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<title>NORTE DE PORTUGAL </title>
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<description>NORTE DE PORTUGAL </description>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 23:37:35 +0100</pubDate>
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<title>NORTE DE PORTUGAL </title>
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	<title>Freixo de Espada à Cinta</title>
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		<description><![CDATA[<p align="center"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:FEC.png" target="_blank"><img id="image279667" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/freixo-de-espada-a-cinta.png" alt="Freixo de Espada à Cinta - Brasão" width="413" height="434" align="middle" /></a></p>
<p align="justify"><strong>Freixo de Espada à Cinta</strong> é uma vila portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 2 100 habitantes.</p>
<p align="justify">É sede de um município com 244,49 km² de área e 3 931 habitantes (2006), subdividido em 6 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Mogadouro, a leste e sul pela Espanha, a sudoeste por Figueira de Castelo Rodrigo e Vila Nova de Foz Côa e a oeste e noroeste por Torre de Moncorvo.</p>
<p align="justify"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Freixo_de_Espada_%C3%A0_Cinta" target="_blank"><font size="1">(Wikipedia)</font></a></p>
<hr /><br />
<p align="center"><a href="http://www.cm-freixoespadacinta.pt/?menu2=5&amp;doc=71" target="_blank"><img id="image279678" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/freixo-espada-cinta-vista-aerea-da-vila.jpg" alt="Freixo de Espada à Cinta - Vista Aerea da Vila" width="431" height="288" align="middle" /></a></p>
<p align="center"><font size="1">(Vista Aerea da Vila)</font></p>
<div align="justify"><span class="style22"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><strong><font size="4">Freixo de Espada à Cinta</font></strong> está inserido na província de Trás-os-Montes e Alto Douro, distrito e bispado de Bragança e desde a Idade Média que faz parte do Arcebispado de Braga. Tem por Orago S. Miguel Arcanjo, adoptando os seus habitantes como Santa Padroeira Nossa Senhora dos Montes Ermos, a quem são dedicadas as festas e romaria que decorrem habitualmente durante a segunda semana do mês de Agosto.</font></span></div>
<p> <span class="style22"><br /> </span><span class="style22"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="3">Tem uma área aproximada é de 244,49 km2, situando-se a 41º 6`de latitude e 2º 20`de longitude a Este do meridiano de Lisboa. Fica a cerca de 180 Km a Nordeste da cidade do Porto, a 400 Km a Nordeste de Lisboa e 100 Km a Sul de Bragança, a uma altitude média de 471m.</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br /> <font size="3">Os limites do seu concelho são:</font></font></font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="3"> </font></font></font></span><span class="style22"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="3">
<p>- A Norte, o concelho de Mogadouro;<br /> - Oeste, o concelho de Torre de Moncorvo;<br /> - Este, Espanha ( Província de Salamanca );<br /> - Sul, o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo.</p>
<p> </font></font></font><br />
<p class="style22" align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">A cerca de 4 Km da Vila passa o rio Douro, demarcando neste concelho a fronteira entre Portugal e Espanha, e segundo Sant'Anna Dionísio “foi durante oito séculos um dos escudos mais seguros ( e politicamente menos dispendiosos) que Portugal possuiu na sua longa linha de contacto com a nação vizinha...”.<br /> Em toda esta região se encontra arte rupestre pré-histórica, da qual o “cavalo de Mazouco” foi o primeiro sítio de arte rupestre paleolítica de ar livre descoberto no território português, e uma enorme quantidade de vestígios castrejos que ainda hoje podem ser apreciados nos seus devidos locais.</font></p>
<p class="style22" align="justify"><font size="3">É uma terra que se desenvolve desde o inicio da nacionalidade. Tem foral entre 1155/57 outorgado por D. Afonso Henriques e ascende a vila a partir de 1240. No inicio do século XVI era uma poderosa praça de guerra cercada de muros e dotada de três torres mestras, das quais actualmente só resta uma, facetada e heptagonal exemplar único na Península Ibérica: a denominada Torre do Galo ou do Relógio.</font></p>
<p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br /> </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br /> </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br />
<p class="style22" align="justify"><font size="3">Este concelho, tem profundas raízes históricas materializadas num vasto património artístico e cultural de onde podemos destacar a referida Torre, a Igreja Matriz, a Igreja da Misericórdia, o Pelourinho, a Igreja do Convento e um elevado número de casas com os portais e janelas decoradas com motivos de arte manuelina: meias esferas, folhagens, conchas, troncos entrelaçados, etc.</font></p>
<p class="style22" align="justify"><font size="3">Freixo de Espada à Cinta não capta os seus visitantes apenas com o seu rico passado, mas deslumbra todos os que por aqui passam com o magnífico espectáculo das amendoeiras em flor. Os prados, as vinhas, os olivais e os laranjais ao produzirem todo o tipo de cores e aromas conferem a quem os desfruta uma visão aproximada do paraíso.<br /> A beleza panorâmica e ciclópica proporcionada pelo imponente rochedo do Penedo Durão (727 metros), a cenografia do espectáculo natural nas estratificações silúricas do Candedo, onde está inclusa a Calçada de Alpajares de provável origem medieval, ou as paisagens deslumbrantes que se desfrutam das arribas do Douro em Lagoaça, em Mazouco ou em Ligares, concorrem também para tornar este concelho num entusiasmante local de vida e cultura.</font></p>
<p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br /> </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br /> </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br />
<p class="style22" align="justify"><font size="3">Quem sabe não poderá o visitante destas cercanias de Freixo deparar-se com uma variedade de flor que os lavradores da região designam por “ açucena campesina” ou “açucena dos campos”, raridade botânica e verdadeiro mimo de colorido e aroma.</font></p>
<p class="style22" align="center"><a href="http://www.cm-freixoespadacinta.pt/?menu2=5&amp;doc=71" target="_blank"><img id="image279681" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/freixo-espada-cinta-camara.jpg" alt="Freixo de Espada à Cinta - Câmara" width="540" height="405" align="middle" /></a></p>
<p class="style22" align="center"><font size="1">(Câmara Municipal)</font></p>
<p class="style22" align="center"><a href="http://www.cm-freixoespadacinta.pt/?menu2=5&amp;doc=71" target="_blank"><img id="image279683" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/freixo-espada-cinta-igreja-matriz.jpg" alt="Freixo de Espada à Cinta - Igreja Matriz" width="540" height="405" align="middle" /></a></p>
<p class="style22" align="center"><font size="1">(Igreja Matriz)</font></p>
<p class="style22" align="center"><a href="http://www.cm-freixoespadacinta.pt/?menu2=5&amp;doc=71" target="_blank"><img id="image279685" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/freixo-espada-cinta-muralha-do-castelo.jpg" alt="Freixo de Espada à Cinta - Muralha do Castelo" width="570" height="428" align="middle" /></a></p>
<p class="style22" align="center"><font size="1">(Muralha do Castelo)</font></p>
<p class="style22" align="center"><a href="http://www.cm-freixoespadacinta.pt/?menu2=5&amp;doc=71" target="_blank"><img id="image279689" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/freixo-espada-cinta-torre-do-galo.jpg" alt="Freixo de Espada à Cinta - Torre do Galo" width="428" height="570" align="middle" /></a></p>
<p class="style22" align="center"><font size="1">(Torre do Galo)</font></p>
<p class="style22" align="right"><font size="1"><a href="http://www.cm-freixoespadacinta.pt/?menu2=4&amp;doc=55" target="_blank">Texto e Fotos: cm-freixoespadacinta</a></font></p>
<p class="style22" align="right">&nbsp;</p>
<hr /></font></font></span>
</p>
<p><a href="http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2008/04/18/freixo-de-espada-a-cinta#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 10:07:59 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Carrazeda de Ansiães</title>
	<link>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2008/03/18/carrazeda-de-ansiaes</link>
	<guid>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2008/03/18/carrazeda-de-ansiaes</guid>
		<description><![CDATA[<div style="text-align: center"><img id="image256994" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/carrazeda-de-ansiaes.png" alt="Carrazeda de Ansiães - Brasão" width="413" height="434" /></div>
<p align="justify"><font size="3"><strong>Carrazeda de Ansiães</strong> é uma vila portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 1 600 habitantes. É sede de um município com 280,91 km² de área e 7 642 habitantes (2001), subdividido em 19 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Murça e de Mirandela, a nordeste por Vila Flor, a leste por Torre de Moncorvo, a sul por Vila Nova de Foz Côa, a sudoeste por São João da Pesqueira e a oeste por Alijó.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">O concelho tinha sede na antiga vila de Ansiães (Carrazeda de Ansiães); as suas ruínas, a sul da actual sede concelhia, situam-se no alto de uma colina, cerca da aldeia de Lavandeira. O concelho obteve foral em 1075, tendo o estatuto de vila sido confirmado por alvará de D. João V de 6 de Abril de 1734. No século XIX a sede concelhia foi transferida de Ansiães para Carrazeda, e a antiga vila foi abandonada.</font></p>
<p align="justify"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carrazeda_de_Ansi%C3%A3es" target="_blank"><font size="1">(Fonte: Wikipédia)</font></a></p>
<hr /><br /> <br />
<div style="text-align: center"><img id="image256996" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/carrazeda-de-ansiaes-fonte-das-sereias.jpg" alt="Carrazeda de Ansiães - Fonte das Sereias" width="500" height="375" /></div>
<div style="text-align: center">Fonte das Sereias</div>
<div style="text-align: center"><a href="http://www.panoramio.com/photo/3010810" target="_blank">Foto: Manuel Moutinho</a></div>
<div style="text-align: center"><hr /></div>
<div style="text-align: center"><img id="image256998" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/carrazeda-de-ansiaes-antiga-cadeia.jpg" alt="Carrazeda de Ansiães - Antiga Cadeia" width="500" height="375" align="middle" /></div>
<div style="text-align: center">Antiga Cadeia</div>
<div style="text-align: center"><a href="http://www.panoramio.com/photo/3010858" target="_blank">Foto: Manuel Moutinho</a></div>
<div style="text-align: center"><hr /></div>
<div style="text-align: center"><img id="image257000" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/carrazeda-de-ansiaes-igreja-s-salvador.jpg" alt="Carrazeda de Ansiães - Igreja S Salvador" width="500" height="375" align="middle" /></div>
<div style="text-align: center">Igreja São salvador</div>
<div style="text-align: center"><a href="http://www.panoramio.com/photo/1372751" target="_blank">Foto: Luis Rodrigues</a></div>
<hr /><br /> <br />
<p align="center"><font size="4"><strong>HISTORIA DO CONCELHO</strong></font></p>
<p> <font size="1"><font size="3">Carrazeda de Ansiães teve o seu próprio percurso Histórico, Administrativo, Judicial e até Religioso. Pelo que deverá conhecer-se uma síntese do mesmo, até para melhor compreensão da actual realidade daquele concelho.</font></font><font size="1"><font size="3"> </font></font><font size="1"><font size="3"><br />
<p align="justify">É na extinta Vila de Ansiães, situada a cerca de 4 quilómetros da actual sede municipal, que começa a administração daquela zona territorial. Carrazeda era, nessa altura, um lugar com poucas habitações e pessoas, situado já na zona planáltica para norte do Castelo de Ansiães.</p>
<p align="justify">Assim é indicado nos Forais da Vila de Ansiães: o 1º pensa-se que tenha sido dado por Fernando o Magno, Rei de Leão e Castela no século XI, e depois confirmado por D. Afonso Henriques por volta de 1160. D. Sancho I volta a confirmar este foral em 6 de Abril de 1198. D. Afonso II reconfirma-o em Guimarães em Abril de 1219.<br /> Mais tarde, D. Manuel I dá-lhe Novo Foral a 1 de Junho de 1510.</p>
<p align="justify">Em 1384 D. João I manda os moradores dos lugares de Freixiel, Murça e Abreiro "prestarem adua nos muros", ajudando a dar mais resistência com cinturas fortes e torres defensivas e usando pedra maior, pois até aí era miúda. E, em 1443 o regente D. Pedro deu aos seus moradores os "resíduos" (imposto) das Vilas de Freixiel, Abreiro e Vilarinho da Castanheira para consertar os muros, devendo auxiliar os moradores.</p>
<p align="justify">Os arranjos dos muros da fortaleza de Ansiães foram também efectuados às custas das terças reais em 1580 e 1591. Em 1640, quando se deu a restauração da Independência de Portugal, expulsando os reis Filipes de Espanha, o povo reforçou e arranjou partes do Castelo.</p>
<p align="justify">A importância do Castelo de Ansiães na defesa da região e nomeadamente da linha do Rio Douro foi assim contínua desde a Formação de Portugal até ao século XVII. Na Vila tinham os seus solares famílias importantes, como os Mesquitas, os Magalhães e os Sampaios.</p>
<p align="justify">É nesta altura que o povoado de Carrazeda começa a ganhar mais importância, enquanto que a Vila de Ansiães deixa de ter esse enorme valor defensivo e municipal, e entra em estagnação e até certa decadência.<br /> Em 1721 tinha a Vila de Ansiães "2 Juízes ordinários, 3 vereadores, 1 procurador, 2 almotacéis, hum Juiz de Órfãos, 4 tabeliães... 1 escrivão de Câmara e 1 alcaide".</p>
<p align="justify">E para Regimen da Milícia tem Cappitam mor e sargento mor, e cinquo Companhias com cinquo cappitans e ofticiaes, a saber a 1.ª da Vila, a 2.ª do Seixo, a 3.ª da Fonte Longa, a 4.ª do Pinhal da Ribeira e a 5.ª de Linhares". O golpe fatal é dado com o bacharel José Álvaro d'Almeida. Os nobres e homens bons tinham-se ausentado dela indo com D. Sebastião para Álcácer-Quibir (África), desaparecendo a acção das leis e da Justiça. Então era o Juiz de Fora que representava o rei e em 1734 foi nomeado aquele bacharel para Juiz de Fora. Este consegue a mudança da Vila de Ansiães para Carrazeda.</p>
<p align="justify">Não se fez sem oposição, pelo que o Juiz de Fora Dr. Justiniano Ferraz de Araújo e Castro, para desfazer e acabar com os prestígios e privilégios que os da Vila tinham, manda derrubar e despedaçar o Pelourinho de Ansiães que era o símbolo da autonomia judicial.</p>
<p align="justify">Era elegante e tinha 4 faces cada uma com as armas reais, uma Torre com duas portas, um castelo com porta e com uma chave segura por uma mão, e ainda um Velho barbado, com os braços meio erguidos e maça na mão direita, numa atitude combativa. (Seria o Velho Ansinales).</p>
<p align="justify">O local começa a entrar em declínio rápido e, em meados do século XIX Ansiães estava abandonada. Ficou o Castelo, muralhas e outros monumentos ao tempo, para recordar aos vindouros a heróica época da sua existência.<br /> Simultaneamente Carrazeda passa a ser sede do município com o nome de Carrazeda de Ansiães, e ganha outro impulso, o seu desenvolvimento a partir do antigo núcleo que fica junto da Igreja Matriz que data de 1790.</p>
<p align="justify">Ali são edificadas construções essenciais para qualquer município da época: o Pelourinho com coluna octogonal, 3 metros de altura e assente em 4 degraus, com o escudo nacional Joanino, e a Casa da Câmara ou Paços do Concelho que ostenta a data de 1736-1737.<br /> A primitiva Vila de Ansiães era da coroa e chamava-se concelho. Era constituído pelos seguintes lugares:<br /> Amedo, Beira Grande, Belver, Carrazeda, Castanheiro, Fontelonga, Luzelos, Marzagão, Mogo (de Malta), Parambos, Pinhal (do Norte), Pombal, Ribalonga, Samorinha, Selores, Seixo (de Ansiães), Zedes, e ainda as Quintas de: Alganhafres, Arcas, Arnal, Besteiros, Brunheda, Campelos, Coleja, Fontoira, Felgueira, Fiolhal, Lavandeira, Misquel, Paradela, Penafria, Tralhariz, Sentrilha.</p>
<p align="justify">Ao mesmo tempo a Vila e concelho de Vilarinho da Castanheira era formado pelos lugares de Carvalho de Egas, Castedo, Lousa, Mourão, Seixo de Manhoses, Valtorno, e pelas Quintas de Alagoa, Gavião, Pinhal (do Douro) e São Painho.<br /> Ora, os lugares e quintas pertencentes ao concelho de Ansiães passaram em 1734 para o de Carrazeda de Ansiães, mas Vilarinho continuou a ser concelho.<br /> É já no século XIX com o liberalismo e as suas reformas administrativas que o concelho de Vilarinho da Castanheira é extinto definitivamente em 31 de Dezembro de 1853, passando esta Vila juntamente com Pinhal do Douro para o concelho de Carrazeda. Lousa e Castedo foram integradas no de Torre de Moncorvo, e os restantes no de Vila Flor.</p>
<p align="justify">Também o concelho de Freixiel foi extinto em 1836 e as freguesias de Pereiros, Codeçais e Mogo de Malta passaram a integrar o concelho de Carrazeda.</p>
<p align="justify">Formava-se assim o actual concelho de Carrazeda de Ansiães, que, em número de freguesias variou ao longo dos anos, pois como se sabe, até 1936 Samorinha foi freguesia, assim como Pinhal do Douro.<br /> Em termos religiosos Ansiães tinha três Comendas: a de S. Salvador, a de S. João e a de Linhares.</p>
<p align="justify">A Comenda de S. Salvador de Ansiães era da apresentação paroquial do reitor de Ansiães e englobava os seguintes lugares: Alganhafres, Ansiães, Beira Grande, Belver, Besteiros, Coleja, Fontelonga, Lavandeira, Mogo de Ansiães, Pena Fria, Samorinha, Seixo de Ansiães, Selores, Seixo das Carvas e Vale de Pedro.</p>
<p align="justify">A Comenda de S. João Baptista era apresentada pelo respectivo reitor e incluía os seguintes lugares: Amêdo, Areias, Brunheda, Carrazeda, Felgueira, Fontana, Luzelos, Marzagão, Paradela, Pinhal do Norte, Pombal, Sentrilha e Zêdes.</p>
<p align="justify">A Comenda de Linhares era também da Ordem de Cristo, do padroado real e tinha os seguintes lugares: Arnal, Campelos, Carrapatosa, Castanheiro, Fiolhal, Foz Tua, Linhares, Misquel, Parambos, Ribalonga e Tralhariz.</p>
<p align="justify">Pereiros, Codeçais e Mogo de Malta eram ramos da Comenda da Ordem de Malta. Vilarinho da Castanheira e Pinhal do Douro, de outro concelho na altura, eram do Cabido da Sé de Braga.</p>
<p align="justify">Com a redução de abadias em reitorias, veio também a reduzir-se e a limitar-se a de S. Salvador que se estendeu somente até Lavandeira e seu arrabalde, desanexando-se os outros lugares. Em 1556 funda-se a Igreja Paroquial de Santo António de Beira Grande. Em 1569 é a vez da de Selores a Igreja de S. Gregório e com a anexa Alganhafres. No reinado de D. João III funda-se a de Belver com Mogo de Ansiães, a Nossa Senhora das Neves. E a de Santa Cruz da Samorinha que até então era sujeita a Fontelonga.</p>
<p align="justify">Também a Comenda e a Paróquia de S. João se desanexou no Reinado de D. Sebastião: Luzelos e Quinta de Fontoura passou a ser a Igreja de Santo Amaro de Luzelos; a de Santa Águeda para Carrazeda; a de S. Gonçalo para Zedes desanexando-se da de S. Tiago de Amedo; a de Nossa Senhora das Neves de Pinhal do Norte também se desanexa de S. Lourenço de Pombal e ficando com as anexas Brunheda, Sentrilha e Felgueira. Não são referidas a de Castanheiro e Ribalonga, pelo que devem ser anteriores.</p>
<p align="justify">Em 11 de Setembro de 1833 a Junta do Exame do Estado Actual e Melhoramento Temporal das Ordens Religiosas propôs que as dioceses fossem reduzidas, em harmonia com as divisões administrativas.</p>
<p align="justify">Estava-se no período Liberal em que as reformas se sucediam com frequência. No entanto, aquela proposta não se concretizou devido a factores diversos, dos quais se destaca a interrupção das relações do governo português com a Santa Sé que só se restabelecem em 1841.</p>
<p align="justify">Depois disso os governos continuaram a pensar nessa redução das dioceses religiosas, mas a intenção de conservar a de Bragança manteve-se sempre.</p>
<p align="justify">Através das Letras Apostólicas do Santíssimo Padre Leão XIII - Gravíssimum Christi Ecclesiam Regendi et Gubernandi Manus, de 30 de Setembro de 1881, que foram executadas a 4 de Setembro de 1882 pelo Cardeal Bispo do Porto, D. Américo, as freguesias do concelho de Carrazeda de Ansiães passavam definitivamente para o Bispado de Bragança em termos religiosos.</p>
<p align="justify">Nas questões judiciais, nos séculos XVI e XVII os concelhos de Ansiães, Vilarinho da Castanheira e Freixiel aos quais pertenciam as freguesias que hoje constituem o actual concelho de Carrazeda, eram todos da Comarca de Moncorvo.</p>
<p align="justify">Em 1706 eram da Comarca e Provedoria da Vila de Torre de Moncorvo. Em 1734 pertenciam à Correição de Torre de Moncorvo e em 1762 o concelho de Carrazeda de Ansiães fazia parte ainda daquela Correição. Em 1864 era ainda da Comarca de Torre de Moncorvo.</p>
<p align="justify">Em 1940 Carrazeda de Ansiães era Julgado Municipal. As freguesias de Beira Grande, Carrazeda de Ansiães, Castanheira, Lavandeira, Linhares, Parambos, Seixo de Ansiães e Vilarinho da Castanheira pertenciam à Comarca de Moncorvo. As restantes eram da Comarca de Vila Flor.</p>
<p> </font></font><br />
<p align="justify"><font size="1"><a href="http://www.cm-carrazedadeansiaes.pt/site_antigo_cm_cansiaes/visita_concelho/visita_index.html" target="_blank">(Texto: C M Carrazeda de Ansiães)</a></font></p>
<hr />
</p>
<p><a href="http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2008/03/18/carrazeda-de-ansiaes#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 16:22:41 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Vinhais</title>
	<link>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2008/01/22/vinhais</link>
	<guid>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2008/01/22/vinhais</guid>
		<description><![CDATA[<p align="center"><img id="image218286" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/vinhais.png" alt="Vinhais - Brasão" width="413" height="434" align="middle" /></p>
<p align="justify"><font size="3"><strong><font size="5">Vinhais</font></strong> é uma vila portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 2 400 habitantes.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">É sede de um município com 694,68 km² de área e 10 646 habitantes (2001), subdividido em 35 freguesias. O município é limitado a norte e oeste pela Espanha, a leste pelo município de Bragança, a sul por Macedo de Cavaleiros e Mirandela e a oeste por Valpaços e Chaves .</font></p>
<p align="justify"><span class="mw-headline"><font size="4"><strong>História</strong></font></span></p>
<p align="justify"><font size="3">A ocupação humana deste território data de tempos ancestrais, tal como se pode verificar pelos inúmeros vestígios arqueológicos que se podem encontrar nesta região: inscrições rupestres, edificações de tipo dolménico e fortificações castrejas. Esta antiguidade é reiterada pelo Abade de Miragaia:</font></p>
<p align="justify"><font size="3"><em>O chão desta vila e desta paróquia foi ocupado desde tempos remotíssimos, como se infere da lenda ou história da igreja de S. Facundo, que a tradição diz ter sido fundada no tempo dos Godos. (...) Também por aqui se demoraram os Romanos, pois ao norte da vila, no monte da Vidueira, se encontraram em 1872 muitas moedas romanas bem conservadas (...)</em>.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Perto de Vinhais foi encontrada uma lápide com a seguinte inscrição: <em>JOVI / O.M. / LOVIIS / IAIIX / VOTO / LAP</em> (Lovesia dedicou por voto e com generoso ânimo ao grande Júpiter).</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Em meados do século XIII surgiu, pela primeira vez, a referência a Vinhais, num documento de doação ao mosteiro leonês de São Martinho da Castanheira: <em>in villa que vocitant Villar de Ossus in territorio Vinales</em>. Nesta época, Vinhais não era um topónimo, mas sim um coronómio, visto que designava uma região, um território e não um lugar determinado.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Pensa-se que a primeira povoação de Vinhais foi construída num outeiro, próximo da margem direita do rio Tuela, mais a norte do sítio actual, ou no monte da Vidueira, ou, ainda, no monte Ciradela ou Ciradelha, na Serra da Coroa. Estas suposições justificam-se pelo aparecimento de moedas romanas, vestígios de edificações da antiga cidade romana de Veniatia e da estrada militar romana que ligava Braga a Astorga (Asturica Augusti).</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Vinhais foi, primitivamente, um castro de povoamento lusitano, transformado pelos romanos em castro luso-romano, com a sua fortaleza (oppidum). Certamente, os suevos ou os visigodos cercaram a localidade de muralhas e, com a expulsão dos muçulmanos, Vinhais ficou arrasada, tendo sido repovoada na época da dominação dos reis de Castela e Leão (D. Sancho II e D. Afonso VI). Este repovoamento foi continuado pelos primeiros reis portugueses, nomeadamente com D. Afonso Henriques, D. Sancho I (O Povoador), D. Afonso II e D. Sancho II.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Vinhais recebeu foral de D. Afonso III, no dia 20 de Maio de 1253, o qual foi outorgado pelo monarca D. Manuel I, em 4 de Maio de 1512.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Quando D. João I de Castela invadiu Portugal, em 1384, devido à crise de sucessão suscitada pela morte de D. Fernando, o castelo de Vinhais foi um dos muitos que hastearam a bandeira castelhana, recusando, assim, obediência ao Mestre de Avis, futuro D. João I de Portugal.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">No século XVII, Vinhais sofreu bastante com a Guerra da Restauração, devido à sua localização geográfica, tal como conta Pinho Leal, na célebre obra Portugal Antigo e Moderno:</font></p>
<p align="justify"><font size="3"><em>Em 1666, achando-se em Lisboa o III conde de S. João da Pesqueira (futuro 1º Marquês de Távora, criado por D. Pedro II Regente, de 7 de Janeiro de 1670), governador de Entre Douro e Távora (...). entretanto, o general galego D. BALTAZAR PANTOJA, pôs a ferro e fogo a província de Trás-os-Montes. Em 1 de Julho 1666 entrou por Montalegre, no dia 13 de Julho caíu sobre Chaves, no dia 14 de Julho os lugares de Faiões e Santo Estêvão, defendidos pelo sargento-mór ANTÓNIO DE AZEVEDO DA ROCHA, cometendo barbaridades. Recolhendo-se D. BALTAZAR PANTOJA a Monterey, praça galega ao Norte de Verim, e passados poucos dias volveu sobre Portugal, entrando por Monforte, veio pôr cerco a Vinhais, cercando com o seu exército o castelo, que era defendido pelo governador ESTÊVÃO DE MARIS, com os habitantes da vila e mais 50 auxiliares</em>.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Este acontecimento ficou eternizado numa inscrição que, ainda hoje, se pode ver na parede de uma casa que o defensor de Vinhais (Estêvão de Maris) fez:</font></p>
<p align="justify"><em><font size="3">ESTÊVÃO DE MARIS, GOVERNADOR DES / TA VILA DE VINHAIS, Fº DE Rº DE MORAIS DE TIO / ZELO, MANDOV FAZER ESTAS CASAS / NA E. DE MDCCVI (?) QUANDO PANTOXA / G L DO EXÉRCITO DE GALIZA COM O / MAIOR Q. SE VIO NESTA PROVÍNCIA / E LHE DEFENDEO A MURALHA CÕ / A GENTE NOBRE DA VILA E POV / QVA MAIS DE GRÃ E CÕ PERDER MVTÃ / LEVANTOU O SITIO E QUEIMOU AS / CASAS QUE FICAVÃO FORA DA MVRALHA</font></em></p>
<p align="justify"><font size="3">Actualmente, Vinhais distingue-se pelas suas paisagens verdejantes, o que originou a designação <em>Sintra Transmontana</em>.</font></p>
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<div class="printfooter"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vinhais" target="_blank"><font size="1">(Fonte: Wikipédia)</font></a></div>
<div class="printfooter"><hr /></div>
<div class="printfooter" align="center"><img id="image218290" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/vinhais-vista.jpg" alt="Vinhais" width="500" height="375" align="middle" /></div>
<div class="printfooter" align="center"><a href="http://www.mapav.com/braganca/vinhais/" target="_blank"><font size="1">(Foto: Andre Felix)</font></a></div>
<div class="printfooter" align="center"><img id="image218291" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/vinhais-convento-de-frades.jpg" alt="Vinhais - Convento de Frades" width="500" height="375" align="middle" /></div>
<div class="printfooter" align="center"><a href="http://www.mapav.com/braganca/vinhais/" target="_blank"><font size="1">(Foto:Abel M. Queirós)</font></a></div>
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<div class="printfooter" align="center"><a href="http://br.youtube.com/watch?v=y_6ZILNpkJU" target="_blank"><font size="1">(Video: João Afonso)</font></a></div>
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<p><a href="http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2008/01/22/vinhais#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Tue, 22 Jan 2008 11:05:29 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Vimioso</title>
	<link>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2008/01/18/vimioso</link>
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		<description><![CDATA[<div align="right" style="text-align: center"><img id="image215713" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/vimioso.png" alt="Vimioso - Brasão" width="413" height="434" /></div>
<div style="text-align: center"><img id="image215714" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/vimioso-igreja-matriz.jpg" alt="Vimioso - Igreja Matriz" width="398" height="599" align="middle" /></div>
<div style="text-align: center"><img id="image215715" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/vimioso-igreja.jpg" alt="Vimioso - Igreja Matriz" width="800" height="532" align="middle" /></div>
<div style="text-align: center"><img id="image215716" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/vimioso-largo.jpg" alt="Vimioso - Largo" width="800" height="532" align="middle" /></div>
<div style="text-align: center"><img id="image215717" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/vimioso-praca.jpg" alt="Vimioso - Praça" width="800" height="532" align="middle" /></div>
<div style="text-align: center"><img id="image215719" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/vimioso-edificio.jpg" alt="Vimioso - Edificio" width="800" height="532" align="middle" /></div>
<div style="text-align: center"><a href="http://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Vimioso&amp;amp;uselang=pt" target="_blank"><font size="1">(Fotos: Wikimédia.com)</font></a></div>
<hr /><br />
<p align="justify"><font size="3"><strong>Vimioso</strong> (em mirandês <em>Bumioso</em>) é uma vila portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 1 200 habitantes.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">É sede de um município com 481,47 km² de área e 5 315 habitantes (2001), subdividido em catorze freguesias. O município é limitado a norte pela Espanha (Alcanizes), a leste pelo município de Miranda do Douro, a sul por Mogadouro, a oeste por Macedo de Cavaleiros e a noroeste por Bragança.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Em duas aldeias deste concelho, Angueira e Vilar Seco, fala-se o mirandês. Há ainda registo de falantes em Caçarelhos, mas se pensa que ali terá deixado de se usar generalizadamente nos últimos anos.</font></p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vimioso" target="_blank"><font size="1">(Wikipedia)</font></a></p>
<hr /><br />
<p><a href="http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2008/01/18/vimioso#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Fri, 18 Jan 2008 13:32:50 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Mogadouro</title>
	<link>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/31/mogadouro</link>
	<guid>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/31/mogadouro</guid>
		<description><![CDATA[<p align="center"><img id="image203473" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/mogadouro.png" alt="Mogadouro - Brasão" width="413" height="434" align="middle" /></p>
<p align="justify"><font size="3"><strong><font size="5">Mogadouro</font></strong> é uma vila portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 3 600 habitantes.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">É sede de um município com 757,98 km² de área e 11 235 habitantes (2001), subdividido em 28 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Macedo de Cavaleiros e de Vimioso, a nordeste por Miranda do Douro, a sueste pela Espanha, a sul por Freixo de Espada à Cinta e por Torre de Moncorvo e a oeste por Alfândega da Fé.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">O concelho recebeu foral de D. Afonso III em 27 de Dezembro de 1272.</font></p>
<ul>
<li>
<div align="justify"><font size="3">Nesta região, além do português, fala-se sua própria língua: a língua mirandesa.</font></div>
</li>
</ul>
<p align="justify"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mogadouro" target="_blank"><font size="1">(Wikipedia)</font></a></p>
<hr /><br />
<p align="center"><img id="image203474" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/mogadouro-camara.jpg" alt="Mogadouro - Câmara Municipal" width="500" height="375" align="middle" /><img id="image203475" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/mogadouro-convento-s-francisco.jpg" alt="Mogadouro - Convento" width="500" height="375" align="middle" /></p>
<p align="center"><a href="http://www.mapav.com/braganca/mogadouro/" target="_blank"><font size="1">(Fotos: Paulo Moreira)</font></a></p>
<hr /><br />
<p align="center"><img id="image203476" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/mogadouro-castelo.jpg" alt="Mogadouro - Castelo" width="500" height="374" align="middle" /><img id="image203477" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/mogadouro-igreja.jpg" alt="Mogadouro - Igreja" width="500" height="374" align="middle" /><img id="image203478" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/mogadouro-vista.jpg" alt="Mogadouro - Vista" width="500" height="374" align="middle" /></p>
<p align="center"><a href="http://www.mapav.com/braganca/mogadouro/" target="_blank"><font size="1">(Fotos: Antero)</font></a></p>
<hr /><br />
<p align="center"><strong><font size="5">HISTÓRIA DO CONCELHO</font></strong></p>
<div align="justify"><font face="Arial,tahoma,verdana,helvetica,sans-serif" size="3" class="detalhedistrito" color="#ffff99">O concelho de Mogadouro, a uma altitude média de setecentos metros, estende-se por uma área de 756 km2, numa zona essencialmente planáltica. As excepções são os conhecidos “cumes do Mogadouro”, que se elevam a cerca de novecentos metros. É um amplo território, no extremo oriental de Portugal, que está repartido pelas bacias dos rios Douro e Sabor.<br /> Divide-se, o concelho de Mogadouro, em 56 aglomerados populacionais, integrados em vinte e oito freguesias: Azinhoso, Bemposta, Bruçó, Brunhoso, Brunhozinho, Castanheira, Castelo Branco, Castro Vicente, Meirinhos, Mogadouro, Paradela, Penas Roias, Peredo Bemposta, Remondes, Saldanha, Sanhoane, S. Martinho do Peso, Soutelo, Tó, Travanca, Urrós, Vale da Madre, Vale de Porco, Valverde, Ventozelo, Vila de Ala, Vilar de Rei e Vilarinho dos Galegos. Uma população que ultrapassou já os vinte mil habitantes.<br /> Toda a vida destas terras passa de forma decisiva pelo clima. Um clima com duas faces distintas: um Inverno rude, frio e com muita chuva e neve; um Verão, por seu lado, muito quente, típico dos climas continentais, por vezes sufocante. A paisagem, fruto de uma localização muito influenciada pelo clima atlântico, continental e mediterrânico, é muito diversificada e abundante. Proporciona assim recursos agrícolas suficientes para a população do concelho. As espécies vegetais mais comuns, aqui, são o carvalho negral e, nos montes e encostas próximas do rio Douro e do rio Sabor, o azinheiro, o sobreiro e o zimbro.<br /> Em termos de fauna, destaca-se o lobo de tantas “estórias” e mitos, a raposa, o javali, a lebre e o coelho. Muitas espécies de aves sobrevoam o território do concelho e dão-lhe um toque de invulgar beleza, como as aves de rapina – águias reais, gaviões, mochos ou corujas – e as aves em bandos, como as gralhas, as andorinhas, os melros azuis (muito raros em todo o País e que ostentam uma luxuriante e espectacular tonalidade), os estorninhos, as tordeiras, os pombos bravos ou as cotovias. Alguns estudiosos destas matérias dizem mesmo que em nenhum ponto do País se pode encontrar uma tal diversidade de espécies animais.<br /> Por Mogadouro passaram os mais diversos povos. Muitos vestígios dos celtas, dos muçulmanos, dos Templários e dos Távoras, arqueológicos ou arquitectónicos, povoam ainda grande parte das freguesias do concelho. Muita coisa, no entanto, foi destruída pela febre assanhada da vingança pombalina contra a nobre família.<br /> O seu povoamento iniciou-se, em termos documentais, a partir do IV milénio a.C.. Para trás, muito deve ter acontecido, mas até hoje não foi encontrado qualquer vestígio que o prove. O mais remoto elemento de vida humana em Mogadouro foi encontrado na Pena Mosqueira, uma anta, monumento funerário escavado em 1986 por uma equipa de arqueólogos da FLUP - Faculdade de Letras da Universidade do Porto.<br /> Outros vestígios arqueológicos importantes, do período calcolítico, foram encontrados nas freguesias de Peredo da Bemposta e de Urrós. Diversos povoados pré-históricos que teriam o seu centro administrativo, se assim se pode chamar, em Castro de Avelãs.<br /> Durante a época romana, as actuais terras de Mogadouro estiveram integradas na Asturica Augusta, capital de um dos três distritos em que estava dividido o Noroeste Peninsular. Alguns elementos desse período foram encontrados nas terras do concelho, como vários altares votivos e estelas funerárias em Saldanha, Sanhoane, Peredo da Bemposta e noutras freguesias.<br /> Durante a Idade Média, as terras de Mogadouro desempenharam um importante papel na defesa do território português, recentemente conquistado aos mouros. Os ataques de Leão e Castela tinham também aqui uma primeira e decisiva barreira. No território do concelho, foram então edificados os castelos de Penas Roias (1166) e de Mogadouro (também no século XII). Estavam ligados às fortificações de Algoso, Miranda do Douro, Outeiro e Vimioso e constituíam a tal linha de defesa do nordeste português. Controlada a estrada mourisca, principal via de penetração dos povos inimigos, grande parte dos ataques estaria salvaguardada. Ambos os castelos chegaram até nós, ao contrário do que aconteceu em muitas outras regiões do País, mas deles vão restando cada vez menos vestígios, sendo necessário uma recuperação urgente para que a degradação não atinja o seu ponto limite.<br /> Constituído actualmente por vinte e oito freguesias, o concelho de Mogadouro nem sempre teve a sua configuração actual. Muito pelo contrário. Algumas das povoações que hoje se integram no seu âmbito foram em tempos circunscrições independentes, com autonomia política e administrativa, que rivalizavam mesmo em importância social e económica com aquela que é hoje a sua sede. É o caso de Azinhoso, Bemposta, Castro Vicente e Penas Roias, todas elas antigas vilas, com foral, e concelhos, com pelourinhos ainda subsistentes (à excepção do de Penas Roias) e as respectivas justiças próprias e funcionários.<br /> Parte fundamental da história de Mogadouro na Idade Moderna está associada à importante família nobre dos Távoras. Apesar do extermínio que tal família sofreu, em meados do século XVIII (acusada de atentado contra o rei D. José), pela mão de um Marquês de Pombal febrilmente anti-nobiliárquico, alguns dos seus bens podem ainda hoje ser vistos com admiração em Mogadouro. É o caso do seu palácio, apesar de se encontrar praticamente em ruínas, e a Quinta de Nogueira, perto da vila, que também pertenceu à família. A sua pedra de armas em granito, setecentistas, ainda é bem visível para quem demanda estas terras. Muitos outros solares podem no entanto ser admirados por todo o concelho, como em Castelo Branco, S. Martinho do Peso ou Tó.<br /> Curiosos dias passaram-se nos finais do século XIX, aquando da candidatura de Trindade Coelho como deputado por Mogadouro. O eminente político haveria mesmo de publicar um livro sobre o assunto, exactamente com esse título: “A Minha “Candidatura” por Mogadouro”. No excerto apresentado, pode ler-se uma das cartas que lhe foi enviada por um grupo de apoiantes: “Assignada por pessoas de muita representação e respeitabilidade d’este concelho, acaba de ser dirigida ao nosso bom e dedicado conterrâneo, sr. dr. Trindade Coelho, um manifesto ou representação rogando-lhe que aceite o ser chefe político dos signatarios e participando-lhe que já nas próximas eleições geraes para deputados votarão no seu nome.” O partido acabaria por não ir às urnas, mas de qualquer modo ficava uma obra excelente sobre o Mogadouro de finais do século e as confusas tricas políticas da agonia monárquica.<br /> A importância de Trindade Coelho não se resumiu, no entanto, a este incidente político. Dedicado à sua terra, como poucos, deixou obra feita. Conforme referiu João de Araújo Correia: “Era transmontano. Quem o é de raiz não pode ser discípulo de ninguém. Tem dentro de si uma Universidade. Com os olhos postos em Mogadouro, escreveu “Os Meus Amores” – livro que não é livro. É a própria terra do escritor, reproduzida pelo talento de quem lhe quer bem”.<br /> O património deste concelho é algo que não deve ser desprezado. As belezas naturais de Mogadouro aliam-se aqui às riquezas patrimoniais das diversas povoações que o constituem. Desde o castelo, símbolo perene de um pujante passado (embora diminuído pela acção do tempo), passando pela igreja românica de Azinhoso e de Algozinho, o Santuário de S. Gonçalo ou a Igreja da Misericórdia. Tudo merece uma visita a quem vier a estas terras. Em especial destaque está a rota do românico, embora tardio, que pode ser encontrado em parte importante das freguesias do concelho.<br /> Não incluímos na lista, propositadamente, a igreja paroquial da vila e o Convento de S. Francisco, já que ambas merecem um tratamento individualizado e mais em pormenor. A matriz inicial de Mogadouro, antecessora da actual, era de estilo românico ou até visigodo. Não se sabe quando foi substituída por aquela que podemos ver hoje no centro da freguesia e que já é referida em documentos dos inícios do século XVI. Remodelada em finais da centúria seguinte – passou a ter três naves – voltou a sê-lo no século XVII, data em que lhe foi acrescentada uma torre quadrangular, que ainda hoje existe e que na altura simbolizava um luxo a que só as grandes paróquias podiam aspirar.<br /> As naves do templo são separadas por arcos de meio ponto bem abertos e assentes em capitéis de ordem toscana. A capela-mor, manuelina, é pequena mas tem alguns motivos de interesse, dos quais a abóbada (com os seus arcos cruzeiros) não será por certo o menor. Entre as naves e a capela-mor, um arco triunfal e um degrau para subir para a capela-mor. Três janelas renascentistas populares iluminam de forma eficaz as três naves.<br /> Quanto ao exterior da igreja, temos como elemento de especial interesse na frontaria a torre sineira, constituída por três pisos. Toda a fachada está enquadrada por esquineiras em cantaria de granito.<br /> O Convento de S. Francisco, referido em documentos de 1609 (nessa data os frades terceiros da Ordem de S. Francisco já ali estavam), foi ampliado ao longo desse século. Segundo o cabido de Miranda do Douro, a instituição monástica contava em meados do século com nove frades, três irmãos leigos, dois donatos e dois moços. Uma data incerta na frontaria, 1689, deve por certo indicar o ano em que as obras do actual edifício ficaram totalmente concluídas, embora muito antes estivessem já aptas a receber os frades franciscanos. Terá sido mandado edificar, reza a tradição, por D. Luis Álvares de Távora, sétimo comendador de Mogadouro. Foi extinto em 1834 – o liberalismo fora implantado definitivamente – através de um decreto de Joaquim António de Aguiar, celebrizado como “mata-frades” pela devastadora acção que levou a cabo no clero português.<br /> Com uma planta em forma de cruz latina, inspirada às igrejas jesuítas do século XVI, o Convento de S. Francisco situa-se no centro da vila. Nem sempre foi assim. O facto de, à data da sua construção, se encontrar a trezentos metros da povoação, rodeado de campos agrícolas, demonstra bem o crescimento que a sede deste concelho registou desde então. O agradável prospecto exterior tem como principal ponto de destaque a torre sineira, quadrangular rectilínea, que termina em forma piramidal. Quanto ao interior, é criptolateral, um estilo que só mais tarde se espalhou pelo resto do País e até pela Europa. O coro conserva ainda as cadeiras onde os frades se sentavam para celebrar a sua devoção a Deus. A parte do convento, cujos claustros eram fechados e de planta quadrada, apesar das delapidações dos tempos, revela- -se ainda – em parte devido à exemplar reconstrução e aproveitamento que sofreu – como um dos mais importantes edifícios maneiristas do nordeste de Trás-os-Montes.<br /> A Sala-Museu de Arqueologia de Mogadouro reúne em plena Vilaça uma memória colectiva difícil de desprezar. Ao mesmo tempo que salva um conjunto de peças que dessa forma estaria em perigo de desaparecer ou de partir para outras paragens, dá a conhecer a todos os habitantes da região, e até aos que são de fora, o que foi Mogadouro no passado, quais foram os seus primeiros habitantes e que vestígios da sua presença eles nos deixaram.<br /> Em visita por terras de Mogadouro, José Saramago percebeu bem o espírito da região. Em “Viagem a Portugal”, deixou as suas impressões, as suas memórias: “O viajante é natural de terras baixas, muito lá para o sul, e, sabendo pouco destes montes, esperava-os maiores. Já o disse, e torna a dizer. Não faltam os acidentes, mas são tudo colinas de boa vizinhança, altas em relação ao nível do mar, mas cada qual ombro com ombro da qual está próxima e todas perfiladas. Em todo o caso, se alguma se atreve um pouco mais ou espigou de repente, então sim, tem o viajante uma diferente noção destas grandezas, não tanto pelo que está perto, mas por aquela vultosa serra ao longe. Chegando-se-lhe, percebe-se que a diferença não era assim tão grande, mas bastou para promessa de um momento.<br /> Esta linha férrea que vai ao lado da estrada parece de brincadeira, ou restos de solene antiguidade. O viajante, cujo sonho de infância foi ser maquinista de caminhos-de-ferro, desconfia que a locomotiva e as carruagens são desse tempo, objectos de museu a que o vento que vem dos montes não consegue sacudir as teias de aranha. Esta linha é a do Sabor, do nome do rio que se torce e retorce para alcançar o Douro, mas onde esteja o gosto da traquitana, isso não descobre o viajante.<br /> Sem dar por que passou a serra, o viajante chega a Mogadouro. A tarde vai descaindo, ainda luminosa, e do alto do castelo se podem deitar contas ao trabalho dos homens e das mulheres deste lugar. Todas as encostas em redor estão cultivadas, é um jogo de canteiros e talhões, uns enormes, outros mais pequenos, como se servissem apenas para preencher as sobras dos grandes. Os olhos repousam, o viajante estaria totalmente regalado se não fosse o remorso de ter feito fugir do recato das muralhas um casal de namorados que estava tratando dos seus amores. Aqui em Mogadouro ficou ilustrado, uma vez mais, o antigo conflito entre acção e intenção.<br /> É em Azinhoso, aldeiazinha perto, que começa a nascer a paixão do viajante por este românico rural do norte. O risco das minúsculas igrejas não tem ousadias, é receita trazida de longe e ligeiramente variada para ressalvar o prestígio do construtor, mas muito se engana quem cuide que, tendo visto uma, viu todas. Há que dar-lhes a volta com todo o vagar, esperar calado que as pedras respondam, e, se houver paciência, de cada vez sairá dali repeso o viajante, este ou qualquer outro. Repeso de não ficar mais tempo, pois não está bem demorar um quarto de hora ao pé duma construção que tem setecentos anos, como neste caso de Azinhoso. Sobretudo quando começam a aproximar-se pessoas que querem conversar com o viajante, pessoas que justamente conviria ouvir porque são as herdeiras desses sete séculos. O pequeno adro está coberto de erva, o viajante assenta nela as suas pesadas botas e sente-se, não sabe porquê, reabilitado. Por mais que pense, é esta a palavra, não há outra, e não a sabe explicar.<br /> Daqui a pouco será noite, que no Outono vem cedo, e o céu cobre-se de nuvens escuras, talvez amanhã chova. Em Castelo Branco, quinze quilómetros ao sul, o ar parece ter passado por uma peneira de cinza, só na cor, que de pureza até os pulmões estranham. À beira da estrada há uma comprida fachada de solar, com grandes pináculos nos extremos”.<br /> São afinal terras rurais, com tudo o que isso tem de bom, mas muito progressivas, que mantêm incólumes os seus hábitos mais tradicionais e os seus mais remotos costumes. Muito já se perdeu, é certo, como grande parte do artesanato que povoava todas as freguesias e que hoje se resume a uns quantos artífices do barro e da tecelagem: linho, seda, rendas, bordados e colchas de renda.<br /> Pedaço saboroso da etnografia do concelho são também as inúmeras festas, procissões e romarias que acontecem todos os anos, em especial nos meses do Verão, em homenagem às santidades da predilecção do seu povo. E pode-se dizer que, aqui, há para todos: S. Brás, S. Pedro, S. Bento, S. João, Santa Catarina, etc. O paganismo, no entanto, também tem o seu lugar, até porque a vida quer-se feita do amor a Cristo, sim, mas também do amor aos santos prazeres que nos fazem viver com mais alegria o dia-a-dia. Assim, em festas como o “Velho Chocalheiro”, em Bemposta, o “Farandulo” de um “indivíduo” de cara alegre e risonha que se chama Tó, ou das Festas da Bexiga em Bruçó. Festas que, apesar de nada terem de religioso, são o “Ai Jesus!” das respectivas populações.<br /> Famosa é também a feira dos Gorazes, na sede do concelho. Registada na documentação oficial desde há vários séculos, foi o primeiro evento deste tipo na região. Com lugar nos dias 15 e 16 de Outubro de cada ano, deve o seu nome, segundo alguns autores, ao facto de ali se vender com grande abundância, certamente no início da feira, aquele animal tão saboroso. Refere o Pe. António Rodrigues Mourinho (Júnior) em relação a este assunto: “Quem trazia o goraz para Mogadouro? Só os almocreves. Em que condições de conservação viria o peixe para Mogadouro? Salgado? Seco? Que em Portugal o povo sempre se alimentou de peixe seco ou salgado, mas principalmente seco, é um facto. (...) O peixe a uma distância de trezentos quilómetros, mesmo salgado e, neste caso, o goraz não parecia fácil aguentar-se sem perigo de corrupção”. Outros autores, no entanto, como Viterbo, encontram a origem da palavra no nome pessoal Gorazil ou Gouarazel.<br /> Da (saborosa) gastronomia de Mogadouro, destaca-se aqui a célebre posta mirandesa, que é afinal o mesmo que dizer vitela assada na brasa, o folar da Páscoa e, no fundo, de todo o ano, os suculentos enchidos, com o presunto em posição de inquestionável liderança, o queijo e o mel. Iguarias dos deuses, que só eles nos poderiam ter ensinado coisas tão saborosas. Só por isso vir a Mogadouro já mereceria a pena!</font></div>
<div align="justify"><font face="Arial" size="2"><a href="http://www.minhaterra.com.pt/template/frames.php?intNivelID=74&amp;MINHA-TERRA=e374e769965ef84c3f20208d2c970cc0" target="_blank">(Texto: minhaterra.com)</a></font></div>
<div align="justify"><hr /></div>
<p><a href="http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/31/mogadouro#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Mon, 31 Dec 2007 13:14:16 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Cidade de Mirandela</title>
	<link>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/30/cidade-de-mirandela</link>
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		<description><![CDATA[<p align="center"><img id="image202726" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/mirandela-camara.jpg" alt="Mirandela - Câmara" width="500" height="375" align="middle" /><img id="image202727" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/mirandela-rua-d-manuel.jpg" alt="Mirandela - Rua D. Manuel" width="500" height="375" align="middle" /><img id="image202730" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/mirandela-praca-5-outubro.jpg" alt="Mirandela - Praça 5 de Outubro" width="500" height="375" align="middle" /></p>
<p align="center"><a href="http://www.mapav.com/braganca/mirandela/" target="_blank"><font size="1">(Fotos: Olegario)</font></a></p>
<hr /><br /> <br />
<p align="center"><img id="image202735" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/mirandela-chafariz.jpg" alt="Mirandela - Chafariz" width="500" height="375" align="middle" /></p>
<p align="center"><a href="http://www.mapav.com/braganca/mirandela/" target="_blank"><font size="1">(Foto: Óscar F. G. Moutinho)</font></a></p>
<hr /><br /> <br />
<p align="center"><img id="image202739" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/mirandela-ponte-velha.jpg" alt="Mirandela - Ponte Velha" width="500" height="375" align="middle" /></p>
<p align="center"><a href="http://www.mapav.com/braganca/mirandela/" target="_blank"><font size="1">(Foto: Sulemane Augusto)</font></a></p>
<hr /><br /> <br />
<h1 align="center"><font size="4" color="#cc9933">História do Concelho</font></h1>
<p> <font size="3" color="#cc9933">Na cidade de Mirandela estão dos melhores valores arquitectónicos do concelho, como o Palácio dos Távoras, imponente construção nobre reedificada no século XVII, o Palácio dos Condes de Vinhais, a cerca amuralhada da qual resta apenas a Porta de Sto. António, a ponte velha, que continua a constituir uma incógnita quanto à data de construção e que constituem valores patrimoniais e a cultura de um povo.</font><font size="3" color="#cc9933">
<p>Em Mirandela nasceu também, com exemplo dado, o conceito de cidade jardim. O culto da flor invadiu todos os espaços. Milhares de belas flores estendem-se por uma cidade inteira que vale a pena visitar.</p>
<p>Por todo o concelho há vestígios de povoamento pré-histórico, bem documentado por monumentos megalíticos e diversos castros. Os povos da idade do bronze desenvolveram uma intensa actividade mineira explorando o estanho, o cobre, o arsénio e ouro como é o caso do “buraco da pala”, situado na freguesia de Passos, que foi identificado um caso de metalurgia primitiva de ouro entre 2800-2500 A.C. Os romanos, não podendo ficar insensíveis ao minério, também aqui se estabeleceram deixando as marcas da sua civilização.</p>
<p>Logo no século VI, o paroquial Suevo dá-nos conta da existência de “Laetera”, enigmática e vasta circunscrição administrativa que corresponde à mesma área onde nasceu o concelho de Mirandela. A importante e medieval “terra de Ledra”estender-se-ia pela quase totalidade do actual concelho e por parte do de Vinhais, compreendendo ainda um reduzida porção do concelho de Mirandela. No dealbar do século XIII, já esta terra se encontrava dividida em três julgados: Lamas de Orelhão, Mirandela e Torre de D. Chama. Todas estas povoações receberam foral e se constituíram em concelhos. Mirandela recebeu assim de D. Afonso III carta foral a 25 de Maio de 1250.</p>
<p>De 1835 a 1871, as reformas liberais extinguiram-nos, restando-lhes a memória desses tempos de autonomia.</p>
<p>Em 1884, o concelho de Mirandela passa a ter delimitações geográficas conforme as actuais.</p>
<p> </font><br />
<p align="justify">&nbsp;</p>
<h1 align="center"><font size="4" color="#cc9933">Cronologia</font></h1>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p> <strong><br /> <font size="3" color="#cc9933">1250</font></strong><font size="3"><font color="#cc9933"><span> CRIAÇÃO DO CONCELHO DE MIRANDELA.<br />           </span>Foral dado a Mirandela por El-Rei D. Afonso III- </font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span> 25 de Maio de 1250.</span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span>
<p><strong>1282</strong><font size="3"><font color="#cc9933"><span> A vila de Mirandela é transferida do lugar denominado por "Castelo Velho" para o <br />           Cabeço de S. Miguel, (local onde hoje está situada).<br />           </span>Carta de transferências passada por El-Rei D. Dinis em 2 de Setembro de 1282.<strong>1287</strong></font></font></p>
<p> </span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Criação do concelho de Torre D. Chama.<br /> </span>          Foral dado a Torre D. Chama por El-Rei D. </font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span>Dinis 25 de 1287.</span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span>
<p><strong>1291</strong><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Definição dos primeiros limites geográficos do concelho de Mirandela. Foral dado a <br />           Mirandela por El-Rei D. Dinis - 7 de Março de 1291.</span><strong>1293</strong></font></font></p>
<p> </span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Extinção do concelho de Torre D. Chama.<br /> </span>          Carta passada por El-Rei D. Dinis 30 de Setembro de 1293.</font></font><font size="3"><font color="#cc9933">
<p><strong>1295</strong> Instituída a primeira "Feira" em Mirandela</p>
<p> <strong>1299</strong></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Restabelecido de novo o concelho de Torre D. Chama.<br /> </span>          Foral dado a Torre D. Chama por El-Rei D. Dinis </font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span>- 25 de Março de 1299.</span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span>
<p><strong>1303</strong><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Confirmação definitiva do restabelecimento do concelho de Torre D.Chama.</span><strong>1512</strong></font></font></p>
<p> </span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Foral dado a Mirandela por El-Rei D. Manuel - 1   de Julho de 1512.</span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span>
<p><strong>1512</strong><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Foral dado a Torre D. Chama por El-rei D. Manuel - 4 de Maio de 1512.</span><strong>1513</strong></font></font></p>
<p> </span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Foral dado a Frechas por El-Rei D. Manuel - 10 de Março de 1513.</span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span>
<p><strong>1514</strong><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Foral dado a Vale de Asnes por El-Rei D. Manuel - 11 de Julho de 1514.</span><strong>1514</strong></font></font></p>
<p> </span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Foral dado a Abreiro por El-Rei D. Manuel - 2 de Agosto de 1514.</span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span>
<p><strong>1515</strong><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Foral dado a Lamas de Orelhão por El-Rei D. Manuel - 15 de Julho de 1515.</span><strong>1517</strong></font></font></p>
<p> </span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Criação da Comenda de Sta. Maria Madalena de Mirandela.</span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span>
<p><strong>1518</strong><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Fundação da Santa casa da Misericórdia de Mirandela.</span><strong>1835</strong></font></font></p>
<p> </span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Criação da Comarca de Mirandela.</span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span>
<p><strong>1835</strong><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Extintos os concelhos de Lamas de Orelhão e  Frechas.</span><strong>1836</strong></font></font></p>
<p> </span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Extinto o concelho de Abreiro.</span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span>
<p><strong>1855</strong><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Extinto o concelho de Torre D. Chama.</span><strong>1871</strong></font></font></p>
<p> </span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Extinto o concelho de Vale de Asnes.</span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span>
<p><strong>1883</strong><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Criação da Corporação de Bombeiros Voluntários de Mirandela.</span><strong>1884</strong></font></font></p>
<p> </span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span> O concelho de Mirandela passa a ter delimitações geográficas conforme as actuais.</span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span>
<p><strong>1887</strong><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Inauguração do caminho-de-ferro de Foz-Tua a Mirandela (27 de Setembro 1887).</span><strong>1919</strong></font></font></p>
<p> </span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Publicação de um Decreto governamental, pelo qual é conferida à Vila de Mirandela<br />           o oficialato da Ordem da Torre e espada, do Valor, Lealdade e Mérito.</span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span>
<p><strong>1935</strong><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Publicação de uma Portaria governamental que designa a constituição heráldica<br />           das Armas, Bandeira e Selo da Vila de Mirandela.</span><strong>1960</strong></font></font></p>
<p> </span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Instalação do Complexo Agro-Industrial do Cachão.</span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span> </span><strong>1978</strong></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span> Instalação da Direcção-Regional de Trás-os-Montes do Ministério da Agricultura.</span></font></font><font size="3"><font color="#cc9933"><span>
<p><strong>1984</strong><span><font color="#cc9933"><font size="3">  Elevação de Mirandela a Cidade</font><br /> </font><br /> </span><a href="http://www.cm-mirandela.pt/index.php?oid=3443" target="_blank"><font size="1">* in Mirandela entre duas datas 1986. João Luís Teixeira Fernandes</font></a></p>
<p> </span></font></font><hr /><br /> <br />
<p align="center"><img id="image202746" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/mirandela.png" alt="Mirandela - Brasão" width="511" height="566" align="middle" /></p>
<p align="justify"><font size="3"><font size="5"><strong>Mirandela</strong> </font>é uma cidade portuguesa situada nas margens do rio Tua, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 11 100 habitantes.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">É sede de um município com 658,45 km² de área e 25 742 habitantes (2001), subdividido em 37 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Vinhais, a leste por Macedo de Cavaleiros, a sul por Vila Flor e por Carrazeda de Ansiães e a oeste por Murça e Valpaços.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">D. Afonso III deu-lhe a carta de foral a 25 de Maio de 1250. Foi elevada a cidade a 28 de Junho de 1984.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Caladunum era nome da actual cidade de Mirandela.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">"Foi local da cividade romana de Caladunum, a atestar pela existência de numerosos vestígios da ocupação pelos romanos." "Callaicorum Bracariorum urbs inter Asturicam et Bracaram. Ptol. Antonin. Ubi nunc Mirandela, castrum Portugall. ad Tuelum amnem, in provinc. Transmontana, inter Lamegam et Bragantiam."</font></p>
<p align="justify"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mirandela" target="_blank"><font size="1">(Wikipedia)</font></a></p>
<hr />
</p>
<p><a href="http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/30/cidade-de-mirandela#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 30 Dec 2007 11:36:46 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Cidade de Miranda do Douro</title>
	<link>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/29/cidade-de-miranda-do-douro</link>
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		<description><![CDATA[<p align="center"><img id="image202689" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/miranda-do-douro.png" alt="Miranda do Douro - Brasão" width="413" height="432" align="middle" /></p>
<p align="justify"><font size="3"><strong><font size="5">Miranda do Douro</font></strong> (em </font><font size="3">mirandês</font><font size="3"> <strong>Miranda de l Douro</strong>) é uma </font><font size="3">cidade</font><font size="3"> </font><font size="3">portuguesa</font><font size="3">, pertencente ao </font><font size="3">Distrito de Bragança</font><font size="3">, </font><font size="3">Região Norte</font><font size="3"> e subregião do </font><font size="3">Alto Trás-os-Montes</font><font size="3">, </font><font size="3">Terra de Miranda</font><font size="3">, com cerca de 2 100 habitantes.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">É sede de um </font><font size="3">município</font><font size="3"> com 488,36 km² de área e 8 048 habitantes (2001), subdividido em 17 </font><font size="3">freguesias</font><font size="3">. O município é limitado a nordeste e sueste pela </font><font size="3">Espanha</font><font size="3">, a sudoeste pelo município de </font><font size="3">Mogadouro</font><font size="3"> e a noroeste por </font><font size="3">Vimioso</font><font size="3">.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Nesta região, além do português, fala-se sua própria língua: a </font><font size="3">língua mirandesa</font><font size="3">.</font></p>
<p align="justify"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Miranda_do_Douro" target="_blank"><font size="1">(Wikipedia)</font></a></p>
<hr /><br />
<p align="center"><img id="image202692" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/miranda-do-douro-se-1.jpg" alt="Miranda do Douro - Sé" width="800" height="532" align="middle" /><img id="image202693" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/miranda-do-douro-museu.jpg" alt="Miranda do Douro - Museu" width="800" height="532" align="middle" /><img id="image202694" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/miranda-do-douro-praca.jpg" alt="Miranda do Douro" width="800" height="532" align="middle" /><img id="image202695" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/miranda-do-douro-estatuas.jpg" alt="Miranda do Douro - Estatuas" width="398" height="599" align="middle" /></p>
<p align="center"><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/Miranda_do_Douro" target="_blank"><font size="1">(Fotos:commons.wikimedia)</font></a></p>
<hr /><br />  <br /> <br />
<p align="center"><font size="4"><strong>Pauliteiros de Miranda</strong></font></p>
<p align="center">
<object width="425" height="373">
<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hqG38434w-E&amp;rel=1&amp;border=1" />
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</p>
<hr /><br />
<p align="center"><strong><font size="4" color="#660000">História do Concelho</font></strong></p>
<p align="justify"><font size="3" color="#993300">Miranda do Douro, Cidade da província de Trás-os-Montes, sede de concelho e do distrito de Bragança. Está situada na parte mais meridional da província, sobre a margem direita do rio Douro, que a separa da província de Leão, Espanha, em terreno montanhoso e acantilado. </font></p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify"><font size="3"><font color="#993300"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diz o padre António Carvalho da Costa, Coreografia Portuguesa, com outros escritores Portugueses que Miranda foi uma. Cidade importantíssima no tempo dos romanos, que lhe deram o nome de Conticum, depois de Paramica, e por fim de Seponcia. Conquistada pelos Árabes em 716, estes deram-lhe o nome de Mir-Andul, que depois se corrompeu no actual de Miranda.<br /> </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com as guerras entre os Lusitanos e os Árabes foi esta cidade tomada e destruída, de forma que no tempo do conde D. Henrique, estava em completo estado de ruína e quase deserta. Foi nesta miserável situação que D. Afonso Henriques a encontrou, o qual vendo a importância militar e estratégica deste ponto, não só como por ser fronteiro aos turbulentos Leoneses, com quem teve várias encarniçadas lutas, tratou de a tomar uma praça de guerra, construindo-lhe um forte Castelo e uma pequena cerca de muralhas, em 1136; nesse mesmo ano, a 9 de Novembro, lhe deu foral com muitos privilégios, sendo um dos principais o de ser couto do reino ou de homiziados, para atrair mais facilmente povoadores. </font></font></font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">Este foral e seus privilégios foram depois confirmados em Coimbra, por D. Afonso, no ano de 1217. Convidados pelos amplos privilégios e isentos do seu foral, a população foi crescendo tanto em torno do castelo, que o mesmo D. Afonso Henriques, ou seu filho D. Sancho I, mandou construir uma outra cerca de muralhas, defendidas por algumas torres e torreões. </font></p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">Quando El Rei D. Dinis subiu ao trono em 1279, as fortificações de Miranda estavam bastante deterioradas, quer pela sua má construção, quer pelas continuas guerras com os Leoneses, e o soberano mandou reedificar a povoação dando-lhe novo foral, em Santarém, a 18 de Dezembro de 1286, e a categoria de Vila, aumentando os privilégios antigos.</font></p>
<p align="justify"><font size="3" color="#993300">Um dos privilégios deste foral era o de Miranda nunca sair da coroa. O castelo estava tão desmantelado que foi preciso reconstruí-lo desde os fundamentos. As muralhas também foram ampliadas. </font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">O castelo tinha uma porta e um postigo, e as muralhas três portas. D. Fernando I fez cunhar moeda em Miranda, usando a letra M como distintivo, posta em cima do escudo das quinas. Mais tarde, El-Rei D. Manuel deu-lhe foral novo em Santarém, no 1º de Junho de 1510. Cessaram as guerras com os castelhanos e leoneses, e a paz trouxe consigo o desenvolvimento da indústria, comércio e apicultura, nas povoações de uma e outra fronteira. </font></p>
<p align="justify"><font size="3"><font color="#993300"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os Espanhóis, </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">tornando-se nossos amigos, concorreram muito para a prosperidade de Miranda, que era o centro das suas transacções com Portugal, e Miranda tornou-se florescente. No princípio do século XVI, o Arcebispo de Braga tinha um território vastíssimo, pois abrangia a maior parte da província do Minho e toda a de Trás-os-Montes, o que causava vários transtornos, prejuízos e delongas, nos negócios.</font></font></font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">Sendo D. João III aclamado em 1521, por morte de seu pai El-Rei D.Manuel, e sendo-lhe apresentados todos os inconvenientes da grande extensão do arcebispado de Braga, resolveu criar um bispado em Trás-os-Montes, e impetrou do pontífice Paulo III a bula para a criação da nova diocese, que lhe foi concedida pela bula de 22 de Maio de 1545, sendo o seu primeiro bispo D. Toribio Lopes, que era esmoler da rainha D. Catarina. Nesse mesmo ano D. João III honrou a vila com a categoria de cidade, dando-lhe novos privilégios e foros, entre os quais se contava a prerrogativa de enviar procuradores às cortes, destinando-se-lhe para assento o 4º banco. </font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">Supõe-se que o brasão da cidade foi concedido pelo dito soberano, consistindo num escudo coroado, tendo ao centro um castelo com três torres e sobre a torre do meio a lua em quarto crescente, com as pontas para baixo. A fortaleza, dizem, que comemora a fundação da cidade, que teve princípio no seu castelo; e a lua em crescente querem que signifique a esperança, ou o prognóstico, do engrandecimento sucessivo da povoação. </font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">Miranda ficou sendo a capital da província de Trás-os-Montes, sede de bispado, residência do bispo, cónegos e mais autoridades eclesiásticas, bem como das militares e civis. Tem muitos e grandiosos edifícios públicos e particulares. Foram alcaides mores do castelo até 1759 os marqueses de Távora, que nesse ano sofreram o suplício, sendo-lhe confiscados todos os seus bens.</font></p>
<p align="justify">
<!--more-->
</p>
<p><font size="3" color="#993300"> Na porfiosa luta da Restauração da nossa independência no século XVII, durante 27 anos muito padeceu a cidade de Miranda. Foi esse o primeiro, mas terrível golpe na sua prosperidade. Estando situada na raia de Espanha, por vezes os castelhanos ali entraram e fizeram grandes saques. </font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">O seu comércio estava paralisado, a sua indústria nula, e os lavradores só se empenhavam em defender a cidade do furor dos inimigos. Em 1644 D. João IV mandou reedificar as antigas muralhas; o castelo apropriou-se ao uso da artilharia, para o que se demoliram as quatro torres que existiam nos quatro ângulos do castelo, até ficarem na altura dos lanços do muro que as unia. Na guerra da sucessão de Espanha, travada entre esta nação e a França, por uma parte; a Inglaterra, Portugal, Holanda e Alemanha, da outra, foi a cidade de Miranda tomada por traição no dia 8 de Julho de 1710, sendo o sargento-mór Pimentel, governador da praça, quem a entregou ao general, marquês de Bay, por 600 dobrões, ficando a guarnição prisioneira. </font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">Em 1711, porém, foi esta afronta vingada por D. João Manuel, conde D'Atalaia, que depois de um curto mas rigoroso cerco, tomadas as obras de defesas exteriores, e aberta uma brecha na muralha, fez render a praça por capitulação em 15 de Abril, ficando a guarnição castelhana prisioneira. Em 1762 rebentou a guerra entre a Espanha e a Inglaterra, por causa do Pacto da Família. Portugal não cedeu às intimações de Castela e de França, e tomou o partido da Grã-Bretanha, pelo que a Espanha nos declarou guerra em 15 de Junho. </font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">O general Castelhano marquês de Sarria invadiu com um poderoso exército a província de Trás-os-Montes, devastando-a, saqueando-a, e tornando-se senhor de quase toda, e marchando sobre o Porto. Enquanto a cidade esteve no domínio castelhano sofreu infinitas vexações. O Duque de Lafões foi nomeado general em chefe; o marechal-general conde de Lippe chefe do estado maior, e os castelhanos foram derrotados em várias batalhas, até que em 10 de Fevereiro de 1763 se assinou a paz entre Portugal, Espanha, França e Inglaterra. </font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">Miranda ia caindo em grande decadência, e tudo concorria para a reduzir a uma povoação insignificante. Na grande luta que o país sustentou no princípio do século XIX contra o poder de Espanha da França, que pretendiam avassalar e dividi-lo pelo célebre Tratado de Fontainebleau de 27 de Outubro de 1807, Miranda e toda a província de Trás-os-Montes foram vítimas de invasões avassaladoras dos Castelhanos e dos Francesas, e também glorioso teatro de heróico esforço, que secundando o grito da independência levantado em outras terras do reino, que tanto contribuiu para libertar o país dos seus opressores.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">Miranda não só perdeu a sede do bispado, como a comarca, pois o julgado de Miranda pertenceu muitos anos à comarca de Mogadouro, e só em 1855 é que tornou a ser cabeça de comarca. A antiga correição de Miranda compreendia duas cidades Miranda e Bragança, seis vilas e três concelhos. </font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">No dia 8 de maio de 1762 foi esta cidade vítima de uma horrorosa catástrofe, uma explosão de 1.500 Arrobas de pólvora que derrubou o castelo e muitas casas, ficando sepultadas nas ruínas perto de 400 pessoas.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">Ignora-se se a explosão foi acidental ou de propósito, mas é tradição em Miranda que o governador do castelo, comprado pelos Espanhóis, lançara fogo ao paiol da pólvora, e que depois da explosão fora visto fora das muralhas, em direcção do campo inimigo. </font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">A única igreja paroquial da cidade, é o templo de N. Sra. da Assunção, ou de Santa Maria Maior, que fica situado na parte meridional da cidade, em sítio sobranceiro ao rio Douro. É um templo de três naves, fundado por D. João III para servir de catedral, e que durante quase dois séculos gozou dessa honra. Lançou-se-lhe a primeira pedra em 24 de Maio de 1552. Na frente tem um espaçoso adro, que acompanha também pelo lado Oriental. A arquitectura, ainda que pesada, é majestosa interiormente, e em cada lado do frontispício tem uma torre maciça de cantaria, assim como é todo o edifício. No interior é de uma grande elegância e riqueza. </font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">É admirável o labirinto das arcarias e pilares que lhe sustentam a abóbada, e os seus doze altares com primorosas obras de talha, adornados de belos quadros a óleo em tela e em madeira. O altar-mor é ainda digno de menção, porque contém 56 imagens a pinturas de santos, parte das quais são de grande mérito artístico. As cadeiras dos cónegos, apesar de já muito danifìcadas, são também de notável magnificência. </font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">Em Fevereiro de 1875 foi aberta à exploração a estação telegráfica de Miranda do Douro. Além da igreja paroquial, os seus principais edifícios são: A Misericórdia, o hospital e o seminário, construído pouco antes da extinção do bispado de Miranda. Dentro e fora da cidade há capelas. A cidade não tem fontes dentro dos seus muros, mas tem poços. Em 1644 construiu-se uma fonte junto da cidade.</font></p>
<p align="justify"><font size="3" color="#993300">O clima é de tal forma áspero, que é tradicional dizer-se: Em Miranda há nove meses de Inverno e três de inferno. Os de Inferno são os de Verão, em que o calor se torna verdadeiramente insuportável. No inverno são frequentes grandes nevadas. Os terrenos são férteis. </font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">O principal comércio do concelho é gado vacum, que constitui a famosa raça mirandesa, gado lanígero, cereais, vinho, e cortiça, minério, mármores e alabastros. Também constitui grande indústria em Miranda do Douro o curtimento de couros, e tecidos de saragoças e buréis. Deste pano grosseiro se fazem em Trás-os-Montes uns célebres capotes, chamados Honras de Miranda. É uma espécie de gabão, adornado de muitos recortes, tiras e bordados, e notavelmente extravagante </font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">Os costumes e usos dos mirandeses são muito característicos. O seu alimento normal é a carne de porco, o pão de centeio, leite, vinho, ovos, legumes e batatas. Para o aperfeiçoamento muscular da mulher concorre muito o dedicarem-se aos serviços agrícolas, especialmente à arada. A Mulher mirandesa é activa, humilde, boa serva e inteligente. Mal conhece outras distracções que não seja o trabalho campestre, do tear de linho e de burel. Em dias de festa vai às cerimónias da igreja, vai ver as danças dos pauliteiros e bailar as abas verde, dança Espanhola em forma de sá rouge, terminando numa costelada recíproca. A pé ou a cavalo numa burrinha para qualquer sítio que vá, não deixa sempre de fiar linho ou lã.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">Usa vestuário despretensioso, e para os trabalhos rurais traz polainas de burel. A saia mirandesa é perfeitamente típica. Fazem-na de tecido de lã preta (enxerga), com uma infinidade de pregas dispostas uniformemente por tal feitio, que ao andar dão a impressão de um leque em contínuo abrir e fechar. Usa avental do mesmo tecido (mandil). O colete é em geral de cotim escuro, deixando ver, com certa arte, por entre o cordão que o aperta em forma de zigue-zague, uma faixa (cinta) que lhe cinge o tronco, e que é escarlate não sendo viúva, pois que nesse caso a faixa é roxa ou preta. A camisa é de linho com peitilho e colarinho exactamente como os dos homens; diferençam-se na medida em que estas tem pregas e punhos, e a delas tem manga lisa. Usa arrecadas não grandes, a que chamam africanas. </font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">Na cabeça usa um lenço Espanhol de algodão branco com grandes ramos escuros ou vermelhos ou ramagens amarelas, o qual mede mais de um metro quadrado. Dobra-o diagonalmente, e cinge-o, seguro com um nó (lançada), com as duas pontas para um lado; os das viúvas são escuros, com ramos pouco perceptíveis. </font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">Para ir à missa põe na cabeça uma mantilha curta de pano preto, que lhe não chega à cintura. O homem veste de pardo (burel), sapatos sem graxa, calças um pouco apolainadas com 4 a 6 centímetros de abertura em baixo, na costura lateral. A gente mais antiga traz calção com alçapão em vez de carcela, e usa polaina de burel. O colete e a jaqueta são curtos e do mesmo tecido da saragoça. Raras vezes trazem chapéu. </font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">Para o frio e para a água usam os capotes acima citados, tendo pendente do capuz, caindo sobre as costas um apendículo muito original que lhes chega até à cinta, e tem a forma de um bacalhau. É todo cheio de lavores, a seda e froque, muito pesponteados à mão, tendo bordada a data em que foi feito e o nome do dono. Mesmo com o capote usam de Inveno umas gorras de forma cónica, que engenhosamente estão sempre dobradas e têm umas amostras em forma de pala atrás - à frente, verde roxa ou azul conforme as freguesias. </font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#993300">Os mirandeses tem uma linguagem característica, a língua mirandesa é reconhecida através da Lei nº 7/99 de 29 de Janeiro.</font></p>
<p><font size="1"><a href="http://www.cm-mdouro.pt/visita_concelho/visita_index.html" target="_blank">(Fonte: cm-mdouro)</a></font></p>
<p><a href="http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/29/cidade-de-miranda-do-douro#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sat, 29 Dec 2007 15:52:02 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Cidade de Macedo de Cavaleiros</title>
	<link>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/28/cidade-de-macedo-de-cavaleiros</link>
	<guid>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/28/cidade-de-macedo-de-cavaleiros</guid>
		<description><![CDATA[<p align="center"><a href="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/macedo-de-cavaleiros.png" title="Macedo de Cavaleiros - Brasão" class="imagelink"><img id="image201539" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/macedo-de-cavaleiros.png" alt="Macedo de Cavaleiros - Brasão" width="413" height="432" align="middle" /></a></p>
<p align="justify"><font size="3"><strong><font size="5">Macedo de Cavaleiros</font></strong> é uma cidade portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança e Terra de Miranda, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 6 000 habitantes.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">É sede de um município com 699,27 km² de área e 17 449 habitantes (2001), subdividido em 38 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Vinhais, a nordeste por Bragança, a leste por Vimioso, a sul por Mogadouro e Alfândega da Fé, a sudoeste por Vila Flor e a oeste por Mirandela.</font></p>
<p align="justify"><span class="mw-headline"><strong><font size="4">História</font></strong></span></p>
<ul>
<li>
<div align="justify"><font size="3">Em 18 de Julho de 1835 decretava-se a nova divisão administrativa. O país ficava dividido em distritos, estes em concelhos e estes em freguesias. </font></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><font size="3">No mapa nº 2 anexo ao Decreto, mencionavam-se, entre os 44 concelhos que ficavam a constituir o distrito de Bragança, os de Chacim, Cortiços, Nozelos, Sezulfe e Vale de Prados. </font></div>
</li>
</ul>
<ul>
<li>
<div align="justify"><font size="3">A 6 de Novembro de 1836, reduziram-se a dois - Chacim e Cortiços - os velhos Concelhos que viriam a constituir o núcleo de Concelho de Macedo de Cavaleiros. </font></div>
</li>
</ul>
<ul>
<li>
<div align="justify"><font size="3">Uma nova divisão administrativa é aprovada em 1853 e institui Macedo dos Cavaleiros como Julgado e Concelho, suprimindo os antigos concelhos de Chacim e Cortiços. </font></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><font size="3">Um erro gráfico dá forma definitiva ao nome Macedo de Cavaleiros. </font></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><font size="3">Em 1863 a povoação de Macedo de Cavaleiros é elevada à categoria de vila. </font></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><font size="3">Indubitavelmente o crescimento da antiga povoação de <em>Masaedo</em> deve ter sido enorme entre o início do século XVIII e a segunda metade do século de XIX, passando duma simples "quinta" a sede de concelho e a vila. </font></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><font size="3">A 13 de Maio de 1999 é votada na Assembleia da República a elevação de Macedo de Cavaleiros à categoria de cidade.</font></div>
</li>
</ul>
<p align="justify"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Macedo_de_Cavaleiros" target="_blank"><font size="1">(Wikipedia)</font></a></p>
<hr /><br />
<p align="center"><img id="image201543" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/macedo-cavaleiros-camara-foto-jorge-guerreiro.jpg" alt="Macedo Cavaleiros - Câmara" width="500" height="375" align="middle" /></p>
<p align="center"><img id="image201546" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/macedo-cavaleiros-largo-dos-segadores-foto-jorge-guerreiro.jpg" alt="Macedo Cavaleiros - Largo dos Segadores" width="500" height="375" align="middle" /></p>
<p align="center"><a href="http://www.mapav.com/braganca/macedo_de_cavaleiros/" target="_blank"><font size="1">(Fotos: Jorge Guerreiro)</font></a></p>
<hr /><br />
<p align="center"><img id="image201547" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/macedo-cavaleiros-centro-foto-vincente-metier.jpg" alt="Macedo Cavaleiros - Centro" width="500" height="333" align="middle" /></p>
<p align="center"><img id="image201548" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/macedo-cavaleiros-centro-estatuas-foto-vincente-metier.jpg" alt="Macedo Cavaleiros - Estatuas" width="500" height="333" align="middle" /></p>
<p align="center"><a href="http://www.mapav.com/braganca/macedo_de_cavaleiros/" target="_blank"><font size="1">(Fotos: Vincente Metier)</font></a></p>
<hr /><br />
<p align="center">
<object width="425" height="373">
<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/l36vWu4zK9I&amp;rel=1&amp;border=1" />
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</p>
<p align="center"><a href="http://www.mapav.com/braganca/macedo_de_cavaleiros/" target="_blank">(Vilar do Monte)</a></p>
<hr /><br />
<p align="center"><img id="image201560" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/macedo-de-cavaleiros-pelourinho-vale-de-prados.jpg" alt="Macedo Cavaleiros - Pelourinho Vale de Prados" width="378" height="504" align="middle" /></p>
<hr /><br />
<p align="center">&nbsp;</p>
<p><a href="http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/28/cidade-de-macedo-de-cavaleiros#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Fri, 28 Dec 2007 13:33:05 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Alfândega da Fé</title>
	<link>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/27/alfandega-da-fe</link>
	<guid>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/27/alfandega-da-fe</guid>
		<description><![CDATA[<p align="center"><img id="image201340" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/alfandega-da-fe-coreto.jpg" alt="Alfândega da Fé - Coreto" width="500" height="375" align="middle" /><img id="image201339" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/alfandega-da-fe-igreja.jpg" alt="Alfândega da Fé - Igreja" width="500" height="375" align="middle" /></p>
<hr /><br />
<p align="center"><img id="image201341" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/alfandega-da-fe.png" alt="Alfândega da Fé - Brasão" width="413" height="434" align="middle" /></p>
<p align="justify"><font size="3"><strong><font size="5">Alfândega da Fé</font></strong> é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 2 000 habitantes.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">É sede de um município com 321,96 km² de área e 5 963 habitantes (2001), subdividido em 20 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Macedo de Cavaleiros, a leste por Mogadouro, a sul por Torre de Moncorvo e a oeste por Vila Flor.</font></p>
<p align="center"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alf%C3%A2ndega_da_F%C3%A9" target="_blank"><font size="1">(wikipedia)</font></a></p>
<hr /><br />
<p align="center"><img id="image201346" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/alfandega-da-fe-vista-geral.jpg" alt="Alfândega da Fé - Vista Geral" width="200" height="135" align="middle" /></p>
<p align="center"><img id="image201348" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/alfandega-da-fe-camara.jpg" alt="Alfândega da Fé - Câmara" width="300" height="200" align="middle" /></p>
<p align="center"><font size="4" color="#999900"><strong>História do Concelho</strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#999900">Alfândega (da Fé) é um nome de origem árabe que a localidade deve ter adquirido entre os séculos VIII-IX. É muito possível que anteriormente a este período já existisse algum povoado de origem Castreja, o que não será de admirar, até porque na área do concelho existem muitos vestígios arqueológicos desse e até de períodos anteriores.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#999900">No entanto, a transformação em concelho medieval só aconteceu com a carta de foral de D. Dinis, datada a 8 de Maio de 1294, o qual viria a ser confirmado por D. Manuel, em 1510.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#999900">Em 1320 o mesmo rei D. Dinis mandou reconstruir o seu castelo, que era anterior ao primeiro foral e provavelmente construído pelos mouros. Este castelo desapareceu com o tempo. O recenseamento do ano de 1530 já indica o castelo como “derrubado e malbaratado” e nunca mais foi recuperado, muito embora o Tombo dos Bens do Concelho de 1766 ainda identifique os “antigos muros” pelo que, a Torre do Relógio, actual ex-libris da vila, e que fica na zona conhecida por Castelo, parece ser o que resta do antigo castelo medieval.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#999900">Na sede do concelho merecem ainda uma visita a Capela da Misericórdia, a Capela de S. Sebastião, (inicialmente ermida) cujo campanário actual veio da casa dos Távora, de que resta apenas, do original, a porta de entrada da capela familiar, o portal da mesma casa e a Capela dos Ferreiras, com brasão picado, a identificar ligações àquela família.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#999900">Sendo um concelho antigo e para mais com um nome de origem árabe, é fácil de compreender porque razão o imaginário popular gira fundamentalmente em torno das lendas das “mouras encantadas”, não havendo quase freguesia nenhuma onde esse tipo de situações não nos apareça.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#999900">Contudo, existem duas lendas mais estruturadas e, de certa forma, com ligação a factos históricos, como é o caso da “Lenda dos Cavaleiros das Esporas Douradas”, que pretende explicar uma parte do nome da vila e marca a resistência dos cristãos face à ocupação muçulmana e a “Lenda de Frei João Hortelão”, relacionada com uma personagem real e que, como veremos adiante, tenta explicar a existência, na localidade de Valverde, de uma importante cruz processional.</font></p>
<p align="justify"><font size="1" color="#999900"><a href="http://www.cm-alfandegadafe.pt/visita_concelho/visita_index.html">(cm-alfandegafe)</a></font></p>
<hr /><br />
<p><a href="http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/27/alfandega-da-fe#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Thu, 27 Dec 2007 13:45:08 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Ribeira de Pena</title>
	<link>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/26/ribeira-de-pena</link>
	<guid>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/26/ribeira-de-pena</guid>
		<description><![CDATA[<p align="center"><img id="image197580" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/ribeira-de-pena-vista-1.jpg" alt="Ribeira de Pena - Vista" width="1280" height="960" align="middle" /><img id="image197578" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/ribeira-de-pena-vista.jpg" alt="Ribeira de Pena - Vista" width="1280" height="959" align="middle" /><img id="image197577" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/ribeira-de-pena-igreja.jpg" alt="Ribeira de Pena - Igreja" width="1280" height="960" align="middle" /><img id="image197576" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/ribeira-de-pena-casa-da-ribeira.jpg" alt="Ribeira de Pena - Casa da Ribeira" width="1280" height="960" align="middle" /></p>
<p align="center"><a href="http://www.flickr.com/photos/vitor107/sets/72057594077953783/" target="_blank">(Fotos: Portuguese_eyes)</a></p>
<hr /><br />
<h2 align="center"><font color="#ffffff"> HISTÓRIA</font></h2>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#ffffff">O concelho de Ribeira de Pena proporciona ao visitante múltiplas leituras da sua história, pela exploração de um percurso civilizacional da pré-história até aos nossos dias.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="3"><font color="#ffffff"><strong>Da Pré- História à Romanização...<br /> </strong>O povoamento inicial era pouco significativo, não ultrapassando a sedentarização de pequenos grupos de carácter familiar, que se terão fixado apenas com o objectivo de encontrarem alimentos e abrigo. O que sabiam estas gentes, aplicaram-no no lugar de Lamelas, ao marcarem o granito com figuras geométricas e símbolos antropomórficos, numa tradição que se prolongou até a idade do Ferro.</font></font></font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#ffffff">As terras férteis da região, propícias ao desenvolvimento da agricultura e da pastorícia, favoreceram a progressiva fixação dos povos que por aqui passaram, permitindo um conhecimento mais alargado sobre o povoamento de Ribeira de Pena. Posteriormente, testemunhos da presença romana, espalhados um pouco por todo o concelho, evidenciam uma organização do território e das suas estruturas rurais, nomeadamente através da construção de pontes, abertura de vias e novos modos de cultivar a terra.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="3"><font color="#ffffff"><strong>Da Idade Média à Idade Contemporânea...<br /> </strong>Ribeira de Pena, povoação antiga e anterior à fundação da monarquia, só em 29 de Setembro de 1331 os seus moradores receberam, do rei Afonso IV, o 1° foral para ali fazerem "pobra" (povoamento). Posteriormente, o território designado por "Terra de Pena" foi domínio senhorial de D. Nuno Álvares Pereira, da Casa de Bragança e da Casa Azevedo até 1517, ano em que D. Manuel I lhe concedeu novo foral, fazendo reverter para a Coroa os direitos de jurisdição: rendas, foros e pensões.</font></font></font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#ffffff">Em 1853, o concelho de Cerva, antigo município com foral outorgado por D. Manuel I em 1514, foi extinto. Como consequência, o território ribeirapenense foi alargado, dele passando a constar seis freguesias: Salvador, Sto. Aleixo de Além-Tâmega, Sta. Marinha e Cerva, Limões e Alvadia, cuja sede se localizava no lugar de Venda Nova (Largo do Pelourinho).</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#ffffff">Em 1895, foi-lhe anexado a freguesia de Canedo, que pertencera ao concelho de Boticas, ficando assim constituído o território com a configuração que actualmente mantém e com sede na freguesia de Salvador.</font></p>
<p align="justify"><a href="http://www.cm-rpena.pt/visita_concelho/visita_index.html" target="_blank"><font size="1" color="#ffffff">(cm-rpena)</font></a></p>
<hr /><br />
<p align="center"><img id="image197584" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/ribeira-de-pena.png" alt="Ribeira de Pena - Brasão" width="413" height="434" align="middle" /></p>
<p align="justify"><font size="3"><strong><font size="4">Ribeira de Pena</font></strong> é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Vila Real, região Norte e subregião do Tâmega, com cerca de 2 600 habitantes.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">É sede de um município com 217,66 km² de área e 7 412 habitantes (2001), subdividido em 7 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Boticas, a leste por Vila Pouca de Aguiar, a sul por Vila Real, a sudoeste por Mondim de Basto e a oeste por Cabeceiras de Basto. O feriado municipal celebra-se a 16 de Agosto.</font></p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ribeira_de_Pena" target="_blank"><font size="1">(wikipedia)</font></a></p>
<hr /><br />
<p><a href="http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/26/ribeira-de-pena#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Wed, 26 Dec 2007 13:17:04 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Mondim de Basto</title>
	<link>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/25/mondim-de-basto</link>
	<guid>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/25/mondim-de-basto</guid>
		<description><![CDATA[<p align="center"><img id="image197562" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/mondim-de-basto-centro1.jpg" alt="Mondim de Basto - Centro" width="720" height="542" align="middle" /><img id="image197560" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/monim-de-basto-jardim.jpg" alt="Mondim de Basto - Jardim" width="712" height="542" align="middle" /><img id="image197557" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/mondim-de-basto-vila.jpg" alt="Mondim de Basto - Vila" width="715" height="542" align="middle" /><img id="image197554" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/mondim-de-basto-cruzeiro.jpg" alt="Mondim de Basto - Cruzeiro" width="718" height="542" align="middle" /><img id="image197551" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/mondi-de-basto-vila-1.jpg" alt="Mondim de Basto - Vila" width="723" height="542" align="middle" /></p>
<p align="center"><a href="http://www.leme.pt/imagens/portugal/mondim-de-basto/" target="_blank"><font size="1">(Fotos: O Leme)</font></a></p>
<hr /><br />
<p align="center"><img id="image197564" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/mondim-de-basto.png" alt="Mondim de Basto - Brasão" width="413" height="434" align="middle" /></p>
<p align="justify"><font size="3"><strong><font size="4">Mondim de Basto</font></strong> é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Vila Real, região Norte e subregião do Tâmega, com cerca de 3 500 habitantes.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">É sede de um município com 171,87 km² de área e 8 574 habitantes (2001), subdividido em 8 freguesias. O município é limitado a nordeste pelo município de Ribeira de Pena, a sueste por Vila Real, a sudoeste por Amarante, a oeste por Celorico de Basto e a noroeste por Cabeceiras de Basto.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Forma a unidade subregional das Terras de Basto juntamente com os concelhos de Celorico de Basto, Cabeceiras de Basto e Ribeira de Pena.</font></p>
<p align="justify"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mondim_de_Basto" target="_blank"><font size="1">(Wikipedia)</font></a></p>
<hr />
</p>
<p><a href="http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/25/mondim-de-basto#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Tue, 25 Dec 2007 00:03:22 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Santa Marta de Penaguião</title>
	<link>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/24/santa-marta-de-penaguiao</link>
	<guid>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/24/santa-marta-de-penaguiao</guid>
		<description><![CDATA[<p align="center"><img id="image197530" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/santa-marta-penaguiao.png" alt="Santa Marta de Penaguião - Brasão" width="413" height="434" align="middle" /></p>
<p><font size="3"><strong><font size="4">Santa Marta de Penaguião</font></strong> é uma vila portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 1 300 habitantes.</font></p>
<p><font size="3">É sede de um pequeno município com 69,98 km² de área e 8 569 habitantes (2001), subdividido em 10 freguesias. O município é limitado a norte e leste pelo município de Vila Real, a sul pelo Peso da Régua e a oeste por Amarante.</font></p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Marta_de_Penagui%C3%A3o" target="_blank"><font size="1">(Wikipedia)</font></a></p>
<hr /><br /> <br />
<p align="center"><img id="image197531" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/santa-marta-penaguiao-igreja.jpg" alt="Santa Marta de Penaguião - Igreja" width="270" height="400" align="middle" /><img id="image197535" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/santa-marta-penaguiao-municipio.jpg" alt="Santa Marta de Penaguião - Municipio" width="300" height="200" align="middle" /><img id="image197537" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/santa-marta-penaguiao-vista1.jpg" alt="Santa Marta de Penaguião - Vista" width="265" height="200" align="middle" /></p>
<h2 align="center">HISTÓRIA</h2>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">Do passado mais remoto a romanização. A antiguidade histórica de Santa Marta de Penaguião é afirmada por vestígios de Castros nas freguesias de Fontes, Lobrigos, Cumieira, Louredo e Medrões. Todas estas freguesias existiam já nos primórdios da nacionalidade.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">Alguma toponímia pode levar-nos muito mais longe no tempo, aos primitivos povos sedentários, ..., não porém de forma inequívoca.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="3">O Concelho de Santa Marta de Penaguião é o prolongamento temporal das Terras de Penaguião, espécie de diviso administrativa que na baixa idade média (sécs. XI -XIV) compreendia o território existente entre os rios Douro e Corgo, a Serra do Marão e as Terras de Panóias (Vila Real). Compreendia assim a área actual do concelho de Santa Marta de Penaguião e parte significativa dos concelhos de Peso da Régua e Vila Real.</font></font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">No reinado de D. Afonso Henriques era governador destas terras D. Moço Viegas, filho de D. Egas Moniz.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">D. Sancho I concede foral a Santa Marta em 1202; (fac-similado do documento existente nos Arquivos Nacionais da Torre do Tombo, A.N.T.T., em Lisboa).</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">D. Manuel I vem em 15 de Dezembro de 1519 a conceder nova Carta de Foral a Penaguião; (fac-similado do documento igualmente existente nos A.N.T.T.)</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">Os forais, documentos escritos e por isso inequívocos, constituem insubstituíveis recursos para interpretação do passado. Neles eram fixados direitos, privilégios e deveres dos moradores. O período de ouro, os séculos XVII e XVIII, e a crise que se lhe seguiu.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">De grandes rendimentos nos falam as construções dos séculos XVII e XVIIl, para além de outra documentação que no-lo certifica; boas casas, solares e igrejas, património arquitectónico que hoje podemos admirar neste concelho.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">Com a valorização dos vinhos exportados, o cultivo da vinha foi incrementado, os vinhedos passaram a cobrir todas as encostas, e mais que houvesse, e os rendimentos subiram em flecha.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">A euforia trouxe o oportunismo, as misturas com vinhos de fora da região, e a crise tem lugar com o desinteresse causado pela redução da qualidade.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">A 10 de Setembro de 1756 é ... criada a Companhia Geral de Agricultura das Vinhas do Alto Douro, no reinado de D. José, por grande influência de um filho de Santa Marta, Frei João de Mansilha, junto do Marques de Pombal.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">Com a Companhia Geral surge um "nom d ' appelation" para esta área produtora de "Vinho do Porto", antes que outra Denominação de Origem surgisse na Europa.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">Santa Marta de Penaguião foi pioneira. E a disciplina começou a imperar na Região Demarcada do Douro. A extinção e a Restauração do concelho de Santa Marta de Penaguião. No século XIX foram várias as reformas administrativas. Em cada uma delas houve extinção e criação de concelhos.</font></p>
<p align="justify"><a href="http://www.cm-smpenaguiao.pt/visita_concelho/visita_index.html" target="_blank"><font size="1">(cm-smpenaguiao)</font></a></p>
<hr />
</p>
<p><a href="http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/24/santa-marta-de-penaguiao#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Mon, 24 Dec 2007 09:54:13 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Sabrosa</title>
	<link>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/23/sabrosa</link>
	<guid>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/23/sabrosa</guid>
		<description><![CDATA[<p align="center"><img id="image197521" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/sabrosa-vista1.jpg" alt="Sabrosa - Vista" width="1280" height="857" align="middle" /></p>
<p align="center"><a href="http://flickr.com/photos/vitor107/1454211575/in/pool-37718679592@N01/" target="_blank">(Foto: Portuguese_eyes)</a></p>
<hr /><br />
<p align="center"><img id="image197522" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/sabrosa.png" alt="Sabrosa - Brasão" width="413" height="434" align="middle" /></p>
<p align="justify"><font size="3"><strong><font size="5">Sabrosa</font></strong> é uma vila portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 1 200 habitantes.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">É sede de um município com 156,45 km² de área e 7 032 habitantes (2001), subdividido em 15 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Vila Pouca de Aguiar, a leste por Alijó, a sueste por São João da Pesqueira, a sul por Tabuaço e Armamar e a oeste pelo Peso da Régua e por Vila Real. Foi criado em 1836 por desmembramento de Vila Real.</font></p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sabrosa" target="_blank"><font size="1">(Wikipedia)</font></a></p>
<hr /><br />
<p align="center"><img id="image197524" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/sabrosa-camara.jpg" alt="Sabrosa - Camara" width="360" height="246" align="middle" /><img id="image197525" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/sabrosa-vista.jpg" alt="Sabrosa - Vista" width="500" height="250" align="middle" /><img id="image197526" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/sabrosa-vista-igreja.jpg" alt="Sabrosa - Vista da Igreja" width="413" height="424" align="middle" /></p>
<hr /><br />
<h1 align="center">HISTÓRIA</h1>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#cc9900">A Região onde se implanta o Concelho de Sabrosa mostra sinais evidentes de ter sido habitada desde tempos remotos.<br /> Há vestígios que datam do Neolítico, como sejam os numerosos monumentos funerários, antas ou dólmenes, de tipo mamoa.<br /> A cultura Castreja (Idade do Ferro) está representada por alguns Castros, povoações fortificadas no cume dos montes, defendidas por fossos e linhas de muralha.<br /> Destes Castros, é justo salientar o da Sancha, próximo da sede do Concelho, que posteriormente sofreu um processo de romanização, documentado pela descoberta de moedas e outro espólio inegavelmente romano.<br /> Da época da Romanização, subsistem ainda alguns restos de estradas em vários pontos do Concelho.<br /> Finalmente, da Idade Média, restam muitas sepulturas paleocristãs escavadas na Rocha, em diversos lugares.<br /> A maioria das povoações hoje integradas no Concelho remonta também à Idade Média, sendo mesmo algumas delas anteriores à fundação da nacionalidade, como por exemplo Provesende. </font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#cc9900">Os primeiros séculos de existência dessas povoações, contudo, estão praticamente indocumentados, para além de algum foral dado pelos reis povoadores do início da dinastia Afonsina. Mas no século XV é já possível rastrear na região uma classe nobre, de apreciáveis privilégios e valimento. Foi no seio duma destas famílias que nasceu naquele século o grande navegador Fernão de Magalhães, a quem se devem os planos e execução parcial da primeira viagem de circum - navegação do planeta. </font></p>
<p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#cc9900">A existência e poderio dessa classe nobre são ainda hoje recordados por inúmeros solares e casas brasonadas, espalhadas um pouco por todo o Concelho, a começar pela casa dos Pereiras, onde terá nascido Fernão de Magalhães. Outros </font><font color="#cc9900"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">exemplos poderão admirar-se em Sabrosa, Provesende, Celeirós, Vilarinho de S. Romão, Gouvães, Gouvinhas, Paradela, Paços, S. Lourenço de Ribapinhão, Parada do Pinhão etc.<br /> Esta nobreza reforçou o seu poder e a sua influência no século XVIII ( de que datam a maioria dos solares referidos), em virtude da prosperidade económica dessa época, baseada na produção do vinho e estimulada pela criação da Companhia da Agricultura dos Vinhos do Alto Douro, e a primeira região demarcada do Mundo, em 1756, pelo Marquês de Pombal. Pois nas terras de Sabrosa nasceu um dos mais conceituados vinhos mundiais, o vinho do Porto.<br /> Em 2001 as paisagens do Alto Douro Vinhateiro, que inclui a parte sul do concelho de Sabrosa, foram elevadas pela UNESCO a património mundial da humanidade.</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"> </font></font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><br />
<p align="justify"><font color="#cc9900">Sabrosa foi elevada a freguesia em 1826.O Concelho foi criado por Decreto de 06 de Novembro de 1836, tendo sido concedido em 12 de Maio de 1837 o Brasão d' Armas.</font></p>
<p> </font><br />
<p align="justify"><a href="http://www.cm-sabrosa.pt/visita_concelho/visita_index.html" target="_blank"><font size="1">(Texto:cm-sabrosa)</font></a></p>
<hr /><!-- #EndEditable -->
</p>
<p><a href="http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/23/sabrosa#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 23 Dec 2007 09:26:51 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Cidade de Peso da Régua</title>
	<link>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/22/cidade-de-peso-da-regua</link>
	<guid>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/22/cidade-de-peso-da-regua</guid>
		<description><![CDATA[<p align="center"><img id="image197507" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/peso-da-regua-barragem.jpg" alt="Peso da Régua - Barragem" width="959" height="1280" align="middle" /><img id="image197506" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/peso-da-regua-igreja-matriz.jpg" alt="Peso da Régua - Igreja Matriz" width="954" height="1280" align="middle" /><img id="image197505" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/peso-da-regua-rio.jpg" alt="Peso da Régua - Rio" width="1280" height="958" align="middle" /><img id="image197503" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/peso-da-regua-fonte.jpg" alt="Peso da Régua - Fonte" width="1280" height="959" align="middle" /></p>
<p align="center"><a href="http://www.flickr.com/photos/vitor107/sets/72057594053227125/" target="_blank">(Fotos: Portuguese_eyes)</a></p>
<hr /><br />
<p align="center"><img id="image197509" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/peso-da-regua.png" alt="Peso da Régua - Brasão" width="413" height="432" align="middle" /></p>
<div align="justify">
<address><font size="3">O Peso da Régua (muitas vezes chamado simplesmente de Régua) é uma cidade portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 10. 000 habitantes na zona central.Freguesias urbanas da cidade da Regua:Godim e Peso da Regua.</font></address>
<address></address>
</div>
<div align="justify">
<address><font size="3">É sede de um pequeno município com 96,12 km² de área e 17 987 habitantes (2004), subdividido em 12 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Santa Marta de Penaguião e Vila Real, a leste por Sabrosa, a sul por Armamar e Lamego, a sudoeste por Mesão Frio e a oeste por Baião. O concelho foi criado em 1836 por desmembramento de Santa Marta de Penaguião, e foi elevado a cidade em 1987. É também conhecida como a capital do vinho e da vinha. É o centro da região demarcada do Douro.Fica na parte central da Linha do Douro,entre Porto e Pocinho.</font></address>
</div>
<p align="justify"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Peso_da_R%C3%A9gua" target="_blank"><font size="1">(wikipedia)</font></a></p>
<hr /><br />
<h2 align="center">HISTÓRIA</h2>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#009933">A história e o vinho legaram a Peso da Régua a sua condição natural de Capital da Região Demarcada do Douro. Os pergaminhos deste povo são os dos cultivadores, que há séculos desbravaram e fecundaram as terras, que ainda hoje cultivam, honrando a memória dos primeiros povoadores.<br /> A toponímia desta região ficou marcada pela importância vitícola que o mundialmente afamado Vinho do Porto lhe concedeu, cujas virtudes são realçadas pela glória e um punhado de lendas.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#009933">Alguns historiadores consideram que o concelho de Peso da Régua foi habitado durante as invasões romanas e bárbaras, concluindo que o nome deriva da existência de uma casa romana de campo, soterrada em lugar da cidade - Vila Regula. Outros, porém, defendem a hipótese de a origem entroncar em "récua", devido aos ajuntamentos de récuas ou cavalgaduras que passavam o rio Douro. Há ainda uma terceira teoria, de acordo com a qual, o nome deriva de "reguengo", designação atribuída às terras dos reis. Mas, não ficamos por aqui, dado que também se defende a hipótese de Régua ter origem no termo "regra", aludindo ao direito que podia ser herdado de ascendentes ou conferido a descendentes através de um foral. Os historiadores que defendem esta hipótese justificam-na com o facto de o Conde D. Henrique ter doado estas terras a D. Hugo, que por sua vez as doou a D. Egas Moniz. Seria, portanto, esta "regra" a dar origem à palavra Régoa, mais tarde Régua.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#009933">Em relação à proveniência do nome Peso existem duas correntes de opinião: a primeira defende a hipótese de derivar do lugar onde as mercadorias eram pesadas e cobrados os impostos; a segunda explica a probabilidade de o nome ter evoluído a partir de um lugar onde os animais de transporte eram alimentados ou pensados, o "Penso".</font></p>
<p align="justify"><font size="3"><font color="#009933"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Régua é uma cidade moderna, que apenas conheceu a sua condição de concelho após a época pombalina, no ano de 1836. Toda a importância reconhecida se inicia por culpa e graça da criação, na Régua, da Companhia Geral das Vinhas do Alto Douro, pelo Marquês de Pombal em 1756.<br /> </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tendo mandado delimitar as vinhas do Vale do Douro com marcos de granito - Marcos de Feitoria - determinando assim as áreas de produção dos melhores vinhos, Portugal criava no Douro a primeira Região Demarcada do Mundo. A partir daí, e por via do comércio e sua centralização local, a Régua passou a ser o centro do Douro, o local onde todos chegavam e de onde tudo partia.</font></font></font></p>
<p align="justify">
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="205" align="left">
<tr>
<td width="5"><font size="3" color="#009933"> </font></td>
</tr>
</table>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#009933">No dia 3 de Fevereiro de 1837, Peso da Régua foi elevada a vila, tendo-lhe sido anexado o concelho de Godim, com as freguesias de S. José de Godim, S. Pedro de Loureiro, S. Miguel de Fontelas, Santa Comba de Mouramorta e Santa Marta de Sedielos. A 31 de Dezembro de 1859, foram-lhe adicionadas, pela extinção do concelho de Canelas, as freguesias de Poiares, Covelinhas, Vilarinho de Freires e Galafura. A 11 de Dezembro de 1933 foi criada a freguesia de Vinhós, desanexada da freguesia de Sedielos. Com esta desanexação, o concelho de Peso da Régua integrava onze freguesias: Peso da Régua, Godim, Poiares, Fontelas, Loureiro, Mouramorta, Sedielos, Vilarinho de Freires, Covelinhas, Galafura e Vinhós. Com a integração de Canelas, o concelho completava o número actual de freguesias. </font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#009933">Peso da Régua foi elevada à categoria de cidade a 14 de Agosto de 1985.<br /> Em 1988 foi reconhecida, pelo Office International de la Vigne ed du Vin, Cidade Internacional da Vinha e do Vinho.<br /> </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#009933">Peso da Régua é um concelho rural de primeira ordem. Pertence ao distrito de Vila Real e está situado na margem direita do rio Douro.<br /> Tem uma extensão de 94,72 Km2. Dista 25 Km da sede do distrito e está a 110 Km da foz do rio Douro, no Porto.<br /> A norte está limitado pelo concelho de Santa Marta de Penaguião, a este pelo concelho de Sabrosa, a sul pelo rio Douro e a oeste pelo concelho de Mesão Frio.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#009933">O clima é de características mediterrânicas (micro-clima), com variações climatéricas acentuadas.<br /> A cidade do Peso da Régua encontra-se a 125 m de altitude. O solo é constituído por xistos-argilosos e por algumas zonas granítinas. O concelho, de um modo geral, é muito acidentado.<br /> A partir do rio Douro encontra-se uma pequena faixa de poucos metros de largura, de terras planas, onde se situa a grande zona urbana da Régua. Este vale estende-se pela zona do Rodo até ao limite do concelho com Santa Marta de Penaguião. A partir destas faixas planas, o terreno sobe acentuadamente, estando todas as freguesias localizadas em plena encosta.</font></p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="205" align="left">
<tr>	</tr>
</table>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#009933">Peso da Régua está ligada à cidade do Porto por via rodoviária, ferroviária e fluvial. É um centro vital nas comunicações para Trás-os-Montes e para a Beira Alta, através das cidades de Lamego e Vila Real.<br /> Três pontes atravessam o Douro na Régua, uma ferroviária, datada de 1872, outra rodoviária, datada de 1932, e uma de recente construção, que serve de passagem no Douro, do eixo Chaves/Vila Real/Régua/Lamego, Viseu e Figueira da Foz, através do Itinerário Principal N.º 3.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#009933">Capital da Região Demarcada mais antiga do mundo, Peso da Régua não sendo uma cidade de grandes monumentos, é um paraíso histórico de inegável valor. Mergulhada num dos mais belos rios de Portugal, preenche a encosta e o vale onde montes cobertos de vinha e prenhes de história se combinam numa escadaria de gigantes.<br /> É aqui que se encontra a Casa do Douro, a delegação no Douro Superior do Instituto do Vinho do Porto, a Rota do Vinho do Porto, a Comissão Interprofissional da Região Demarcada do Douro e o Instituto de Navegabilidade do Douro.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#009933">Os vinhedos que dão origem ao Vinho do Porto situam-se nas encostas abruptas e grandiosas do rio Douro e dos seus afluentes. O terraceamento, indispensável à instalação da cultura da vinha, originou uma paisagem deslumbrante, de características ímpares, construídas e cultivadas graças à perseverança de Homens que durante gerações cavaram a rocha mãe. Aos sufocantes verões da região - quentes e secos - seguem-se invernos agrestes. O carácter nobre e delicado do Vinho do Porto tem origem nos solos pobres e no clima adverso de tipo mediterrânico. É curioso que numa zona tão hostil nasça um dos vinhos mais apreciados do mundo inteiro. Este é o principal mistério do Vinho do Porto.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#009933">O ritmo da Régua é marcado pela religiosidade das suas tradições. Por isso, se a visita à Régua se fizer no mês de Agosto, sugere-se a participação na alegria colectiva que marca a celebração da festa em honra de Nossa Senhora do Socorro, nos dias 14, 15 e 16.<br /> A festa em honra de Nossa Senhora do Socorro é uma herança cultural antiga, momentos que põem à prova o carácter de um povo e de uma Nação. Na altura da Procissão do Triunfo, a cidade ganha vestes iluminadas e os crentes montam altares de rua.<br /> A vida quotidiana tem deixado intocado o carácter dos reguenses, ficando bem patente a sua devoção para com a Nossa Senhora do Socorro.</font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3" color="#009933">As raízes desta devoção mergulham no rio Douro quando neste navegavam os barcos rabelos, que eram baptizados com nomes de frases religiosas, em busca de protecção divina contra os vários perigos com que se confrontavam. Quando eram lançados à água prendiam à proa flores de papel e à popa um ramo de oliveira com azeitonas. Diziam eles que era para dar sorte. Debaixo da ponte de comando colocavam uma caixa de esmolas, as "Alminhas do Barco", para depositarem as promessas feitas em momentos de aflição. Quando a noite descia, os marinheiros, ancorados nas margens, rezavam o terço e suplicavam em côro: "Senhora do Socorro... vieste para a Régua para pôres teus pés sobre as águas do Douro; Tua mão, agarrada à espadela, guiando o nosso rabelo". Este é um exemplo da fé do povo duriense. </font></p>
<p align="justify"><a href="http://www.cm-pesoregua.pt/visita_concelho/visita_index.html" target="_blank"><font size="1">(fonte: cm-pesoregua)</font></a></p>
<hr /><!-- #EndEditable -->
</p>
<p><a href="http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/22/cidade-de-peso-da-regua#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sat, 22 Dec 2007 10:48:38 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Mesão Frio</title>
	<link>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/21/mesao-frio</link>
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		<description><![CDATA[<p align="center"><img id="image197484" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/mesao-frio.png" alt="Mesão Frio - Brasão" width="413" height="434" align="middle" /></p>
<p align="justify"><font size="3"><strong><font size="5">Mesão Frio</font></strong> é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 1 900 habitantes.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">É sede de um município muito pequeno, com 26,85 km² de área e 4 926 habitantes (2001), subdividido em 7 freguesias. O município é limitado a norte e a leste pelo município de Peso da Régua, a sueste por Lamego e por Resende e a oeste por Baião.</font></p>
<p align="justify"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mes%C3%A3o_Frio" target="_blank"><font size="1">(wikipedia)</font></a></p>
<hr /><br /> <br />
<p align="center"><img id="image197494" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/mesao-frio-vista-panoramica1.jpg" alt="Mesão Frio - Vista Panorâmica" width="320" height="240" align="middle" /><img id="image197489" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/mesao-frio-estatua.jpg" alt="Mesão Frio - Estátua" width="1600" height="1200" align="middle" /><img id="image197492" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/mesao-frio-centro.jpg" alt="Mesão Frio - Centro" width="1600" height="1200" align="middle" /></p>
<p align="center"><a href="http://fotos-imagens-mesao-frio-no-coracao.blogspot.com/" target="_blank"><font size="1">(fotos:Blog-mesaofrio)</font></a></p>
<hr /><br /> <br />
<h2 align="center">HISTÓRIA </h2>
<p align="justify"><font size="3">Mesão Frio teria porventura nascido no sítio que muito mais tarde envolveria a igreja de São Nicolau, mandada erigir, segundo se diz, pela rainha D. Mafalda, mulher de D. Afonso Henriques. </font></p>
<p align="justify"><font size="3">De certeza apenas se sabe que o germe desta terra foi uma daquelas albergarias (mansiones) existentes nas principais vias do Império Romano destinadas inicialmente a agasalhar (mansionis frigidae) os viandantes nos seus itinerários e, sucessivamente, a fornecer refeições, a estabular os animais e a servir de estação de muda de cavalos. </font></p>
<p align="justify"><font size="3">Daí que, a data de nascimento deste povoado se possa atribuir aproximadamente ao início do século III, a mesma do "ltinerarium Antonini Augusti" que descreve as diversas "mansiones" e a distancia entre elas (o período da dominação romana da Peninsula Hispânica vai de 197a.C. até ao ano de 411). </font></p>
<p align="justify"><font size="3">O actual nome desta vila provém, assim, duma longa evolução linguística, semântica e gráfica da "mansionis frigidae" que, por causa disso, mudou de caso latino, de significado e de género com total desprezo pela disciplina gramatical e, assim, ao sabor da pronúncia, variável consoante as pessoas, e dos seus inadvertidos registos. </font></p>
<p align="justify"><font size="3">A primeira vez que aparece este lugar grafado de "mansion frigido" resultante da adulteração dos vocábulos femininos "mansione frigida", foi em 1059 no " lnventario de omnes hereditates sive et ecclesia de Vimaranes", do monarca leones Fernando Magno, isto é, 120 anos antes de D. Afonso Henriques haver sido reconhecido como rei pelo Papa Alexandre III (duma das muitas notas á margem do livro "Fastos de Mesão Frio", elaboradas pelo autor com vista a uma eventual 2ª edição, consta, curiosamente, que a grafia "Meison Frido" é muito anterior a 1059, pois apareceu em 981). </font></p>
<p align="justify"><font size="3">Este termo toponímico é comum a outras terras portuguesas por identidade originária ou por similitude com o Mesão Frio duriense que foi, e é, sem dúvida, dentre todas estas localidades homónimas, a mais importante. </font></p>
<p align="justify"><font size="3">O desenrolar do tempo e a consequente atracção da circunvizinhança, despertada por interesses afins aos da comunidade atraente, definiram os contornos do primitivo concelho de Mesão Frio, cuja vivência se situa, por isso, muitos séculos antes da outorga do primeiro foral em Fevereiro de 1152 por D. Afonso Henriques e que viria a ser confirmado por D. Afonso II, em Trancoso, no dia 15-10-1217. Três dias antes do dia de Santo André do ano de 1513, o rei D. Manuel I concedeu-lhe "foral novo" (esta maravilhosa peça saída das oficinas gráficas manuelinas pode ser admirada no Arquivo Histórico da Câmara Municipal). </font></p>
<p align="justify"><font size="3">Antigamente era excêntrico pretender-se nobilitar as terras, atribuindo-lhes como fundador alguém com nome semelhante ao delas. Mesão Frio, não escapando a esta extravagância, tomou em tempos idos para seu fundador um tal "Esteves Gracia Monzon Friwn" que, no ano de 942, reinando Ramiro II em Leão, teria entrado pela foz do Douro com outros cavaleiros franceses aventureiros que foram pegando os seus nomes às terras em que foram ficando. Esta, pois, a origem lendária, criada pelo imaginário de quem não se deu ao trabalho de escavar as verdadeiras raizes de Mesão Frio, quiçá levado por um túmulo em pedra que, juntamente com outros seis, então existia no muro do adro da igreja de São Nicolau, monumento funerário este que, por ter esculpidas as armas da cavalaria francesa, induziria a fundação desta terra à custa duma fase histórica dominada pela vinda de numerosos cavaleiros franceses movidos pela gesta da Reconquista (718-1492). </font></p>
<p align="justify"><font size="3">Fala a história antiga que este lugar foi povoado pelos pedreiros que fizeram a ponte Henriques mandada construir em Barqueiros pela rainha D. Mafalda que, pelo que se vê, muito quis a estes sítios (para esta construção o marido deixou em testamento 3000 maravedis, dela restando apenas um pedregulho e, submersos no rio Douro, dois pilares, facto que deu o nome de Piar ao local onde se encontram por corruptela de pilar). </font></p>
<p align="justify"><font size="3">Diz ainda que tinha um rego pelo meio da rua de fundo a cima, dividindo a povoação em dois concelhos, cada um com o seu mestre de pedreiros, juiz e oficiais (este rego ainda existe e esteve à vista até 1948, tendo tido por ele o seu curso a "água de rega dos Ameais" que foi motivo de grandes brigas com Vila Marim no tempo do rei D. Sancho I). </font></p>
<p align="justify"><font size="3">A ter sido exactamente assim, ou se esteve perante o repovoamento deste lugar por aqui se ter dado o ermamento entre os séculos VIII e IX ou, então, a dar créditos aos medievalistas que se opõem à teoria do despovoamento total do território devido às vicissitudes das guerras e alternativas de domínio, deu-se apenas, e mais uma vez, um albergamento, embora desta feita com características muito peculiares. O primeiro povoamento fez-se, com efeito, à volta da "mansionis frigidae", albergaria que foi privilegiada com o estatuto de "bemfeitoria" ou "beetria" (corruptela de "bemfeitoria"), vindo a ser "vila". </font></p>
<p align="justify"><font size="3">Segundo alguns historiadores da antiguidade, além de Mesão Frio, só mais 9 povoações foram "beetrias", o que lhes permitia eleger um senhor, exercer o domínio das suas terras e pagar tão - só uma renda ou censo. </font></p>
<p align="justify"><font size="3">Mesão Frio, no reinado de D. Manuel I, já contava com as povoações de Cidadelhe e Vila Marim como fazendo parte do seu concelho que inicialmente apenas teria compreendido o território das actuais freguesias de Santa Cristina e de São Nicolau, bem como a parcela de Vila Jusã que integra a vila e que antigamente era chamada de "Meigõ frio de jusão", situada a par do "Meigõ frio de susão" (só a partir dos meados de 1916 foi criada a unidade administrativa com o nome de "freguesia" em substituição da unidade eclesiástica denominada "paróquia"). </font></p>
<p align="justify"><font size="3">As povoações de Barqueiros, Oliveira e Vila Jusã só mais tarde seriam aglutinadas a Mesão Frio. Efectivamente, Barqueiros, até então concelho, e os povos de Oliveira e Vila Jusã, pertencentes ao concelho de Penaguião, juntaram-se-lhe por força do decreto de 6-11-1836, que também integrou no território mesão-friense o antigo concelho da Teixeira e as freguesias de Frende, Loivos da Ribeira e Teixeiró, do concelho de Baião. A aglutinação destas quatro circunscrições foi, porém, efémera, pois logo passariam para a jurisdição daquele concelho pela carta de lei de 27-9-1837 por motivo de uma pendência de águas ocorrida em meados de 1835 entre Mesão Frio e o concelho da Teixeira, o que viria a gerar um certo irredentismo e uma situação paradigmática duma incongruente divisão administrativa do País que ainda persiste.</font></p>
<p align="justify"><a href="http://www.dodouropress.pt/index.asp?idedicao=66&amp;idSeccao=664&amp;Action=seccao" target="_blank"><font size="1">(fonte:douropress)</font></a></p>
<hr /><br /> <br />
<p align="center"><img id="image197498" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/mesao-frio-rio-douro.jpg" alt="Mesão Frio - Rio Douro" width="500" height="375" align="middle" /></p>
<p align="center"><a href="http://viajar.clix.pt/fotos.php?id=1117&amp;fi=0&amp;o=p&amp;lg=es" target="_blank"><font size="1">(foto.viagar.clix)</font></a></p>
<hr />
</p>
<p><a href="http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/21/mesao-frio#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Fri, 21 Dec 2007 11:37:50 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Alijó</title>
	<link>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/20/alijo</link>
	<guid>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/20/alijo</guid>
		<description><![CDATA[<p align="center"><img id="image195974" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/alijo.png" alt="Alijó - Brasão" width="413" height="434" align="middle" /></p>
<p align="justify"><font size="5"><strong>Alijó</strong></font> <font size="3">é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Vila Real, região Norte e subregião do Douro, com cerca de 2 800 habitantes.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">É sede de um município com 298 km² de área e 13 942 habitantes (2006), subdividido em 19 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Vila Pouca de Aguiar e Murça, a leste por Carrazeda de Ansiães, a sul por São João da Pesqueira e a oeste por Sabrosa.</font></p>
<p align="justify"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alij%C3%B3" target="_blank"><font size="1">(wikipedia)</font></a></p>
<hr /><br /> <br />
<p align="center"><img id="image195981" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/alijo-pelourinho.jpg" alt="Alijó - Pelourinho" width="425" height="574" align="middle" /></p>
<p align="center"><img id="image195983" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/alijo-camara.jpg" alt="Alijó - Câmara" width="300" height="171" align="middle" /></p>
<p align="center"><img id="image195986" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/alijo-biblioteca.jpg" alt="Alijó - Biblioteca" width="228" height="169" align="middle" /></p>
<p align="center"><img id="image195988" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/alijo-estatua-homem-do-douro.jpg" alt="Alijó - Estátua do Homem do Douro" width="180" height="130" align="middle" /></p>
<p align="center"><img id="image195989" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/alijo-fonte.jpg" alt="Alijó - Fonte" width="180" height="192" align="middle" /></p>
<p align="center"><strong><font size="4" color="#660000">História do Concelho</font></strong></p>
<p align="justify"><font size="3">A vila de Alijó, situada a cerca de 45 quilómetros da capital do Distrito - Vila Real - localiza-se numa vasta área de cultura castreja. Sofreu, como tantas outras localidades do actual concelho, as vicissitudes resultantes da romanização e da ocupação mourisca. </font></p>
<p align="justify"><font size="3"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Implantada num eixo que terá servido de fronteira em permanentes mutações, dividia cristãos e árabes. Foi por estes destruída e posteriormente abandonada.</font> </font></p>
<p align="justify"><font size="3"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Só a partir do primeiro quartel do século XII é que graças aos sucessivos forais outorgados por D. Sancho II, (1226), D. Afonso III (1269) e, mais tarde, por D. Manuel I , já no século XVI (em Julho de 1514), recomeçou o seu povoamento.</font> </font></p>
<p align="justify"><font size="3"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Serviu de motivação para os que demandaram este concelho, além das regalias concedidas, o seu clima e solos extraordinariamente ricos, particularmente para a produção de vinho generoso, acreditado "embaixador português" em todo o Mundo.</font> </font></p>
<p align="justify"><font size="3"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, só a partir dos séculos XII e XIII é que se assistiu a uma ocupação ordenada, tendo sido atraídos vários representantes da nobreza e da alta burguesia. Foi o caso do marquês de Távora - primeiro donatário de Alijó e seus termos, bens incorporados na Coroa após a execução dos Távoras, em pleno consulado pombalino.</font> </font></p>
<p align="justify"><font size="3"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pelo Concelho de Alijó, existem dispersas várias manifestações do seu povoamento antigo, desde castros a pinturas rupestres e a vestígios de estradas romanas. A própria hagio-toponímia evidencia que do século VII ao século XIII se manteve na área do concelho uma população laboriosa, a qual conseguiu sobreviver às investidas quer dos mouros quer dos cristãos das Astúrias.</font> </font></p>
<p align="justify"><font size="3"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alijó, cuja etimologia teria origem na existência da história Legio Spetima Gemina, outras teses nos indicam que o topónimo advém da palavra Ligioo, mais tarde Lijó, que pretenderia significar a natureza pedregosa do local naquela época, tem a sua monumentalidade representada pelo pelourinho, algumas casas solarengas e a igreja com o seu conjunto de alfaias, objectos de culto e várias imagens de relativo valor.</font> </font></p>
<p align="justify"><font size="3"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O conjunto de arquitectura religiosa nesta vila, completa-se com as capelas do Senhor do Andor ou dos Passos; a capela de Nossa Senhora dos Prazeres, no monte da Cunha, a de Santo António, no monte do Vilarelho;<br /> A arquitectura civil, com excepção do pelourinho, está praticamente circunscrita à existência do edifício da Câmara Municipal - Paços do Concelho - parte do qual construído no século XVIII e outra parte no século XIX. O brasão que coroa este edifício encontra-se picado, feito levado a cabo pelos soldados franceses na Guerra Peninsular e no qual, em vez das armas do concelho, mandaram pintar as águias napoleónicas, então ainda triunfantes.</font> </font></p>
<p align="justify"><font size="3"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Próximo do monumental Plátano oriental, considerado M.N., mandado plantar pelo visconde da Ribeira de Alijó, em 1856, fica a antiga Casa dos Távoras; porém, o mais importante solar que existiu nesta vila, foi sem dúvida, o Solar dos Viscondes de Alijó, no qual se encontra instalado grande parte do comércio local.</font> </font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">Alijó é sede de um concelho essencialmente agrícola que se estende desde a margem direita do rio Douro até aos limites do Concelho de Murça e , ainda, entre os rios Tinhela, Tua e Pinhão, que lhe conferem uma área aproximada de 300 km2 envolvendo 49 povoações, em 19 freguesias e quase 20.000 habitantes. </font></p>
<p align="justify"><font size="3"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">São as suas gentes, na sua maioria, rurais que contribuem para o desenvolvimento e riqueza do concelho, aplicando-se na dureza do trabalho do campo; A norte, a zona de planalto granítico e a sul o terreno xistoso, inclinado para o Douro, onde predomina a cultura da vinha e onde se produz o Vinho do Porto.</font> </font></p>
<p align="justify"><font size="3"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Terra rica em manifestações etnográficas, a sua gastronomia possui um sabor requintado e poderoso, onde reinam o cabrito assado, o cozido à portuguesa, as tripas à transmontana, as carnes fumadas, a célebre bola de carne, e os milhos (da zona da montanha). É de salientar também o famoso pão de Favaios muito apreciado e procurado por toda a região. Na doçaria, o destaque vai para as célebres cavacas e amêndoas cobertas de Santa Eugénia, quinzinhos, pudim de amêndoa, pão-de-ló de água, bolo borrachão e muitos outros de reminiscência conventual.</font> </font></p>
<p align="justify"><font size="3"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No campo do turismo, Alijó tem imensas propostas a oferecer aos visitantes, como o turismo fluvial no rio Douro; o turismo ecológico na foz do Tua, local privilegiado para a pesca desportiva, e uma riqueza imensa de miradouros e paisagens.</font> </font></p>
<p align="justify"><font size="3"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tendo Alijó tradições antiquíssimas no que respeita às feiras, festas e romarias, são estas também uma importante atracção turística.</font> </font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">Por tudo isto e pelas suas características de uma tranquilidade e hospitalidade únicas, Alijó constitui sem dúvida, um dos locais mais aprazíveis para passar umas férias de sonho, na quietude de um cenário quase paradisíaco.</font></p>
<p><a href="http://www.cm-alijo.pt/visita_concelho/visita_index.html" target="_blank"><font size="1">(Fonte: cm-alijo)</font></a></p>
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<p align="center"><img id="image195995" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/alijo-igreja-matriz.jpg" alt="Alijo - Igreja Matriz" width="300" height="449" align="middle" /></p>
<p align="center"><font size="1">(Foto: José Nogueira dos Reis)</font></p>
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<p><a href="http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/20/alijo#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Thu, 20 Dec 2007 10:51:48 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Vila Pouca de Aguiar</title>
	<link>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/19/vila-pouca-de-aguiar</link>
	<guid>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/19/vila-pouca-de-aguiar</guid>
		<description><![CDATA[<p align="center"> <img id="image195417" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/vila-pouca-de-aguiar-castelo.jpg" alt="Vila Pouca de Aguiar - Castelo" width="449" height="600" align="middle" /></p>
<p align="center"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Castelo_de_Aguiar_03.JPG" target="_blank"><font size="1">(Foto: João Carvalho)</font></a></p>
<hr /><br /> <br />
<p align="center"><img id="image195413" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/vila-pouca-de-aguiar.png" alt="Vila Pouca de Aguiar - Brasão" width="413" height="434" align="middle" /></p>
<p align="justify"><font size="3"><strong><font size="5">Vila Pouca de Aguiar</font></strong> é uma </font><font size="3">vila</font><font size="3"> </font><font size="3">portuguesa</font><font size="3"> no </font><font size="3">Distrito de Vila Real</font><font size="3">, </font><font size="3">Região Norte</font><font size="3"> e subregião do </font><font size="3">Alto Trás-os-Montes</font><font size="3">, com cerca de 3 500 habitantes.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">É sede de um </font><font size="3">município</font><font size="3"> com 432,68 km² de área e 14 998 habitantes (2001), subdividido em 18 </font><font size="3">freguesias</font><font size="3">. O município é limitado a norte por </font><font size="3">Chaves</font><font size="3">, a leste por </font><font size="3">Valpaços</font><font size="3"> e </font><font size="3">Murça</font><font size="3">, a sul por </font><font size="3">Alijó</font><font size="3">, </font><font size="3">Sabrosa</font><font size="3"> e </font><font size="3">Vila Real</font><font size="3">, a oeste por </font><font size="3">Ribeira de Pena</font><font size="3"> e a noroeste por </font><font size="3">Boticas</font><font size="3">.</font></p>
<h3 align="justify"><span class="mw-headline"><font size="3">História</font></span></h3>
<p align="justify"><font size="3">Conhecidas nos primórdios da nacionalidade como as terras de Aguiar de Pena, nome tirado do velho castelo roqueiro com a mesma designação, ou seja da Pena, assente num </font><font size="3">penedo</font><font size="3"> colossal que seria uma das referências da região, com o nome de Aguiar adivinha-lhe do facto de ser um povoado de </font><font size="3">águias</font><font size="3">. Delimitada a norte pela terra de </font><font size="3">Chaves</font><font size="3"> e Montenegro, a leste e sul pela terra de Panóias e a ocidente pelas terras de Bastos. A ocupação humana deste território, remonta à época megalítica, muito anterior à ocupação romana, como testemunham as várias, antas, mamoas, sepulturas e o espólio arqueológico encontrado em vários locais, principalmente na serra do Alvão. Nos finais do </font><font size="3">século III</font><font size="3"> a.C. começa a colonização romana do território actualmente português. Posteriormente e até à fundação do reino de Portugal, este território foi sucessivamente ocupado por </font><font size="3">Suevos</font><font size="3">, </font><font size="3">Visigodos</font><font size="3"> e </font><font size="3">Muçulmanos</font><font size="3">. Após a criação do Reino, é atribuído o primeiro foral à Terra de Aguiar de Pena pelo Rei </font><font size="3">D. Sancho I</font><font size="3">, em </font><font size="3">1206</font><font size="3">. Em meados do </font><font size="3">século XIX</font><font size="3"> as reformas administrativas efectuadas ao nível autárquico, deram a actual configuração ao município.</font></p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<h3 align="justify"><span class="mw-headline"><font size="3">Património histórico e cultural</font></span></h3>
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<h4 align="justify"><span class="mw-headline">Antas da Serra do Alvão</span></h4>
<p align="justify"><font size="3">As </font><font size="3">Antas</font><font size="3"> da Serra do Alvão (freguesia da Lixa do Alvão), estão classificadas como Monumento Nacional desde </font><font size="3">1910</font><font size="3">, erguem-se numa planície junto ao Rio Torno, nas proximidades de </font><font size="3">Soutelo de Aguiar</font><font size="3">.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Escavada ainda no final do século XIX pelos sacerdotes e grandes estudiosos da região de Vila Pouca de Aguiar, José Rafael Rodrigues e José Brenha, esta necrópole megalítica seria originalmente constituída por um conjunto de dez monumentos, cinco dos quais foram destruídos, muito provavelmente na sequência dos trabalhos agrícolas desenvolvidos ao longo dos tempos nos terrenos particularmente férteis onde se encontram implantados, assim como das constantes violações às quais foi sujeita parte substancial dos exemplares arqueológicos desta região transmontana e, muito especialmente, os exemplares desta tipologia arqueológica.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Também conhecida por "Chã das Arcas", a primeira anta deste conjunto apresenta uma mamoa - tumulus - edificada com terra e pedra miúda, cujas dimensões a transformam num dos monumentos megalíticos mais impressionantes do concelho. Consegue ainda manter in situ três dos grandes esteios graníticos que comporiam originalmente a câmara sepulcral, bem como a correspondente pedra da cabeceira, à semelhança, aliás, da segunda anta (exceptuando o último elemento pétreo), apartada daquela por cerca de vinte metros para Ocidente.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Quanto ao terceiro exemplar desta necrópole megalítica, parece ser apenas possível percepcionar a mamoa primitiva, de cuja câmara sepulcral não se identificaram ainda quaisquer elementos estruturais, o mesmo sucedendo, ademais, com o quarto espécime, identificado pela cota mais elevada do terreno.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Finalmente, o quinto monumento deste conjunto funerário parece ser aquele que se encontra em melhores condições de conservação, apresentando, quer três dos blocos que formariam de início a câmara sepulcral, quer múltiplos vestígios do corredor que atingiria um comprimento de aproximadamente dois metros e uma largura de metro e meio.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Quanto aos artefactos recolhidos no local, dever-se-á relembrar que o conhecido espólio do Alvão, composto de várias dezenas de placas gravadas, fragmentos cerâmicos, machados executados em pedra, pontas de seta e contas de colar, entre outros elementos, procede, precisamente, deste arqueossítio, a revelar, no fundo, a sua relevância para um melhor entendimento deste período do Noroeste peninsular.</font></p>
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<h4 align="justify"><span class="mw-headline">Castelo de Aguiar</span></h4>
<p align="justify"><font size="3">O </font><font size="3">Castelo de Aguiar</font><font size="3"> (freguesia de Telões), singular conjugação da natureza com o engenho humano, está localizado nos contrafortes da Serra do Alvão, junto da aldeia do Castelo, na freguesia de Telões está classificado como <strong>Monumento Nacional</strong> desde </font><font size="3">26 de Fevereiro</font><font size="3"> de </font><font size="3">1982</font><font size="3">.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Na zona abundam gigantescos blocos graníticos. O Castelo, isolado e inexpugnável, como um ninho de águias, dominando o vale fértil de Aguiar e as serras vizinhas, está apoiado no mais elevado deles. Com o desenvolvimento das vilas e cidades, no fim da </font><font size="3">Idade Média</font><font size="3">, a estabilização de fronteiras e as múltiplas reformas administrativas e políticas, o Castelo de Aguiar, como muitas outras fortalezas isoladas, perdeu importância. A passagem do tempo e a erosão foram-no degradando, até chegar ao estado ruinoso em que hoje se encontra apesar mesmo da sua classificação.</font></p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<h4 align="justify"><span class="mw-headline">Pelourinho de Alfarela de Jales</span></h4>
<p align="justify"><font size="3">O Pelourinho de Alfarela de Jales (freguesia de Alfarela de Jales, lugar de Alfarela de Jales), datado do século XVI este elemento está classificado como Imóvel de Interesse Público desde </font><font size="3">1933</font><font size="3">.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">O primeiro dos quatro degraus do pelourinho está bastante enterrado no pavimento. Todos são de forma quadrada com pouca altura e de aparelho ligeiro. A Plataforma com a altura de oitenta centímetros tem forma de plinto quadrado e possui na base, mais encorpamento. Na parte superior existe um bordo saliente, boleado. Neste elemento pousa o fuste cilíndrico monolítico com a altura de dois metros e vinte centímetros e o diâmetro de trinta centímetros. No topo pousa um ligeiro capitel saliente, liso, seguido de um rebordo mais encorpado e boleado. O remate é composto por um tabuleiro quadrangular que num dos lados tem um escudo das armas de Portugal encimado por uma coroa aberta. Por peça terminal existe elemento cilíndrico com base de maior diâmetro e com o topo saliente e boleado onde pousa uma pirâmide circular.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">No ano de 1953 o pelourinho foi deslocado para sul a fim de dar lugar a um fontanário.</font></p>
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<h4 align="justify"><span class="mw-headline">Estátua–Estela de Jales</span></h4>
<p align="justify"><font size="3">Estátua – Estela (freguesia da Vreia de Jales, lugar de Barrela), Escultura em granito, de forma antropomórfica, está em processo de classificação desde 1997. Tem 2.30 metros de altura, e encontra-se ainda no que se presume ser a sua implantação original. Situa-se ao lado da via romana que segue para o campo mineiro de Jales e Trêsminas. A cronologia destas estátuas-estelas é, genericamente, atribuída ao bronze final/idade do ferro, se bem que esta poderá talvez ser mais tardia, podendo mesmo ser de época romana. A Mamoa do Alto do Catorino (freguesia da Lixa do Alvão), é um dos maiores monumentos megalíticos do concelho de Vila Pouca de Aguiar, e talvez aquele que se encontra em melhor estado de conservação, está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1990.</font></p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<h4 align="justify"><span class="mw-headline">Cidadelhe</span></h4>
<p align="justify"><font size="3">Recinto fortificado de Cidadelhe (freguesia da Vila Pouca de Aguiar, lugar de Cidadelhe), classificado como Imóvel de Interesse Público em </font><font size="3">1990</font><font size="3">, ergue-se no topo de um pequeno cabeço da Serra do Alvão, sobranceiro ao Rio Avelames, ao vale de Vila Pouca de Aguiar e à própria aldeia de Cidadelhe.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Estudos de Caracterização do Território Municipal Estrutura e Dinâmicas Urbanas conquanto destituído das condições naturais de defesa essenciais a uma comunidade humana que aí se instalasse. Terá sido, na verdade, esta última condição a ditar a construção de uma única linha de muralha bem aparelhada, a maior parte da qual bastante derrubada na actualidade, e que chegaria, nalguns troços, a atingir cerca de dois metros de altura.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">A zona intermuralhas, de forma relativamente elíptica, apresenta múltiplos afloramentos graníticos de reduzidas dimensões, não tendo sido encontrados, até ao momento, quaisquer vestígios indicadores de uma provável existência de estruturas de carácter doméstico, como seria, certamente, de esperar num povoado fortificado da </font><font size="3">Idade do Ferro</font><font size="3">, como este.</font></p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<h4 align="justify"><span class="mw-headline">Minas Romanas de Tresminas</span></h4>
<p align="justify"><font size="3">Complexo Mineiro de Tresminas (freguesia de Tresminas), neste importante centro mineiro classificado como Imóvel de Interesse Público em </font><font size="3">1997</font><font size="3">, segundo um investigador espanhol, já eram explorados metais nos fins do </font><font size="3">Neolítico</font><font size="3"> e sobretudo na idade do </font><font size="3">bronze</font><font size="3"> e do </font><font size="3">ferro</font><font size="3">. Mas é sobretudo a romanização que marca profundamente a actividade mineira neste local. A exploração que os romanos levaram a efeito em Tresminas, pela sua importância e duração, fez com que os vestígios deixados se revistam de grande importância, não só do ponto de vista do conhecimento da estadia romana por terras lusas, mas também da compreensão dos seus métodos de exploração e tratamento metalúrgico.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">As minas romanas de extracção a céu aberto, foram provavelmente já durante o reinado de Augusto (27 aC, 14 dC), que iniciaram a exploração sistemática deste complexo, tendo-se prolongado até à segunda metade do </font><font size="3">século II</font><font size="3"> dC. Sendo o domínio imperial e fiscal, o distrito mineiro estava sob a orientação estatal directa. Ainda não são conhecidos os limites exactos da povoação mineira de Tresminas. Depois de algumas prospecções efectuadas, pressupõe-se a existência de determinadas construções, nomeadamente, edifícios administrativos, casernas, balneários, complexos industriais, armazéns, silos, mercados, lojas, casas de habitação, templos e santuários. A exploração mineira em Tresminas realizava-se essencialmente pelo desmonte a céu aberto, sendo disso resultado os desfiladeiros que são as cortas (ou lagos) de Covas e Ribeirinha. Numa terceira Corta existente, a dos Lagoínhos, não estudada, a exploração era subterrânea. Esta Corta resulta do aluimento de uma grande extensão daquela que seria a galeria principal de uma complicado conjunto de galerias.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Em jeito de curiosidade um Engenheiro de Minas Inglês, calculou que 2000 trabalhadores operando diariamente levariam 200 anos a fazer estes desmontes, sendo necessário remover pelo menos 5.800.000 m<sup>3</sup>.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Na Corta ou Lago de Covas, foram reconhecidas várias galerias que terão sido utilizadas, uma para o escoamento de aterros e águas, outra como oficinas de tratamento minério. Nas imediações das grandes covas, terá existido uma grande povoação, e foram descobertos vestígios da eventual existência de um anfiteatro e uma necrópole.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Cerca de 300 m a sudeste da corta de Covas encontra-se uma estrutura do tipo muro de terra batida, em parte nivelada e deformada por trabalhos agrícolas. Não se trata certamente de um muro defensivo derrubado de uma fortificação mas, muito provavelmente , de restos da fundação para a cave de um pequeno anfiteatro.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Por volta de </font><font size="3">1937</font><font size="3">, quando se efectuavam trabalhos de construção rodoviária, foram encontrados, em local não especificamente designado, três pedras sepulcrais e um número indefinido de sepulturas de cremação. Em </font><font size="3">1986</font><font size="3"> foi possível localizar os pontos achados das mencionadas estelas bem como, de uma outra pedra sepulcral, desenterrada por um arado a norte da zona mineira. Parece que a necrópole se estendia pelos dois lados da estrada sobre um talude que descai em direcção a Oeste. A sua extensão é ainda desconhecida. Até à data não existem indícios para uma actividade mineira pré-romana em Tresminas, não podendo, no entanto excluir-se à partida tal possibilidade tendo em vista o castro, da idade do ferro, situado cerca de 4km a sudoeste numa curva do Rio Tinhela.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">As inscrições encontradas na zona de Tresminas formam a estrutura para a cronologia da exploração mineira romana. O povoamento do local, ou seja, a exploração mineira sistemática deverá ter tido início, o mais tardar, sob o governo de Tiberius.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">O estacionamento de militares em Tresminas, além de soldados da sétima legião está comprovada a estadia de secções da cohors I Gallica equitata civium romanorum, reflecte sem dúvida, um ponto alto das actividades na primeira metade do século II. Aponta também para o status legal da mina como domínio imperial, ou seja, propriedade fiscal. É altamente provável que o distrito de Tresminas tivesse estado ligado ao de Jales formando uma unidade administrativa, territorium metallorum.</font></p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<h4 align="justify"><span class="mw-headline">Igreja de Santa Eulália</span></h4>
<p align="justify"><font size="3">A Igreja de Santa Eulália (freguesia de Pensalvos, lugar de Pensalvos) encontra-se em processo de classificação desde 2003.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Na obra <strong>Portugalie Monumenta Historica</strong>, faz-se referência a este templo <em>“De Sancta Eolália de Penzalvos, Gomecius Menendiz Abbas, Johanes Johanis, Martinus Nuniz, Petrus Gunzalvis, Fernandus Manendiz, Jurati Dixerunt quod rex non est patronus”.</em> De estilo Românico, ostenta uma imponente sineira de granito e, na fachada sobressaem ainda as duas cruzes, um geométrico quadrifólio e uma escultura de Santa Eulália, que se pensa ser da autoria da Escola Flamenga.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">No interior do templo, destacam-se a capela-mor, em estilo </font><font size="3">barroco</font><font size="3">, e o belíssimo arco cruzeiro, onde ao centro se evidencia a imagem de São Miguel Arcanjo a dominar o dragão, enquanto que do lado direito, sobressaem dois ricos retábulos. Do lado esquerdo do pórtico em arco de volta perfeita, vislumbra-se uma bela imagem “La Pietà”, escultura pungente da dor da mãe com o cadáver do filho sobre os joelhos. São vários os altares que embelezam a igreja, dando-se especial relevo ao das Almas e ao de Nossa Senhora do Rosário. Pensa-se que este último foi mandado erguer pelo Comendador Martins Aguiar, da Casa do Cabo, já que a encimar a porta principal pode ler-se o seguinte: <em>“Levantou esta igreja a toda a roda a su cuidado Sargento-mor Miguel Borges Aguiar (?)”.</em> Este retábulo mariano tem a ornar a imagem, pintados a óleo, os quinze mistérios do Rosário. O tecto, trabalho de fino recorte e valor precioso, são 55 caixotões com variadas pinturas a óleo, emolduradas com os mais diversos temas.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Painéis com motivos emblemáticos, Adão e Eva e o pecado original, motivos hagiológicos, as Santas Virgens e Mártires, os doutores da Igreja (Santo Agostinho segura na mão um coração em chamas). O tecto desta Igreja, com os seus caixotões pintados é de facto um precioso livro pictural com motivos Bíblicos, Cristológicos e Hagiológicos</font>.</p>
<p align="justify"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vila_Pouca_de_Aguiar" target="_blank"><font size="1">(wikipedia)</font></a></p>
<hr /><br /> <br />
<p align="center"><img id="image195421" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/vila-pouca-de-aguiar-aldeia-do-castelo.jpg" alt="Vila Pouca de Aguiar - Aldeia do Castelo" width="640" height="480" align="middle" /><img id="image195423" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/vila-pouca-de-aguiar-camara.jpg" alt="Vila Pouca de Aguiar - Câmara" width="640" height="480" align="middle" /></p>
<p align="center"><img id="image195426" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/vila-pouca-de-aguiar-vale-de-aguiar.jpg" alt="Vila Pouca de Aguiar - Vale de Aguiar" width="640" height="480" align="middle" /><img id="image195424" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/vila-pouca-de-aguiar-pelourinho-de-alfarela-de-jales.jpg" alt="Vila Pouca de Aguiar - Pelourinho de Alfarela de Jales" width="480" height="640" align="middle" /></p>
<p align="center"><a href="http://www.cm-vpaguiar.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=27441" target="_blank"><font size="1">(Fotos: cm-vpaguiar)</font></a></p>
<hr />
</p>
<p><a href="http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/19/vila-pouca-de-aguiar#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Wed, 19 Dec 2007 19:27:08 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Cidade de Valpaços</title>
	<link>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/18/cidade-de-valpacos</link>
	<guid>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/18/cidade-de-valpacos</guid>
		<description><![CDATA[<p align="center"><img id="image195379" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/valpacos-igreja-de-carrazedo-de-montenegro.jpg" alt="Valpaços - Igreja de Carrazedo de Montenegro" width="640" height="480" align="middle" /></p>
<p align="center"><font size="1"><a href="/pt/www.escapadelas.com/pt/node/284" target="_blank">(Fonte: escapadelas.com)</a></font></p>
<hr /><br /> <br />
<p align="center"><img id="image195383" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/valpacos.png" alt="Valpaços - Brasão" width="413" height="432" align="middle" /></p>
<p align="center"><img id="image195384" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/valpacos-camara.jpg" alt="Valpaços - Câmara" width="300" height="200" align="middle" /></p>
<p align="justify"><font size="3"><strong><font size="5">Valpaços</font></strong> é uma cidade portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 4 500 habitantes.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">É sede de um município com 553,06 km² de área e 19 512 habitantes (2001), subdividido em 31 freguesias. O município é limitado a noroeste por Chaves, a leste por Vinhais e Mirandela, a sul por Murça e a oeste por Vila Pouca de Aguiar. Foi criado em 1836 por desmembramento de Chaves.</font></p>
<p align="justify"><strong><font size="3">HISTÓRIA</font></strong></p>
<p align="justify"><font size="3">Os primeiros documentos escritos que citam Valpaços datam do século XII. O próprio topónimo tem uma raiz claramente pré-nacional. A freguesia terá começado por ser um pequeno reduto habitado por nobres e famílias senhoriais, atraídas por um conjunto de privilégios tendentes a povoar aquela região tão próxima de Espanha.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">O acontecimento mais importante da história de Valpaços deu-se seguramente em meados do século XIX. Em 16 de Novembro de 1846, durante a Guerra da Patuleia, aqui se defrontaram as tropas rivais. O movimento, que começara de forma espontânea e por ter características eminentemente populares, passava nesse momento a tomar proporções políticas. Cerca de duas dezenas de mortos marcaram a passagem por Valpaços de uma batalha que depois prosseguiu por terras de Murça.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Segundo a lenda, participou na refrega o famoso Zé do Telhado, que inclusivamente teria salvo a vida ao visconde de Sá da Bandeira, ele que até fora lanceiro da rainha antes de se tornar salteador!</font></p>
<p align="justify"><font size="3">O património edificado desta freguesia justifica bem a sua importância actual e os pergaminhos do passado. Acima de tudo, a igreja paroquial. Muito amplo, é de uma só nave. No interior, pode observar-se o arco cruzeiro que separa a capela-mor (na qual se pode ver uma bonita imagem de Santa Maria Maior) do restante corpo do edifício.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Da arquitectura civil, uma referência para os paços do concelhos. Oitocentistas, custou a sua construção cerca de vinte contos. Projectada por Augusto Xavier Teixeira, demoraram dois anos a ficar concluída - 1891.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">E os incontornáveis solares da vila, dos quais o mais antigo é o dos Morgados da Fonte ou de "S. Francisco de Valpassos".</font></p>
<p align="justify"><font size="3">Valpaços foi elevada a vila em 1861, através de decreto real de 27 de Março, assinado por D. Pedro V. Em 1936, chegava finalmente a sua representação heráldica. Agora revista para uma coroa de cinco castelos dado que passou a cidade em 1999.</font></p>
<p align="justify"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Valpa%C3%A7os" target="_blank"><font size="1">(wikipedia)</font></a></p>
<hr /><br /> <br />
<p align="center"><img id="image195395" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/valpacos-igreja-matriz.jpg" alt="Valpaços - Igreja Matriz" width="336" height="509" align="middle" /><img id="image195391" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/valpacos-solar-possacos.jpg" alt="Valpaços - Solar de Possacos" width="480" height="305" align="middle" /><img id="image195396" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/valpacos-ponte-valtelhas.jpg" alt="Valpaços - Ponte Valtelhas" width="480" height="314" align="middle" /></p>
<p align="center"><a href="http://www.adrat.pt/conteudo.asp?i=&amp;p=f" target="_blank"><font size="1">(Fonte: adrat.pt)</font></a></p>
<hr />
</p>
<p><a href="http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/18/cidade-de-valpacos#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Tue, 18 Dec 2007 13:19:11 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Murça</title>
	<link>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/17/murca</link>
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		<description><![CDATA[<p align="center"><img id="image195364" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/murca.png" alt="Murça - Brasão" width="413" height="434" align="middle" /></p>
<p align="justify"><font size="3"><strong><font size="5">Murça</font></strong> é uma vila portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 2 200 habitantes.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">É sede de um município com 189,36 km² de área e 6 752 habitantes (2001), subdividido em 9 freguesias. O município é limitado a norte por Valpaços, a leste por Mirandela, a sueste por Carrazeda de Ansiães, a sudoeste por Alijó e a noroeste por Vila Pouca de Aguiar.</font></p>
<p align="center"><img id="image195366" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/murca-porca-de-murca.jpg" alt="Murça - Porca de Murça" width="398" height="599" align="middle" /></p>
<p align="center"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mur%C3%A7a" target="_blank"><font size="1">(Wikipedia)</font></a></p>
<p> <font size="3" color="#cc9900"><hr /></font><br />
<p align="justify"><font face="Arial" size="3" color="#cc9900">O concelho está situado na transição entre as duas feições, a duriense e a trasmontana. Voltando-nos a sul, vemos uma paisagem amena de vinhedos e olival, de óbvia riqueza. A norte, encostas serranas e penhascosas, menos produtivas.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3" color="#cc9900">Durante muito tempo, Murça foi identificada com uma única rua, coincidente com a Estrada Nacional 15. Mas o desenvolvimento urbanístico das últimas décadas rasgou novos artérias, avenidas e praças, dando-lhe ar citadino.</font></p>
<p align="justify"><font color="#cc9900"><font size="3"><font face="Arial">O património histórico-arquitectónico mais significativo encontra-se, é óbvio, na parte antiga. Mais que qualquer outro monumento, é a chamada Porca de Murça que simboliza a vila. Trata-se de uma escultura granítica representando um quadrúpede. O povo considerou que se tratava de uma ursa que devastava a região e foi necessário eliminar. Depois, passou a ser uma porca. Mas os atributos masculinos bem visíveis não enganam: é na verdade um berrão, do mesmo género dos que se encontram frequentemente na zona oriental de Trás-os-Montes, relacionados com um culto da fertilidade de povos pré-romanos. Seja como for, é hoje um</font> <font face="Arial">monumento que se ergue orgulhoso sobre um plinto no centro da praça principal. A Igreja Matriz, a Capela da Misericórdia com a sua exuberante fachada barroca, o pelourinho e um ou outro solar são outros tantos motivos de interesse.</font></font></font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3" color="#cc9900">A proximidade à exploração aurífera de Jales determina a existência de alguns vestígios da romanização, nomeadamente pontes e calçadas. De épocas ainda anteriores, existem alguns monumentos megalíticos e castros, dos quais o mais conhecido e explorado é o Crasto de Palheiros.</font></p>
<p align="justify"><font face="Arial" size="3" color="#cc9900">As principais produções agrícolas são o azeite e os vinhos. Mas estes é que conquistaram um lugar privilegiado na carta dos vinhos portugueses. Murça produz grandes vinhos de mesa, assim como vinhos finos, que têm obtido repetidamente distinções em concursos, nacionais e internacionais. Uns e outros vão bem com a gastronomia local: com as carnes de um cozido à portuguesa ou com algumas das mais saborosas especialidades em doçaria, acaso herdadas das beneditinas que em Murça tiveram convento: o toucinho-do-céu e as queijadas.</font></p>
<p align="justify"><font size="1" color="#cc9900"><a href="http://www.rtsmarao.pt/concelho_de_murcaport.htm" target="_blank">(Fonte: rtsmarao.pt)</a></font></p>
<hr /><br />
<p align="center"><img id="image195369" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/murca-igreja.jpg" alt="Murça - Igreja" width="750" height="562" align="middle" /></p>
<p align="center"><a href="http://olhares.aeiou.pt/igreja_da_vila_de_murca/foto1567473.html" target="_blank"><font size="1">(Foto:lionel jose mendoza castro)</font></a></p>
<hr /><br />
<p><a href="http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/17/murca#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Mon, 17 Dec 2007 13:08:30 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Montalegre</title>
	<link>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/16/montalegre</link>
	<guid>http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/16/montalegre</guid>
		<description><![CDATA[<p align="center"><font size="1"><img id="image194597" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/montalegre-vista-da-vila.jpg" alt="Montalegre - Vista da Vila" width="800" height="535" align="middle" /></font></p>
<p align="center"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Montalegre.jpg" target="_blank"><font size="1">(Foto: wikipedia)</font></a></p>
<p align="center"><font size="1"><img id="image194599" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/montalegre-castelo.jpg" alt="Montalegre - Castelo" width="800" height="600" align="middle" /></font></p>
<p align="center"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Castelo_montalegre.JPG" target="_blank"><font size="1">(Foto: Francisco Miguel Rodrigues)</font></a></p>
<p align="center"><font size="1"><img id="image194604" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/montalegre-vista-do-castelo.jpg" alt="Montalegre - Vista do Castelo" width="650" height="488" align="middle" /></font></p>
<p align="center"><a href="http://www.utad.pt/pt/eventos/seminario_ratb/images/castelo.jpg" target="_blank"><font size="1">(Foto: UTAD)</font></a></p>
<hr /><br />
<p align="center"><img id="image194607" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/montalegre.png" alt="Montalegre - Brasão" width="368" height="435" align="middle" /></p>
<p align="justify"><font size="3"><font size="5"><strong>Montalegre</strong> </font>é uma vila portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 1 800 habitantes.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">É sede de um município com 806,19 km² de área e 12 762 habitantes (2001), subdividido em 35 freguesias. O município é limitado a norte pela Espanha, a leste por Chaves, a sueste por Boticas, a sul por Cabeceiras de Basto, a sudoeste por Vieira do Minho e a oeste pelas Terras de Bouro.</font></p>
<p align="justify"><font size="3">O concelho de Montalegre é um dos dois concelhos do Barroso. Um pouco mais de 26.26% da superfície do concelho faz parte do Parque Nacional da Peneda-Gerês, sendo dos concelhos que o integram aquele que contribui com maior área para o Parque (21 174 ha, ou 211,74 km²).</font></p>
<p align="justify"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Montalegre" target="_blank"><font size="1">(Wikipedia)</font></a></p>
<hr /><br /> <br />
<h1 align="center">HISTÓRIA </h1>
<p align="justify"><font color="#ffcc00"><font size="3"><font face="Arial">Não existe documentação suficiente para fazer a história desta vila, que se deve ter perdido pela acção do tempo e incúria dos homens. A que chegou até aos anos 20, e já não seria muita, perdeu-se num incêndio que destruiu os Paços do Concelho e repartições públicas, em Novembro de 1923</font> </font><br /> <font face="Arial,Helvetica" size="3">.</font><font size="3"> </font><br /> <font face="Arial,Helvetica" size="3">A investigação arqueológica revela vestígios de o Planalto Barrosão ter sido habitado desde os tempos pré-históricos, possivelmente desde a idade da pedra. Há muitos dolmens que foram identificados e estudados e, também, um numero significativo de castros.</font><font size="3"> </font></font></p>
<p align="justify"><font size="3"><font color="#ffcc00"><font face="Arial,Helvetica">No local onde se encontra a vila de Montalegre, é provável que tenha existido um povoado castrejo pré-histórico que, mais tarde, teria dado lugar a um povoado de vocação agro-pastoril.</font> </font></font></p>
<p align="justify"><font color="#ffcc00"><font size="3"><font face="Arial,Helvetica">Os primeiros documentos que referem a existência da vila, datam do reinado de D. Afonso III, o Bolonhês. É este rei, que reconhecendo-lhe importância estratégica para a defesa da fronteira, concede à “pobra de Montalegre” o primeiro foral, em 9 de Junho de 1273. Em 1289 o rei D. Dinis, confirmou e renovou o foral. Aconteceu o mesmo com D. Afonso IV, em 1491.</font> </font><br /> <font face="Arial,Helvetica" size="3">Diz-se que o castelo de Montalegre foi mandado construir por D. Afonso IV, em 1331. Contudo há indícios para poder datar a sua edificação no reinado de D. Dinis. </font><font size="3"> </font><br /> <font size="3">  </font></font></p>
<p align="justify">
<table border="0" width="530">
<tr>
<td><font face="Arial,Helvetica" size="3" color="#ffcc00">Este será o terceiro castelo a ser construído no termo de Montalegre, o que comprova a sua importância militar. O primeiro de que há notícia é o da Piconha, com foral de D. Sancho I, de 1187. Este castelo foi arrasado pelos espanhóis em 1650 (Guerra da Restauração). Desta fortaleza resta a cisterna e uns laços de escadas. Passou para território espanhol após a assinatura do Tratado de Limites, entre Portugal e Espanha, de 29 de Setembro de 1864. O segundo castelo a ser construído foi o de Portelo, perto de Sendim, do qual não restam vestígios.</font></td>
</tr>
</table>
<p align="justify"><font size="3"><font color="#ffcc00"><font face="Arial,Helvetica">Esta concentração de fortalezas militares, provam bem a importância que Montalegre teve na defesa da fronteira. É certo que não se deu aí nenhuma batalha importante, mas as sortidas e escaramuças entre os dois exércitos, português e espanhol, eram frequentes. </font> </font></font></p>
<p align="justify"><font size="3"><font color="#000000"><font face="Arial,Helvetica" color="#ffcc00">Por ocasião da Guerra Peninsular, o exército Napoleónico, comandado pelo Marechal Soult (2ª invasão), perseguido desde o Porto pelos exércitos português e inglês comandados por Wellesley, passou perto de Montalegre a caminho do Larouco, em 17 de Maio de 1809, onde atravessou a fronteira.</font> </font></font></p>
<p align="center"><img id="image194619" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/montalegre-espigueiro.jpg" alt="Montalegre - Espigueiro" width="570" height="398" align="middle" /><img id="image194620" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/montalegre-vila.jpg" alt="Montalegre - Vila" width="640" height="480" align="middle" /><img id="image194621" class="imgcentro" src="http://nortedeportugal.nireblog.com/blogs1/nortedeportugal/files/montalegre-ilha.jpg" alt="Montalegre - Ilha" width="591" height="385" align="middle" /></p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify"><a href="http://www.turibarroso.com/default_2.htm" target="_blank"><font size="1">(Fonte:Turibarroso)</font></a></p>
<hr /><br /> <br />
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p><a href="http://nortedeportugal.nireblog.com/post/2007/12/16/montalegre#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 16 Dec 2007 11:00:58 +0100</pubDate>	</item>
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