, dos Templários e dos Távoras, arqueológicos ou arquitectónicos, povoam ainda grande parte das freguesias do concelho. Muita coisa, no entanto, foi destruída pela febre assanhada da vingança pombalina contra a nobre família.
O seu povoamento iniciou-se, em termos documentais, a partir do IV milénio a.C.. Para trás, muito deve ter acontecido, mas até hoje não foi encontrado qualquer vestígio que o prove. O mais remoto elemento de vida humana em Mogadouro foi encontrado na Pena Mosqueira, uma anta, monumento funerário escavado em 1986 por uma equipa de arqueólogos da FLUP - Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Outros vestígios arqueológicos importantes, do período calcolítico, foram encontrados nas freguesias de Peredo da Bemposta e de Urrós. Diversos povoados pré-históricos que teriam o seu centro administrativo, se assim se pode chamar, em Castro de Avelãs.
Durante a época romana, as actuais terras de Mogadouro estiveram integradas na Asturica Augusta, capital de um dos três distritos em que estava dividido o Noroeste Peninsular. Alguns elementos desse período foram encontrados nas terras do concelho, como vários altares votivos e estelas funerárias em Saldanha, Sanhoane, Peredo da Bemposta e noutras freguesias.
Durante a Idade Média, as terras de Mogadouro desempenharam um importante papel na defesa do território português, recentemente conquistado aos mouros. Os ataques de Leão e Castela tinham também aqui uma primeira e decisiva barreira. No território do concelho, foram então edificados os castelos de Penas Roias (1166) e de Mogadouro (também no século XII). Estavam ligados às fortificações de Algoso, Miranda do Douro, Outeiro e Vimioso e constituíam a tal linha de defesa do nordeste português. Controlada a estrada mourisca, principal via de penetração dos povos inimigos, grande parte dos ataques estaria salvaguardada. Ambos os castelos chegaram até nós, ao contrário do que aconteceu em muitas outras regiões do País, mas deles vão restando cada vez menos vestígios, sendo necessário uma recuperação urgente para que a degradação não atinja o seu ponto limite.
Constituído actualmente por vinte e oito freguesias, o concelho de Mogadouro nem sempre teve a sua configuração actual. Muito pelo contrário. Algumas das povoações que hoje se integram no seu âmbito foram em tempos circunscrições independentes, com autonomia política e administrativa, que rivalizavam mesmo em importância social e económica com aquela que é hoje a sua sede. É o caso de Azinhoso, Bemposta, Castro Vicente e Penas Roias, todas elas antigas vilas, com foral, e concelhos, com pelourinhos ainda subsistentes (à excepção do de Penas Roias) e as respectivas justiças próprias e funcionários.
Parte fundamental da história de Mogadouro na Idade Moderna está associada à importante família nobre dos Távoras. Apesar do extermínio que tal família sofreu, em meados do século XVIII (acusada de atentado contra o rei D. José), pela mão de um Marquês de Pombal febrilmente anti-nobiliárquico, alguns dos seus bens podem ainda hoje ser vistos com admiração em Mogadouro. É o caso do seu palácio, apesar de se encontrar praticamente em ruínas, e a Quinta de Nogueira, perto da vila, que também pertenceu à família. A sua pedra de armas em granito, setecentistas, ainda é bem visível para quem demanda estas terras. Muitos outros solares podem no entanto ser admirados por todo o concelho, como em Castelo Branco, S. Martinho do Peso ou Tó.
Curiosos dias passaram-se nos finais do século XIX, aquando da candidatura de Trindade Coelho como deputado por Mogadouro. O eminente político haveria mesmo de publicar um livro sobre o assunto, exactamente com esse título: “A Minha “Candidatura” por Mogadouro”. No excerto apresentado, pode ler-se uma das cartas que lhe foi enviada por um grupo de apoiantes: “Assignada por pessoas de muita representação e respeitabilidade d’este concelho, acaba de ser dirigida ao nosso bom e dedicado conterrâneo, sr. dr. Trindade Coelho, um manifesto ou representação rogando-lhe que aceite o ser chefe político dos signatarios e participando-lhe que já nas próximas eleições geraes para deputados votarão no seu nome.” O partido acabaria por não ir às urnas, mas de qualquer modo ficava uma obra excelente sobre o Mogadouro de finais do século e as confusas tricas políticas da agonia monárquica.
A importância de Trindade Coelho não se resumiu, no entanto, a este incidente político. Dedicado à sua terra, como poucos, deixou obra feita. Conforme referiu João de Araújo Correia: “Era transmontano. Quem o é de raiz não pode ser discípulo de ninguém. Tem dentro de si uma Universidade. Com os olhos postos em Mogadouro, escreveu “Os Meus Amores” – livro que não é livro. É a própria terra do escritor, reproduzida pelo talento de quem lhe quer bem”.
O património deste concelho é algo que não deve ser desprezado. As belezas naturais de Mogadouro aliam-se aqui às riquezas patrimoniais das diversas povoações que o constituem. Desde o castelo, símbolo perene de um pujante passado (embora diminuído pela acção do tempo), passando pela igreja românica de Azinhoso e de Algozinho, o Santuário de S. Gonçalo ou a Igreja da Misericórdia. Tudo merece uma visita a quem vier a estas terras. Em especial destaque está a rota do românico, embora tardio, que pode ser encontrado em parte importante das freguesias do concelho.
Não incluímos na lista, propositadamente, a igreja paroquial da vila e o Convento de S. Francisco, já que ambas merecem um tratamento individualizado e mais em pormenor. A matriz inicial de Mogadouro, antecessora da actual, era de estilo românico ou até visigodo. Não se sabe quando foi substituída por aquela que podemos ver hoje no centro da freguesia e que já é referida em documentos dos inícios do século XVI. Remodelada em finais da centúria seguinte – passou a ter três naves – voltou a sê-lo no século XVII, data em que lhe foi acrescentada uma torre quadrangular, que ainda hoje existe e que na altura simbolizava um luxo a que só as grandes paróquias podiam aspirar.
As naves do templo são separadas por arcos de meio ponto bem abertos e assentes em capitéis de ordem toscana. A capela-mor, manuelina, é pequena mas tem alguns motivos de interesse, dos quais a abóbada (com os seus arcos cruzeiros) não será por certo o menor. Entre as naves e a capela-mor, um arco triunfal e um degrau para subir para a capela-mor. Três janelas renascentistas populares iluminam de forma eficaz as três naves.
Quanto ao exterior da igreja, temos como elemento de especial interesse na frontaria a torre sineira, constituída por três pisos. Toda a fachada está enquadrada por esquineiras em cantaria de granito.
O Convento de S. Francisco, referido em documentos de 1609 (nessa data os frades terceiros da Ordem de S. Francisco já ali estavam), foi ampliado ao longo desse século. Segundo o cabido de Miranda do Douro, a instituição monástica contava em meados do século com nove frades, três irmãos leigos, dois donatos e dois moços. Uma data incerta na frontaria, 1689, deve por certo indicar o ano em que as obras do actual edifício ficaram totalmente concluídas, embora muito antes estivessem já aptas a receber os frades franciscanos. Terá sido mandado edificar, reza a tradição, por D. Luis Álvares de Távora, sétimo comendador de Mogadouro. Foi extinto em 1834 – o liberalismo fora implantado definitivamente – através de um decreto de Joaquim António de Aguiar, celebrizado como “mata-frades” pela devastadora acção que levou a cabo no clero português.
Com uma planta em forma de cruz latina, inspirada às igrejas jesuítas do século XVI, o Convento de S. Francisco situa-se no centro da vila. Nem sempre foi assim. O facto de, à data da sua construção, se encontrar a trezentos metros da povoação, rodeado de campos agrícolas, demonstra bem o crescimento que a sede deste concelho registou desde então. O agradável prospecto exterior tem como principal ponto de destaque a torre sineira, quadrangular rectilínea, que termina em forma piramidal. Quanto ao interior, é criptolateral, um estilo que só mais tarde se espalhou pelo resto do País e até pela Europa. O coro conserva ainda as cadeiras onde os frades se sentavam para celebrar a sua devoção a Deus. A parte do convento, cujos claustros eram fechados e de planta quadrada, apesar das delapidações dos tempos, revela- -se ainda – em parte devido à exemplar reconstrução e aproveitamento que sofreu – como um dos mais importantes edifícios maneiristas do nordeste de Trás-os-Montes.
A Sala-Museu de Arqueologia de Mogadouro reúne em plena Vilaça uma memória colectiva difícil de desprezar. Ao mesmo tempo que salva um conjunto de peças que dessa forma estaria em perigo de desaparecer ou de partir para outras paragens, dá a conhecer a todos os habitantes da região, e até aos que são de fora, o que foi Mogadouro no passado, quais foram os seus primeiros habitantes e que vestígios da sua presença eles nos deixaram.
Em visita por terras de Mogadouro, José Saramago percebeu bem o espírito da região. Em “Viagem a Portugal”, deixou as suas impressões, as suas memórias: “O viajante é natural de terras baixas, muito lá para o sul, e, sabendo pouco destes montes, esperava-os maiores. Já o disse, e torna a dizer. Não faltam os acidentes, mas são tudo colinas de boa vizinhança, altas em relação ao nível do mar, mas cada qual ombro com ombro da qual está próxima e todas perfiladas. Em todo o caso, se alguma se atreve um pouco mais ou espigou de repente, então sim, tem o viajante uma diferente noção destas grandezas, não tanto pelo que está perto, mas por aquela vultosa serra ao longe. Chegando-se-lhe, percebe-se que a diferença não era assim tão grande, mas bastou para promessa de um momento.
Esta linha férrea que vai ao lado da estrada parece de brincadeira, ou restos de solene antiguidade. O viajante, cujo sonho de infância foi ser maquinista de caminhos-de-ferro, desconfia que a locomotiva e as carruagens são desse tempo, objectos de museu a que o vento que vem dos montes não consegue sacudir as teias de aranha. Esta linha é a do Sabor, do nome do rio que se torce e retorce para alcançar o Douro, mas onde esteja o gosto da traquitana, isso não descobre o viajante.
Sem dar por que passou a serra, o viajante chega a Mogadouro. A tarde vai descaindo, ainda luminosa, e do alto do castelo se podem deitar contas ao trabalho dos homens e das mulheres deste lugar. Todas as encostas em redor estão cultivadas, é um jogo de canteiros e talhões, uns enormes, outros mais pequenos, como se servissem apenas para preencher as sobras dos grandes. Os olhos repousam, o viajante estaria totalmente regalado se não fosse o remorso de ter feito fugir do recato das muralhas um casal de namorados que estava tratando dos seus amores. Aqui em Mogadouro ficou ilustrado, uma vez mais, o antigo conflito entre acção e intenção.
É em Azinhoso, aldeiazinha perto, que começa a nascer a paixão do viajante por este românico rural do norte. O risco das minúsculas igrejas não tem ousadias, é receita trazida de longe e ligeiramente variada para ressalvar o prestígio do construtor, mas muito se engana quem cuide que, tendo visto uma, viu todas. Há que dar-lhes a volta com todo o vagar, esperar calado que as pedras respondam, e, se houver paciência, de cada vez sairá dali repeso o viajante, este ou qualquer outro. Repeso de não ficar mais tempo, pois não está bem demorar um quarto de hora ao pé duma construção que tem setecentos anos, como neste caso de Azinhoso. Sobretudo quando começam a aproximar-se pessoas que querem conversar com o viajante, pessoas que justamente conviria ouvir porque são as herdeiras desses sete séculos. O pequeno adro está coberto de erva, o viajante assenta nela as suas pesadas botas e sente-se, não sabe porquê, reabilitado. Por mais que pense, é esta a palavra, não há outra, e não a sabe explicar.
Daqui a pouco será noite, que no Outono vem cedo, e o céu cobre-se de nuvens escuras, talvez amanhã chova. Em Castelo Branco, quinze quilómetros ao sul, o ar parece ter passado por uma peneira de cinza, só na cor, que de pureza até os pulmões estranham. À beira da estrada há uma comprida fachada de solar, com grandes pináculos nos extremos”.
São afinal terras rurais, com tudo o que isso tem de bom, mas muito progressivas, que mantêm incólumes os seus hábitos mais tradicionais e os seus mais remotos costumes. Muito já se perdeu, é certo, como grande parte do artesanato que povoava todas as freguesias e que hoje se resume a uns quantos artífices do barro e da tecelagem: linho, seda, rendas, bordados e colchas de renda.
Pedaço saboroso da etnografia do concelho são também as inúmeras festas, procissões e romarias que acontecem todos os anos, em especial nos meses do Verão, em homenagem às santidades da predilecção do seu povo. E pode-se dizer que, aqui, há para todos: S. Brás, S. Pedro, S. Bento, S. João, Santa Catarina, etc. O paganismo, no entanto, também tem o seu lugar, até porque a vida quer-se feita do amor a Cristo, sim, mas também do amor aos santos prazeres que nos fazem viver com mais alegria o dia-a-dia. Assim, em festas como o “Velho Chocalheiro”, em Bemposta, o “Farandulo” de um “indivíduo” de cara alegre e risonha que se chama Tó, ou das Festas da Bexiga em Bruçó. Festas que, apesar de nada terem de religioso, são o “Ai Jesus!” das respectivas populações.
Famosa é também a feira dos Gorazes, na sede do concelho. Registada na documentação oficial desde há vários séculos, foi o primeiro evento deste tipo na região. Com lugar nos dias 15 e 16 de Outubro de cada ano, deve o seu nome, segundo alguns autores, ao facto de ali se vender com grande abundância, certamente no início da feira, aquele animal tão saboroso. Refere o Pe. António Rodrigues Mourinho (Júnior) em relação a este assunto: “Quem trazia o goraz para Mogadouro? Só os almocreves. Em que condições de conservação viria o peixe para Mogadouro? Salgado? Seco? Que em Portugal o povo sempre se alimentou de peixe seco ou salgado, mas principalmente seco, é um facto. (...) O peixe a uma distância de trezentos quilómetros, mesmo salgado e, neste caso, o goraz não parecia fácil aguentar-se sem perigo de corrupção”. Outros autores, no entanto, como Viterbo, encontram a origem da palavra no nome pessoal Gorazil ou Gouarazel.
Da (saborosa) gastronomia de Mogadouro, destaca-se aqui a célebre posta mirandesa, que é afinal o mesmo que dizer vitela assada na brasa, o folar da Páscoa e, no fundo, de todo o ano, os suculentos enchidos, com o presunto em posição de inquestionável liderança, o queijo e o mel. Iguarias dos deuses, que só eles nos poderiam ter ensinado coisas tão saborosas. Só por isso vir a Mogadouro já mereceria a pena!
Tags: património fotos história vilas
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Gostei deste blog sobre o norte de Portugal.
Pena é que esta no nireblog.com, talvez se estivesse no mais usado blogspot.com tivesse mais audiencia, mas enfim.
Gostaria de vos convidar para um forum nortenho que esta a começar http://portucale.freeforums.org/
O forum é so sobre o norte de Portugal portanto esta de acordo com o tema do blog e espero contar convosco
Como estou em meu horário de almoço não pude ler todo o artigo publicado, mas achei lindas as fotos. Gostaria de saber se existem outras pessoas com o sobrenome de Carpinteiro em Mogadouro, já que meu pai era nascido nesta cidade e morou até seus nove anos até vir para o Brasil.
Estou copiando o artigo para minha pasta para que eu possa ler (se for possível copiar). Será que é possivel verificarem para mim quanto a existência de outros parentes com meu sobrenome?
Fico muito agradecida e se por acaso isso acontecer favor passar meu endereço de email para que eu possa ter contato com eles. Muitissimo Obrigada.
Cristina Carpinteiro - Brasil
procuro pessoas na região ou não,com o mesma sobrenome que o meu.
Primeiro, aqui fica um "conselho": alterem o título para "concelho". De resto, o texto está bom, e denota investigação. Parabéns.
Quanto aos outros visitantes, há várias famílias no concelho com os apelidos Carpinteiro e Lagareiro.